A Ilha de Anker Gecier O Jovem escritor.
4 Salvo ou condenado ? parte 2
Notas iniciais
Kai estava bem mais atrás que a multidão, sendo guiado por Senhor Salém que por algum motivo não tirou a mão de seu ombro, este um homem bem mais alto que ele o fazia senti-se como uma criança que fora pega pelo pai e estava sendo conduzida para o seu castigo. Através dos corredores da muralha de Anker o marrom das paredes e o verde escuro do chão o fazia lembrar uma caverna se não fosse as janelas espalhadas no caminho que deixava a luz se espalha-se em diversas tonalidades do laranja do entardecer, caminharam cerca de dez minutos até um hall, lá uma estátua de Anker Gecier, a garota aparentava ter cerca de vinte anos, usava um vestido longo, em uma mão um livro e na outra uma pena, tanto a sua expressão quanto postura passa a mensagem “Pegue! meu livro e minha pena, “escreva para mim as suas histórias”, a estátua em gesso oferecia o livro e a pena com um sorriso convidador, Kai passou por ela fazendo uma reverência, pareceu que a estátua pescara para ele, Senhor Salém que continuava a guiá-lo disse:
— Mas tarde deixarei se despedir dela
o ruivo nada disse, daria um jeito de ser aceito como escritor nem que fosse a última coisa que iria fazer, todos entraram em uma pequena entrada ao norte da estátua (nesse hall existem quatro entradas a norte, sul, leste e oeste), mas Senhor Salém o conduziu para a do leste, lá uma sobre sala que dava acesso ao castelo Kai viu pela primeira vez pela porta de grade que estava trancada com um cadeado, próximo da porta do castelo mais uma estátua sentada no jardim lendo um livro, o jovem nunca tinha visto, mesmo tento estudado muito e pesquisou tudo sobre a ilha, não tinha encontrado nada referente a do hall tinha em diversos livros, mas aquela do castelo …
— Linda não é ?( o escritor disse se sentando em um banco e abrindo o papel sobre a mesa).
— Sim, não sabia que havia mais estátuas da garota da ilha.
— Iria se surpreender se ficasse, mas … sinto dizer que não irá fazer a prova.
— Meu Lacaio o pegou tentando oferecer um texto que não é seu, sabe os problemas que poderá causar ?
— A ilha pode ter um terremoto devido ao encanto de crimagi.( Respondeu ainda com o olhar na estátua).
Quem fez o texto? (ele o questionou após ler sem mostrar nenhuma reação).
— Eu o escrevi, apenas pedi a ajuda de um cordão de ouro só para ver se havia ficado aceitável (parou de olhar para o jardim e focou sua atenção no autor a sua frente).
— Vai me dizer que fui realmente você que escreveu ? (ele se levantou disse algumas palavras incompreensíveis que fizeram a mão direita de Kai brilhar), olha o que é isso (pegou a mão e a examinou), Verônica o duplo V, não imaginará tal.
— Deixe a estátua ou a porta decidirem se aceita ou não.
— O quer oferecer a estátua do jardim ? a do hall ou alguma outra ? sabe muito bem que oferendas apenas na porta principal (ele então tirou um isqueiro do bolso e queimou o papel, parecia que era um hábito dele quanto não gostava do que lera), Vou ser benevolente contigo meu rapaz, deixarei fazer a prova afinal se tornou um personagem de duplo V e isso já é castigo o suficiente (deu um sinal para que saísse da sala).
Kai não sabia se ficava nervoso, aliviado ou se chorava, apenas concordou com a cabeça e saiu, a estátua parecia o observar como se estivesse alguma magia, no hall não havia mais ninguém como não tinha nada a perder aceitou com um mesura o livro e a pena e recitou seu poema.
A Liberdade em escrever (adaptado para a saga).
Tentamos em vão convencer a cegos
que a luz existe
Tentamos em vão falar que existem coisas boas
Tentamos lutar e pelo menos sermos nós mesmos
Não se pode amar
Não se pode ser diferente
Não se pode cantar nem mesmo ri
Pois, tudo isso são atos estranhos
Demonstrações
explícitas de loucura
Sonhar? É uma loucura que se deve permanecer em segredo!!!!
Somos obrigados
a usar uma máscara
Afinal não se deve ser diferente, é necessário isso para sobreviver
Assim como um camaleão fingi ser parte do ambiente
Só assim se consegue vencer
A liberdade da escrita só vem com o anonimato
Com o uso de um pseudônimo
Todos que desejam ter a liberdade em escrever
dão para si um par de asas
pois, quem escreve pode ouvir
que é estranho
que não vale a pena
que escrever não é algo sério
Que não pertence a esse mundo ...
E de fato
todo autor ou autora
vive em um mundo próprio
O mundo dos romances
Dos dramas e das criações.
Amo seu mundo!! o quero tanto, quero tocar e ver ...
(ele fechou seus olhos deixando uma lágrima cair)
e isso é o meu segredo, Ah Anker se estiver-se aqui
Veria que o
Meu enredo no mundo real seguiria o padrão
Mas aqui, ah aqui serei eu mesmo,
falarei o que tenho em meu coração.
Sei que...
Muitos fingem compreender, fingem ser e o pior não cuidão
não cativam nem mesmo tem amor pelo que escrevem
focam apenas em serem populares mas, eu sei que
Sempre existirá novos nomes
Novas folhas em branco
Novos sonhos
Novos personagens
Escrever é
Uma declaração
Uma expressão
Um amor
Um sentir livre
Um compartilhar e abraçar
Não com o físico, pois, esse é tão fútil
Mas é o estar do “outro lado” e ter a mesma sensação
Choro de felicidade e sinto abraços
Todas as vezes que leio um comentário
Saudades daquela autora incrível
Vejo-me na história
desde o início ao fim
Digo meus sentimentos
Falo de todo e vejo que existe um novo mundo
Existe um lugar para minha escrita,
para os meus pensamentos
Digo meus sentimentos
Falo de todo e vejo que existe um novo mundo
Existe um lugar para minha escrita,
Aceite me como seu escritor.
Juro que não farei o que eles fazem...
Sua mão direita apenas formigou e nada mais ocorreu, ele um pouco triste e com a sensação de ter sido um idiota, caminhou para a sala onde todos estavam ouvindo o Lacaio de Senhor Salém contar um pouco de Anker antes de dar a prova.
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