A Ilha do Sherdacé (Hastorn)
13 Capítulo 12
Passam-se dois anos. Taylor havia completado dezoito anos e uma pequena comemoração foi feita. Era o feriado da comemoração do fim da Guerra da Traição. Ela não lembrava o dia em que nascera, mas sabia que era por aquele mês, então escolherem aquele dia para comemorar.
—Ah minha querida, dezoito anos, passou tão depressa não é mesmo? – disse Nanael abraçando-a.
—Tem razão Senhora, nem parece que fazem seis anos que chegamos aqui.
—Você está tão linda, e me pergunto como ainda não casou.
—Não encontrei ninguém ainda... — E olhou discretamente para Max que sorriu envergonhado.
Mais tarde enquanto todos dormiam, Taylor estava com insônia e resolveu dar um passeio. Era uma noite quente de primavera e a lua cheia iluminava o céu. Deitou na grama para ver as estrelas, mas de repente ouviu passos, ficou alerta e levantou tentando ver da onde vinha o barulho.
—BUU!
—AH! – Taylor pulou para trás enquanto Max quase caia no chão de tanto rir.
—Devia ter visto sua cara... –Tentou falar Max, ainda sem ar de tanto rir.
—Seu idiota Max, por que fez isso?
—Não consegui dormir e ouvi que alguém saiu, vim ver quem era, pra conversar... Sorte que era você...
Ela sorriu meio sem jeito.
—Então, fez 18 hoje? – Max falou sem jeito.
—Na verdade eu não sei, mas vamos considerar que sim.
—Hum...
Um silêncio constrangedor se formou. Quando estavam juntos isso era comum. Geralmente Max falava mais e se exibia com a espada, Taylor sorria e depois trocavam um ou dois beijos.
—Vi que você estava olhando pro céu.
—Gosto de ver as estrelas. Eu passei muito tempo sem poder vê-las.
—Quando?
—Um tempo atrás.
—Ah... Quer deitar?
—Por quê?
—Pra ver as estrelas, é mais confortável.
Max nesse momento desejava estar com sua espada, podia mostrar alguns golpes e depois se beijariam, como sempre.
—Max?
—O que?
—Você já dormiu com uma mulher?
—Ah?- Max tentou disfarçar e ficou vermelho de vergonha e agradeceu por Taylor estar com o olhar virado pro céu.
—Sabe, deitar com uma mulher... Você já tem 18 anos...
—Ah, sim, claro... Pode ter certeza disso, várias.
—Sério?
—Mas é claro, tantas que perdi a conta. — ele mentiu dando de ombros.
—Então por que demorou tanto pra responder? – Desafiou ela olhando para ele.
—Ora, por que isso não é assunto de menina. -Ele falava olhando para o céu.
—Tenho a mesma idade que você.
—Mas é uma moça.
—É...
Novamente o silêncio. Max arrastou sua mão até encostar na de Taylor, que puxou.
—O que foi?
—Você não disse que eu sou muito menina pra você? – disse ela agora apoiada no cotovelo olhando para ele.
—Talvez... — ele virou o rosto.
—Ora Max!- E deitou-se novamente na grama fofa, revirando os olhos.
Max tomou coragem e se virou, ficando em cima de Taylor apoiado pelos braços.
—Mudou de ideia?
—Sim. – E a beijou.
Foram ficando cada vez mais envolvidos mesmo sem saber direito o que faziam. Alguns beijos e toques sem jeito e quando perceberam já haviam feito.
—Max? – Perguntou Taylor com os olhos arregalados e um leve sorriso no rosto.
—Sim Taylor?- ele virou o rosto para ela, dessa vez seguro de si.
—O que fizemos foi certo?
—Bem... Acho que sim... Não sei... — Agora ele estava confuso novamente.
—Devemos contar para alguém?
—Não! Não, isso vai ser nosso segredo.
—Vamos voltar para casa, caso alguém acorde. –Disse Taylor.
Voltaram de mãos dadas, depois se despediram com um beijo.
~~*~~
Alguns dias depois, sentado no chão, Gaherd parecia pensativo.
—O que você tem Gaherd? – Perguntou Conrad agachando-se ao seu lado.
—Estou pensando, apenas isso.
—Em quem?
—Na nossa família. Sinto falta da Elisa, e às vezes da nossa mãe.
—Que você sinta falta da Elisa eu até entendo, mas da rainha... Você nem se lembra dela direito.
—Lembro sim, lembro tão bem dela que sei que Taylor é igual a ela, tirando os olhos, por que os de nossa mãe eram verdes.
—Acho que você está imaginando tudo isso, Gaherd. — Mesmo assim, Conrad olha para Taylor, na tentativa de encontrar algo familiar além do rosto da irmã... Nada, somente Taylor.
—Não estou inventado e um dia vou provar isso.
—Como? Ela morreu.
—Deve existir algum desenho, alguma coisa que prove...
Pararam de discutir por que viram que uma carruagem estava chegando. Era grande e luxuosa.
—Corre aqui mãe! –Gritava um dos meninos.
—Mas o que será isso?- Perguntou Conrad olhando curioso tentando enxergar por dentro do veículo.
O cocheiro abriu a porta e um homem alto e gordo desceu seguido de outro mais novo e magro. Usavam roupas elegantes e o mais velho parecia procurar por algo.
—O que o senhor deseja?- Perguntou Olavo.
—Meu nome é Sir. Bartolomeu Henry e este é meu contador– e esticou a mão para que Olavo a beijasse, mas ele se limitou a aperta-la.
—Sou Olavo Burton.
—Burton?-Com uma expressão maior de desprezo, ele discretamente limpou a mão com um lenço.
—Mas então o que faz um nobre como você se desbancar de sua confortável casa até os pobres?
—Estou procurando duas pessoas.
—Quem?
Ainda sentados no chão Gaherd e Conrad observavam a conversa dos dois:
—Eu conheço aquele homem.
—Conhece da onde.
—Eu preciso chegar mais perto.
A medida que foi se aproximando Gaherd foi reconhecendo o homem, havia engordado envelhecido, mas o modo de andar e falar e principalmente, o modo de olhar para tudo havia permanecido o mesmo.
—Eu lembro de você.
—Ah é? Da onde?
—Eu sou Gaherd e você foi meu tutor.
Bartolomeu ficou assustado e permaneceu pensativo por um tempo tentando garantir que aquele era o mesmo menino que ele cuidou.
—O que me garante que é você?
—Eu e meus irmãos termos os mesmos nomes dos príncipes?- E puxou Conrad e Taylor para perto de si.
—Apresento o herdeiro do trono e a princesa.
Taylor assim como Gaherd sabia que o conhecia de algum lugar, mas agora o reconheceu mesmo que mal.
—Por que você nunca me contou quem era Gaherd? — Gabor falava irritado no ouvido do amigo.
—Cala a boca Gabor.
Olavo e Nanael ficaram se olhando confusos assim como o restante.
-Vamos entrar? -Sugeriu Olavo.
Expulsaram todos os curiosos, que ficaram se amontoando na janela, ficando apenas os irmãos, Bartolomeu e seu contador e o casal. Nanael serviu chá e pão fresco que todos comeram exceto Sir Henry.
—Eu estou reconhecendo você menina. Você era a criadinha que vivia atrás do príncipe Gaherd, até me prestei a lhe ensinar a ler. -Falou a Taylor.
—Também me lembro do senhor. — Ele era uma das pessoas que a olhava de lado indiferente quando morava no castelo, começou a ficar desconfortável.
—Mas agora sei que você é a princesa que morreu sem nome. Acho isso inacreditável. Não apenas o fato de vocês terem sido dados como mortos, mas também por você ter trabalhado no castelo- E tudo ter sido forjado por Harold.
—Mas foi ele quem nos ajudou a sair das masmorras.- Gaherd olhou firme para Bartolomeu.
Ele riu ironicamente.
—Peso na consciência, nada mais que isso, ele e um tal de Helder fizeram tudo, prendendo vocês e depois soltando para pareceram bons.
—Mas por que eles prenderiam eles nesse lugar horrível? –Perguntou Nanael surpresa.
—É horrível saber, mas foi o próprio rei. Primeiro Conrad, depois mandou que se livrasse de Taylor e depois de Gaherd. — Tudo a encargo de Harold e Helder.
—Não acredito que ele mentiu pra nós! -Gaherd bateu com o punho na mesa.
—E também foi o rei quem ordenou mandar Alene embora, para o norte.
—Mas por que ele faria isso? Todos comentavam na época que eles eram felizes. — Nanael serviu mais comida para o contador.
—Não sei dizer o porquê exatamente, Harold deve saber. A única coisa que lembro foi do boato dela estar gravida de outro, mas nada foi provado.
—Minha mãe não era desse tipo!-Gaherd grita fuzilando Bartolomeu com os olhos.
—Deveria ter melhores modos garoto. — Repreendeu Sir Henry.
—Elisa.- Falou Conrad pela primeira vez.
—Quem?
—Tínhamos uma irmã. Elisa.- Completou Taylor.
—E o que houve com ela?
—Morreu.
—Quando?
—Uns dois anos atrás de tosse. Passou um tempo nas masmorras conosco também.
—Lamento.
—Nós também, ela era adorável.- Nanael lamentou.
—Mas afinal o que veio fazer aqui?-Interrogou Olavo.
—Desde o desaparecimento de Gaherd eu fiquei sem função na corte, então quando estava indo embora do castelo, o tesoureiro faleceu e eu fui encarregado de ocupar o cargo. Em resumo, há alguns meses atrás Harold tinha que me entregar um livro com seus gastos pessoais e trabalhos realizados a suas ordens, mas por engano ele me enviou junto seu diário particular. Falava de uma noite mal dormida na qual ele havia sonhado com vocês. Achei estranho e suspeito e por pouco contei a Reginald, mas os Deuses me impediram. Fiquei desconfiado que ele sabia do paradeiro de vocês, mas precisa de algo mais concreto, aquele diário era muito recente e deduzi que ele tinha o costume de escrever sempre, então paguei a camareira que limpa seu quarto e ela me trouxe a chave de um baú que ela já havia visto ele guardar os diários. Passei mais de meses lendo com cuidado cada pagina para encontrar algo que pudesse incrimina-lo e ainda bancando o silencio da mulher que todos os dias trocava e guardava cada diário para que ele não sentisse falta. Cada anotação que julguei importante eu passei para esse caderno.
—Como nos encontrou?
—Foi difícil, não havia muitos detalhes. Exceto um, que deixou tudo mais fácil. — E olhou para Olavo que se mexeu na cadeira.
—A única novidade nisso tudo é que Harold nos enganou, o resto já sabemos.
—Porém eu desconfio que Alene esteja viva.
Nesse momento os olhos de Gaherd brilharam.
—Conte mais.
—Como eu já disse, desconfio que Alene esteja no Norte, ao menos foi para onde foi mandada por Reginald. Aqui ele descreve um pouco mais. — E esticou algumas folhas de papel que Taylor agarrou.
—Não fala nada sobre Elisa. — Concluiu ela.
—Harold deve ter achado desnecessário. Escreveu que havia quatro crianças com ele na carroça naquela noite de ano novo, mas achei que fosse uma menina qualquer, ou talvez ele não tivesse certeza de que a criança era mesmo filha do rei.
—Já disse que minha mãe não é traidora!
—Acalme-se Gaherd. — Disse Conrad.
—Bom, acho que isso é tudo.- Concluiu Bartolomeu.
—O que quer nos mostrando tudo isso?
—Achei que não soubessem quem eram. Principalmente você Conrad, que é o herdeiro desse reino e deve exigir que esse direito seja cumprido, por isso vim aqui alerta-los de quem está do lado de vocês para que possam tomar alguma providencia.
—Não vou enfrentar o rei. –Falou Conrad baixando a cabeça.
—Não ligue pra ele Bartolomeu, é um covarde.- Gaherd falou.
—Sir. Henry. — Corrigiu arrogantemente.
—Que seja. — Gaherd deu de ombros.
—Vou embora. Mas caso precisem de mim, farei o que estiver em minha mãos. E isso é para algumas despesas que possam ter no começo. — E cutucou o contador que jogou na mesa um pequeno saquinho de veludo vermelho que pelo barulho parecia conter dinheiro. Ai dentro tem Lt$ 500,00.
Assim que Bartolomeu saiu, os que espiavam tudo pela janela entraram. E Gabor entrou de cabeça baixa.
—Príncipe Conrad. –Se curvou para ele, beijando-o a mão e em seguida fez o mesmo com Taylor e Gaherd.
—Eu juro pelo poder dos deuses que os protegerei até minha morte.
—Hahahaha, para de frescura moleque. – Olavo o puxou pelo braço para que ficasse direito.
—E o dinheiro?
—Eu vou guarda-lo. — Olavo puxou rapidamente o saco e colocou-o no bolso e seguiu Bartolomeu antes que fosse embora.
—Ei espere.
—O que foi?
—Você olhou pra mim quando disse que um detalhe foi suficiente para encontra-los.
—Eu sei quem você é.
—E quem seria exatamente?
—Um fugitivo de Extedi.
—Minha família já reinou sobre estas terras.
—Por apenas duas gerações e até a Revolta de Etelbaldo.
—Jamais deveria ter saído do seu buraco.
—Ninguém sabe.
—E não faço questão que saibam que andei falando com você. O que me preocupa é que eles estejam justamente com você, que venderia o próprio filho se pagassem bem.
—Eu não faço mais esse tipo de coisa.
—Fico aliviado que não, ou já teria vendido o herdeiro de Hastorn por uma ou duas moedas de ouro. — E se retirou.
Olavo ficou realmente aliviado de não ter vendido as crianças, agora ele poderia ter um lucro maior ajudando Conrad a chegar no poder e viver no castelo como o pai que o criou. Ele sorriu e voltou para casa tocando no bolso pesado das moedas de Sir Henry.
~~*~~
Semanas depois Gaherd andava pelas ruas do mercado para passar o tempo e pensar em tudo o que Bartolomeu havia dito, quando ouviu um choro, seguiu o som até um beco escuro e mal cheiroso. Cães sarnentos andavam fuçando entre restos de comida e garrafas vazias espalhadas pelo chão, e no canto da rua, sentada encostada no muro, uma mulher segurava um bebê. Uma faixa de luz que passava através de uma janela quebrada mostrava um hematoma roxo no pescoço, apesar de segurar o bebe no colo, não fazia nada para acalma-lo. Gaherd se abaixou falando lentamente:
—Isso não é lugar para um bebê, se você me der ele eu vou leva-lo para um lugar seguro. -Esticou os braços e foi tão fácil pegar a criança dos braços dela que ele chegou mais perto para verificar se não estava morta. Então de repente ela segura sua camisa puxando Gaherd para muito próximo do rosto dela e falou com uma voz baixa e desesperada:
—Me leve também, eu preciso de ajuda!- Segurou o bebê com um braço e com o outro ajudou a mulher a se levantar. Quando saíram do beco imundo a claridade do sol mostrou que apesar de estavam molhadas e um pouco sujas, a mulher usava roupas finas. E era muito atraente.
—Qual é o nome do bebê?- Perguntou para ter uma desculpa de olhar para ela.
—Ansur.
—E o pai?
—Não importa...
Gaherd olhava a mulher tentando definir o porquê de ela estar naquela situação. Pensou até que ela fosse uma das moças da Rua da Flor que sabia que Conrad costumava frequentar.
—Espere, não vai deixar de me ajudar só por eu não ter marido não é?- perguntou ela desesperada.
—Na casa que estamos indo, isso não é importante.
Enquanto andavam a caminho da pequena fazenda dos Burtons, ela ia se acalmando.
—Meu nome é Elinor.
—O meu é Gaherd.
—Jura?
—Ah?
—Desculpe, é que ouvi algumas historias sobre o filho mais novo do rei, príncipe Gaherd. E achei coincidência.
—Ah. — ele se sentiu incomodado. Mas percebeu que Elinor era encantadora e possuía uma beleza diferente. Deveria ter uns 30 anos, mas ele não se importou.
Chegando lá Nanael apareceu na porta olhando desconfiada para os dois.
—Gaherd você engravidou uma mulher?
—Não, senhora, ela é uma amiga que precisa de ajuda. — Ele se explicou rapidamente.
Nanael puxa Gaherd para o lado e pergunta onde e quando ele a encontrou e Nanael fica surpresa:
—Ela é uma prostituta! Não acredito que você trouxe uma prostituta para dentro da minha casa Gaherd!-Nanael estava furiosa.
—Ela é?- Falou ele confuso- Como eu ia saber?- Tentou se defender.
—Mas onde você estava com a cabeça garoto? Nenhuma mulher que vende o corpo merece respeito.
—Eu tentei ajudar... Só isso. Vai mandar ela embora? Ela é tão bonita — E sentiu seu rosto ficar vermelho.
Nanael se sentiu comovida:
—Ah Gaherd, você é um bom menino, só precisa ter cuidado. Você acha que ela é uma boa pessoa? -Perguntou ela insegura.
—Acho que sim...
—Eu vou dar um voto de confiança nela. Diga que pode ficar. — A verdade era que Nanael se viu obrigada pelo marido a aceitar as vontades do irmão do futuro rei para garantir um futuro confortável.
No jantar Elinor conversa sobre seu passado.
—Não, meu marido não vai se importar comigo. Expulsou-me de casa.
—Então não é uma prostituta? — Perguntou Gabor coçando o pescoço confuso.
—Não! — Gaherd cutucou o amigo.
—E ela veste roupas elegantes. -comentou um garoto.
—Mas sou pobre agora. — ela sorriu em resposta.
—Como todos aqui. –Concluiu Max, que como sempre estava comendo de cabeça baixa e devagar.
—Você pode ficar, mas vai ter que ajudar. Nós te ensinaremos. — Nanael advertiu.
—Mas eu sei fazer muitas coisas.
—Mas a senhora era rica. — Falou Andras, um dos meninos.
—Eu nasci pobre e depois fiquei rica, mas agora estou pobre de novo. — e continuou jantando.
Alguns meses se passaram e Elinor e Taylor se tornaram amigas. Certa vez estavam colhendo frutas e Taylor pergunta:
—Então trabalhava no castelo?
—Sim. Como camareira.
Elinor olha para os lados se certificando que não havia ninguém por perto. E depois fala sussurrando.
—Acho que você é de confiança, mas quero que me prometa guardar segredo.
—Prometo.
—Depois de um tempo, percebi que o rei não tirava os olhos de mim. Acabei virando a amante dele, se é que pode se chamar assim, já que ele é viúvo.
—Ansur é filho dele?
—Sim.
Ambas ficaram em silêncio. Elinor observava Taylor que olhava o longe.
—Você me lembra uma pessoa.
—Quem?
—A rainha.
Taylor começa a sentir novamente o desconforto que sempre sentia quando a comparavam com Alene.
—Não contaram pra você?
—O que?
—Não vou pedir pra você guardar segredo por que aqui na fazenda todos já sabem.
—O que?
—Eu e meus irmãos somos os filhos dele.
—Como assim?
Taylor conta toda a historia, e Elinor fica horrorizada. E somente depois de muita insistência Elinor permite à Taylor contar para Gaherd e Conrad sobre Ansur.
—Voltamos a ser quatro irmãos novamente. -Essa noticia agradou muito Gaherd.
—Ele não é nosso irmão, é apenas um bastardo. Continuamos em três. — Conrad falou amargurado, mas estava com medo de se apegar novamente a alguém que poderia ir embora.
—Conrad, não fale assim. Ele é apenas um bebê. – Falou Taylor.
—Pois eu não me importo, gosto de Elinor e Ansur. – No fundo o que Gaherd sentia por Elinor era mais do que empatia.
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