A História Segue

51 Uma noite de cão


FERNANDO NARRADO

Saindo do hospital seguido de meus pais, nada falava, era como se algo em mim estivesse morrendo, estava longe de minha Lety e o Ariel estava em meu lugar, quando eu quem deveria está com ela nesse momento, mas prometi descansar, amanhã Lety precisaria de mim.

— Fernando meu filho, a Letícia vai sair dessa, você vai ver. Ela vai ficar bem. — Falava minha mãe, mas eu estava aéreo demais para prestar atenção em algo eu só olhava para frente em silêncio com lágrimas silenciosas, eu ia descobrir o autor desse envenenamento e quando encontrasse essa pessoa ia se ver comigo.

— Fernando… — Agora meu pai chamou me _ Chegamos. — Abriu a porta do carro e eu me retirei sem pensar muito em responder so entrei e fui direto pro quarto, meu corpo poderia estar aqui mais minha mente e alma não, elas estavam naquele quarto de hospital com a Lety desacordada, tentei deitar me mais não ajudou. Eu estava agoniado, mas com quem ia falar isso? Comecei a andar pelo quarto de um lado pro outro, minha cabeça estava martelando e com certeza não ia conseguir dormir esta noite, meus pais e Márcia entraram no quarto e eu só os percebi porque Márcia se fez ouvir como sempre

— Fernando dar pra sentar agora ou vou ter que te sentar a força. — Falou ela e eu fiz o que ela falou enquanto ela simplesmente me abraçou e falou — Vai ficar tudo bem Fernando, a Lety é forte e sei que não vai deixar uma pequena coisa a levar do homem que ela mais ama. Ela não iria querer te ver assim. — Não sei o que me deu mas senti me deixa chorar, Márcia tinha razão eu não podia me deixar vencer, Lety precisava de mim, e se precisasse eu daria minha vida por ela.

Aquela noite se passou mais lenta que qualquer uma, de minuto em minuto eu olhava o relógio.

— Essa hora não passa. — resmunguei olhando mais uma vez o celular.

— Fernando não faz nem 5 minutos que você olhou o celular, desse jeito Ariel não vai deixar lo acompanhar lo a Letícia. Você precisa esta descansado, quão difícil é fechar uns segundos os olhos? — Márcia tentava me distrair mas ela só tava me deixando mais agoniado.

— Márcia sem querer se chato, mas ja sendo, poderia me deixar sozinho? — não esperei ela responder, a tirei do quarto trancando a porta olhando pro relógio que insistia em correr lentamente.

ARIEL NARRANDO

A noite foi como se poderia dizer, bem tranquila, mas ninguém me tira da cabeça que isso tem dedo da Carla, e eu vou descobrir, nem que pra isso eu tenha que me fingir de amigo dela e fazer la confiar em mim. Mas por enquanto vou cuidar da Letícia por essa noite sem tirar o olho dessa porta.

— Letícia! — me aproximo da maca segurando sua mão direita a mais próxima a mim. _ Você tem que volta, o Fernando morre se você o deixar lo, parece estranho me ver falando assim, mas eu já fui como o Fernando na vida, até encontrar a Mariana, mas como sempre eu fui um idiota que ficou com medo quando ela disse está grávida e simplesmente fugir, agora não faço ideia de como ela está ou com quem e se o filho que esperava sobreviveu. Você se tivesse acordada com certeza ia me abraçar agora. Mas eu preciso que você desperte logo ou o Fernando enlouquece.

NARRADOR NARRANDO

A noite passou longamente, Ariel continuava a conversa com a Lety enquanto Fernando tentava ver as horas passarem mais rápido, que para o azar de Ariel não passava e ele tinha que responder a mesma pergunta de 5 em 5 minutos, já que Fernando não parava de ligar lo e não adiantava Márcia tentar pará lo. Enquanto Carla estava a comemorar o sucesso de seu plano em tirar Leticia de seu caminho por um tempo, pensava que era o momento certo para conseguir seu objetivo.

CARLA NARRANDO

— Primeira parte do plano concluída, agora tenho que pensar em como me aproximar do Fernando sem parecer suspeita é de ganhar a confiança daquele idiota do Ariel. — Meus pensamentos altos estavam cada vez mais mirabolantes, acabei me sentando a minha cama com o notebook vendo notícias de Londres e anotando formas de conseguir meu objetivo agora que Letícia estava fora de caminho e se depender de mim vai ficar para sempre, pegando o telefone ao meu lado no criado mudo, disco o número ligando para aquele que é meu único objetivo nesse país de gente pobre.

—Alô Ariel, alguma notícia da Lety, ela acordou? — A raiva faz parte de mim nesse momento, mais não posso demonstrar, então respiro fundo e então respondo.

— Oi Fernando. — Falo após ele atender, mas sua primeira resposta foi perguntando de Letícia. “aquela horrorosa até dormindo fica no meu caminho” _ Sou eu a Carla, como você estar?

—Ah… Oi Carla, preocupado o que você quer? — sua voz era rude, porém não ia desistir

— Saber como você está e se não quer conver… — quem disse que terminei a fala? ele me desligou o telefone na cara e eu o taquei na parede. _ SUA FEIOSA… O FERNANDO AINDA SER MEU.