Tenho que dizer que um simples beijo não diminui meu desejo por aquele garoto. A gente estava andando pelo estacionamento, não sei para qual rumo, mas eu empurrei ele de leve em um carro e o beijei. Claro que estava extremamente nervosa e que somos extremamente tímidos, mas eu tinha que tomar a frente algumas vezes, ser menina não é motivo de ficar esperando o garoto fazer tudo.

Ele não parou o beijo, só seguiu, e o jeito como ele me segurava, eu não consigo dizer em palavras a minha felicidade. E se você quer saber, eu não estava satisfeita só com aquilo, eu queria mais, quero que ele me faça dele. E quero que ele seja só meu, mas para ser sincero, o que estávamos fazendo era algo que eu nunca imaginaria em toda a minha vida. A partir deste momento, era tudo as cegas para mim, mas parecia tranquilo, desde que ele estivesse do meu lado.

Parei o beijo e fiquei calada, sentia o seu cheiro, e era muito bom. Para a minha surpresa, Harry me mordeu no pescoço, me afastei surpresa e ele deu uma risada em seguida.

— Você é adorável.

— Eu nunca imaginaria que você gostasse disso.

— Eu nunca imaginei que eu gostasse disso.

Ele falou apontando para mim e eu dei um murro de leve em seu peito, eu sabia que ele estava brincando, e eu deixei o sorriso escapar. Estava completamente apaixonada por aquela criança.

— Aonde vamos?

Perguntei curiosa, nisso ele segurou minha mão e me guiou até um carro no estacionamento. Meus pés doíam, já que estava sem sapato, pois tinha pisado em varias pedras. Mordi o lábio por causa da dor e paramos em frente um banco. Ele sentou e me puxou para o colo dele. Ficamos nos beijando ali, ainda ouvindo um pouco do som dentro da escola. Estava escuro ali, para a minha surpresa não éramos os únicos no estacionamento, o que me deixou completamente vermelha de vergonha.

— Caroline, a nerd da escola, pegando um garoto.

Algumas garotas passaram, debochando de mim, rindo. Harry tampou meus ouvidos com suas mãos e me olhou com uma cara preocupada.

— O neném não pode ouvir essas merdas.

Não preciso dizer que ele me fez rir, acabara de conhecer um novo Harry, e eu já estava amando esse novo jeito dele. Dei um selinho no garoto e mordi o lábio de forma provocadora. Eu realmente odiava quando as outras garotas debochavam de mim, mas era melhor quando partiam para a parte física.

Meu celular começou a vibrar, peguei ele enquanto Harry distribuía beijos por meu pescoço, era a minha mãe mandando mensagem. O garoto não parava de me provocar, e eu não conseguia tirar o sorriso do rosto, mas para a minha tristeza, mamãe me mandou ir para casa. Ela disse que eu ia poder dormir na casa da Di, não entendi o motivo, mas parecia algo sério.

— Preciso ir para casa, tipo, agora.

Mostrei para ele as mensagens, e Harry fez um biquinho, aí, que garoto maravilhoso. Ficamos nos encarando por um tempo, eu apenas me levantei e suspirei, eu queria ficar mais com ele.

— Tudo bem, eu te levo até sua casa.

Eu dei um sorriso, queria ficar mais com ele, mas se minha mãe mandou, tinha um motivo por trás. Ele segurou minha mão e começamos a caminhar em direção a entrada da escola, tinha que conversar com a minha amiga sobre não dormir mais na casa dela. Engraçado que ela estava na entrada me procurando, com meus saltos na mão. Abracei ela, me despedi calçando os saltos e fui em direção a minha casa com Harry, de mãos dadas.

A gente ficou conversando sobre o que fazer no dia seguinte, já que fomos interrompidos. Eu falei que queria ir para a praia, era apenas alguns quilômetros de casa e eu queria muito nadar um pouco. A praia era como meu porto seguro, amava ficar sentada olhando o mar. Principalmente, o por do sol. Ele concordou com a ideia, então marcamos de ir no dia seguinte, por volta das 17h. Chegando na porta de casa, Harry passou os braços por volta da minha cintura e me deu um beijo, eu dei um sorriso e mordi o pescoço dele, e como brinde, um chupão. Dei um sorriso travesso quando percebi que ficou marcado, ele deu uma risada.

— Até amanhã, coisinha.

— Me manda mensagem quando chegar em casa, bobão.

Ele sorriu e andou em direção a rua, eu fiquei olhando ele mais um pouco e enfim entrei em casa. Infelizmente, mal imaginava eu que não iriamos para a praia no dia seguinte. E pior, que minha vida ia sair do equilíbrio que eu tanto preservava.