Notas iniciais
Holaaa Bem, aparentemente minhas expectativas para o 11x15 estavam totalmente erradas da realidade hahahaha, mas vamos confessar, que episódio foda. E não, o Derek não está traindo a Mer, eu sei que não :) Enjoy *-*

O som das sirenes ecoava pelo ar.

Grande parte dos médicos atendentes esperava pela entrada das ambulâncias no ambulatório. Conheciam Meredith Grey, era impossível não a conhecer, ela tinha seu nome na estrada do hospital, afinal. Alguns estavam ali apenas para puxação de saco, mas a maioria realmente se importava com o estado desta.

Entretanto, não sabiam qual era seu estado, nem os das crianças, mas não aparentava ser bom. Não pelo que ela havia dito a Owen no telefone por volta de uma hora antes.

A primeira ambulância chegou.

As portas se abriram e os paramédicos desceram uma maca. Bailey. Arizona correu para o seu lado, podia não trabalhar mais com crianças, mas ainda era uma cirurgiã pediátrica. O menino estava acordado, olhos estatelados. Não chorava, o que indicava não estar em dor. “Vamos leva-lo para dentro”

Zola estava na próxima ambulância, mas não estava nem relutantemente calma como seu irmão. “Moma! Eu quelo moma!” lágrimas escorriam por suas bochechas, enquanto se contorcia na maca.

“Zola, moma vai ficar bem” Alex Karev disse suavemente. “Mas agora nós vamos cuidar de você, ok?”

Ao ver um rosto familiar, a menina acalmou-se um pouco. “Tio Alex, como você sabe que moma vai ficar bem?” perguntou entre soluços.

“Bem, eu conheço sua mãe há muito tempo” dizia enquanto a levava para dentro. “Ela é uma lutadora...”

Finalmente, a ambulância em que Meredith estava chegara. “Seu coração parou duas vezes no caminho” o paramédico não perdeu tempo em dizer.

“O que?! Eu falei com ela pouco tempo atrás e ela estava bem!”

“Eu duvido”

Owen olhou para ela pela primeira vez. Ela não estava bem mesmo. “Ok, vamos leva-la para dentro!”

Dirigiram-se a uma sala de trauma, reunidos com outros médicos atendentes e residentes, onde começaram a examinar suas feridas. “Droga, Hunt, sua mão” Callie exclamou.

Ele lançou-lhe um olhar. “Callie, você tem que a salvar”

“Eu sei, eu sei” disse, embora sua voz contasse uma história totalmente diferente.

Dr. Webber apareceu na sala. “Vocês precisam de ajuda?”

Owen balançou a cabeça. “Precisamos do máximo de ajuda possível”

Lentamente, as pessoas adentravam o cômodo, juntando-se à equipe para tentarem salvar a vida de Meredith Grey. O pedaço de metal que atravessava o corpo da mesma havia atingindo alguns de seus órgãos vitais, parte de seu intestino delgado e um de seus rins, sendo que chegava bem ao lado de sua coluna vertebral, o que indicava que teriam que ser extremamente cuidadosos para não a paralisarem.

Amelia Shepherd foi a última a entrar. “Eu acabei de checar Zola e Bailey, ambos estão bem. Seus machucados não passam de arranhões e algumas contusões.”

Ninguém a respondeu, porém. Estavam ocupados demais tentando salvar a vida da outra. “Nós precisamos leva-la para cirurgia imediatamente”

Mas, para a surpresa de todos, Meredith abriu seus olhos.

Amelia foi quem percebeu isso. Apressou-se para o seu lado, pegando sua mão. “Você vai ficar bem, Mer. Não se preocupe, você ficará bem”

Meredith emitiu alguns sons, sons que aparentavam choros misturados com apelos. Amelia sabia muito bem o que passava por sua mente. “Zola e Bailey estão bem, não sofreram nada grave. Por isso você tem que aguentar firme, ok?”

Ela estava em muita mais dor do que quando presa no carro. Seu choque provavelmente tinha passado e desejava mais que nunca que apenas a sedassem para que a dor fosse embora. Sabia que não era simples assim, que se sobrevivesse, estaria em uma dor constante por muito tempo, mas não conseguia lidar naquele momento.

E seus olhos diziam tudo. Lacrou o olhar com o de Amelia, como se lhe implorasse para que a tirasse de sua miséria. “Vamos sedá-la” a morena estatou.

Obedeceram-na, levando Meredith novamente ao mundo da escuridão.

“Ok, vamos leva-la para o centro cirúrgico” desta vez, Owen demandou.

Correram com a paciente pelos corredores do hospital, Amelia ainda segurando sua mão, a não machucada, obviamente, mesmo estando inconsciente. Só então que algo lhe passou pela cabeça. “Alguém ligou para Derek?”

Todos olharam com intriga para ela, sem respostas. Não precisaram respondeu, entretanto, já que mais uma vez, a terra começou a tremer.

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Derek Shepherd escutava atentamente a um de seus colegas falar sobre suas teorias sobre o órgão mais misterioso do corpo humano, o cérebro. Interessava-o ouvir como outros cientistas viam aquela massa cinzenta.

Estava em uma conferência, em que até mesmo o presidente dos Estados Unidos presenciava. Já tinha dado seu discurso, mas continuava curioso com as opiniões dos outros.

Encontrava-se totalmente focado, isto é, até que seu celular começou a vibrar à sua frente. Era Amelia. Franziu a testa, sua irmã nunca lhe ligava, nem mesmo quando morava longe. Apesar de estranhar, não atendeu.

Ligou outras três vezes, e quando não conseguiu resposta, chegou a mensagem de texto: “Atenda a merda do seu telefone, Derek!”

Mas o que o fez realmente se preocupar foi a mensagem que veio logo em seguida. “É sobre Meredith”. Sem pensar duas vezes, correu para fora da sala, já discando o telefone da irmã.

Meredith Grey era o amor de sua vida. Podiam estar em brigas constantes, mas ele ainda a amava acima de qualquer outra coisa. Só esperava que ela ainda sentisse o mesmo por ele.

É sobre Meredith, não podia significar algo bom. Já tinha ouvido tais palavras anteriormente, tanto implícita como explicitamente, e durante esses momentos, sentira tamanha aflição.

“Derek” ouviu a voz de Amelia do outro lado da linha, meio apavorada. Ele se preparou para o pior.

“Amy, o que está acontecendo?” os piores cenários já lhe viam à cabeça, assombrando-o.

Derek tinha estado ao seu lado durante alguns dos momentos mais traumáticos de sua ida. Ele esteve no cômodo ao lado quando ela segurou uma bomba, ele a tirou da água fria após ter se afogado, ele lhe ofereceu o ombro para chorar após ser baleado, ele a abraçou quando pensou que morreriam na floresta, e o fato de ele não ter estado ao seu lado em o que quer que seja que aconteceu fazia-o sentir-se culpado. Culpado por não estar lá para protegê-la.

“Ocorreu um terremoto em Seattle e-“

“Terremoto?” ele ficou pasmo. “Como? Não há terremotos em Seattle”

“Eu não sei, Derek, sou uma cirurgiã, não uma geóloga” revirou os olhos, agoniada pela ignorância de seu irmão.

“Amy, Meredith está bem?”

Ela tomou uma respiração profunda. “Não. Você... Você deveria vir para casa”

Ele pôde sentir seu mundo cair ao seu redor, lentamente. “O que houve com ela?”

“Derek...”

“Por favor, Amelia, eu preciso saber” ele implorava.

“Meredith e asa crianças estiveram em um acidente de carro. Zola e Bailey estão bem, mas Meredith... Nós estamos prestes a operá-la em uma sala de trauma, porque estamos com medo que haja um terremoto no momento em que entremos no elevador”

Derek reenconstou-se contra a parede, se não acabaria caindo. Ele não podia perder sua esposa, não podia passar por tal dor.

“Derek, você devia vir para casa”

Ele balançou a cabeça. Ele estava indo para casa.

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12 horas depois.

Meredith Grey estava deitada inerte em uma das pequenas camas do hospital, mais precisamente, na área da UTI. Estava inconsciente desde quando saíra de cirurgia.

Esta não ocorrera tão bem assim. Ela tinha perdido muito sangue na tentativa de tirarem o objeto estranho de seu corpo, além de ter diversos sangramentos no abdômen, mas felizmente, conseguiram contê-los todos. E apesar de seu coração ter parado algumas vezes enquanto na mesa, aparentava estável naquele momento.

Sequelas? Não poderiam dizer até que ela acordasse.

Seu punho quebrado contava uma história diferente, entretanto. Estava envolto por uma tala, apesar de não fazer muita diferença, dado aos estragos. Era certo que precisaria de muita fisioterapia para reconquistar movimento completo de sua mão, se reconquistasse. Sequer sabiam se a cirurgia fora um sucesso.

E não havia carma pior para um cirurgião do que ter sua mão ferida.

Amelia Shepherd estava sentando ao seu lado desde o momento que saíra de cirurgia. Sentia-se culpada, mesmo não tendo nada para se culpar. Ela tinha saído de casa mais cedo, deixando Meredith sozinha para cuidar das crianças. Se tivesse ficado, provavelmente os quatro teriam escapado os terremotos.

E agora, Meredith estava pagando o preço. Ela talvez nunca mais realizaria uma cirurgia e Amelia só podia imaginar a dor em seus olhos quando descobrisse a verdade.

Derek estava a caminho de Seattle. Em um dia normal, ele já teria chegado horas antes, mas era certo que teria dificuldade em encontrar um voo direto, decido aos terremotos principalmente.

Zola e Bailey estavam fisicamente bem, nada que o tempo não curasse e não deixasse sequer cicatrizes. Emocionalmente já era outra história. A menina ficava pedindo por sua mãe, e cada vez ficava mais difícil dizer-lhe porque não podia. E quanto à outra criança, não realmente sabia o que acontecia, mas seus choros constantes eram um sinal que procurava por sua mãe também.

Passaram-se duas horas já desde o momento que Meredith Grey saíra de cirurgia e ela ainda não acordara. Sim, tinha passado por uma cirurgia de quase dez horas e seu corpo ainda precisava se recuperar do choque totalmente, mas quanto mais tempo passasse, menos seriam as chances de realmente acordar. E ela precisava acordar, por sua família.

Era, de alguma forma, irônico como um simples evento poderia basicamente destruir a paz de uma família por completo.

Não que Derek e Meredith estivessem em paz antes do acidente, mas eles ainda eram uma família, ainda amava um ao outro. Eram um dos poucos casais do hospital que conseguiram permanecer juntos apesar de todas as improbabilidades contra eles. E era óbvio que sobreviveriam a briga sobre Seattle contra DC, isto é, se ela acordasse da cirurgia.

A porta do quarto se abriu bruscamente. Ele estava lá. Derek tinha chegado. Mas não disse nada, só podia olhar para a fragilidade da mulher deitada inerte na pequena cama de hospital.

Notas finais
Bem, vocês podem pensar que eu estou repetindo a história da mão do Derek aqui, mas saibam que eu tenho planos totalmente diferentes. Anyway, reviews :)