A Imperatriz e A Princesa
14 Jade
Notas iniciais
POV Charlote on
Eu fiz o que Jorge me pediu, fui pra casa, mas quando eu senti o perfume dela por todo o quarto meu coração se apertou tudo me fazia lembrar dela, eu não consegui aguentar e comecei a chorar, Carol sem entender muita coisa tentou me acalmar em vão, eu acabei chorando mais, e ela me arrastou pro jardim. O mais incrível e que eu consegui me acalmar olhando aquele jardim me acalmava saber que tinha um pedacinho dela perto de mim.
Quando você
Lembrar e passar por aqui
Deixe o orgulho de lado
Senta que eu posso te entender
Mude a canção
Aquela não serve pra mim
Deixa eu sentar do seu lado
Adormecer o passado
E ter a certeza que os meus sonhos
Brilhariam num olhar
Eu espero que você não esqueça
Que eu te contava histórias
Que valiam risos e memórias
Tão sinceras
Que eu desejava o mundo
Dentro de um postal
Se amanhecer
Não há mais porque se enganar
Sei que já fomos culpados
Mas não me importo em me render
Tente encontrar
Caminhos na nova canção
Eu vou estar preparado
Pra me deitar do seu lado
E na certeza dos seus olhos
Haveria o meu lugar
Depois de muito chorar eu consegui dormir eu estava abraçada ao seu travesseiro e acordei com a claridade que batia no meu rosto, eu ouvi um barulho vindo do andar de baixo da casa, Jorge estava fazendo o café da manha e quando ele me viu em na porta da cozinha me chamou pra sentar.
― Bom dia, como passo a noite? ― Jorge me perguntou colocando ovos, queijo, presunto e pão na mesa.
― Bom dia, dormi um pouco mal por causa do braço, mas foi bom dormi sentindo o cheiro dela. ― Eu respondi e ele começa a rir de mim.
― Eu vi na hora que eu cheguei, mas tem uma coisa muito importante pra te contar. ― Quando ele falou isso meu coração se apertou.
― O que foi que aconteceu? Foi alguma coisa com a Amarílis? Fala logo eu tenho que voltar pra lá agora. ― Eu perguntei deseperada.
― Calma não foi nada com ela, eu só vou te avisar que meus pais tão na cidade então cuidado a Flor não vai ficar feliz com ele aqui. ― Jorge me avisa e eu fico mais tranquila, mas eu ainda estava confusa com o que ele tinha acabado de me dizer.
― Depois você pede pra ela que ela te explica tudo, mas me conta o que aconteceu que vocês voltaram correndo pra casa? ― Jorge me perguntou confuso.
― A Dona Helena ligou e falou que tava vindo pra cá e o Dani sai desesperado do quarto dele e eu infelizmente via mais do que eu queria ver, mas ai ele contou tudo e agente saiu correndo de lá, e o resto você sabe. ― Eu falo fazendo cara de nojo ao me lembrar de ver o Dani pelado.
― Agora eu quero saber o porquê você tá usando o anel da vovó? ― Jorge me perguntou curioso.
― Ela me pediu em namoro. ― Eu respondi e comecei a ficar vermelha.
― Esse anel era da minha bisavó e quando a minha vó morreu ela falou pra Flor que era pra ela dar pro grande amor da vida dela ou pro homem que fizesse ela bem, mas ela não sabia que a Flor gosta de meninas. ― Ele comenta e me deixa vermelha.
De repente Carolina entrou na cozinha Jorge olha pra mim e depois olha pra ela, ele estava impressionado com a semelhança entre nós duas.
― Agora você vai me explica onde você arrumou uma miniatura sua? ― Jorge perguntou curioso.
― Lembra que eu te falei que tinha uma irmã ontem, pois é ela é minha irmã e o nome dela Carolina. ― Eu respondi olhando pra Carol.
― Carolina esse é o Jorge, Jorge essa é a Carolina. ― Eu falei me levantando.
Eu me levantei e fui pro quarto e me troquei e desci vi que eles já tinham terminado de tomar o café, e como se me conhecesse há anos Jorge jogou sua chave pra mim.
― Vai ela precisa de você. ― Jorge comenta me olhando.
― Como que a Carol vai ficar? ― Eu perguntei preocupada.
― Vai tranquila eu levo ela pro castelo assim que eu terminar aqui. ― Jorge me respondeu.
― Eu não sei como te agradecer. ― Eu falei abraçando Jorge.
― Só faz minha irmã feliz pra mim isso já vale muito. ― Jorge sussurrou no meu ouvido.
Eu não sabia como agradece o apoio que ele estava me dando, e em pouco tempo eu já estava, na hora de entrar eu abusei um pouquinho da minha autoridade e passei direto da recepção. A minha Flor ainda tava ligada em todos aqueles cabos e tubos, eu estava me sentindo muito mal por ver ela ali e não poder fazer nada.
― Amor acorda, eu to aqui, eu quero ver esse olhar lindo brilhar pra mim de novo pra mim, esses olhos cor de jade bilhar pra mim outra vez, eu quero ver esse seu sorriso lindo pra mim, que me deixa ainda mais louca apor você. ― Eu falei segurando a mão dela e foi ai que eu me lembrei de uma música que meu pai costumava cantar.
Aqui meu irmão ela é coisa rara de ver
E joia do Xá retina de um mar
De olhar verde já derramante
Abriu-se Sézamo em mim
Ah! meu irmão aqualouca tara que tem ímã
Mergulha no ar me arrasta me atrai
Pro fundo do oceano que dá
Prá lá de Bagdá prá cá de além
Pedra que lasca seu brilho
E que queima no lábio um quilate de mel
E que deixa na boca melante
Um gosto de língua no céu
Luz talismã misterioso cubanacã
Delícia sensual de maçã
Saborosa manhã
Vou te eleger vou me despejar de prazer
Essa noite o que mais quero é ser
1001 pra você....
Jade...Jade...Jade...
― Amor eu sinto a sua falta e não vou sair daqui até você acordar. ― eu falei segurando a mão dela.
Eu passei o dia ali com ela conversando, olhando ela ali dormindo e quando eu comecei a cochilar eu ouvi um barulho vindo de uma da maquinha que ela estava ligada, eu comecei a gritar pela enfermeira, eu não sabia o que estava acontecendo com ela, à enfermeira me pediu pra sair e esperar fora do quarto enquanto um médico ia ver como ela estava, eu comecei a ficar com medo do que poderia estar acontecendo com minha Flor.
Depois de um tempo eu já estava começando a ficar preocupada com o que poderia estar acontecendo, até que o médico chegou e me falou que a atividade cerebral da minha Flor tinha voltado, ela estava acordando graças a mim, segundo o médico. Agora eu não vou sair do lado dela até ela acordar, eu passei a noite inteira, mas nada aconteceu logo de manha Jorge chegou pra ver como eu estava e se a Flor tinha melhorado.
― Charlie sua irmã tá naquele castelo que mais parece um mausoléu. ― Jorge fala e eu começo a rir.
― Verdade, mas ela ficou com os meninos ou só com o Dani? ― Eu perguntei.
― Ela ficou com os meninos, por que o Dani tá cuidado do Heitor. ― Jorge me responde.
― E eu acho melhor você voltar pra casa porque ela deve tá fazendo um interrogatório com o pobre do Dani. ― Jorge comenta e eu não me aguento e começo a rir da situação.
POV Charlote off
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