A Ilha de Anker Gecier O Jovem escritor.

6 Uma boa conversa (parte 1 da história de Kai)


Notas iniciais
Jude é uma enfermeira que escreve não ficção,geralmente artigos sobre biologia.

Finalmente havia conseguido o livro, onde o poder Crimagi iria ser manifesto, porém estava preso ao cordão escarlate uma classe de escritores “auxiliares”, sabia dentro de si que se fosse escrever seria apenas para complementar ou consertar os erros e furos nas histórias. Kai estava lá sentado na maca olhando o que seria uma tatuagem feita de tinta neon na sua mão direita a parte de fora um beija flor com um livro aberto, o círculo e a frase a qual tinha certeza que era obra de Robert, mas na palma o beija flor usava o bico para escrever a frase:

—“Voar é uma doce responsabilidade”, Ele leu em voz alta se esquecendo da enfermeira a qual estava sentada em sua mesa o observando, estava intrigada com o jovem ruivo e com o desenho de beija flor, já o tinha visto antes, mas não conseguia se recordar. Horas antes quando foi chamada por Robert encontrou o desmaiado na porta da sala o que rendeu ao rapaz um belo galo na testa, o examinou e ele já estava com o símbolo nas costas da mão direita, o beija flor segurando o livro, todos os ingressantes ganhavam a marca do livro quando viram personagens ou quando estava sob contrato devido a isso não chamou a atenção dos demais, já que todos pensavam ser algo referente ao novo livro de Verônica, quando Kai foi levado para a enfermaria e ela dará o seu parecer um conselho de emergência foi convocado, resultando na frase e na troca de classe, todavia ao ouvir o novo cordão ler a frase se recordou de um caso semelhante há alguns anos a mulher de cabelos azuis a repetiu.

— Voar é uma doce responsabilidade, de onde conhece essa frase?

— Está escrita na palma de minha mão (a mostrou)

— Não vejo nada, mas tem outra frase ou alguma imagem?

— Ele se levantou e caminhou até ela sem entender o motivo dela não conseguir vê, mostrando mais próximo e tocando com o dedo indicador, seguiu as linhas do desenho e explicou o que via.

— Já que eu não consigo ver, certamente é algo para se manter em segredo, por isso acho prudente duas coisas: primeiro não conte a mais ninguém e segundo passe a noite aqui, estarei no quarto ao lado, aliás não me apresentei sou a enfermeira Jude a única dessa ilha e seu nome é Kai certo?(disse puxando assunto ).

— Sim (ele a olhou, Jude o lembrou de sua irmã mais velha a única diferença a cor dos cabelos), Obrigado pelo conselho, você lembra a minha meia irmã (sentou-se na cadeira de frente a ela), foi ela que me incentivou a me tornar um escritor (vendo a expressão de espanto por comentar algo pessoal tão naturalmente continuou), a senhora não escreve né?

— Sou o que chamam de “lacaio” escrevo não ficção em geral artigos sobre comportamento humano e tudo relacionado com a área de biologia ( notou a expressão de curiosidade do pequeno e continuou a conversa), me tornei enfermeira por ser apaixonada pelo corpo humano, principalmente a mente humana, aceitei o estágio aqui em Anker para acompanhar de perto o poder que revela os pensamentos.

— É assim que vê o Crimagi ? Interessante... (disse pensando em algo inusitado e um ponto de vista que nunca havia ouvido ou pensado), Um poder que revela os pensamentos? ( ele se encurvou sobre a mesa e seus olhos brilharam quando Jude continuou com a explicação mais animada por achar alguém que a queria ouvir).

— Sim é exatamente isso, vocês autores e escritores em geral colocam no papel suas emoções e o que desejam que tivesse acontecido, muitos criam um mundo perfeito segundo a própria perspectiva, a ilha é prova disso (ela olhou para a porta com receio que alguém entrasse), mas alguns não possuem sentimentos escrevem e repassam não os próprios pensamentos repassam o que acreditam dar certo e o que chamo de “falta de criatividade” e “apelação”,(ela se debruçou e sussurrou), coisas doentias só para chamar a atenção, a parte podre da ilha.

— Concordo com a senhora !

— Não me chame assim (disse se ajeitando na cadeira e se espreguiçando), afinal só tenho vinte e dois anos.

— Desculpe é o costume foi bem educado pelos meus pais (ele disse um pouco constrangido, pois vinte dois anos se aproximava bastante de sua idade e a enfermeira era bonita).

— Seus pais ?

— Sim, meu pai é advogado aduaneiro em Adelnumro. Ele queria que seguisse a profissão e minha mãe é costureira (disse perdido em lembranças), Carla a minha meia irmã é filha de meu pai de um relacionamento antes da minha mãe que acabou devido há um terrível acidente…

— Oh … nossa!

— Ela tem trinta anos e também é advogada, a princípio não gostava de minha mãe mas, depois que eu nasci elas viraram amigas, passei a escrever por perceber esse tipo de união (disse tentando suavizar o assunto).

— Desculpe a curiosidade mas, como a mãe dela morreu?

— Ela ia se encontrar com o meu pai, em outra cidade e o navio que pegou foi atingido por uma tempestade que o levou para as pedras só restando os destroços.

— Céus !

— Bem meu pai cuidou de minha irmã, acho que ela tinha treze anos quando ocorreu, depois de três anos meus pais se encontraram e eu estou aqui!

O Relógio marcava oito horas da noite quando começaram a conversar e quando Jude deu por si já eram duas da manhã, fazia tempo que não conversava, quer dizer conversar até que ela conversava, porém eram sempre as mesmas coisas triviais e aqueles assuntos vazios que quando terminava ela desejava nem ter começado, Kai era um rapaz diferente de fato, ali ouvindo o contar de sua vida feliz e de forma tão natural sem se achar ou dramatizar, sempre que parava para ouvir os outros era a mesma história "eu pedi meus pais e blá blá blá", "fui abandonado blá blá blá" "quero ser um escritor para vingar a morte de..." e demais tolices que eram inventadas apenas para dar um ar de mistério e importância e etc. fora que Kai era bom ouvinte, ela se permitiu falar de sua teoria e sobre seus sonhos com a mesma facilidade.E assim naturalmente surgi uma amizade ou não kkk

Notas finais
E assim naturalmente surgi uma amizade ou não kkk
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.