A História que L. J. Smith Não Contou
23 Capítulo XXIII - Noivados
Notas iniciais
28 de outubro de 1863
O tempo passava e cada vez mais Stuart Johnson conseguia perfurar a barreira protetora que Lana Fell havia construído para ele em seu coração, ela não conseguia mais disfarçar por completo.
- Mandei reformarem a casa só para sua chegada. Disse ele
- Jura? Perguntou ela derretida. — Quer dizer, hum... o dinheiro é seu faça o que quiser. Disse Lana tentando esconder a empolgação.
Stuart apenas sorriu, pois percebia que já estava amolecendo a noiva:
- Você já foi melhor nisso. Disse ele\\t\\t
- Melhor em que? Perguntou Lana pronta para iniciar uma discussão
- Nada, nada não. Disse ele sorrindo e olhando diretamente nos olhos de Lana. Ela sentiu novamente a vontade inexplicável de voar nos lábios do rapaz, já não entendia mais seus sentimentos, uma hora queria esganá-lo, mas era só ele abrir um sorriso e tudo o que desejava no momento era fechá-lo e selá-lo com um beijo. Mas ainda sim conseguia se controlar.
- Lana, eu queria ter certeza de meus sentimentos antes de entregar para você, e agora eu tenho. Disse Stuart pegando a mão de Lana e tirando do bolso uma pequena caixa, era o anel de noivado que pertencia a sua família à anos.
- Espero que você queira se casar comigo tanto como eu quero me casar com você. Disse ele colocando o anel no dedo da noiva.
E por um pequeno momento ela não se controlou, voou no rapaz e o abraçou fortemente. Depois de alguns segundos ela recobrou a consciência, empurrou o rapaz que a abraçava também, arregalou os olhos e saiu da sala de estar de sua casa correndo. Tudo o que Stuart ouviu foi o barulho de uma porta bater, a moça tinha se trancado no quarto. E o rapaz confuso ficou ali com uma cara de bobo, suspirando e com mais um delicioso sorriso estampado na boca.
Já a amizade de Liandro e Patrizia havia evoluído bastante. Todas as tardes ele ia visitá-la. Lógico que as visitas eram supervisionadas por George, que enquanto o padrasto estava na prefeitura era o homem da casa e devia zelar pela honra da meia irmã, afinal depois do incidente com a família Gilbert ninguém confiava em deixar uma moça pura perto de um Salvatore.
O dia da partida dos Salvatore que estavam de passagem se aproximava e Liandro estava amando mesmo a senhorita Lockwood que na verdade deveria ser chamada de senhorita Salvatore, então ele resolveu ir até a prefeitura:
- Senhor Lockwood, eu acho que já sabe que nutro por sua filha sentimentos puros e tenho boas intenções. Liandro disse tentando persuadir o prefeito. – Eu vou retornar para a Itália em breve e gostaria muito de levar sua filha como minha esposa.
O prefeito pensou em hesitar e não ceder a mão da filha, pois ele era um Salvatore, e por isso mesmo lembrou do escândalo que acontecera alguns meses atrás com a filha de Jonathan, e ele sabia que a filha seria capaz de fugir, sabendo ele que Patrizia também sentia os mesmos sentimentos pelo rapaz.
- Seria de muito gosto, ela já está na idade de casar inclusive. Disse o Sr. Lockwood.
Liandro não agüentou de felicidade e foi correndo a pé da prefeitura até a casa de Patrizia, não ficava muito longe.
A moça estava no jardim cortando umas flores para colocar no seu quarto, Patrizia era muito exigente e não aceitava que as criadas fizessem esse trabalho por ela. Quando viu Liandro chegar correndo e atravessar o portão ficou um pouco confusa, mas feliz em ver o amado.
Liandro chegou até a moça e ela disse:
- O que foi querido, por que estava correndo.
- Meu amor, tenho ótimas notícias, eu conversei com seu pai...
- Sobre o que? Perguntou Patrizia curiosa.
- Sobre isso. Disse Liandro mostrando um anel de noivado à Patrizia.
- Meu amor! Disse ela abraçando Liandro e segurando o rosto do amado com suas mãos delicadas.
Liandro não resistiu e roubou um beijo apaixonado da noiva, que aceitou, mas logo em seguida ficou bem vermelha de vergonha, havia sido o primeiro beijo da moça.
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