A Hospedeira 2 - Depois do fim
11 Capítulo 11 - Não vou deixar
Notas iniciais
POV — John
Flores para o sol havia me convencido a deixar a estação de cura. Muito contrariado por sinal. Não queria deixar Lua lá, sozinha. Eu tinha que ficar com com ela, cuidar dela, eu queria cuidar dela. Mas o cansaço havia me vencido, e me deixado convencer, eu precisava de tomar um banho e vestir roupas limpas, pelo menos. Entro no Mustang bronze estacionado debaixo de uma pequena árvore perto dali e dou a partida me deixando guiar pelas ruas de Phoenix. Era uma cidade linda. As luzes que iluminavam as ruas não escondiam as estrelas que cintilavam o céu, deixando assim que a Lua iluminasse a cidade. Eu nunca havia parado para admirar essas pequenas coisas que deixam a nossa existência mais bonita. Eu realmente não sabia o significado de viver.
Perdido em pensamentos, já estou na portaria do prédio em que morava, cumprimento o porteiro que me entrega chave do meu apartamento. Resolvi que iria subir de elevador, assim chegaria mais rápido. Abro a porta de casa e o aroma familiar de minhas coisas me saúda ao entrar em casa. Eu não tinha muitas coisas, apenas o necessário para conseguir viver bem. Chuto meu sapatos deixando-os cair em algum canto da sala e me dirijo ao banheiro, pronto para tomar um banho e vestir roupas limpas, depois já iria voltar à estação de cura. Deixo com que a água fria escorra pelo meu corpo levando consigo todo cansaço e preocupações que rodeiam minha mente. Meus pensamentos vagam para o quarto de Lua, ela é a única coisa que me importava em toda minha vida, ela era tudo...
...É meu amor, meu único e verdadeiro amor. A razão pela qual acordo todos dias pronto para enfrentar o que quer que seja. Ela é a única certeza que tenho neste mundo. A certeza de que terei um motivo para estar vivo no dia seguinte. E eu faria de tudo para que ela seja feliz.
Saio em direção ao quarto mais leve, certo de que meus pensamentos e escolhas estão no rumo certo. Escolho vestir uma camisa preta de mangas curtas, uma calça jeans desbotada e tênis cinza. Meus cabelos molhados respingando a camiseta, passo meus dedos por eles bagunçando-os, eu estava inquieto. A falta que Lua fazia para mim era inquietante e eu não suportaria por muito tempo.
Estou sentado na poltrona da sala, observando o reflexo das luzes entrar pela janela envidraçada iluminando todo o cômodo.
" Estou só. Rodeado pela escuridão. Apenas uma luz. No fim do corredor há uma luz. Uma única luz. Tento caminhar até ela. Quanto mais eu ando mais distante ela parece estar. Gritos. Chamando por mim.
— JOHN!!
Era Lua. Lua chamava por mim no outro lado corredor. Ela parece correr. Ela está fugindo. Está com medo. Tento correr até ela.
— LUA!!!
Quanto mais corro, mais distante estou. Ela continua gritando. Está aflita, precisa de mim. O corredor escuro não tem fim, não consigo alcança-la. Outro grito. Também de Lua. Mas, não chama por mim. Gritos de dor. Ela não conseguiu escapar. Eu não consegui protege-la.
Tudo está desmoronando. Pedras caem sobre minha cabeça. Estou no chão. Não consigo me levantar. Preciso ir até Lua, mas não consigo."
— LUAAAA!!! — grito apavorado. Estou em casa. Estou suando. Preciso ir até ela.
Levanto da poltrona e procuro as chaves de minha moto. Ia ser mais rápido. Se alguém está tentando tirar Lua de mim, eu não vou deixar. Encontro as chaves e desço para a garagem do prédio, estou correndo pelas mesmas rua que passei mais cedo, antes de chegar em casa. Estaciono a moto onde havia deixado o carro e corro até o quarto de Lua.
Paro antes de entrar pela porta do quarto e recupero o folego. Ela está sentada na cama, está chorando, está com medo.
— Lua! — falo baixo, mas sei que ela pode ouvir. Ela me encara e sorri um pouco.
— John!- corro e sua direção, e a abraço forte. Beijo-lhe os cabelos enquanto ela me aperta e chora ainda mais. — Foi horrível! Eu tenho medo! Não conseguia te alcançar. Me pegaram, atiraram em mim. — fala entre soluços.
— Shh! Estou aqui. Está tudo bem. Não vou deixar nada acontecer a você! Eu prometo.
Fale com o autor