— Mais uma gota de álcool e você vai morrer. – Era o último aviso do médico que Miguel, saindo do hospital, apostou que nunca mais o veria.

Caminhou uma quadra e entrou num bar. Afinal, a vida era insuportável. Beber era fugir daquela realidade miserável. Pediu uma dose.

Tudo ao seu redor parecia mais patético que de costume, então, o copo de whisky surgiu e a expectativa o dominou.

De repente, suava frio enquanto o lembrete ecoava na voz do doutor em sua mente.

Sua mão tremia; era abstinência, ou medo de morrer?

Miguel era alcoólatra e não um bom apostador.

Notas finais
Agradeço por ter lido esse pequeno conto.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!