A História Não Contada da Morte da Noiva Cadáver
1 O assassinato
Eu só estava esperando ele chegar para que pudéssemos fugir e começar uma nova vida juntos, eu estava tão feliz, resolvi esperá-lo debaixo de uma árvore seca que havia ali perto, poderia parecer estranho uma garota de 25 anos de idade estar no cemitério à meia noite de sábado, mas eu não ligava e as pessoas que passavam por ali também não simplesmente passavam perto de mim e fugiam de medo, para eles eu não era nada além de uma alma penada e eles temiam por isso, temiam o desconhecido e por isso fingiam apenas que nada daquilo existia, eu entendia o medo e até achava graça quem não teria medo de uma mulher pálida, vestida de noiva andando pelo cemitério?Comecei a rir histericamente depois que um homem aparentemente bem comportado e corajoso passou por mim e saiu correndo e gritando para que todos pudessem ouvir. Ele estava demorando, estava uma hora atrasado e já eram duas da madrugada, comecei a andar de um lado pra o outro, me sentei em um dos túmulos que estava do lado da árvore e continuei esperando.
—Que merda Barkis onde você está?-Perguntei impaciente olhando as horas em um relógio de bolso, foi quando ouvi um barulho vindo dos arbustos e me levantei animada-Finalmente você chegou- Nenhuma resposta- Barkis é você?-Perguntei começando a ficar assustada enquanto caminhava para perto da árvore, maldita árvore, uma sombra surgiu e aquele estranho parecia estar empunhando uma faca, apenas depois disso apenas me lembro de minha vista escurecer. Quando acordei percebi cerca de doze cortes no meu corpo, pedi para que alguém pudesse me ajudar a saber o que estava acontecendo ele me levou até um lugar escuro iluminado por uma única luz e de la eu via o meu mundo,aliás o meu antigo mundo afinal não pertencia mais aquele plano,já estava de manhã e haviam vários policiais no cemitério, eles cobriram meu corpo e me levaram até a casa de meus pais,que se recusaram a receber meu corpo e ordenaram que ele fosse enterrado imediatamente.
—O que aconteceu com ela?-Perguntou meu tio preocupado, ele era o único que se preocupava.
—Infelizmente foi assassinada, roubo seguido de assassinato provavelmente, algumas testemunhas afirmaram ter visto ela com uma sacola cheia de dinheiro em sua mão, mas quando chegamos não havia mais nada-O policial respondeu seco.
Meu tio entrou na casa onde meus pais estavam com minha pequena irmã Victória de quatro anos.
—Não querem vê-la uma ultima vez?-Perguntou. Meus responderam com um não seco e frio, minha irmã pediu para que pudesse me ver e eles responderam de forma ríspida com um outro não.
—Não queremos saber dela nunca mais, Samantha Everglot nos levou a falência e a partir de hoje ele foi apagada de toda nossa existência- Meu pai respondeu. Meu tio então saiu de casa e nunca mais voltou, anos depois ele tentou saber com a policia se tinham alguma pista sobre meu assassinato mas o policial respondeu que no dia de minha morte meus pais foram até a delegacia e pediu para que aquele crime fosse fixado.
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