A Hospedeira 2
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Eu estava sentada no canto do salão de jogos, como sempre agora que estou nesse frágil corpo, assistindo o jogo. Ian e Jared jogando contra Kyle. Não sabia quem estava ganhando ou perdendo, mas era engraçado assistir todos jogarem.
— Peg, estou preocupada com você e Jamie. — Melanie falou sentando ao meu lado
— Pois?
— Acho que essa história não vai terminar bem, com Jamie e Ranchel — Melanie fez uma pausa — E você com Cal.
— Não seja pessimista, Mel! Deixe Jamie e Ranchel. — eu a repreendi
— Peg, eles até que tudo bem, mas você... — ela ficou pensativa e depois falou sombriamente — Fique longe de Cal.
Eu a encarei pasma.
— Porque? Qual o problema de ser amiga de Cal?
Melanie me encarou sem paciência.
— Cal não quer ser só o seu amigo. Fique longe dele, por favor, para o bem de todos.
E terminando de falar ela voltou para o jogo, me deixando com uma sensação ruim presa na garganta.
Eu não esperei o jogo acabar, quando tive a oportunidade de fugir eu fui para o meu quarto e deitei encolhida feito bola na cama. Depois de algum tempo Ian entrou com o rosto sem expressão. Ele sentou na cama ao meu lado e me puxou para o seu colo. Eu apoiei meu rosto em seu peito e inalei seu cheiro. Aquilo era tão tranquilizador.
— O que melanie disse para você? — ele engoliu em seco, estava preocupado.
— Nada. — eu menti escondendo o rosto em seu peito.
Ian segurou meu queixo, levantando meu rosto até nossos olhos se encontrarem. Eu suspirei ao ver as chamas geladas em seus olhos quase se apagando.
— Ela pediu para eu ficar longe de Cal.
Ian ficou paralisado, seus músculos estavam tensos e sua voz estava dura.
— Então é verdade.
— O que? — perguntei num sussurro.
— Cal quer você como companheira.
— Mas eu estou com você.
Ian não cedeu.
— Ele é uma alma, você também. Ele passou por muitas coisas e ainda passa para ser aceito, você também. E eu, sou um humano.
Com dificuldade fiquei ajoelhada e com as minhas mãos em cada lado de seu rosto, eu o beijei. Tentei beijá-lo da mesma forma intensa que ele me beija, Ian permaneceu parado. Então eu levei meus lábios até seu ouvido.
— Você é bom o bastante para ser uma alma e forte como um humano dever ser, mas isso não me importa, não, o que me importa é só o seu amor.
Ian me olhou por um tempo, as chamas geladas voltando a queimar perigosamente, e logo seus lábios estavam nos meus.
E era mágico, eu estava me sentindo além das nuvens. Minhas mãos apertavam os lençóis, enquanto Ian beijava de minha boca até minha barriga. Eu prendi a respiração, ele estava novamente brincando comigo.
Com uma de minhas mãos eu o puxei pela nuca para mais perto de meus lábios, enquanto a outra mão pegava a mão dele e conduzia para a minha coxa. Um grunhido brotou de dentro da garganta de Ian, ele não iria mais brincar, então me vi sobre as nuvens de novo.
— Ian! — exclamei no auge.
Ele parou e me encarou.
— Está tudo bem? Eu te machuquei? — quis saber preocupado.
— Você está me fazendo delirar. — eu passei a mão em sua barriga, Ian fechou os olhos.
— E isso é bom?
— Se eu disser "Continue, não pare", vai significar o que?
Ian rindo me pegou nos braços outra vez, nossos corpos colados como um só, beijos urgentes e furiosos, carícias e olhos safiras que queimavam numa chama gelada.
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