A Hóspede Insuportável Que Roubou Meu Coração!
19 Capítulo 18
Notas iniciais
—Como foi lá no boliche ontem?
Eu quis saber de Sara enquanto desfazia a mesa do café da manhã e ela lavava a louça.
—Ah! Foi bem divertido.
—Por que não me contou que chamou Catherine e o Rick pra irem com você?
—Como soube que eles foram?
Ela virou-se surpresa pra me encarar.
Expliquei-lhe que liguei ontem para a casa da minha amiga a fim de falar com ela, e qual não foi a minha surpresa quando tia Lilly me contou que ela havia saído com o namorado para irem ao boliche com umas primas de uma amiga de nome Sara.
—Bom, eu não sabia que sua amiga era exclusiva e que tinha que pedir sua permissão pra convidá-la pra ir comigo.
Ela riu em provocação e antes que eu tivesse a chance de rebater suas palavras, a campainha tocou.
—Deixa que eu atendo.
Sai da cozinha e corri até a sala. Me surpreendi e estranhei um pouco quando abri a porta e dei de cara com Nick e um pequeno buquê de flores na mão.
—Nick?
—Fala, cara! Vim visitar a Sara. Ela tá aí?
Ele foi entrando sem que eu tive lhe convidado à isso.
—Tá. Mas... não é um pouco cedo pra se fazer visita?
Tá, não era cedo. Eram dez e pouco da manhã. E eu não tenho a menor ideia do porquê fui implicar com isso.
—Eu quis fazer uma surpresa pra ela.
—Hum... E essas...
—Quatro olhos, eu já... Nick??? O que faz aqui?
Sara parecia tão surpreendida quanto eu fiquei quando abri a porta e dei de cara com meu amigo.
—Ele veio te visitar! — Respondi antes do meu amigo.
—E te trazer essas flores. Espero que goste de Margaridas.
Olhei intrigado pra Sara e aquelas flores.
Margaridas???
Sério???
Não tinha outra flor melhor pra ele trazer?
Se bem que... acho que qualquer flor que ele trouxesse, Sara não gostaria mesmo, pois ela já havia contado a mim e minha mãe que não gostava de flores.
Pobre, Nick! Ao que parece ele ainda desconhecia o gosto de Sara por plantas ao invés, de flores.
—Ah, obrigada, Nick! São... lindas! Mas...
—Mas...?
"Ela não gosta de flores, amigo!"
Eu disse em pensamos enquanto via Sara parecer pensar num jeito de dizer aquilo a Nick. Quando achei que ela fosse contar a ele sobre sua preferência, a minha mãe apareceu descendo as escadas.
—Nick! Que surpresa! — Minha mãe o cumprimentou com um abraço. Ela gostava de todos os meus amigos, mas havia um carinho especial com o Nick, não sei por qual razão. _Veio visitar o Gil?
—Na verdade, ele veio visitar a Sara, mãe. E até trouxe flores pra ela.
Eu não sei porquê cargas d'água, eu não calava a boca e não deixava o Nick responder às devidas perguntas.
—Belas Margaridas, Nick.
—Obrigado, tia.
—Seria bom você colocá-las num vaso, querida. Senão elas vão murchar. Vem, eu arranjo um pra você. Já voltamos, rapazes.
Ficamos Nick e eu na sala enquanto as duas sumiram pra cozinha. Como estávamos de pé convidei meu amigo pra se acomodar no sofá enquanto esperava Sara voltar.
—E aí, cara, como você tá?
—Eu tô bem! E você?
—Melhor impossível.
Ele tinha um sorriso enorme estampado na cara ao responder-me.
—Que bom!... Você e Sara estão ficando?
—Sim!
Depois dessa sua afirmativa, meu amigo ainda me confessou todo sorridente que "estava super amarrado em Sara.". Ele ainda disse que ela era diferente das garotas que ele já conheceu. E finalizou, dizendo que ela beijava muito bem!
Ok! Aquela última informação não era preciso ter me dito. Foi desnecessário me contar aquilo. Qual era o meu interesse em saber se ela beija bem?
—Acho que nunca te vi dar flores a uma garota antes. Pelo visto, você tá amarrado mesmo nela, como disse.
—Ela é especial!
Sei! Qualquer rabo de saia pra ele é especial.
E quanto a esse "especial"que ele usara pra definir Sara. Bom, eu usaria outra palavra pra defini-la, não aquela. Talvez, "surpreendente" fosse a quê se adequava mais. Sara a cada novo dia me surpreendida com atitudes e curiosidades que eu descobri a seu respeito. Às vezes, positivamente como ontem. E outras nem tão positivas assim.
Sara retornou sozinha da cozinha e me disse que minha mãe queria que eu fosse lá na cozinha com ela. Pedi licença ao Nick e fui ver o que minha mãe queria.
—A senhora tava me chamando?
—Sim. Fique aqui comigo. Vamos deixar os dois sozinhos pra conversarem à vontade.
Eu franzi a testa e dei uma desgostosa olhada pra trás em direção a sala. Era intrigante e no mínimo curioso, mas minha vontade era voltar pra sala. Pra fazer o quê lá, eu não sei, mas que eu queria voltar pra lá... eu queria!
Mas acabei indo é me acomodar na cadeira ao lado da minha mãe.
—Essas flores que o Nick trouxe são tão lindas. Pena que a Sara não gosta de flores.
—Eu não achei essas flores tão lindas assim. — Resmunguei em descontentamento e atraindo o olhar curioso de minha mãe. _E também não sei porque a Sara não disse logo ao Nick que não gosta de flores.
—Ela não quis bancar a grossa com o rapaz.
Legal! Com os outros ela não gosta de ser grossa, mas comigo não há essa "consideração" toda!
—Que cara é essa?
—Nada! — Resmunguei, puxando uma pétala da Margarida que Nick havia trazido a Sara e que estava num vaso bem a minha frente enfeitando a mesa, e ameacei-a com raiva.
Eu não sei explicar, mas de repente me incomodou aquelas benditas flores e a visita do meu amigo.
—É bom ver que ainda existem rapazes como você e Nick, que dão flores as garotas.
Apenas olhei pra minha mãe e lhe dei um fraco sorriso.
—A senhora conseguiu falar com o... Phillip?
Resolvi mudar aquele assunto das flores e Nick. Esse papo tava incomodando demais!
—Sim!
Ela então contou que marcou de encontrá-lo mais tarde pra conversarem pessoalmente.
—Eu espero sinceramente que se acerte com ele de novo.
—Obrigada, querido!... Mas agora me conta como foi com a Heather ontem?
Heather!! Eu sequer tinha lhe ligado ou mandado uma mensagem hoje. Depois, faria isso!
Contei a minha mãe que não saí com Heather ontem e expliquei o motivo disso.
—Que pena, filho!
Nós ouvimos um barulho da porta da sala sendo aberta e depois fechada, segundos depois, Sara aparecia um tanto sem jeito na cozinha.
—Mas já? Nick já foi?
Até que horas minha mãe queria que ele ficasse? Já tinha sido de bom tamanho os quinze minutos que ele passou ali.
—O pai dele ligou e ele precisou ir.
—Ah, que pena!
—Ele me convidou pra dar uma volta mais tarde, tudo bem?
Comecei a perceber que enquanto falava, Sara sequer me olhava. Parecia que era só a minha mãe estava na cozinha. Eu fiquei invisível por acaso?
—Tudo bem, querida. Só preciso saber pra onde vão, que horas sairão e voltarão.
—Vamos a um parque de diversões lá pelas seis e as nove estaremos de volta.
—Ok!... Hum... Filho, por que não convida a Heather e vocês vão junto com Sara e Nick. Não tem problema pra você o Gil ir não é, querida?
Tão logo minha mãe disse isso, Sara me olhou pela primeira vez desde que pôs os pés naquela cozinha.
—Ele e a... Heather irem junto comigo?
—Sim, querida.
Minha mãe confirmou com um sorriso e dando uma olhada pra mim.
Por incrível que pareça, eu até gostei da sugestão dela, mas a Sara pareceu que não gostou nada, porém, acatou a sugestão da minha mãe.
—Tudo bem, então!
—Ótimo!
Minha mãe sorriu contente. E por dentro eu também estava um pouco contente por aquilo.
—Vou ligar pra Heather agora mesmo.
Me pronunciei levantando da cadeira e saindo da cozinha com uma rapidez enorme pra ligar para Heather. Eu torcia sinceramente pra ela poder ir ao parque comigo, porque de repente me deu uma enorme vontade de ir aquele parque. Não sei por quê!
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