A História De Um Misterioso

2 Capítulo II- Um Garoto, mais ninguém


Notas iniciais
Segundo capítulo da História de um Misterioso.
Se não leu o primeiro capítulo, leia...
Obrigado
Capítulo II- Um Garoto, mais Ninguém.

-Azin On-

Uma coisa que sempre estranho, é que muita gente pensa que eu sou um mero Misterioso, sem uma história para contar. Sinceramente, não sei nem se tive pais de verdade.

Eu era simplesmente um garoto de rua. Minhas roupas? Eram todas doadas. Comida? O padeiro me dava uns pães velhos e um pouco de água. Casa? Uma cabana velha que só não caía pela minha determinação de concerta-lo todo dia.

Um dia, eu me lembro de que estava andando por ai. Acho que tinha dez, onze anos. Não tenho certeza. Eu acabei chegando num parque. Ai decidi parar para brincar um pouco. Foi quando eu a vi... Uma garota de cabelos loiros, da mesma idade que a minha provavelmente. Quando ela me viu, falou.

-Oque foi?

-Nada. -Respondi pondo um sorriso no rosto.

-Então vá em bora. -Ela falou e olhou para cima da árvore.

Olhei para o mesmo local e vi uma bela e maçã. Olhei para a garota e entendi que ela estava pensando numa forma de pegá-la. Peguei uma pedra no chão, e joguei no galho da árvore, e logo em seguida a mesma caiu.

-Ai! -Ela disse esfregando a mão no meio da testa, e depois agachou pra pegar a maçã. Me olhou com uma cara meio neutra, e então disse com um sorriso. -Obrigada. Qual seu nome?

-Azin. -Falei.

-Azin... Me chamo Lothos. -Ela disse ainda sorrindo. -Onde você mora? -Ela perguntou.

-Sabe aquela cabana velha perto do centro da cidade? -Perguntei e ela respondeu.

-Sim. Você mora perto de lá? -Depois disso, comecei a rir. -Oque foi?

-Eu MORO naquele barraco. -Eu disse e ela fez uma cara de de susto.

-Oque? Não da pra morar naquela coisa!

-Pós eu moro.

-Mas seus pais. Por que eles não arrajam outro lugar?

-Que pais? Que eu saiba, EU moro naquele barracão. Mais ninguém. -Depois dessa a garota parecia assustada. Provavelmente, era uma garota pura e inocente, filha de uma família rica, que não conhecia a desgraça de muita gente.

-... -Ela ficou em silêncio e falou. -Quer brincar? -E depois disso começamos a brincar naquele parque. Estava escurecendo, quando ela disse. -Você vem aqui amanhã?

-Depende. Você está querendo me encontrar aqui amanhã? -Disse sorrindo e ela riu da minha pergunta idiota.

-Se você vier. -Ela respondeu.

-Até amanhã. -Disse e ela saiu correndo até sua casa.

-Azin Off-

Azin saiu do seu transe, quando ouviu um som estranho.

-Azin... -Ele ouviu a voz da Comandante Lothos do outro lado da fogueira. Ela estava deitada sobre uma pedra afastada da fogueira.

Ele colocou sua mão no braço da garota, e viu que ela estava fria, resolveu pegar um manto e cobrir a mesma.

-Azin On-

No dia seguinte, eu voltei lá, e encontrei a garota com algo na mão.

-Bom dia. -Ela disse.

-Bom dia princesa. -Respondi e ela me olhou com frieza, e depois me deu um peteleco no meio da testa.

-Ai... -Respondi rindo e esfregando a testa.

-Meu nome é Lothos. -Ela disse e abriu a trouxa, revelando uma pequena cesta. -Está com fome? -Assim que falou, abriu a cesta, senti vários cheiros deferentes, mas não reconhecia um.

-Isso é bolo? -Perguntei enquanto ela estendeu a trouxa e tirava as coisas de dentro da cesta.

-Sim... -Ela disse.

-Você... Nunca viu? -Ela perguntou e acenei negativamente, evitando falar. -Então fiz bem em trazer. -Ela disse e começamos a comer. Depois que terminamos, me senti de uma forma que nunca tinha sentido: Satisfeito.

Eu ia começar a falar, mas foi quando um homem chegou ao local.

-Lothos... -Ele falou olhando para a garota e depois para mim.

-Sim, pai? -Ela falou.

-Quem é... Esse garoto? -Ele perguntou.

-Azin. -Respondi sorrindo.

-Idade.

-Dez.

-Família.

-Nenhuma. -Disse e ele ficou abismado: Como um garoto daqueles estava com sua filha? Provavelmente foi oque pensou.

Notas finais
Obrigado por ler.
Critique se puder, uma construtiva.
Obrigado
Tchau
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.