A Hospedeira 2 - Depois do fim

10 Capítulo 10 - O verbo amar


Notas iniciais
Meus amores!!! Oiiiii!!! Todo bom com vocês? Gente quero pedir desculpas pela demora do capítulo, mas agora que estou de férias vou postar co mais frequência, prometo. Boa leitura ♥♥♥♥

POV — Lua

"O sol dourado banhando meus cabelos, o azul do céu cobrindo todas as cores daquele campo florido. Meus olhos estão fechados, apenas sinto a brisa passando por mim como um toque suave. Estou deitada em meio as flores. O aroma domina tudo, o aroma doce das flores existentes ali. Um som. Um som suave, notas delicadas passam por meus ouvidos. Uma canção. Uma canção doce que fazia meu corpo dançar. Uma voz. Uma voz masculina, porem suave e tranquila. Esta voz me acalmava, me fazia sentir segura.

Abro os olhos. Um movimento rápido a fim de procurar o dono daquela voz. Meu coração se entristece. Ele não está lá. Risos. A pessoas ali, mas onde? Outras vozes. Familiares, embora eu nunca ter as escutado, eu as conhecia.

— Jamie! — a voz feminina grita alegremente. — Corra. Você não vai me alcançar assim. — ela ri. Uma risada gostosa.

— Mel! — dessa vez um garoto. Não muito novo, mas, também, não muito velho. — É melhor correr mais rápido, se quiser fugir. — mais risos.

Procurei pelas vozes. Nada. Tudo que existia ao meu redor eram rosas. Rosas bonitas, em diferentes tons. Rosas que deixavam o campo ainda mais belo. Ouço passos. Mais uma vez procuro pessoas ali. Mas não há mais ninguém além de mim.

Minha voz. Minha voz ecoava num canto distante no campo enquanto perseguia risadas.

— Ian! Espere. — minha voz grita em meio a risadas e suspiros. — Ian? Onde está você? — mais aflita dessa vez.

— Aqui! — outra voz responde. Masculina. Ian!

Todas as vozes desapareceram. Tudo desapareceu. Meu sorriso some a medida que as vozes desaparecem, uma por uma. A música que fazia meu coração sorrir e disparar. Depois a voz de Jamie, Melanie, Ian e ...a minha voz.

O sol se torna mais intenso. A canção volta a tocar em meus ouvidos. Junto a ela caricias em meus cabelos dourados como o sol."

Os raios de sol que entra pela janela e batem em meu rosto, queimando-o me despertam daquele sonho feliz. Me viro para o outro lado para aliviar meu rosto do sol. Por que eu insistia em dormir virada para a janela?

John está ali. Ele sorri quando abro os olhos. A voz que cantava em meu sonho era a voz de John. A música? A mesma música que ele cantara para mim esta noite.

— Bom dia dorminhoca! — diz enquanto seu sorriso fica ainda maior. — Estava te esperando acordar a um bom tempo. — só agora noto a expressão cansada em seu rosto. Ele havia ficado a noite acordado ali? Do meu lado? Enquanto eu dormia tranquilamente? Eu acho que sim.

— Bom dia. — respondo também abrindo um sorriso. O que faz John sorrir ainda mais.

— Dormiu bem? — pergunta enquanto se levanta da cadeira e vai em direção a pequena mesa encostada na parede, pega uma bandeja cheia de coisas e volta pra peto de mim. — Aqui está seu café da manhã.

Na bandeja tinha uma fatia enorme de trota de amoras, pedaços de maça e pêssego, alguns biscoitos de gengibre em forma de corações e uma taça grande cheia até a boca com suco também de pêssegos. Na mesma hora em que meus olhos bateram na comida meu estomago pulou fazendo acrobacias e piruetas. Fiz que não com a cabeça.

— Você não vai comer? — neguei. — Então também não como. — disse olhando para mim com cara de bravo que eu sabia ser falsa.

— Tudo bem! — me dou por vencida, afinal, eu precisava comer. Por mais que eu tivesse enjoos fortes, eu precisava comer. Não por mim. Pelo bebê.

Acabei comendo metade da torta, dois pedaços de maça e bebendo um pouco do suco. John comeu o restante do conteúdo bandeja quando disse que não queria mais.

— Você deve estar cansada de ficar deitada nessa cama o dia todo, não é mesmo? — perguntou depois que acabou de comer. Fiz que sim com a cabeça. — Eu poderia te levar para dar uma volta no jardim da estação de cura. É bem bonito lá, você vai gostar. Mas só se você quiser ir? — Aceitei. Na mesma hora o rosto cansado de John se iluminou com um enorme sorriso.

Ele me ajudou a levantar da cama. Já de pé ele passa um de seus braços em volta de minha cintura e passo um dos meus por suas costas. Vamos assim até o jardim. John tinha razão. Lá era lindo. Um belo chafariz no centro que jorrava água para cima fazendo desenhos nos ar, em volta em canteiro com lindas rosas vermelhas. Alguns bancos de madeira eram colocados em alguns pontos do lugar e outros canteiros com rosas vermelhas e brancas preenchiam os lugares vagos no ambiente. Lindas borboletas voavam por sob as flores. John me leva até um dos bancos e ajuda a me assentar, depois vai até um dos canteiros e pega uma linda rosa branca. Traz para perto de mim e me entrega.

— Ela é linda. Parece com você. Pura e delicada, serena e suava. Branca como a Lua. Está rosa foi feita para você. — ele diz fazendo com que meus olhos se enchessem de lágrimas. Eu o amava. Sabia disso. E nunca deixaria de amá-lo. Peregrina se entristeceu trazendo em seus pensamentos imagens de Ian.

— Obrigada buscador. — respondo acariciando as pétalas da rosa em minhas mãos. — Ela é realmente linda.

John se assentou ao meu lado. Me empurro para mais perto dele, encostando minha cabeça em seus peito. Ele passa um dos braços em volta de meus ombros e acaricia meus cabelos. EU estou feliz. Inteiramente feliz. Aquele lugar me fazia bem. O aroma adocicado das rosas me fazia bem. John me fazia bem. Eu estava ali. John estava ali. O que mais eu poderia querer. Meu amor estava ali.

Não sei por quanto tempo ficamos ali abraçados olhando as flores. Flores para o sol chega até nós com um sorriso em seu rosto.

— Procurei vocês por toda parte! Lua, temos que fazer mais alguns exames. E já poderemos saber se o seu bebê será menina ou menino.

Eu fiquei com raiva por ela ter estragado aquele momento momento perfeito. Eu não queria que acabasse nunca. Mas uma pontada de alegria surgiu em mim assim que ela falou do bebê.

— Tudo bem já podemos voltar para o quarto. — digo sorrindo um pouco.

John me levanta do banco e me leva novamente até o quarto. Entrando lá ele me coloca novamente em minha cama e se senta em sua cadeira novamente no fundo do quarto. Flores para o sol continua os exames e durante todo o tempo em que ela está aqui o cômodo fica silencioso. Não e concentro muito nos exames. Fico observando John brincar com a ponta da camisa preta que usava. Ele realmente devia estar bastante cansado.

— Bom por hoje já terminamos. O resultado dos exames sai amanhã Lua, querida. — diz guardando seus objetos numa bolsa.

— Tudo bem. — respondo um pouco animada.

— Bom agora é melhor descansar um pouco. Mais tarde traremos seu lanche. — me dou cota de já se passa da hora do almoço. — John! É melhor você também ir descansar um pouco. Cuidaremos bem de Lua. — após hesitar um pouco ele acaba aceitando, se deixando levar pelo cansaço. Ele vem até mim e beija meus cabelos como despedida depois vai atrás de Flores para o sol que já está na porta.

— Durma um pouco Lua. — ela diz se despedindo com um aceno de mão. John sorri para mim e sai pela porta me deixando sozinha.

Você já deve ter decidido o nome do bebê, certo? — Peregrina diz um pouco triste.

Na verdade não. Quero que você escolha. Afinal você é a mãe. Não quero roubar isso de você Peregrina. Não quero lhe roubar nada. Vou levar-lhe de volta para casa, para sua família. Você merece isso. — digo verdadeiramente. Agora eu estava um pouco triste por deixar John. Eu o amava. Mas também amava Peregrina. Ela era minha irmã. Eu devolveria sua família. Devolveria sua vida.

Me chame de Peg. Apenas de Peg. Obrigada Lua. Mas..., ...você não pode deixar sua vida por mim. Agora essa também é sua vida. E você tem direito a ela.

Eu já me decidi. - disse. Eu já havia me decidido. Quando as poucas memórias dela invadiram minha mente. Eu já havia decidido. Pego a rosa que John havia me dado e a abraço. Não quero perdê-lo. Não vou perdê-lo. — Você já deve ter algum nome em mente, não?

Alice. Era o nome da mãe de Ian. Ele iria gostar.

Ele vai gostar. Mas e se for um menino?

Quero que você escolha.

Peg, não. Já disse que não quero roubar isso de você. Já roubei coisas demais de você. Não quero mais isso.

Mas Lua, sem você, eu poderia não estar mais aqui. Você sabia que se eles soubessem que eu ainda estou aqui eles descartariam meu corpo e você seria transferida. Você salvou a minha vida e a vida de meu filho. Você é tão mãe dele quanto eu. Você está cuidando dele por mim. Eu só tenho que te agradecer. Lua, você é minha irmã. E eu te amo. Não quero que seja infeliz por minha culpa. Quero que faça essa escolha. Você também o ama. — meus olhos derramavam lágrimas de felicidade.

Você é minha irmã Peg. Eu te amo. Obrigada. Obrigada por me mostrar o que é amar. E nós vamos voltar para casa. Eu prometo.

Vamos. Escolha. — ela sorri.

Adrian, eu gosto de Adrian.

Perfeito! ♥

Notas finais
Gente, espero que estejam gostando da fic. Comentem o que mais gostam e o que querem ver por aqui. Acompanhem a história, favoritem e compartilhem. Comentem, por favor. Quero saber a opinião de vocês. UM BEIJÃO!! Até logo! ♥♥♥