Notas iniciais
Yôo minna! Sim estou viva~ Eu até tenho medo de ir ver a data da última actualização ^^' Peço imensas desculpas por este atraso enorme... Para além de múltiplos problemas pessoais, tive um crise de inspiração. E agradeço à Ana pela mensagem sobre esta fanfic por de certa forma fiquei com vontade de escrevê-la de novo o mais rápido possível, e dessa vontade foi surgindo inspiração. Ao ponto que alterei uma parte da história daquilo que tinha planeado, ficando a noite toda a escrever. Espero que gostem eheh E quero deixar claro uma coisa: eu NUNCA vou abandonar uma fanfic. Enquanto respirar sempre vou actualizá-la. Posso ter casos de uma certa demora, mas sempre volto. Obrigada por todos os que me pediram para continuar esta fanfic, Por aqueles que não a abandonaram. Este capítulo é inteiramente vosso!! Desfrutem da leitura*

Mundo Real

— Karin-chan! Minha filha voltou para casa!

— Calado velho!

Numa recepção calorosa, a morena cumprimenta o pai escandaloso, chutando-o entre os olhos. Enquanto, o patriarca Kurosaki desmanchava-se em lágrimas, sua filha mantinha-se indiferente ao pranto. Sendo algo já banal para si.

Por outro lado, Yuzu encontrava-se estranhamente sossegada observando minuciosamente a morena. Subitamente, desmancha sua compostura suspeita, atirando-se para o pescoço de Karin, num abraçado exageradamente apertado. A shinigami ficara sem jeito, apesar das imensas saudades, não era da sua natureza demonstrar afecto espontaneamente. Apesar de retribuir o gesto, não transpareceu a emoção que fluía em seu coração.

Desde o primeiro momento em que se convertera em shinigami, ela notou a importância de Yuzu e sua família na sua vida. No entanto, ao pertencer num esquadrão, treinando, e sempre na companhia de Hitsugaya ou Matsumoto, por um instante, ela conseguiu preencher o vazio provocado pela ausência de sua irmã. Mas, agora, junto dela de novo… percebera que Yuzu seria insubstituível, e sempre sentiria a sua falta.

Soluçando baixinho, Yuzu vai quebrando o enlaço, empolgando-se. O rasto de lágrimas foi ofuscado com o brilho de seu sorriso largo.

— Karin-chan, você agora é um daqueles espíritos que você e o Ichi-nii viam?

Então seu pai sempre lhe contara a verdade… Ou pelo menos, alguma parte dela. Karin não o julgava, essa seria a única forma de reconfortar Yuzu.

— E agora está num lugar melhor? Como é o “céu”?

— Sim, Yuzu. Não se preocupe comigo. O céu é, bom… Como este mundo, mas todos usam uniformes negros.

— Que mundo estranho. É uma prisão de almas?

A morena já não sabia o que responder com as imensas questões impertinentes. A inocência da sua irmã gémea era quase hilariante. Obviamente seu pai não mencionara a existência de shinigamis, o que estes faziam, as guerras, a fome… Para não a preocupar. Como explicar que agora ela tinha uma espada? Que era treinada para lutar contra monstros que a queriam devorar? Que o tal paraíso ambicionado pelos mortais era uma ilusão, que o céu se chamava de Soul Society e havia discriminação social? Explicar o sofrimento que ultrapassara nos primeiros tempos quando se convertera em shinigami… Yuzu iria ficar angustiada e estaria sempre preocupada com o seu bem-estar. Nenhum deles desejava isso. Pelo menos Yuzu poderia ser protegida dessa realidade assustadora.

— Não se preocupe Yuzu-san. Shiro-chan sempre protege a Karin.

Momo pela primeira vez se manifestou na reunião familiar. Até ao momento, todos os Kurosaki esqueceram a sua presença por causa de todo o ambiente emotivo. Karin rapidamente se desculpou, e com pouca cerimónia, apresentou a tenente à sua família. Com um olhar meigo, Hinamori conquistou quase de imediato a irmã da terceira oficial, no entanto, também despertara a euforia do mais velho que se recompusera totalmente do golpe anterior.

— Minha filha está no bantai do Shiro-Shiro! Ver seus filhos crescendo é tão doloroso Masaki-chan! Nossa filha vai abandonar-nos!

— Não digas disparates, velho pervertido!

Pela segunda vez, em poucos minutos, Karin desfere um soco no topo da cabeça de Isshin, que reclamava da ingratidão da filha. Ao mesmo tempo, que ela estava envergonhada tanto pelas insinuações do pai como pelo comentário da shinigami do quinto bantai.

— Quem é o Shiro-chan?

Claro que Yuzu não poderia saber de quem se tratava. Suspirando profundamente, respondeu sem muito interesse.

— Yuzu, você se lembra daquele rapaz com cabelo branco que veio cá a casa? O Toushirou.

— Ah! O namorado da Karin-chan! Vocês vivem juntos agora?

Momo se sentiu ligeiramente desconfortável com o entusiasmo do relacionamento entre a terceira oficial e o capitão do décimo esquadrão. Karin ao perceber esse detalhe, optou por evitar esse assunto.

— Velho, preciso falar com você.

Isshin colocou uma mão em seu queixo, com uma feição terrivelmente pensativa. Por um breve segundo, preocupando as três jovens.

— Percebo. Está naquela fase, certo? Toda a rapariga quando entra na juventude…

Ele não tivera oportunidade de discursar, uma vez que a morena interrompera bruscamente com outro soco potente. Rapidamente, constatou que sua filha desde que se tornara shinigami obtivera mais força para suas agressões domésticas.

Se o gigai estourasse pela densidade emocional, neste momento estaria em farrapos. A face desta era marcada pelo escarlate devido à ira.

— Deixe esses absurdos e comporte-se como um pai normal!

A shinigami puxa a gola da camisa do pai e o arrasta para outra divisão do andar superior. Yuzu, acostumada com aquelas situações, decidiu apresentar o restante da casa a Hinamori. Lhe oferecendo uns bolos caseiros, que tinham saído do forno assim que ela entrara na casa, guiada por Karin.

Apesar de ter-se mantido quase sempre em silêncio, respondendo somente quando a Kurosaki lhe fazia perguntas directas, ela não se sentia desconfortável. Muito pelo contrário. Sentia-se na sua própria casa...

Enquanto isso, Karin carregara seu pai, até seu quarto antigo. Sentando-se em seu colchão, ignorando o facto de deixar o outro esticado no chão.

— Isso não é forma de tratar seu pai, Karin-chan!

— O Toushirou virou zombie.

O ex-capitão mudou drasticamente sua compostura descontraída. Sua face ganhou contornos rígidos e sérios. Não era brincadeira. Era dos raros e únicos instantes em que Isshin Kurosaki impunha respeito.

— O assunto é sério, então.

— Claro, não teria vindo se não o fosse. Não quero envolver a Yuzu na guerra do "céu".

Apesar de não desviar o olhar da sua filha, permanecia mudo durante a maioria do diálogo.

— O que você pensa fazer?

— Não tenho ideia. O que devo fazer?

— Isso só você poderá saber, Karin.

— Sim, isso me ajuda muito.

Karin riu sarcástica, apoiando a testa em suas mãos. O desespero começava a consumi-la, a sua única esperança estava a desaparecer. Não reparou que tremia, até sentir uma mão apoiar-se sob seu ombro.

— Não desespere, iremos encontrar uma solução juntos. É para isso que a família serve.

Isshin sorriu, um sorriso diferente. Não era aquele riso largo como de costume, era mais discreto, mas muito mais reconfortante. Foram essas as palavras usadas no momento de luto quando sua mãe falecera. Após muito tempo, a terceira oficial sentiu vontade de chorar. Não sabia se por felicidade ou tristeza, porém, mesmo assim, não permitiu-se fraquejar.

— Sonhei com a mãe. Apesar que parecia ser muito real…

— Masaki. Sinto que ela ainda está ao nosso lado.

Na sua ignorância, a shinigami o encarou interrogativa. Isshin pareceu divertir-se com esse olhar expressivo.

— Não foi um sonho.

— Como pode ter tanta certeza disso?

— Confie em mim. Eu conheço Masaki, e seus poderes.

O chefe de família dirigia-se à porta para abandonar o quarto da filha. Apesar que previa que ela voltaria a fazer uma pergunta em especial. Quase gargalhando quando ela de facto a fizera.

— Pai… Como posso salvar o Toushirou?

Suas próximas palavras foram automáticas, talvez, por esse motivo não a encarara.

— Procure sua mãe. Ela lhe revelará a resposta.

— Velho maldito, você não me está escondendo nada, pois não!?

O ex-capitão gargalhou alto, o feitio de Karin era cada vez mais semelhante com o de Ichigo.

— Aquilo que sei é que se alguém sabe da solução, esse alguém só poderá ser Masaki.

Arqueou as sobrancelhas, nitidamente confusa.

— Por quê a mãe?

— Ela era uma quincy, casou com um shinigami e teve um parasita em seu corpo que era um hollow. Ela saberá desvendar os mistérios dos zombies. Eles não são hollows?

— …Sim.

Sorriu triunfante, saindo da divisão tomando a decisão de visitar o túmulo de sua esposa no dia seguinte. Sozinho. Estava com saudades de fumar um cigarro descontraído.

Desconhecendo por completo os planos de seu pai, a morena riu discreta, contudo divertida.

— Velho convencido.

Karin ergueu-se, disposta a juntar-se com Momo e Yuzu na cozinha, de onde sentia as suas reaitsus. No entanto, uma dor atroz em seu peito a faz encolher-se, apertando seus seios com seus braços, procurando algum alívio. Buscou sua voz para gritar, querendo chamar alguém para a acudir, mas não tinha forças. Ficando submersa no latejar agoniante que a abatia.

Seu coração estava a abrandar?

O que estava acontecendo com ela?

Soul Society

Pequenas quantidades de sangue escorriam por seu peito descoberto. Seu cabelo alvo devido à quantidade de suor, pregava-se em seu rosto. O seu corpo era espancado implacavelmente, não tinha noção do tempo, mas a tortura já devia perdurar perto de vinte e quatro horas. Toushirou decidiu aceitar todos os golpes sem tentar defender-se, cogitando que dessa forma os quincys perdiam o interesse mais rapidamente em seu caso. Um equivoco que era marcado em seu corpo. A raiva do inimigo baseava-se no facto de ele estar a conseguir dominar ligeiramente o hollow que invadira seu corpo.

Afinal, se ele se livrasse do parasita. Seria a inspiração e renovação para os outros que eram submetidos. Para além disso, seria uma grande valia para o exército da Sociedade das Almas. A expectativa da vitória por parte dos shinigamis aumentaria consideravelmente.

Sua visão ficou turva. Finalmente seu corpo começava a ceder perante o cansaço. Desmaiar até seria agradável. Porém, uma dormência aposentara-se em seu peito. Deixou de ver. Escuridão. Preto era o único que enxergava. Por um momento, talvez pela fraqueza, aquele negrume o recordou das madeixas resplandecentes de Karin.

Seus pensamentos iam evaporando, a imagem da Kurosaki esfumando…

Inexplicavelmente, seu coração parou.

Seria essa a sensação de morrer pela segunda vez?

Notas finais
E estamos perto dos 40 capítulos!! Caso não saibam, assim que eu chegar aos quarenta a contagem decrescente vai começar.. Sim, para o final da fanfic. A boa coisa é que poderei dedicar-me a sério a Snow Flower, outra long fic HK com a Shino-chan eheh Enfim, espero que tenham gostado e mais uma vez muito obrigada a todos os que estão comigo *w*