Notas iniciais
Oi oi povo eu voltei pra agradecer a recomendação que a Mari mandou e postar um capitulo novo pra vocês. Boa leitura a todos...

POV Amarílis on

Finalmente chegou o dia de eu sair daquele hospital, eu finalmente posso comemorar que eu não tenho mais que pensar no que eu vou fazer com a Alicia, mas tenho que confessar que eu ainda estou com medo do que ela pode fazer ora tentar separar nós duas. Como eu ainda não poda dirigir Charlie que levou o carro, nós fomos para a minha casa eu estava louca pra dormir na minha cama abraçadinha com a mulher da minha vida, mas antes eu tinha que saber o que aconteceu durante esses três dias.

Quando eu cheguei em casa todos estavam lá me esperando, era bom ver como eu sou amada por todos os meus amigos.

― Finalmente você saiu daquele hospital. ― Dani fala assim que eu entro em casa.

― Eu também tava com saudade de você. ― Eu falei brincando com ele.

― Eu não sei muita coisa porque ela passou o tempo todo com você naquele hospital a única coisa que eu sei com certeza é que você tem uma cunhada que virou sua fã. ― Ela fala olhando pra Carol que fica vermelha.

― Não é querendo entregar a Charlie não, mas ela dormiu na sua cama abraçada com o travesseiro, igual quando você caiu de moto e a Alicia ficou o dia inteiro no apartamento. ― Jorge fala e nesse momento eu vejo a expressão de Charlie mudar.

Eu sabia que ai sobrar pra mim à merda que o imbeciu do Jorge fez, mas ela tinha que para com esse ciúme sem motivo eu não quero mais nada com aquela maluca.

― Brigada Jorge por falar de mais. ― Eu falei socando ele com o braço bom que eu ainda tinha.

― Eu não sabia que você tinha o habito de deixar suas namoradas dormirem na sua cama com suas roupas. ― Charlie falou com um tom de ciúmes visível em sua voz.

― Eu tenho, e outra foi por causa daquela maluca que eu cai da moto, tentando salvar a vida do meu melhor amigo. ― Eu falei seria sentindo todo o peso que aquelas palavras tinham.

Eu ainda me lembro daquele dia como se fosse hoje eu nunca vou esquecer a cara do Dani, a forma com que ele ficou.

― Flor fica calma eu sei do que você lembrou o Jorge só falou demais como sempre. ― Daniel fala tentando me deixar mais calma.

― Alguém me explica o que tá acontecendo que eu não entendi nada. ―Carolzinha pede me deixando surpresa.

― Carol a Flor e eu tínhamos um amigo chamado Juan, ele morreu há uns dois anos e as ultimas pessoas que viram ele vivo foi eu e ela. ―Dani explicou para a Carol, mas dava pra ver a tristeza que ela sentia em falar de tudo aquilo.

― O Juan na... morou com o Dani, mas o pai dele torturou e matou Juan. ― Eu falei tentando lutar contra as lagrimas.

― Mas o que aconteceu que a morte do Juan tem haver com aquela biscate? ― Charlie perguntou completamente irritada.

― Foi a Alicia que contou que o Juan tava no meu apartamento, ele ia mudar pra cá, mas antes que eu pudesse terminar de montar o jardim ela me ligou e falou que ele tava em perigo, apesar de ter feito o que ela fez, ela ainda voltou atrás e me contou o que tinha acontecido eu sai correndo atrás dele e ela foi junto, até hoje eu não entendo o porque ela fez isso, mas ela tem os motivos dela, bom eu cai de moto e quebrei o braço e ela foi pro meu apê e encontrou ele lá. ― Eu respondi e vi ela mudar de expressão.

Era muito doloroso lembrar daquele dia ver meu amigo ali todo machucado e eu não poder fazer nada por ele, eu vi ele morrendo ai poucos assim como eu vi a Chiara morrendo aos poucos nos meu braços, ,as dessa vez eu podia fazer alguma coisa mesmo machucada, mesmo que seja do levar ele pra se despedir, e ver do jeito que ele estava fez imaginar. Ele tava queimado marcado com se fosse um animal, cortado, machucado e isso partiu o meu coração.

Flashback Juan on

Toda a dor que eu sentia era apenar da pele, mas meu coração tava longe eu tava pensando em tudo o que eu ouvi Daniel dizer que me ama, todas as vezes que a Amarílis me chamou de irmão, todas as brincadeiras tudo o que eu vivi era como se um filme tivesse passando pela minha cabeça com uma trilha sonora.

“Perdi-me do nome,
Hoje podes chamar-me de tua,
Dancei em palácios,
Hoje danço na rua.
Vesti-me de sonhos,
Hoje visto as bermas da estrada,”

Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, mas de uma coisa eu sabia que a dor que ele estava me fazendo sentir não era um terço do que ele sentiria com toda a certeza Daniel iria odiar ele ainda mais depois de minha morte, ainda mais depois do que ele fez com Chiara, como alguém poderia fazer isso com a própria filha, ele era um monstro.

De que serve voltar
Quando se volta para o nada.
Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
O fim quer me buscar.

O que ele estava fazendo comigo não era nada perto da crueldade que ele fez com Chiara, matar ela ali nos braços do seu grande amor, o seu primeiro amor. O pior não era ser espancado com barras de ferro, com pedaços de pau e ser marcado com ferro em brasa com um animal o pior era saber que ele causaria dor a quem mais amo, saber que minha melhor amiga estava sofrendo, por causa do sadismo dele ela estava sendo enganada por uma mulher que não a merece.

Sambei na avenida,
No escuro fui porta-estandarte,
Apagaram-se as luzes,
É o futuro que parte.
Escrevi o desejo,
Corações que já esqueci,
Com sedas matei
E com ferros morri.
Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
E o fim quer me buscar.
Trouxe pouco,
Levo menos,
A distância até ao fundo é tão pequena,
No fundo, é tão pequena,
A queda.
E o amor é tão longe,
O amor é tão longe
O amor é tão longe
O amor é tão longe.

No começo ele me batia e me xingava.

― Você é um verme que desviou o meu filho do caminho certo. ― Ele me chutava quando gritava.

― Eu nunca fiz nada que ele não quisesse. ― Eu falei lutando contra a dor.

Ele e todo de vocês, eu não vou mais sujar as minhas mãos com esse verme filho de uma puta. ― Ele falou me dando um ultimo chute.

Dois homens vieram com uma bateria de carro e dois fios desencapados e começaram a me dar choques, eu gritava de dor a cada choque e quando eu estava quase desmaiando ele pararam. Eu reuni minha ultimas forças que ainda me restavam e contei como nunca tinha cantado.

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu

Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro

Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal
Lá lá lá lá laiá

Depois disso eu só me lembro de apanhar mais e de sentir alguma coisa me queimando, quando eu acordei eu estava na porta da minha casa nos braços da Amarílis.

― Flor chama o Dani eu não tenho mais muito tempo. ― Eu falei juntando as minha ultimas forças.

Ela gritou o Dani que veio correndo, ele estava chorando.

― Não fica assim, eu não tenho mais tempo é eu só quero dizer que eu te amo e não se esqueça disso nunca. Mesmo que em que eu não esteja mais aqui... ― Eu cantei e senti a minha vida se esvaindo.

Flashback off

― Ele morreu nos meus braços. ― Dani falou chorando.

― No clarão do luar quero... ― Eu cantei aos prantos.

― Não fica assim eu não sabia disso me desculpa. ― Charlie falou me abraçando.

― Deixa pra lá e me da um beijo. ― Eu falei e ela me beijou.

POV Amarílis off

Notas finais
Até a proxima e vou ficar esperando os comentarios quero saber o que estão achando da nossa querida Alicia