A Inquisição
4 Eu Acredito em Vocês
Então os nossos protagonistas entraram na sala. Não sabiam o que era pra fazer direito, então esperaram o general anunciar:
— Bem, vocês acham realmente que estão em forma, com esse monte de carne mole? Vocês são um bando de sacos de carne, seus obesos. Eu que sou definido e sexy.
— Mas o nosso saco é menos enrugado do que o dele. — Sussura Yan, de forma sarcástica
— Então quer dizer que tu já viu? — Disse Gabriel, com aquela típica cara de paisagem de sempre.
— Não, mas pela idade do fella eu acho que sim, né, porra.
— Realmente, a idade desse general é de cair o cu da bunda.
Ben estava se segurando para não rir das besteiras que os outros estavam falando. Ben sempre foi uma pessoa muito influenciável e fácil de fazer rir. Quando Gabriel viu que ele não ia aguentar, e ia acabar rindo, Gabriel rapidamente tapou sua boca e falou:
— Olha só, filho da puta. Se tu rir, você vai ter achado engraçado, óbvio, mas nós vamos tomar no rabo.
— Vamos levar um ataque de batedeira no rabo, que vai abrir nosso cu mais do que... Ah, foda-se o que... — Disse Yan
E eles não ouviram mais nada do que o general tinha dito, então eles simplesmente foram para um canto da extensa área e começaram a malhar.
— Eu nunca achei que ia ficar molhadinho de suor na frente de dois putos — disse Yan, com um sorriso malicioso.
— Que aviadado. — Disse Ben, com uma cara de “Estou reconsiderando trocar de amigos”
— Vai se foder. — Disse Yan, com vontade de falar muito mais do que um simples “Vai se foder”.
— Mais viado que o Francis é pouco hein! — Disse Gabriel
— Nossa cara... Ele era nosso amigo e você trata ele assim... Você não deveria a vida... — Disse Bem, triste.
— Eu estou com um buraco no meu ombro por causa de quem mesmo?
— Ele tem um bom argumento. — Disse Yan, para deixar Ben mais nervoso.
— Bate aqui, cara! — disse Gabriel diretamente para Yan, que fez um high-five com o mesmo.
Ben estava começando a ficar nervoso com a embaraçosa situação de ele estava contra dois, então se calou por um bom tempo, enquanto Gabriel e Yan falavam de coisas muito importantes, muito mesmo.
— Já comeu pudim? — Disse Gabriel
— Já comi, sabe o que? Uma puta — Disse Yan, fazendo um sotaque engraçado de gente babaca ao falar puta, demonstrando um nível de infantilidade elevado do normal.
— Tá, e pudim, já comeu?
— Sei não...
— Porra, sabe não? É bom demais. É tipo lasanha.
— Também nunca comi lasanha.
— Puta que vós paristes, tu já comeu o que então?
— Uma puta. — Disse Yan, remetendo o que ele tinha falado a poucos minutos.
— To sentindo que vai vir uma merda colossal, e todo mundo vai ter de fazer uma merda colossal, e um monte de gente vai desistir nessa merda colossal. — Disse Bem
Bem também conseguia prever o que estava prestes a acontecer. Como ele faz isso, nem eu, o narrador, sei. Depois de várias horas malhando, o general aparece e fala:
— Vocês podem ir dormir. Ou podem continuar aí, se quiserem. Ou podem ir na cantina, se quiserem comer de novo.
— General, e a sala de treinamento bélico? — disse um garoto magro
— Vai ser liberada daqui a alguns dias para vocês treinarem, ou só se divertirem mesmo.
— Ai, porra... A parte que eu mais queria vai demorar... Que cu! — Disse Gabriel, triste. — Eu não comi ainda, vamos lá na cantina comigo? —
— To afim não — Disse Yan
— Eu to com sono — Disse Ben
— Pooooooorra, vocês me fuderam.
— Por quê? — Disse Yan
— Tenho medo de ficar lá sozinho, lugar sombrio do caralho.
— Se fode ai! — Disse Bem
— Vai-te foder, Ben. E Yan, tu vai chupar três plantações inteiras de rola.
— IIIIIIH, TÁ NERVOSA! — Disse Yan, com um tom sarcástico.
Gabriel simplesmente ignorou e foi para a cantina. Gabriel pegou o mesmo hambúrguer se sempre, bacon, queijo e um exagero de cheddar. O general o viu sozinho enquanto passava pela cantina.
— Por que você está sozinho ai, soldado?
— Eu não tinha comido hoje. — Disse Gabriel, com um sorriso de “isso aqui que eu estou comendo está bom!”.
—Mas e seus amigos?
— Foram dormir.
— Ah, ok. Seus amigos estão irritados pelo recruta Francis?
— Não. Nem eu, pra ser sincero.
— Ué, mas ele não era amigo de vocês?
— Ser, era, mas ele era chato pra porra, e você me fez saber o por que daquele “jeitinho” dele.
— Hm... Entendi... Soldado, você realmente que ser um Gear?
— Sim, senhor. Por quê?
— Os Locusts não foram exterminados.
Gabriel já sabia disso, mas se fingiu que desconhecia a situação.
— Sério?
— Sim. Nós não queremos matar mais soldados do que nós já matamos, em vão. Vamos perder essa. A Inquisição e os Locusts juntos vão nos destruir. Eu amanhã mesmo vou fazer uma prova em que a maioria dos soldados vão desistir.
— Não, não! Mais soldados, mais força de combate, não é?
— Mas temos de ter os melhores soldados. Por que você acha que eu botei vocês todos juntos? Por que eu acredito em vocês.
— Obrigado, general. Eu vou dormir
— Vá, por que amanhã o dia vai ser foda.
Fale com o autor