A Horda
5 Cilada
Já estava escurecendo e eu não via nem sinal da pequena Maya. Passei o dia observando pela janela e nada da menina aparecer.
"Eu não deveria ter deixado que ela fosse sozinha, preciso encontra-lá. "
Me levantei da cama, troquei novamente meu curativo para evitar o máximo do cheiro de sangue possível, arrumei algumas coisas e coloquei em uma mochila que encontrei na casa, peguei minha katana pronta para ir.
Quando fui descendo pelas escadas, ouvi ruídos vindo do lado de fora da casa, com cautela me aproximei da janela e por uma pequena brecha que havia na madeira consegui ver a situação em frente a casa.
Estava cercada por zumbis, de onde haviam vindo e o que os atraiu realmente não sei responder, mas eu tinha que sair dali o mais rápido possível.
Tentei ir pela garagem para pegar meu trailer, mas assim que abri a porta vi que o lugar já estava sendo infestado por aquelas coisas nojentas, fechei rapidamente, arrastei uma mesa para bloquear a entrada e corri para a cozinha, sairia pelos fundos, não tinha mais escolhas.
Assim que abri a porta dos fundos pude ver um carro do outro lado da rua, haviam muitos zumbis mas nada comparado com o que estava a frente da casa.
Com a mochila nas costas e a katana em mãos corri em direção ao carro, toda criatura que tentava me pegar eu decapitava, mas meu braço doía a cada movimento.
Felizmente, consegui chegar no carro, abrir a porta e me jogar dentro dele fechando-o o mais rápido possível. Respirei fundo levemente aliviada por alguns segundos, mas a minha calma desapareceu assim que percebi que a chave estava na ignição do carro, engoli seco quando senti uma arma na minha nuca e congelei ao ouvir uma maldita voz familiar.
" Olha o que conseguimos encontrar... A vadia assassina. Feliz em nos ver novamente querida?"
Um homem de voz rouca se pronunciava com um tom de ironia e certamente com um sorriso ridiculamente vitorioso em seu rosto.
Ao seu lado estava dois homens, um negro e forte e um mais jovem e ruivo, o qual apontava a arma para mim.
"Vamos querida, ligue o carro e passe pro banco de copiloto. O chefe vai amar ter uma conversinha com a cretina que matou o Ralf."
Serrei os olhos, respirei fundo e fiz o que me mandavam. Passei para o banco do passageiro e o homem de voz rouca passou para frente.
"Por favor, me deixe ir... Eu não matei o seu amigo por querer. Ele entrou na minha frente. Vocês sabem disso. "
Eu estava com a voz falha, sabia que logo seria morta, mas o que realmente se passava em minha cabeça não era a minha vida.
~Maya... Onde você está?~
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