A História de uma Filha de Hermes
1 Quem sou eu?
Notas iniciais
Essa a história da vida da Izzy antes do Flagras da Tv Hefesto.
Espero que gostem amores!
Meu nome é Isabelle Heymish , filha de Hermes. Minha altura é mediana e possuo cabelos castanho escuros, com olhos cor de mel, ou melhor, um de meus olhos é cor de mel, o outro é azul escuro, característica que herdei de minha mãe.Quem é ela? Você já vai descobrir. Minha pele é clara, cor de creme e eu sou magra. Tenho 15 anos de idade.
Onde vivo? Eu vivo por aí, desde que fugi do orfanato quando tinha 9 anos. Com quem eu vivo? Bem, vamos fazer o seguinte: Eu vou lhe contar a triste história da minha vida, então todas as suas perguntas serão respondidas, ok?
"Eu tinha cinco anos. Era uma noite chuvosa e eu estava em minha casa, no Broklyn, assistindo um filme com a minha babá, esperando minha mãe voltar da empresa, quando o telefone tocou.
Um som que nunca vou esquecer.
Havia ocorrido um acidente na ponte, minha mãe e outro carro haviam batido de frente, e ela não sobreviveu.
Seu nome era Marina Heymish. Ela era uma semideusa, filha de Hécate. Em sua época, era a única do acampamento. Tanto que, quando foi reclamada, mudou-se para a Casa Grande, pois a deusa não possuia um chalé. Quíron ensinou-a a usar a magia e controlar a névoa, no que era bastante habilidosa.
Assim, eu fui para um orfanato. As pessoas apenas não notavam a peculiaridade de meus olhos pois minha mãe havia posto um véu de névoa em minha volta, tão poderoso que mesmo após sua morte, me protegia dos olhares curiosos. Mas eu não era exatamente o tipo de criança comportada. Ah não.Eu era exatamente o oposto disso.
- Isabelle! Você precisa se controlar! Tomar jeito! Esse é o oitavo lar adotivo do qual você é expulsa por mau comportamento! Em quatro anos! Isso é sério!- censurou-me Margaret, diretora do orfanato pelo que parecia ser a milésima vez. E talvez fosse mesmo.
- Acontece que eles eram muito chatos! E também, me empurraram logo para uma família natureba! Que coisa triste! Me fisera comer tofu!- queixei-me, me arrepiando com o gosto ruim que voltava a minha lembrança.
- Você armou bombas de tinta e queijo pela casa!
- Mas...
- Chega Isabelle! Chega! Vá para o quarto, que você está me dando dor de cabeça! E não apronte mais nada! — ordenou.
Segui para o quarto que dividia com outras meninas, e sentei perto da janela, até que fosse tarde e a lua já subisse alta no céu.
"Quer saber?" pensei " Eu vou sair daqui. Ninguém se importa comigo, e se depender da Margaret, vou acabar num internato na Suiça!" .
Saí do quarto na ponta dos pés, para não acordar as outras e esgueirei-me até a cozinha, o que foi mais difícil, por causa do gato da Margaret, que dormia na porta. Peguei água e alguma comida, voltando para o quarto.
Então coloquei tudo na mochila, com um caderno, uma caneta, uma muda de roupas. Coloquei o tênis, vesti o casaco e coloquei no pescoço o colar em forma de coração que era da minha mãe, e que dentro tinha uma foto de nós duas juntas.
Pulei pela janela e caminhei com cuidado pelo telhado, até os fundos, que davam para um beco, onde eu poderia descer pelo tubo de ventilação.
Consegui sobreviver um ano inteiro sozinha nos becos do Broklyn, arrumando dinheiro tirando a neve dos quintais para ganhar algum dinheiro, afinal, eu não poderia roubar tudo o que precisava para viver, não é?
Apesar de ser uma vida difícil, até que foi divertido. Volta e meia eu conhecia alguém legal que tinha fugido de casa.
Graças a esse ano, hoje eu tenho vários amigos em todo lugar. Ás vezes, quando posso, eu ainda os visito.
Até que um dia, sem aviso nenhum, uma semana após o meu décimo aniversário, eu recebi uma visita bastante incomum. De alguém que mudaria minha vida para sempre.
Eu andava calmamente por um beco, até que vi uma luz, no meio das latas de lixo. Quando coloquei a mão, segurei algo, comprido e frio, e puxei. Então me vi segurando um caduceu com duas cobras que se enroscavam nele. Elas cochichavam em minha mente, dizendo que eu era quem elas procuravam, que eu era a filha de Hermes.
Então ele apareceu. Vestido com roupas de corrida, com cabelos e olhos castanhos.
Ele disse ser Hermes.
Eu acreditei.
Era o mesmo homem que minha mãe havia me mostrado em uma foto, quando eu perguntei do meu pai. Ela disse que ele não podia ficar conosco e teve de partir. Para onde ela nunca disse. Mas eu sei que ela nunca deixou de amá-lo, e que , todo ano, no meu aniversário e no aniversário dela, chegava um presente pelo correio.
Ele me levou a um lugar, chamado Acampamento Meio Sangue, que é onde vivo agora. Não permanentemente, claro. Não consigo ficar parada. Sempre que ele viaja, peço que me leve junto. Na maioria das vezes ele leva, em outras, me pede para ficar no acampamento com meus irmãos."
E aí? É o suficiente? Espero que seja, pois é tudo o que tenho. O melhor do acampamento, é que não preciso da névoa ou de lentes de contato para esconder meus olhos. Agora, quer saber como é minha vida hoje? É feliz, mais do que poderia pedir. Bem....
Eu estava dormindo tranquilamente no chalé 11, quando ouço um som suspeito, diferente da sinfonia de roncos que predomina no local.Passos.Então uma voz.
- Izzy!Acorde!- sussurrou Travis Stoll.
- Xô Travis!Eu quero dormir!- murmurei.
- É o Connor.- mentiu.
- Não é não. A voz do Connor é uma oitava diferente. -falei .
- Como você sabe?- questionou ele, caindo na minha armadilha.
- Não sabia, mas agora eu sei.- sorri.
- Eu te odeio. Já disse isso?- resmungou ele.
- Aham. O que você quer?- indaguei, me levantando.
- Te acordar.- falou.
- Idiota — falei, batendo nele com o travesseiro.
O desgraçado ria sem parar.
Eu peguei minhas coisas e fui até o banheiro. Quando me olhei no espelho, entendi porque Travis tinha ido me acordar.
Meu cabelo estava azul.
Simplesmente azul.
Meu rosto estava ficando vermelho de raiva. Tão vermelho que eu achei que ia acabar ficando roxa. Por sorte, a tinta não era permanente, e quando lavei meu cabelo, consegui tirar a maior parte, apenas algumas mechas continuaram azuis.
Vesti minha camiseta do acampamento, uma calça jeans e calcei minhas botas. Em seguida, peguei dois pares de pequenas asinhas de bronze, que ao meu toque, aumentaram de tamanho, e as coloquei nos calcanhares de minhas botas.
Hermes havia me dado aquilo para que eu pudesse voar com qualquer um dos meus sapatos, quando completei 12 anos.
Quando saí do banheiro, notei que todos começavam a acordar e que nem Connor nem Travis estavam no chalé.
Malditos.
Mas eles não perdem por esperar. Hehehe.
Logo saí do chalé e andei até o refeitório para tomar café. No caminho, encontrei com Evanlyn, filha de Ares.
Ao contrário de seus irmãos, Ev era pequena e magra, apenas alguns centímetros maior que eu. Apesar de ser filha do deus da guerra e de ter um temperamento horrível, ela era uma ótima amiga e a pessoa mais leal que eu podia imaginar.
Seus cabelos eram negros como a noite, com mechas vermelhas nas pontas. Seus olhos era cor de âmbar, alaranjados e brilhantes, as vezes quase vermelhos e me lembravam as brasas de uma fogueira.
- Hey Ev! — sorri.
- Izzy! Eu ia te procurar. Depois do almoço você quer ir até a arena treinar? E o que houve...- convidou. Estranhei o comportamento dela e arqueei a sobrancelha. Evanlyn não costumava nos convidar para fazer as coisas.
- Connor e Travis. Mas, tá tudo bem?- questionei.- Bateu a cabeça, tá com febre...?
Ela suspirou pesadamente e deixou os ombros caírem.
- Miranda. Ela estava atrás de mim. Queria me mostrar um vestido. Um V-E-S-T-I-D-O ! Aí eu falei que não podia porque ia treinar com você. E você conhece a Miranda. Se eu não desse uma desculpa, eu não ia me deixar em paz até que eu concordasse.- explicou, revirando os olhos. Então era por isso.
- Certo. Não vou deixar a Miranda te incomodar até que você aceite. Até porque, é capaz de você afogá-la e eu sei que se arrependeria depois. Miranda, mesmo sendo uma peste quando se trata dessas coisas, é nossa amiga. — falei sorrindo.
Evanlyn suspirou aliviada.
Miranda Erendith era filha de Afrodite. Tinha cabelos castanho claro meio avermelhados e olhos verde azulados, complementados por um rosto delicado, com lábios rosados e um nariz levemente arrebitado. Ela parecia uma boneca de porcelana em tamanho natural. Porém, com toda essa beleza, vinha uma grande teimosia. Ela, quando decidia algo, não havia quem a fizesse mudar de ideia.
- Vem, vamos tomar café. — chamou ela, já acenando impaciente.- Antes que ela nos ache.
Notas finais
kisses
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