Notas iniciais
Olá! Estou aqui de novo com um capítulo de narração do Yasuo... E uma decisão que vai mudar totalmente a vida dele...

Da janela de onde eu podia observar a batalha, via inúmeros guerreiros correndo para os pátios mais abaixo. Homens gritavam ordens e demais coisas que mal podia entender. O Ancião continuava calado, meditando. Em uma das direções, podia ver o brilho alaranjado do fogo, algo estava sendo incendiado, para os lados da cidade. Os homens da muralha estavam fazendo o melhor trabalho possível, jogando óleo fervente em quem estivesse próximos demais das paredes, e também várias pedras, esmagando arietes e derretendo armaduras.

Era entediante poder observar tudo da janela e não participar da batalha. E também era entediante ter que esperar por ação.

Nenhum assassino tinha chegado até ali por enquanto, e nada parecia poder passar pelos sete pátios. Todos os guerreiros estavam fazendo um excelente trabalho, protegendo Ionia com a própria vida. Até que ouvi alguns gritos abafados vindos de fora.

– Precisamos de reforços! Uma unidade noxiana está massacrando nossos guerreiros! Não há quem consiga derrotá-los.

Hesitei em abrir a porta e descer escadaria abaixo para dar conta de todos. Não podia deixar meu posto, mas se não ajudasse, morreria encurralado dentro de uma sala. O Ancião não esboçava nenhum tipo de medo ou ansiedade, parecia sereno e calmo diante de todo aquele desastre. Minha curiosidade ainda disse mais alto. Abri a porta do quarto e procurei pelos guardas.

– Amigo, tem alguma informação do que está acontecendo? — Disse para o soldado bem armado.

Ele olhou para mim com olhos assustados e disse com uma voz tremula. — Os inimigos estão destruindo a cidade. Não apenas com aço, mas com monstros deformados, armas químicas e explosivos. É o nosso fim.

Fiquei nervoso diante das palavras dele. Era tão grande a crueldade de Noxus, que não se importava apenas em vencer, mas em massacrar e sentir prazer na dor dos Ionianos. Um sentimento de fúria e de ódio tomou meu corpo.

Eles sentiriam a fúria dos ventos.

De repente, um mensageiro chegou, ofegante pela corrida.

– Precisamos de mais homens. Os guerreiros não estão dando conta, há um homem de duas vezes nosso tamanho no terceiro pátio, não conseguimos detê-lo. Por favor, ajude-nos...

Então os guardas desceram, com lágrimas nos olhos e com as mãos trêmulas em suas espadas. Senti pena deles, por não terem chance nenhuma. E eu, que talvez poderia colocar um fim a isso, não podia nem tentar.

Após alguns minutos, tomei uma decisão. Combateria a covardia com aço.

Notas finais
Espero que tenham gostado! E não esqueçam de compartilhar com os amiguinhos. Um abraço e até mais!