A Hóspede Insuportável Que Roubou Meu Coração!
41 Capítulo 40
Notas iniciais
—Será que o Phil já foi? — Questionei enquanto estava escorado a cabeceira da cama em uma posição meio deitado e meio sentado, com Sara acomodada comigo naquele pequeno espaço que tinha minha cama de solteiro.
Já fazia cerca de uns quinze minutos desde que deixamos minha mãe e o namorado dela na sala, e eu não conseguia esconder minha curiosidade acerca dessa questão.
—Eu acho que não. Ou do contrário, sua mãe já teria aparecido aqui, não acha? — Sara levantou a cabeça do meu ombro e me encarou.
Fazia todo sentido aquilo.
—Verdade! — Concordei com ela e não resistindo a proximidade de nossos rostos, eu a beijei. Era impossível resistir a vontade de beijá-la quando eu a tinha tão perto de mim. Mas antes que eu tivesse a chance de aprofundar nosso beijo, o toque do celular dela reverberou bem ao meu lado sobre o criado-mudo e nos interrompeu.
—Aposto que é o meu pai. Ele disse que me ligaria à noite. — Explicou Sara após termos interrompido o nosso beijo por conta do celular.
—Ah, é o meu sogro?!
—Sogro?! Deixa de ser engraçadinho e pega esse celular pra mim.
—Tá faltando as duas "palavrinhas mágicas".
—Por favor. Anda!
Apanhei o celular e não resistindo a curiosidade, eu olhei na tela do celular antes de entregá-lo à Sara. Ao fazer isso descobri que não era o pai de Sara quem ligava.
—Infelizmente não é o meu sogro. É o Nick. Toma! — Informei com desagrado, depositando o aparelho celular ao lado de Sara e me sentando de costas pra ela. _Acho melhor atender logo! — Disse ao continuar ouvindo o celular tocar.
—Alô...
Ouvi Sara atender meio aborrecida. Era uma situação chata aquela, pois Nick é meu amigo, gosto dele, mas era bastante incômodo ver Sara de papo com ele, sendo que o Nick acha que ela ainda é afim dele.
—Eu tô bem!... Não, não tenho nada, Nick!... É impressão sua. Como é que você tá?... Quando volta?... Hum... Eu tava aqui conversando com o Grissom... O quê? Mas pra quê quer falar com ele?
Ao ouví-la dizer isso, eu me virei pra encarar Sara. Ela agora estava calada bem ouvindo a justificativa de Nick a respeito do que lhe perguntou.
—Tá, eu vou passar pra ele.
Assim que ela disse isso, me estendeu o celular e informou-me que Nick queria falar comigo.
—O que ele quer falar comigo? — Sem entender a razão daquilo, eu sussurrei pra Sara tapando o celular pra que Nick não me ouvisse.
—Sei lá. Ele não me disse.
Era só o que me faltava!
—Fala, Nick! — Tentei falar normalmente, como sempre costumava falar com ele antes.
—E aí cara? Tudo beleza?
—Sim. E por aí pelo Texas? Se divertindo muito.
—Um pouco. Aqui não têm tanta diversão assim como aí em Vegas, mas dá pra enganar. E você, com está suas férias?
—Estão boas.
—Hum... Tô contando os dias pra estar de volta aí. A casa dos meus avós é legal, mas eu prefiro mesmo o agito da "cidade do pecado". Sem contar que tem essa princesa da Sara me esperando aí. Cara, eu não vejo a hora de tá com ela pra enchê-la de beijos. Tô morrendo de saudades dela!
Aquilo era tudo o que eu não precisava ouvir e nem saber.
—Eu vou passar de volta pra Sara. Até mais, Nick. — Foi tudo o que eu consegui dizer apressadamente pra ele depois do que ouvi. Entreguei o celular na mão de Sara, me levantei da cama nada satisfeito com o que ouvi e fui até a janela do quarto.
Sabe qual era a minha impressão de tudo aquilo? Era que meu amigo tinha me dito aquelas coisas todas de propósito. Como se ele quisesse me provocar ou me passar um lembrete ao me dirigir tais palavras. E se essa era a intenção velada dele ao fazer aquilo, pois ele merecia os parabéns porque tinha se saído muito bem nisso.
—O que ele te disse?
Ouvi Sara indagar atrás de mim, pouco depois de tê-la ouvido se despedir do meu amigo e encerrar a ligação.
—Que estava se divertindo lá no Texas, mas que não via a hora de volta pra te encher de beijos, porque tá morrendo de saudades sua. — Contei nada satisfeito e me consumindo de ciúmes por dentro.
Algo me dizia que teríamos sérios problemas quando Nick voltasse e soubesse da gente. Arriscaria até em dizer que era capaz de aquilo me render a inimizade de um amigo que se bem conheço não costuma desistir facilmente de uma garota.
—Você tá brincando que ele te disse isso, não é? — Sara segurou em meu braço e me fez virar pra ela.
—Pra quê que eu ia brincar e inventar isso?... Ele disse essas coisas. E eu fiquei com a impressão de quê ele falou isso propositalmente.
—Propositalmente?
—É, Sara!
—Você acha que ele pode tá desconfiado de alguma coisa?
—Não sei. O que eu sei é que ele tá muito a fim de você e eu vou acabar me ferrando nisso. Nick vai me odiar quando souber da gente. Muito provavelmente, eu ganhe até um olho roxo do meu ex-amigo por conta disso.
O cowboy era um bom sujeito, mas havia um porém, ele era esquentado e às vezes costumava resolver suas questões com socos, e isso não seria nada bom pra mim.
—Você se arrependeu de ter se declarado pra mim?
—Não!
Como eu ia me arrepender da coisa mais acertada que tinha feito? Claro que não!
—De onde tirou isso? — Eu quis saber, tomando seu rosto entre as minhas mãos.
—O modo como falou me pareceu como se tivesse se arrependido por conta do seu amigo.
—Jamais! Eu gosto dele por sermos amigos de anos, mas eu gosto mais de você do que dele.
—Ah, que bom saber! Porque se fosse o contrário, eu ia achar bem estranho, quatro olhos.
Eu não pude evitar de rir. Ela não perdia uma chance pra fazer suas brincadeiras.
—Acha que teremos problemas com ele?
—Eu espero sinceramente que não. Mas acho que teremos sim. Principalmente, eu!
—Você mencionou sobre ganhar um olho roxo. Ele chegaria a esse ponto?
—Quero acreditar que não, mas... não sei não. Ele é do tipo que as vezes resolve as coisas no punho, Sara. Então...
—Mas nem parece que ele é assim.
—Pois é. Não parece, mas ele é.
Ouvimos uma batida na porta e nos afastamos rapidamente. Vimos minha mãe aparecer logo em seguida, que a porta se abriu.
—Phil já foi. — Ela nos disse e apenas assentimos pra minha mãe. _Que caras são essas? Aconteceu alguma coisa?
Eu me apressei em dizer que não havia acontecido nada demais. Mas acho que a minha mãe não engoliu muito essa desculpa, mesmo Sara tendo confirmado o que eu disse. Entretanto, ela não tornou a nos questionar a esse respeito.
—Bom, como amanhã pretendo ir cedo para a galeria então vou me recolher. E vocês, juízo e nada de ficarem até tarde aqui nesse quarto, ainda mais sozinhos hein?
—Pode ficar tranquila, tia Beth. A gente só vai ficar de conversa mais um pouco e depois eu vou pro meu quarto.
—Conversa??... — Ela nos olhou como se não acreditasse que a gente fosse ficar só de conversa mesmo. _Tá bom!
Minha mãe então veio até nós e deu um beijo em Sara e depois em mim, logo em seguida saiu do quarto.
—Acho que ela não levou muito a sério que a gente ia ficar conversando.
Eu apenas dei de ombros em resposta enquanto me dirigia até a cama e sentava nela. Naquele momento o que a minha mãe achava ou não a respeito do que Sara e eu faríamos sozinhos no quarto, pouco me importava.
—O que foi? Ainda tá bolado com o lance do Nick?
—Sim! Tô com um pressentimento que isso tudo vai acabar mau.
—Não acha que tá viajando muito? Talvez nada do que você disse aconteça. Não acredito que ele te agrida. Vocês são amigos, caramba!
Espero que ela esteja certa, sabia?
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