A Hospedeira 2
19 Capítulo 19
Notas iniciais
- Não! — Ian gritou — Eu não aceito isso! Deixe-me ir, deixe-me!
Eu olhei atordoada para os lados. Ian? Era mesmo a voz dele?
- Shh, você irá acordá-la. Ou melhor já acordou. — Melanie entrou em meu campo de visão. — Sinto muito por Jared ter batido em sua cabeça.
Eu franzi a testa, do que ela estava falando? Onde estava Ian? Então me veio num baque todas as lembranças antes de apagar. Eu levantei da cama num pulo, desviando-me de Melanie e procurando a porta.
- Louise! — eu berrei em plenos pulmões. — Louise!
Eu senti braços fortes me prenderem e me sacudirem. Ian.
- Me solte! — eu rosnei. — Eu quero salvar nossa filha!
- Você fica aqui, Peg. — ele berrou mais alto — Espera aqui!
- Não!
- HEY! — Melanie gritou chamando nossas atenções. — Vocês estão perdendo tempo. Os dois ficam, já decidiram antes de vocês.
-
- Tia Cassie, porque estão todos armados? — eu perguntei assustada enquanto nós duas corriamos pelos corredores escuros.
- Louise, nós estamos em guerra. Humanos contra Almas. — Cassie respondeu sem me olhar. — Sabe o que é uma alma?
- Não.
- Bom, eu e sua mãe somos uma alma. Viemos de outro planeta.
- Isso me torna meia humana e meia alma?
- Sim. — Cassie disse rindo. — Agora fique em silêncio.
Ela me empurrou para dentro de um armário, logo em seguida vários soldados passaram por onde eu estava, eles pararam para falar com Cassie.
- A senhorita deveria estar num local seguro. — disse um dos homens.
- Eu sei, já estou indo, vim pegar alguns dados que deixei na sala. — Cassie disse séria.
- Vá com segurança e atenção, depois volte. — disse ele por fim, dando ordem para continuar e indo embora com o resto dos soldados.
Cassie me puxou para fora e corremos até a escura garagem.
- Onde está o jipe? — resmungou aflita — Não, não, não. Ele tem que estar aqui!
- Tia, uma moto serve? — eu disse apontando para o lado oposto em direção de uma moto vermelha, o rosto de Cassie se iluminou.
Estávamos já à dois quilômetros de distância quando a primeira explosão soou no prédio. Eu me agarrei mais na cintura de Cassie enquanto ela acelerava ainda mais a moto.
- Merda. — ela berrou quando um jorro de luz surgiu a nossa frente, ela diminuiu a velocidade.
- Você é Cassie? — uma voz masculina soou no escuro e quando entrou na luz que vinha do carro, eu prendi a respiração.
- Jared? — o homem me olhou confuso — Jared?
Eu pulei da moto e corri em direção dele, ele se agachou e me olhou em silêncio. Eu coloquei minhas mãos em suas bochechas.
- Meu nome é Louise, minha mãe é Peregrina. Você sabe onde ela está?
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