A Hospedeira 2
16 Capítulo 16
Notas iniciais
- Bom dia, Peg. — disse a jovem me acordando
- Hm, bom dia. — eu me esprequicei e sentei na cama
Depois de resitar, ela pegou um frasco no carrinho de servir comida e me entregou. Dentro do frasco transparente havia um líquido azul viscoso, eu fiz uma careta.
- Isso irá ajudar com o bebê, tipo que acelerará a gravidez. Se você tomar uma frasco todos os dias, em um mês estará com o bebê nos braços.
- Não. Isso é errado. — eu disse negando com a cabeça
- Se você não tomar, eles podem fazer algo pior com você, Peg. — ela respondeu ficando nervosa e abaixou mais ainda o tom de sua voz — Eu deveria estar com sete meses agora, mas eu bebi esse soro. Eu fiz para proteger as duas únicas pessoas que realmente me importam. Você deve fazer o mesmo.
Eu apertei o frasco em minha mão, tudo que eu queria era que Ian ficasse a salvo e que nós pudessemos ter uma vida normaç. Então com o meu desejo em mente, bebi o soro num gole.
E durante mais duas semanas foi assim, agora vários médicos vinham me avaliar, e a jovem e eu estávamos cada vez mais próximas — apesar dela nunca me dizer seu nome. Na segunda nooite da terceira semana tomando o soro, aconteceu o inesperado.
- O que foi, peg? — falou aflita a jovem
Eu me encolhia na cama, a dor tomando conta e o ar se perdendo. Eu estava ficando tonta e fraca.
- O bebê. — eu sussurrei antes de desmaiar.
-
Fazia um mês que minha Peregrina havia sido capiturada e, eu estava preso num quarto qualquer para não tentar ir atrás dela. Jeb, Jared e Melanie vinham sempre me visitar e contar o que acontecia no novo ninho da rebelião humana, já que eu não podia ir a lugar nenhum.
Era tarde da noite quando Jared apareceu acompanhado de Jeb no meu quarto, eu andava de um lado para o outro mas logo parei ao ver as expressões de seus rostos.
- O que foi? — eu disse seco — O que aconteceu?
- Recebemos notícias dela. — Jeb falou mansamente
- Diga. — eu rosnei, meus músculos ficando tensos
- Ian, sabe de alguma coisa que Peg poderia estar escondendo? — Jared perguntou prontamente
- Como assim? — eu rosnei — Acha que ela esta envolvidaem algo? DIga de uma vez!
- Ela estava grávida. — Jeb disse numa voz sem emoção
O choque foi terrivel e penetrou cada célula de meu corpo.
- E descobrimos que cada país possuí uma alma que administra um grupo contra a rebelião humana, já que essa está cada vez maior. O nosso é um tal de Gustav e achamos que ele possa estar envolvido na capitura de Peg. — Jared disse tentando manter a voz controlada e neutra
- Ela está bem? — eu perguntei confuso
- Está, pois eles a querem viva para usar, provavelmente, contra nós. — Jeb disse
- O bebê? — minha voz saiu abafada
- Não temos notícias, sinto muito.
-
Era uma linda menina, eu ouvi a enfermeira comentar, eu iria vê-la agora que acordei. Eu tentei imaginá-la: mãos minúsculas, olhos iguais a do Ian e seria pequenina.
- Peregrina? — disse a jovem entrando no quarto
- Onde está ela? Meu pequeno bebê. — eu disse sorrindo
- Eu tentei impedi-los, impedir meu pai, mas não pude. — ela disse triste
E antes que eu pudesse formular e digerir a sua frase, uma menina de cinco anos entrou correndo no quarto. Pele branca, pequenos cachinhos dourados e os olhos safira que brilhavam em minha direção. Com uma estrondosa habilidade, ela subiu em minha maca e me abraçou.
- Estou tão feliz que a senhora esteja bem, mamãe. Tia Cassie cuidou de mim e disse para eu ser paciente até você acordar. — ela colocou suas mãos em cada lado de meu rosto — Eu te esperei loucamente.
Eu olhei para a menina em meus braços e depois para a jovem, que agora tinha um nome, Cassie.
- Eu não tenho nome, tia Cassia disse que você iria escolher. — ela disse chamando a minha atenção novamente
- Louise. — respondi sem pensar e acariciando seus cachinhos perplexa
- Eu gostei. — ela disse deitando em meu colo.
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