Notas iniciais
Bem, esse capítulo é dedicado à Sara, pois sem ela, as chances de eu voltar a atualizar essa fanfic eram praticamente nulas. Enjoy *-*

4 horas antes

Derek Shepherd estava a caminho de Seattle.

Ele tinha ido para o aeroporto logo após falar com Amelia, mas conseguiu um voo foi um outro desafio. Devido aos terremotos, não havia nenhum avião que pousasse em Seattle, o que apenas o fazia ainda mais inquieto.

Sua melhor alternativa fora pegar um voo para Portland, no estado vizinho e de lá dirigir até sua cidade, e assim ele fez. Mas não era um mar de rosas como imaginara. O avião só decolaria três horas depois da compra da passagem, deixando-o em uma agonizante espera.

Derek sempre foi um homem paciente, sabia que melhores coisas viriam para aqueles que esperavam. Mas naquele dia, ele não aguentava esperar, precisava saber se sua mulher estava bem. Ligava várias vezes para seus colegas e amigos, pedindo atualizações, mas ninguém podia dizer-lhes respostas concretas. Ligou-lhes tantas vezes que a certo ponto, sequer atendiam suas ligações.

Felizmente, ele já estava quase adentrando Seattle, em uma viajem em um carro alugado a caminho do saber se sua família estava realmente bem ou não.

Ele era praticamente o único carro em direção à metrópole, mas diversos outros a deixavam. Era óbvio que as pessoas estavam amedrontadas, fugindo dos terremotos, mesmo já se tendo passado quase doze horas. Pessoas estavam amedrontadas e tinha o direito de estar. Mas era improvável que estivessem com tanto medo quanto ele.

E ele estava em uma velocidade tão rápida que se sentia como se fosse voar a qualquer instante.

Felizmente, ele conseguira chegar sã e salvo no hospital após uma hora de viagem. Mal estacionou o carro antes de correr para dentro do lugar que uma vez trabalhava. Sentia-se estranho voltar lá depois de tanto tempo, mas sequer se importava com os olhares que recebia. Só necessitava ver sua família.

“Owen!” praticamente gritou ao ver o traumatólogo. “Onde eles estão?”

“Derek, acalme-se” foi a única coisa que o outro pôde falar.

“Como ela está?” continuou a perguntar. Por mais que precisasse ver seus filhos, sabia que estavam bem. Sua esposa, não.

“Respire” Owen continuou a tentar acalmá-lo. Conhecia o neurocirurgião, este tinha fama de fugir sempre que as coisas iam mal pessoalmente, e Owen tinha medo que fugiria novamente.

“Eu só preciso saber como eles estão, Owen” implorava, os pronomes que usava constantemente mudando entre eles e ela.

“Venha, levá-lo-ei às crianças”

Sem mais nada dizerem, seguiram até o quarto onde as crianças estavam. Uma onda de alívio consumiu seu corpo ao ver seus filhos respirando.

Havia duas enfermeiras no cômodo, uma cuidando de cada criança. Enquanto a de Bailey apenas o assistia silenciosamente com seus olhos, a de Zola lutava para fazê-la aquietar-se. Claro que o comportamento da menina apenas piorou ao ver seu pai. “Papai!”

Derek não perdeu seu tempo em correr para seu lado, acolhendo-a em seus braços calorosos. “Zola”

“Eu estava com saudades, papai” continuou dizendo, apesar de agora estar mais calma.

“Eu também, Lovebug” respondeu, culpado pela quantidade de tempo que passou longe de seus filhos.

Ainda com a menina em seu colo, virou-se para alcançar seu filho, quem sorriu ao ver seu pai. Eles estavam bem.

“Papai, a gente pode ir ver a mamãe agora?” Zola pediu inocentemente, como vinha pedido pelas últimas horas.

E o coração de Derek praticamente se partiu em dois ao ouvir o apelo da menina. Como dizer não? Mas, mesmo assim, não era possível realizar seu desejo. “Por que nós não fechamos nossos olhos e descansamos um pouco, Zo? Então talvez poderemos ver a mamãe amanhã”

“Eu não quelo fechar os olhos, papai”

“Por que não, Zozo?”

Ela escondeu seu rosto em seu peito. “Porque a mamãe fechou seus olhos no carro e não os abriu mais”

Involuntariamente, ele a abraçou ainda mais. “Você está bem, Zola. Papai está aqui, eu vou protege-la”

“Ok” respondeu simplesmente, finalmente fechando seus olhos. Não demorou muito para que chegasse ao mundo dos sonhos.

Derek levantou o olhar para encara o outro cirurgião. “Owen, o que diabos aconteceu?”

Ele suspirou. “Você deveria.... vir vê-la”

Concordou, colocando a menina de voltar na cama, dando um beijo de adeus em ambos seus filhos. Novamente, seguiu Owen pelos corredores do hospital, já esperando e se preparando para o pior. Duvidava estrar pronto, porém. Nunca estaria pronto para ver a mulher que tanto amava fragilizada.

Chegaram ao seu quarto, porém Derek não tinha a coragem para abrir a porta. “Ela ainda é ela” Hunt tentou amenizar a tensão do momento.

Derek passou sua mão por seu cabelo bagunçado. “Eu sei.... Qual seu prognóstico?”

“Ela ainda não acordou e-“

“Há quanto tempo ela saiu da cirurgia?”

“Quase três horas, mas isso não significa nada”

“Significa” Derek pôde sentir as lágrimas se formarem no canto de seus olhos. “Quanto mais tempo passar, menores são suas chances de acordar”

“Nós cruzaremos essa ponto quanto chegarmos nela” Owen pôs a mão em seu ombro, em conforto. “Agora, apenas vá ficar com ela, falar com ela. Isso o fará sentir-se melhor”

Ele concordou e após uma longa respiração, abriu a porta do quarto. Mas não disse nada, só podia olhar para a fragilidade da mulher deitada inerte na pequena cama de hospital.

“Derek” Amelia clamou seu nome, levantando-se no momento que seu irmão adentrou o quarto.

Ele continuou sem palavras. Estava em busca dos olhos verdes azulados pelos quais tinha se apaixonado, mas estes estavam cerrados. Derek continuou procurando por eles mesmo assim.

“Derek” a irmã mais uma vez tentou chamar sua atenção”

“She.... She looks so broken” disse finalmente, tentando ao máximo impedir que as lágrimas caíssem de seus olhos.

“Hey, Meredith é forte. Ela vai sobreviver isso, okay?”

Ele engoliu um seco, analisando seus ferimentos com seus olhos. Ainda estava a uma certa distância dela, seus pés fincados em determinado lugar no chão, impedindo-o de mover-se, por mais que seu coração ansiasse para tocá-lo, senti-la viva.

“Eu não tenho detalhes. Eu não sei qual a gravidade de suas feridas. Eu não sei.... Eu não sei quais são suas chances de sobrevivência”

Amelia não sabia se seu irmão procurava por respostas ou não, mas pôs-se a responde-lo de qualquer jeito: “Meredith chegou aqui com um pedaço de metal empalado em seu abdômen, e este ia até o lado de sua coluna espinhal, mas eu tenho certeza que não houve danos durante sua remoção”

“Espere, você operou nela? Por quê? Você é família”

“Quem você queria que operasse nela, Derek? Um residente? Nós não tivemos tempo para pensar. Tudo aconteceu rápido demais”

Apesar de lança-la um olhar, finalmente caminhou até sua esposa. Cruzou seus dedos nos delas, sentindo o quão frio estes se encontravam. De fato, ela todo aparentava fria. Derek só queria pegá-la em seus braços e trazer-lhe um calor amoroso.

“O que aconteceu com sua mão?” perguntou, não podendo deixar de notar a tala envolta na mão que não segurava.

“Foi quebrada durante a queda” respondeu. “Callie fez seu melhor para repará-la, mas.... O dano talvez seja irreversível”

“Ela é uma cirurgiã, Amy”

Amelia simplesmente balançou a cabeça. Não podia imaginar sua vida sem cirurgia. Ela sofria só ao mero pensamento de nunca mais poder realizar o trabalho que tanto amava.

“Por favor, acorde” os apelos de Derek eram a única coisa que se ouviam no cômodo a certo ponto, com exceção do barulho das máquinas que a mantinham viva. “Você tem que acordar”

Meredith tinha um tubo em sua garganta, trazendo oxigênio aos seus pulmões. Ou ela não conseguia respirar por si mesma, ou estavam respirando para ela não gastar suas energias. Ela precisava do máximo de energia possível para acordar.

As horas foram se passando, mas nenhum dos dois irmãos deixaram o lado da cirurgiã enferma. Não poderiam não estar lá no caso dela acordar, quando ela acordasse. Não poderiam perder a esperança. A esperança era a única coisa mantendo-a viva.

Derek nunca soltou sua mão.

Os neurocirurgiões estavam dm um silêncio total até que suas preces foram ouvidas. O silêncio foi quebrado por Meredith começar a engasgar com o tubo em sua garganta.

Ela estava acordando.

Notas finais
Revies são bastante bem-vindas :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.