A História dos TeMaS
14 Vasto de Mensione, A Família Nobre - parte 4
Toquei minha mão esquerda em sua barriga e meus fios perfuraram e entraram em seu corpo, paralisando-o por completo, exceto as partes necessárias para sua fala. Sua espada ainda estava em meu corpo, fui para trás até que ela saísse.
– O que você fez garoto? — Perguntou o ladrão.
– Apenas te deixei imóvel para sempre. Percebe que está falando baixo? Você não pode gritar para pedir ajuda. Eu te colocarei em um lugar mais distante desta floresta, talvez algum dia você seja encontrado por acaso.
Sem esperar que ele dissesse algo, levantei minha mão esquerda e os fios levantaram-se também, levando junto o corpo do ladrão e o joguei para longe.
As crianças que foram atacadas estavam com cortes leves e tiveram alguns pertences roubados; já eram quase 05:00 AM e não esperei nem mais um pouco para socorrer todos. Criei um chão, de formato retangular, feito de bilhares de fios fofos, para carregar todos, os fios da traseira estavam maiores e soltos para baterem no chão e impulsionar para frente.
Cheguei ao castelo, disse aos Soldados do Portão o que aconteceu e um deles avisou meus pais; os jovens que não se machucaram foram mandados para seus pais, já todos que estavam feridos, contando comigo, foram para os médicos do castelo. Eles curam com o poder da existência, é bem rápido, simplesmente restaura o que foi perdido no corpo, mas exige muito estudo e habilidade e o gasto existencial não é pouco. Os jovens curados foram para suas casas e a corte se desculpou com todos os pais.
O Eduardo e eu ficamos ao lado da cama que a Emile estava até que ela acordasse. Mesmo ela já estando curada, vinha à minha cabeça a cena que tinha acontecido 6 horas atrás e ficou claro o quanto eu ainda era fraco. Provavelmente isso não tinha acontecido a ela se eu pudesse defendê-la. Meu coração doía mais do que a ferida que tive, a ideia de ir para aquela floresta foi minha.
– Por que você está pensativo?... está pensativo! — O Eduardo perguntou para mim.
– É... não é nada.
– Sabe, apesar do que aconteceu, eu não me sinto arrependido, não é culpa sua, e foi ótimo para mim quando todos estavam se divertindo... estavam se divertindo! — Ele sorriu alegremente.
A Emile acordou, meu rosto já não demonstrava negatividade depois das palavras do meu amigo, e pude sorrir para ela.
– Você se sente melhor, Emile? — Perguntei.
– Eu me sinto sim. Aqui é o hospital do castelo... vocês ficaram aqui o tempo todo?
– Ficamos com certeza... com certeza!
– Obrigada, eu não sinto dor nenhuma. — Ela se sentou na cama, olhando para nós.
– Estou feliz que esteja bem. — Eu disse.
– Estou feliz de que tenha cuidado de mim.
– Não fui eu, foram os médicos.
– Eu sei que foi você que salvou todos e me trouxe até aqui, ninguém mais poderia fazer isso.
Fiquei em silêncio e surpreso. Fui chamado para ir à corte e dizer tudo que aconteceu. Meus amigos foram para suas casas, eu disse onde estava o ladrão e foram buscá-lo.
Apesar de tudo voltar ao normal em poucos dias, eu treinei com mais vontade, dedicação e querendo resultados excelentes, pois se acontecer um caso como aquele, não deixarei que meus amigos se machuquem.
Fale com o autor