A Hospedeira 2 - Depois do fim

5 Capítulo 5 - Hospedada


Notas iniciais
Olá meus amores!!! Me desculpem pela demora, mas capítulo está ai prontinho para vocês!!

POV- Lua

Lembranças me atingiram como pancadas fortes por dentro de minha cabeça.

Doía. Eu não sabia onde estava nem o que estava acontecendo. Era angustiante.

Minha primeira vez neste planeta, eu não tinha ninguém a quem seguir e me parecia que faltava algo. Faltavam pessoas. Mas que pessoas?

As lembranças do último dia que essa hospedeira vivenciou eram nítidas, haviam pessoas comigo. Eu não conseguia ver quem, não conseguia distinguir seus nomes. Era como se um paredão negro privasse as memórias mais importantes, as memórias que eu precisava.

Um grito ecoou em minha mente, não pertencia a mim, era agudo e aflito, cortante, machucava. Aquilo me atordoou, não era um grito meu, não sabia de quem era, não era de ninguém naquela sala. Estava em mim, na minha cabeça. Uma presença invadiu meus sentidos, teria outra pessoa naquele corpo junto comigo? Eu conseguia ver meu rosto antes, podia ver linhas prateadas em meus olhos nas lembranças da hospedeira. Ela era uma alma? Era humana? Eu não sabia.

Mais pancadas. Desta vez olhos azuis como safira, neve e meia noite batiam em minhas pálpebras. Isso fazia com que parte de meu coração se dilacerasse com rapidez estrema. Me encolhi na cama que fez um rangido cortante em meus ouvidos. Tamanha era a dor que fez com eu me debatesse na pequena cama. Ouvi passos e uma voz doce me despertou de meu transe.

— Minha querida, acorde esta tudo bem agora. Qual seu nome? — a voz me perguntou.

Abri os olhos e analisei a sala onde eu estava. Parecia uma estação de cura. A voz que se dirigia a mim era de uma curandeira, ela se inclinou ate mim e esperou a resposta.

— Meu nome... — as palavras sairam como um chiado surdo — ...Raios da Lua sobre o gelo. Onde estou?

— Muito prazer, eu sou a curandeira Flores para o sol.Desde que os buscadores encontraram esta hospedeira eles a trouxeram para cá para ser curada dos tiros de paralisium que levou. — a curandeira disse com um pouco de pesar nos olhos.

Fechei os olhos novamente. Agora o nome da hospedeira me atingiu. Peregrina. Me lembrei dos tiros, dos gritos, das lágrimas. Isso me fez dar um pulo e gritar aturdida.

— Peregrina? Onde esta Peregrina? — gritei, a curandeira me olhou assustada.

— Acalme-se. No início pensamos que ela era uma alma. Iríamos retirá-la do corpo, mas o procedimento foi em vão, concluímos que ela era humana, uma dos resistentes. Os outros que estavam com ela fugiram. — ela respondeu mais calma desta vez.

Fechei os olhos novamente. A presença dentro de mim continuava forte, como se tentasse sair dali. Era angustiante. Tentei encontrar mais memórias, mas o paredão negro me atingiu outra vez.

Adormeci.

Notas finais
Obrigada por lerem. Espero que gostem!! Beijos