A História Que Começou Pelo Lápis
1 Capítulo 1
Notas iniciais
— Sabes meu amigo astral, estou farto desta vida de ócio e de cogumelos com aspecto esquisito que nos fazem ver elefantes roxos. – Desabafou o fantástico Sérgio para o não tão fantástico monge Caracol o Pensador.
— Certo e coeso falas tu, amigo meu fantástico mais que eu. Pois na mera existência nossa, gotas de orvalho que não mais somos, no dedo do macaco que cheirar cus gosta. Penso que o pensamento teu, em contacto vivencial com o meu entra. – Respondeu o monge Caracol o Pensador enquanto roía uma batata.
Sérgio era alto, belo, forte, fantástico, lindo, tinha uns olhos de falcão, uma voz possante como um trovão e conseguia fazer as garinas desmaiar com um lamber dos dentes da frente, muito semelhante à maneira do André da antiga AVA.
Caracol o Pensador cujo real nome era Caracoleta, também era alto, não era belo, nem forte, nem tinha nenhuma das super qualidades do FantástiSérgio.
Por isso merda para ele.
Entretanto no castelo malvado da malvada Marinala, uma coisa malvada acontecia.
— He he eh, acabei de te dar um pontapé! – Riu-se Marinala malvadamente sem aparente motivo.
— Pois deste minha senhora, mas porque te ris malvadamente sem aparente motivo? – Perguntou o rato disforme, um dos muitos escravos de Marinala.
— Um plano malvado eu engendrei, e a ninguém contei, por isso estou à gargalhada e a dar-te porrada! – Disse Marinala a rainha dos ratos.
— Baaa!!! Farta estou de no cu apanhar, vou à toca do Sol para na cona levar! No caminho cd´s do usher eu vou comprar e sozinha vou viajar! – Marinala preparou-se para a viagem, e decidiu que devia levar as pílulas para saber os dias do mês. Desceu as muitas escadas da sua mansão ao mesmo tempo que dançava hip hop, assinando sentenças de morte a velhinhas lavradoras, pelo facto delas não terem pago as contas, dando como desculpa sempre a mesma resposta: “De não te tornares camponesa te devias ter lembrado! Não pagaste as contas e agora serás comida para o gado!” Dirigiu-se para a estrada, para ela a aventura tinha começado. Pelo menos não antes de ter obrigado uma criança a matar os seus próprios pais, de os ter cozinhado, e comido por esta a ter interrompido nos seus passos de dança.
Entretanto, não muito longe dali, Robicha e a sua parceira Filipina, davam um espectáculo para os duendes perversos das montanhas.
— E a seguir para vosso entretenimento…ROBICHA!!! Meio homem, meio penas e puuuuurpurina! – Apresentou Filipina, cortando a cabeça a um macaco e dando-a de comer aos coelhos da cartola que mostravam as suas presas esfomeados. Chegou-se para o lado e deu um peido discretamente.
— Olàaaaa meus duendezinhos queridinhos! O meu nome é Robicha. – Disse fazendo vários floreados com as mãos, enquanto falava e abanava as ancas.
— Ei! Ei! Cho cho cho CHO! Não se toca. À Robicha para todos. Meu deus já não se pode usar fio dental que começam logo a meter as patas. – Ovação pela parte dos duendes, que começavam a ficar excitados. Robicha começou por fazer algumas posições do kamasutra gay, com um boneco de plástico, pois nem mesmo os gays se chegavam ao pé dele. Nessa altura os duendes estavam-se já a masturbar e ameaçavam uma enorme orgia. A gota de água foi quando Robicha retirou o seu pénis, e os duendes ao verem o seu tamanho, lançaram-se numa foda imensa. No fim de tudo estar limpo e Robicha estar a arrumar as suas coisas, veio ter com ele um duende e disse-lhe que se ele quisesse mudar o tamanho do seu órgão sexual que ele devia ir à toca do Sol. Robicha assentiu e dirigiu-se para o cruzamento das estradas com a sua parceira.
Devido a graves problemas de concentração e muita vontade de acabar com esta merda, vou passar as próximas linhas a falar do que eu estou a pensar neste preciso momento.
Foda-se, os meus óculos estão sujos. Tenho que os limpar. Não me apetece. A sujidade está mesmo a incomodar-me a vista. Estou com comichão na nuca e no queixo. Tenho que ir fazer a barba. Não quero, quero deixá-la crescer. Tenho que acordar cedo, não posso esquecer de por o despertador. Aquela gaja na praia tinha umas mamas mesmo enormes. Pelos vistos também eram rijas, ela estava deitada e mesmo assim elas mantinham a sua forma. O meu frigorifico faz barulho demais. Gostei do som da água a cair no lava-loiça agora mesmo. Só tenho feito desenhos de merda. Será que alguém viu a exposição no hospital? Gostava de ter ouvido as suas criticas. O cabelo do Mota está grande demais, se ele não o corta faço-lhe tranças ó caralho. Tenho a garganta seca. O teto é amarelo. A minha cadela está a roer a minha antiga mala. Esta posição é desconfortável. Não me quero mexer. Se calhar é verdade aquilo de estarem sempre a dizer que sou bom para ir buscar a morte. Eu e os meus primos fizemos as conversas astrais. Só o Caracóis é que vai achar alguma piada. A Mafalda vai ler e depois folheia um pouco o livro e diz qualquer coisa do tipo “Este gajo passa-se”. O mota lê, olha para mim com cara de cão com cólicas e depois diz “ esta merda é uma seca!”. A Nídia diz “ Ai! Ó pá só mesmo tu!”. Mas que prole de tarados!
Ninguém aprecia o meu génio superior. Talvez o único que compreenda aquela merda sem sentido seja o Caracóis. Estas meias picam. Apetece-me arrotar. Merda, era um arroto azedo. Tenho que ir beber água. Vou faze-los ler as conversas astrais para ver se as minhas previsões se realizam. Só espero que a stora de desenho mude para o ano, esta está-me a lixar as médias todas. Será que vão haver gajas boas em história de arte? Não estou a conseguir introduzir nenhum humor nesta merda. Todos me querem apanhar pelas costas. Todos querem a minha beleza. A marinela quer os meus olhos. Sim, sim e o Mota também. O Caracois quer os meus pensamentos filosóficos. A minha cadela quer o meu pão com queijo. O Mota não gosta de queijo. Merda para ele como eu digo sempre.
A fuga das Oliveiras.
— Atchoo! Acho que apanhei uma peumonia por me ter estado a balouçar nas árvores às duas da manhã só de cuecas. – Fungou FantástiSérgio.
— No teu profundo e Fantástico ser, reconhecer tens, de que não se diz peumonia, seu caralho de merda mas sim pneumonia. E depois em sintonia com a merda do universo ficarás, e eu sem ter de ouvir estas merdas a toda a altura poder vou! – Disse calmamente Caracol o Pensador.
— Pois talvez, olha ali está a bifurcação das oliveiras, é por ali que temos que ir. – Ao chegarem á bifurcação o fantástico Sérgio e Caracol o Pensador que metia o dedo no cu para depois cheirar, tiveram uma impressão manhosa de que estavam a ser observados.
— Sérgio, Sérgio, a ter uma impressão muito manhosa de estar a ser observado estou eu. – Disse Caracol o Pensador.
— Sim eu também! Temos que nos transmorfar. – Disse FantástiSérgio.
— Sim! Pelos poderes de Kromdor!!! Transmorfar! – Ambos em perfeita sintonia levaram os braços ao céu, enquanto gritavam as palavras mágicas e faziam gestos e poses estranhas. De repente houve uma pequena explosão e no lugar dos dois estavam duas caixas de sapatos com manchas de tomate.
— Muito bem, assim não temos nada a temer. – Disse uma das caixas de sapatos de maneira fantástica.
— Ainda não me apercebi de que nos serve este poder, penso eu de que. Afinal somos apenas sapatos. – Disse a outra caixa não tão fantasticamente.
— Apenas sapatos?! Não! Somos sapatos com uma mancha de molho de tomate em cima e isso faz toda a diferença. – Disse a caixa fantástica.
— Mas… – hesitou a segunda caixa.
— Mas nada! A MANCHA!!! – Disse a caixa fantástica.
— O que é que tem de tão importan…
— A MANCHA!!!
— Huh… Ok… A MANCHA!!!
— Muito bem, o perigo já passou, podemos voltar ao normal. Destransformar. – Disse a caixa fantástica.
Viu-se um clarão e voltaram ao normal. Sérgio olhou para as árvores e estudou-as um pouco, depois Caracol avistou ao fundo da estrada em frente uma figura humana e várias outras a seguirem-na.
— Olhai, lá ao longe alguém vinde até aqui. – Disse Caracol.
— És patético. Quem serão? – Perguntou-se FantástiSérgio.
Quando os desconhecidos chegaram ao pé deles foi possível identifica-los como sendo um rapaz com um boné e uma espécie de porco amarelo ao ombro, uma rapariga ruiva, e um rapaz moreno que lia uma revista porno. Quando viram a dupla, o rapaz do boné tirou do nada um pedaço de papel com um borrão negro e perguntou.
— Quem é este Pokémon? – Caracol pôs-se aos saltos e gritou.
— É o charizard!!! – A imagem nas mãos do rapaz ganhou cores e eles foram-se embora á procura de gambuzinos.
— Mas que raio de merda foi aquela caralho? – Perguntou FantástiSérgio, usando fantasticamente as asneiras.
— Eu sei lá. – Disse Caracol. Desta vez foi Sérgio a avistar vindos da floresta o que parecia ser um peru de tamanho humano e uma gaja de bikini. Ao mesmo tempo e pela mesma estrada que o trio de putos estúpidos, apareceram uma gaja e montes de ratos atrás dela. Dirigiam-se todos para a bifurcação e Sérgio desembainhou a espada enquanto Caracol desembainhava um pepino. Os primeiros a chegar foram o peru e a gaja, e foi ao vê-los de perto que Sérgio notou não ser um peru mas sim um gajo cheio de penas e purpurina. O peru notou a espada de FantástiSérgio e desembainhou a sua que era cor-de-rosa, comprida e fina, não estando afiada de lado, podendo apenas causar dano com a ponta. Caracol tomou uma posição defensiva atrás de Sérgio e mordeu o pepino. O peru falou.
— O meu nome é Robicha!
— Meio homem, meio penas e puuuuurpurina! – Completou a gaja.
— Aiii, está calada sua pindérica! Desafio-te, se eu ganhar o teu amiguinho suculento deixa-me fazer-lhe um bóbo. – Disse Robicha. Sérgio ainda estava espantado pois esperava que ele fizesse gluglgluglu, mas finalmente disse.
— Okay tudo bem!
— Tudo bem merda uma! Não vou levar daquele peru, broche um! – Reclamou Caracol o Pensador.
— Não hà espiga, tenho tudo controlado. Se eu ganhar, tens de deixar o meu amigo fazer-te um broche. – Resolveu FantástiSérgio.
— O quê?!!! Pó caralho, quero é que a gaja me faça um broche a mim!!! – Gritou Caracol irado.
— Pois isso, boa ideia, se eu ganhar a gaja faz um broche a mim. – Disse FantástiSérgio. Robicha concordou e avançou na direcção de Sérgio procurando atacá-lo de frente, mas Sérgio desviou-se para a sua esquerda ficando com o seu adversário de perfil, levando a espada acima num ataque vertical contra o ombro de Robicha. Mais depressa do que FantástiSérgio esperava Robicha levantou a sua espada e defendeu o golpe. As duas lâminas lambiam-se, e Robicha aproveitou para passar uma rasteira a FantástiSérgio, que rebolou para trás. Robicha corria na sua direcção e ao chegar ao pé de FantástiSérgio saltou e apontou a espada para baixo, com a intenção de pregar Sérgio ao chão. Não fossem os fantásticos reflexos de Sérgio ele não conseguiria escapar, mas rebolou para o lado e Robicha ficou com a espada presa na terra. Sérgio aproveitou tirou uma cafeteira da mochila e tomou um cafezinho. Quando acabou mandou a cafeteira á cabeça de Robicha e deu-lhe um pontapé no cu.
— Ai ai, não seja mau para mim. Que maroto! Ai meu Deus isto é muito melhor que um broche. – Disse Robicha, que tinha sacado da sua malinha, um leitor de dvd e via o “Festa no quartel dos bombeiros marotos 5”. Veio um vómito às bocas de Sérgio e de Caracol, e Sérgio dirigiu-se à gaja para reclamar o seu prémio.
— Então qual é o teu nome? – Perguntou FantástiSérgio.
— Filipina.
— Não a sério qual é o teu nome? – Perguntou mais uma vez FantástiSérgio.
— Filipina!
— Ooookay… e que tal o brochezinho, hem?
— Desculpa, fizeste o acordo com o gaysão, eu vou ouvir Blink 281.
FantástiSérgio começava a desapertar as suas calças dos trezentos quando foi interrompido pela chegada da mulher que vinha da outra estrada seguida pelos ratos. FantástiSérgio ia começar a reclamar quando ela falou.
— Marinala eu sou. Vi-te a lutar, sabes a espada manejar. Para guarda eu te quero, bem te pagaria. – Disse Marinala.
— Vou-te mas é ao cu se não te calas. – Disse FantástiSérgio.
— Apoiado, apoiado. – Disse Caracol o Pensador.
Caracol tinha acabado de cagar e levantou-se, pondo-se ao lado de Sérgio, dando-lhe apoio moral.
— Agora vais tu fazer-me um broche. – Disse FantástiSérgio a Marinala.
— Estou mais virada para o teu amigo, não quereria ele fazer uma foda comigo? – Respondeu Marinala, olhando para Caracol o Pensador. Robicha rapidamente levantou-se do chão e disse.
— Nem penses. Nenhuma perua com sapatos fora de moda me vai tirar o meu naco de carne!
— Então e eu?! – Perguntou Filipina um pouco perdida. No meio da cacofonia uma voz levantou-se sobre as outras. Era uma voz rouca, pesada e antiga. Ressoava-lhes nos peitos cada vez que proferia uma palavra. Falava uma língua estranha.
— Ach!!! Merdum parah Vocêsces, Caralhum! Muuihtoum barulhum eshtar a faxeremm!!!
Para ainda maior espanto, duas grandes fendas deram origem a olhos completamente brancos na velha oliveira. O chão rachava-se à medida que a árvore arrancava as suas raízes do chão e ia ao encontro deles. Agarrou FantástiSérgio, Robicha e Caracol, enquanto a outra Oliveira agarrava Filipina e Marinala e comia os ratos escravos com pão integral. (Já não era um jovem e não podia andar a comer porcarias.) As duas árvores peidaram-se, sentaram-se um pouco, comeram cada uma um danoninho e foram-se embora levando o nosso Fantástico herói e os outros actores secundários. Todos os actores perderam a consciência.
Entretanto no parque jurássico, o Sr. Caçarola preparava um café.
— Oh mas que belo café – Disse o Sr. Caçarola.
— Bem está na hora de ir dar de comer aos bichinhos! – Disse pondo o tractor carregado de deputados da assembleia mortos e descarregando-os nas celas dos dinossauros.
— Coitadinhos dos bichinhos terem de comer coisas destas. Vou jogar Pac-man. – Disse o Sr. Caçarola.
Seguiam pela estrada quando finalmente acordaram. Filipina olhou à sua volta e notou que as oliveiras estavam a seguir para a cidade de sperma. Nos campos em redor os duendezinhos ceifavam alegremente nos campos alegres. Filipina achou estranho o facto deles estarem a plantar coelhos e a desenterrar campas índias para mijarem nos cadáveres. Na árvore ao lado os homens falavam de gajas.
— Nunca pensei que fosses hetero. – Disse FantástiSérgio.
— Pois é, essa merda de ser gay e de me chamar Robicha é tudo treta. Isso é um disfarce que eu uso para enganar a Filipina, aquela que vinha comigo. Vou explicar. Como ela pensa que eu sou gay posso dormir na mesma cama que ela, e durante a noite espeto-lhe clorofórmio pelas ventas e fodo-a toda. – Disse Robicha. Olhou para Sérgio que estava verdadeiramente espantado e retirava bolas de cera dos ouvidos. Caracol o Pensador pensava. Caracol perguntou.
— Qual nome o teu é?
— Tomáporra. Por causa do meu avô. – Disse Tomáporra.
— Há! Sim, ele também se chamava Tomáporra não? – Perguntou FantástiSérgio.
— Na! Foi quando eles estavam a registar o meu nome, o meu avô estava a segurar-me e depois disse “ Toma lá esta porra!”. O homem percebeu Tomáporra e assim ficou. – Disse Tomáporra.
— Há! Bom… olha estamos a chegar a uma cidade qualquer! – Disse FantástiSérgio. As oliveiras pararam na periferia da cidade e deixaram-nos lá. Os três homens foram ter com Filipina e Marinala.
— Tudo bem com vocês? Ninguém ficou com o cuzinho deformado pois não? – Perguntou FantástiSérgio a Marinala e a Filipina.
— Estamos bem, obrigado por te preocupares. – Responderam com escárnio.
— Então o que é que se faz? Eu e o Caracol vamos tomar caminho pela cidade e bater nalgumas velhinhas completamente indefesas pelo caminho. Vêem connosco? – Disse FantástiSérgio.
— Pois e num hotel qualquer entraremos, e nos botões todos do elevador carregar vamos! – Acrescentou Caracol o Pensador esfregando as mãos em antecipação.
— Eu e os cadáveres dos meus súbditos a ti nos juntaremos, preciso de pelo caminho venenos comprar e de beber uns copitos. Beberemos. – Disse Marinala. Ela olhava com ar maníaco para lugar nenhum ao mesmo tempo que falava com a pegada da Oliveira.
— Okaaaay… Filipina, Tomá…Robicha vocês vêem? – Perguntou Sérgio.
— Claro. – Concordou Filipina.
— Sim, queriducho. Ai! Aqueles bichos partiram-me uma unha! – Queixou-se Tomáporra.
— Eram árvores estúpido. – Corrigiu Filipina.
— É a mesma coisa querida. Ai! Vai levar semanas a reparar este estrago! Preciso de um salão de Beleza. – Queixou-se Tomáporra. Dirigiram-se para a cidade. Discretamente Tomáporra chegou Sérgio para o lado e sussurrou-lhe.
— Quando elas forem às compras eu quero mostrar-te uma casa de peitos de frango que é um espectáculo.
— Uma casa de frangos? Mas eu nem gosto de frango! – Disse FantástiSérgio.
— Acredita que vais passar a gostar. – Disse Tomáporra. Quando lá chegaram viram-se cercados por lojas de todos os tipos. As mulheres foram às compras.
— É a nossa chance. – Disse Tomáporra.
— Espera vou buscar o Caracol. – Disse FantástiSérgio. Caracol estava mesmo a entrar para uma loja de maquilhagem com elas quando FantástiSérgio o agarrou.
— Não! Deixa-me ir, pintar flores na cara eu quero! – Gritou Caracol.
Algures, no meio do nada uma pedra lunar estava em exposição no centro espacial de nenhures. O senhor Malparraça era idoso e tinha-se afastado da excursão. O Sr. Malparraça queria tocar na pedra da lua, então foi aonde ela estava. Ele demorava muito tempo a chegar até ela estando somente a dois metros, ele devia usar uma bengala ou qualquer coisa. Quando ele estava quase a chegar à pedra apareceram os guardas.
— Não toque nessa pedra! – Gritaram os guardas. Mas o Sr. Malparraça não ouviu, ele devia ser surdo ou qualquer coisa.
— Eu sou surdo ou qualquer coisa! – Disse o Sr. Malparraça. Então o Sr. Malparraça finalmente tocou na pedra e os guardas encheram-no de chumbo.
Entretanto, os rapazes chegaram à casa dos peitos de frango de Anafalda. Era uma pequena estalagem que tinha a parede da frente suja. A loja era mais espaçosa do que dava a entender. Desde o balcão até à porta estavam vitrinas cheias de peitos de frango, cozinhados das mais variadas maneiras e com as mais variadas especiarias. Ao balcão estava uma mulher com o cabelo apanhado, ela era alta, tinha um porte atlético, e era morena. Mas eles não repararam em nada disso, as suas atenções estavam centradas no tórax dela, mais precisamente nos seus seios. Eram enormes, por assim dizer era avantajada. FantástiSérgio virou a cara para Tomáporra que lhe acenava com a cabeça esboçando um sorriso de orelha a orelha. A rapariga que certamente era a Anafalda tinha o ar de quem certamente já tinha passado por aquilo montes de vezes.
— Ataum u k e k voxes kerem? – Perguntou Anafalda.
— Duh! Hum, hm, uau, eu…quer dizer. – Balbuciou FantástiSérgio, babando-se a olhar para Anafalda.
— Huuu! Quer dizer, queremos três peitos para levar, com muito picante mesmo. Pois isso, três. – Disse FantástiSérgio. Anafalda começou a preparar o pedido.
— Eu não te disse? Hem, hem? Quem é que é bom? – Perguntou Tomáporra.
— É ela porra! – Disse FantástiSérgio.
— Fogo olha-me para aqueles peitos! – Disse Tomáporra.
— Sim deliciosos devem ser, cá para mim ao churrasco um pouco foram! – Disse Caracol o Pensador.
— Mas o que é que estás para ai a dizer caralho?! – Perguntou Sérgio.
— A falar dos frangos estou eu! – Respondeu Caracol sem perceber a fúria de FantástiSérgio.
— Frangos? Quais frangos? – Perguntaram em uníssono FantástiSérgio e Tomáporra.
— Ali, nas vitrinas estão. – Caracol apontou para as vitrinas.
— Olha pois é! Nunca tinha reparado! – Disse Tomáporra espantado observando os frangos.
— Mas não tinhas já cá vindo mais vezes? – Perguntou intrigado Sérgio.
— Ya montes delas mas nunca tinha reparado nos frangos. – Disse Tomáporra.
— Olha ali seu trolha, é daquilo que nos estávamos a falar. Ainda não notaste os seios dela?! – Disse FantástiSérgio agarrando na cara de Caracol pelo queixo, virando-a para o peito de Anafalda.
— Épa não me batas a tirar a porcaria de debaixo das unhas estava eu! – Disse Caracol. Naquele momento Anafalda debruçava-se na vitrina para apanhar os frangos, ela usava um grande decote. Quando se levantou outra vez, viu-os a saírem muito à pressa.
— Ei! Onde e ke voxes vaum? – Perguntou Anafalda.
— Vamos à… casa de banho. Pois à casa de banho. – Disse Tomáporra cheio de pressa. Passados alguns minutos eles voltaram claramente aliviados e com ar de parvos.
— Obrigadinhu por me sujaremm a parede! U voxo pedidu esta prontu. – Disse Anafalda um pouco zangada.
— Tu só assim por acaso não queres vir connosco numa viagem extremamente estúpida até à toca do Sol? – Perguntou FantástiSérgio a Anafalda.
— Lool, ya tass. – Disse Anafalda.
— Aquilo era um sim não era? – Perguntou Sérgio aos companheiros.
— Se não for amarramo-la. – Sugeriu Caracol.
— Muito bem, parece que afinal sempre vamos comer esses teus peitos. – Disse Sérgio.
— U ke!!!? – Perguntou Anafalda irada.
— Frangos, estava a falar de frangos. – Disse Sérgio. Anafalda acalmou.
— Neps, na vou levar frangus. – Disse Anafalda.
— Tou-me cá a foder para a merda dos frangos. – Disse Tomáporra baixinho. Marinala e Filipina saíram do salão de beleza ainda mais feias e com as mais variadas compras, desde simples cremes a entranhas de porco que teriam de pendurar ao pescoço na quarta noite do mês, com os pés numa tina cheia de urina de cão e com olhos de tritão a boiarem. O objectivo era tirar as rugas. Na rua via-se um pouco de tudo. Uma loja de ecrãs de plasma, uma senhora cega que fazia retratos por dinheiro e que usava uma ratazana guia para lhe guardar o frasco transparente do dinheiro que era opaco. Pessoas que deitavam os seus dejectos de dentro de um alguidar para a rua, para de seguida irem a correr lá para baixo para ver se os conseguiam apanhar no ar. Os idosos roubavam os doces ás crianças, ou seja o habitual numa cidade da idade média. Numa casa ali perto dava para ver pela porta entreaberta um míudo coberto em papel de alumínio, de gatas em frente do frigorífico com a porta aberta. Marinala e Filipina foram investigar.
— Fazeis o quê? Assim, coberto de papel machê? – Perguntou Marinala ao miúdo.
— Não é papel machê sua estúpida, é prata e tu nem sequer rimaste, o autor deve estar com falta de ideias. – Disse Filipina.
— Chiiiiu! Eu estou disfarçado de restos de comida e vocês estão a assustar o pernil assado! – Disse o miúdo levando o indicador à boca, fazendo-lhes um gesto para que se calassem. Elas foram-se embora e logo se lembraram que tinham de se encontrar com os rapazes.
— Temos de ir ter com os outros, mas como é que nos vamos encontrar com eles? – Perguntou-se Filipina.
— Dah! Em 1858 estamos! – Disse Marinala.
— E depois? – Perguntou Filipina com um leve tom de sarcasmo.
— Um telemóvel usamos! – Disse Marinala com aquele ar de como-é-que-não-te-lembras-te-disso, a Filipina.
— Tens razão, tens o número deles? – Perguntou Filipina. Entretanto FantástiSérgio recebe uma chamada.
— Estou a receber uma chamada. – Disse FantástiSérgio.
— Que espécie de toque é esse? – Perguntou Caracol o Pensador.
— É punlifónico. – Disse FantástiSérgio.
— Polifónico. – Corrigiu Anafalda.
— Ou isso. Sim? Estou, quem fala? Há és tu Filipina. Sim o que foi? Huh, … sei lá, encontramo-nos ao pé do rio? Tá bem, ok, chau, sim, tchau, Tchau Porra! Era a Filipina, uma amiga nossa, ela também está a viajar connosco, depois tu conhece-la. – Disse FantástiSérgio a Anafalda guardando o télé.
— Okis. – Disse Anafalda.
— Olhem depois temos de nos encontrar com elas ao pé do rio. — Disse Sérgio. Eles concordaram.
— Ok meu amigo de alma pura, à casa de banho de ir eu tenho, demorar eu não me vou! – Disse Caracol, correndo de maneira cómica para a casa de banho.
— U ke e ke foi akela cena a Yoda? -. Perguntou Anafalda.
— Há, isso é porque ele é um peido excelente, quer dizer um monge e se ele falar assim a coisa fica com mais estilo. – Esclareceu FantástiSérgio de maneira fantástica, fazendo um movimento bem fixe com a cabeça.
— Desgraçado do rapaz ele é um excremento mal cheiroso. – Disse Tomáporra.
— Uau, tu exclareceste-m de 1ª maneira fantaxtica. E exe movimento com a cabeça foi bem fixe! – Disse Anafalda impressionada com o quão fantástico o FantástiSérgio era.
— Queriiiiida! Vais ver que te habituas! – Disse Tomáporra de forma muito pomposa, sempre como se fosse uma tia de cinquenta anos. Pelos vistos voltara a usar o seu disfarce de homossexual. Entretanto
Caracol voltara da casa de banho.
- Haaa, mas que bela cagada à Benfica eu fiz! – Disse Caracol aliviado.
— A Força comigo estava. Houve um cagalhão que se fez difícil, mas eu disse: “ Sai daqui demónio, Deus ajudai-me a expurgar este mal! Queres-me foder mas eu é que te fodo a ti cagalhão de merda! Libertaaaaaaaaaaaai-o!” E depois eu fiz muita força e o cagalhão saiu. Mas ficou um bocado agarrado no cu, por isso eu abanei-o de um lado para o outro e ele finalmente caiu. – Disse Caracol o Pensador acabando o seu relato de uma bela cagada à Benfica.
— Ya, isso é mais informação do que qualquer um de nós queria. Obrigado por partilhares. – Disse FantástiSérgio.
— O quê? – Perguntou Caracol.
— Nada, nada. – Disse FantástiSérgio.
— Nada?! Mas ele não pode nadar não hà aqui água! – Disse Tomáporra, mandando a piada mais seca até agora nesta história toda. De tal modo seca que ficaram todos a olhar para ele que se começou a ouvir um grilo. Tomáporra mantinha a mesma cara desde que dera a piada e olhava os outros à espera de uma reacção feito estúpido. Quando finalmente se mexeu notou que grande maioria das pessoas que estavam na rua olhava boquiabertas para ele.
— Bem…aquela foi…hum…foi um pouco…SECA!!! – Berrou FantástiSérgio.
— Ai! Não sejam bichas! Vá, vá, mexam esses rabinhos fofos daqui para fora! – Disse Tomáporra, saindo dali e retomando a sua postura a abanar-se todo como varas verdes. Aliviado por se ver fora dali recebeu uma mensagem da Marinala e foram ter com elas. Quando se encontraram Marinala e Filipina ficaram surpreendidas por haver mais uma pessoa no grupo, mas só depois de olharem bem é que ficaram boquiabertas.
— Olha-me para aquelas… – Disse Filipina.
— Hum, hum. – Concordou Marinala.
— São enormes! – Disse chocada Filipina.
— Hum, hum. – Concordou outra vez Marinala.
— Epa! Ixo já ta a ficar um pouko klichê! La por serem grandes ñ ker dixer k ñ sejaum bons! – Disse Anafalda um pouco ofendida pensando que elas estavam a falar dos seus frangos, como sempre nunca apanhava o que os outros estavam a dizer.
— Bem, esta é a Anafalda, ela vai juntar-se a nós. Anafalda estas são a Filipina e a Marinala. – Apresentou Sérgio.
— Olá. – Disse Filipina.
— Olá. – Disse Mafalda.
— Olá. – Disse Marinala.
— Olá. – Disse outra vez Anafalda.
— Bem, vamos? – Disse FantástiSérgio começando a andar seguido pelos outros. Marinala olhava para os seus seios, Filipina tentava vomitar uma borboleta, Sérgio lia uma revista hentai, Tomáporra perfumava-se com perfumes de gaja, Caracol o Pensador pensava numa maneira de engarrafar peidos com molho, e Anafalda pisava merda de cão.
— Vamos para onde agora? – Perguntou Filipina, quebrando a Fantástica narração do Fantástico narrador.
— Vamos para Norte, para a cidade gelada de sperma frio. – Indicou FantástiSérgio. E depois, aqueles cabrões todos foram pela estrada fora e pelo caminho conheceram uma gaja com um enorme cu! O cu dela era mesmo grande. Quando finalmente chegaram às florestas de pintelho que rodeavam sperma frio, Caracol o Pensador já tinha engravidado ma cabra a quem chamara Costeleta, Tomáporra tinha convertido toda uma aldeia de padres ao satanismo, Marinala tinha finalmente parado de falar em rimas e passava o tempo todo a cantar canções hip hop rascas, e a mulher que eles tinham conhecido tinha-se juntado a eles pois precisava de esperma fresco das montanhas de sperma frio. FantástiSérgio e os outros entraram na floresta de sperma frio que tinha o nome de “ A floresta dos babuínos de descomunal peida engaseada.” Sérgio perguntou-se a si mesmo porque se chamaria assim. Não demorou a descobrir porque mal entraram na floresta os babuínos de descomunal peida engaseada apareceram diante deles e começaram a mostrar as suas descomunais peidas engaseadas! Quando Sérgio olhou para os babuínos de descomunais peidas engaseadas, esses mesmos babuínos de descomunais peidas engaseadas saltaram sobre Sérgio e prenderam-no por não ter uma descomunal peida engaseada. Os babuínos de descomunais peidas engaseadas prenderam os outros todos menos a gaja com um enorme cu que tinha ido apanhar esperma. O problema fora que FantástiSérgio e os outros não haviam notado no sinal que proibia a entrada na floresta a todos que não tivessem uma descomunal peida engaseada. Por terem entrado na floresta proibida sofreriam as mil e uma horríveis torturas que os babuínos de descomunal peida engaseada faziam a quem não tinha uma descomunal peida engaseada. Eles foram levados pelo meio da floresta para um descomunal altar em forma de uma descomunal peida engaseada. Sérgio e os outros foram postos ao pé do altar e lá sofreram com os pestilentos peidos engaseados que a estátua soltava sobre eles, estavam em apuros quando da floresta apareceu a Maria Amélia, a gaja com um enorme cu que tinha vindo com eles. Esta sim, esta tinha uma descomunal peida e que descomunal peida, era três vezes maior do eu as descomunais peidas engaseadas dos babuínos de descomunal peida engaseada que ao verem tal descomunal peida decidiram fazer dela a sua rainha. A primeira ordem da rainha foi libertar os prisioneiros, que se foram embora. E assim o grupinho de punheteiros escapou às peidas dos babuínos e entraram em sperma frio. Como estava muito frio para acamparem decidiram alugar um quarto, mas teriam que partilha-lo com outra pessoa, mas eles não se preocuparam. Mais tarde conheceram a tal pessoa com quem iriam partilhar o quarto.
— Oláaa! Eu sou a Sexídia, sou ninfomaníaca e bissexual. Gosto de orgias, de passeios ao luar e de ser penetrada nas mais variadas posições. Querem ver o meu kamasutra? Já vou a mais de metade ou seja já experimentei todas as posições até esta página! – Disse ela rápida como um raio deixando todos de boca aberta e alguns com uma expectativa de uma noite bem passada. Ela era pequena, tinha um chapéu alto e pontiagudo que estava forrado com pacotes de preservativos por usar. Era loira e tinha uns olhos azuis muito bonitos e várias manchas esbranquiçadas no queixo, numa mão segurava um vibrador e na outra o kamasutra. Antes de alguém ter tempo de falar para falar ela disparou outra vez.
— Uau mas que grandes mamas tu tens! – Disse correndo para Anafalda.
— Dexkulpa? – Perguntou Anafalda. Sexídia começou a apalpar-lhe as mamas.
— Uau são tão fofas! Sim senhora, qual é o teu tamanho? – Perguntou.
— Eu…a… — Respondeu Anafalda chocada, mas Sexídia não se deteve e nessa noite toda a gente foi apalpada e questionada. Na manhã seguinte os homens estavam exaustos, tinha sido uma noite muito agitada para eles mas mesmo assim seguiram estrada para a toca do Sol. Sexídia tinha-se juntado a eles na expectativa de fazer sexo gay com as mulheres. A caminhada deles foi muito longa, eles fizeram isto e aquilo, aconteceram muitas merdas, muitas orgias, e depois chegaram finalmente à merda da toca do Sol.
— Aqui finalmente. – Disse FantástiSérgio realizado.
— Ya boa e u k e k faxemos agora? – Perguntou Anafalda.
— Vamos comprar iogurtes. – Disse FantástiSérgio.
— O QUÊ?!!! – Perguntaram todos.
— Iogurtes! Aqui são mais baratos 14 cêntimos que nas montanhas dos cogumelos que nos fazem ver elefantes roxos. Olha! Vocês é que vieram atrás de mim! Estúpidos! – Disse FantástiSérgio. E Depois voltaram todos para casa e foram assar sardinhas., Sexídia conseguiu o seu sexo gay, Caracol o Pensador dedicou-se ao budismo masoquista, Tomáporra mudou finalmente o tamanho do seu sexo dizendo: “ Era muito caralho para um homem só!” Ele deixou a sua farsa gay e casou com Filipina que o traiu com um velho garimpeiro. Marinala tornou-se cantora hip hop com apenas uma música de sucesso em 347 cd`s gravados. Anafalda fechou a sua casa de peitos de frango e tornou-se actriz porno. Quanto a fantástiSérgio, ele ganhou um prémio Nobel por uma invenção que foi declarada como a mais inútil da história, sapatos para barrar manteiga. Por fim acabou.
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