A História de uma Filha de Hermes
11 Os Patos
Notas iniciais
– Sei lá, tem certeza que é um bom momento para uma pegadinha?- indagou Alec, desviando os olhos para o céu azul.
– Veja bem, pequeno gafanhoto.- comecei, fechando levemente os olhos e levantando o dedo indicador em frente ao rosto de forma dramática.- Sempre é hora para uma boa pegadinha.
Alec deu de ombros, sorrindo de canto.
– Certo, e o que faremos?- perguntou Emmet.
– Ah, o básico apenas. Formem duplas.- pedi, gesticulando para eles.
Ficou Elizabeth e Emmet, Miranda e Evanlyn, Clary e Mike, e Alec formou dupla comigo.
– Perfeito, e agora?- indagou Miranda, inclinado levemente a cabeça.
– Lizard, Emm. Peguem aquela super cola com os gêmeos, Lilian e Tommy, e passem nos bancos das canoas.
– Certo.- concordaram, indo em direção ao chalé 11, falar com os gêmeos.
– Clary, Mike. Peguem creme de barbear e se encarreguem de encher os sapatos dos filhos de Ares.
– Beleza.
– Miranda, Evanlyn. Vão até os Stolls e digam que a Izzy pediu a essência de pó de mico. Então espirrem o spray nas escovas de dente dos filhos de Deméter. Vai deixa-los com uma coceira bem chata na língua.
– Como você é má, Isabelle.- comentou Miranda, rindo.
– Não tenho culpa se eles são uns malas.- falei, dando de ombros e fazendo sinal para que elas fossem.
– E quanto a nós?- questionou Alec.
– Bom...eu faria alguma coisa para os filhos de Apolo, mas não quero ficar falando em rimas ou ser transformada e uma nuvem de purpurina... Então nossa vitima será o chalé de Dioniso.
– E o que faremos?- indagou o loiro.
–Bom, para começar, nós vamos precisar de uns cinquenta patos.
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Pov Lizard
– Vem Emmet!- exclamei, olhando para o moreno alto que havia se distraído.
– Ah, desculpe. Estou indo.
– Você é muito disperso, meu rapaz.- comentei, rindo baixinho em quanto ele resmungava.
Em fim chegamos ao chalé de Hermes, onde Lilian e Tommy discutiam sobre o sabor mais gostoso de sorvete. Ao notarem nossa aproximação, ambos sorriram e acenaram.
– Hey! A Izzy me pediu para vir buscar a super cola.- pedi.
– Ah, espere um pouquinho que eu já trago.- sorriy Lilian, entrando no chalé e reaparecendo alguns minutos depois.- Aqui está. Cuidado para não grudar os dedos.- falou, dando uma piscadela.
– Pode deixar.- falei, enquanto seguia com o filho de Ares para o Lago de canoagem.- Agora, você fica vigiando, e eu trabalho aqui, certo?
– Certo.- concordou.
Rapidamente, tirei um pincel do bolso e comecei a espalhar a cola pelos bancos. Era uma cola especial, desenvolvida pelos filhos de Hermes, com fórmula secreta e tudo. A cola só começava a secar ao entrar em contato com um segundo objeto. Ou seja, poderiam deixa-la nos bancos por semanas, ou até meses, que ela não secaria. E depois que secava, bom, ai seria difícil de descolar.
– Pronto.- avisei, chamando Emmet.- Vamos levar isso de volta, antes que alguém veja.
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Pov Clary
Estávamos entrando furtivamente no chalé de Ares, onde um daqueles brutamontes roncava pesadamente. Mike virou para mim e me passou dois dos quatro tubos que havíamos pego. Rapidamente, começamos a encher os sapatos e malas deles com a substância. Estávamos para sair do local quando avistei algo: uma mini geladeira, posicionava disfarçadamente no canto do chalé.
– Mike.- sussurrei, atraindo sua atenção e apontando para a geladeira.
Engatinhamos até lá e abrimos a porta. Dentro haviam varias latas de refrigerante e energéticos, mas algo me chamou a atenção: um tubo de chantilly. Substitui o conteúdo pelo creme de barbear que havia sobrado, e então saímos pela janela dos fundos, voltando para a arena.
– Ai, ai.- suspirei.
– O que foi?- indagou, olhando para mim.
– Afinal foi uma boa ideia, essa pegadinha.
– Sim.- concordou.- Nada como uma boa pegadinha de uma filha de Hermes para aliviar a tensão quando se tem uma missão chegando.
– Exato.
A presença do filho de Apolo me tranquilizava, espantando o nervosismo que se instalara em mim. Mike sempre esteve comigo, desde o internato. E, de certa forma, sentia como se fosse mais que um simples amigo.
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Pov Evanlyn
Eu e Miranda estávamos indo até a praia, onde Connor e Travis traçavam algum plano para dominar o mundo junto com alguns dos seus irmãos.
– Ei! Connor, Travis!- chamou Miranda.
– O que foi?- perguntou Connor.
– A Belle nos pediu para buscar a essência de pó de mico.- pediu.
– Certo.- falou Travis, remexendo nos bolsos.
– Você anda com esse troço no bolso?- indaguei, incrédula.
– Aham.- afirmou, entregando um frasquinho.
– Tomem cuidado.- disse Connor, com um sorriso de canto.
– Pode deixar.- concordou a filha de Afrodite.
Corremos até o chalé da velha cereomaníaca, vulgo Deméter, e espiamos pela janela dos fundos. Como era de se esperar, os pequenos cérebros de trigo estavam na aula de arco e flecha, por tanto, o chalé estava vazio e desprotegido. Miranda foi até o banheiro colocar a essência nas escovas de dente e eu fiquei de guarda, caso alguém aparecesse.
– Pronto.- falou a ruiva.
– Vamos.- ao mesmo tempo em que falei, ouvimos passos se aproximando da porta.
– Rápido!- exclamou, correndo até a janela e se jogando para fora.
Eu imitei-a e fechei a janela, no exato momento em que abriram a porta.
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Pov Alec
Izzy me arrastava até a floresta, até que paramos em uma clareira.
– Rosalie!- chamou Izzy.
Uma figura saiu de trás de uma árvore. Era uma garota alta, com cabelos cor de areia e olhos âmbar.
– Izzy!- exclamou Rosalie, aproximando-se.
– Trouxe o que eu pedi?
– Sim. Aqui está.- falou, entregando um pequeno pacotinho para Izzy.- Preciso ir. Vou me atrasar para o treino.
– Tchau.- despediu-se.
– Muito bem. O que foi isso?- exigi.
– Como assim, Alec?- Indagou a filha de Hermes.
– Isso. Eu me senti no meio de uma troca no mercado negro.- falei, gesticulando.
– E foi algo assim mesmo. Olhe.- afirmou, mostrando-me o interior do pacotinho, onde haviam vários mini patinhos de borracha.
– São esses os patos que você falou?- questionei.
– Mais ou menos. Venha, temos que ir ao chalé de Dioniso.
Seguimos normalmente até o chalé do deus do vinho.
– O chalé está vazio. Feche todas as janelas.- pediu, olhando ao redor.
Eu pensei em contestar, mas decidi fazer o que ela pediu. Uma a uma, as janelas do chalé 12 foram fechadas.
– Pronto. E agora?
– Me acompanhe.- falou, indo até a lateral do chalé e escalando as videiras.
Ao chagarmos no telhado, ela engatinhou até a chaminé, abriu o pacotinho e jogou os patos lá dentro.
– Me dê a garrafa d'agua- gesticulou em direção a garrafa que eu levava comigo.
Observei enquanto ela abria a garrafa e derramava a agua dentro da chaminé.
– O que você fez?- perguntei, com curiosidade.
– Venha ver?- falou, com um tom divertido.
Quando espiei pela chaminé, ao invés de ver vários patinhos de borracha, vi patos de verdade caminhando para fora da lareira.
– Como você...?
– Eram patos desidratados que eu havia encomendado com a Rosalie.- explicou, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Descemos do telhado e voltamos para a Arena, onde nos encontraríamos com os outros.
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Pov Isabelle.
( N/Izzy Até que em fim! Pensei que nunca teria a MINHA história de volta ¬¬) ( N/A: Shiu. Não seja reclamona)
De volta a arena, todos haviam cumprido com as pequenas tarefas que eu passei. Ótimo. Olhei rapidamente em meu relógio, que marcava duas da tarde.
– Certo. O que faremos agora?- perguntei a todos.
– Ué, não é você que bola os planos?- questionou Mike, me provocando.
– Humpf.- suspirei, mostrando-lhe a língua.
– Que coisa mais madura, Izzy.- comentou Evanlyn.
Ah, então é assim?
– O que é isso? Um complô ?- indaguei, arqueando a sobrancelha, provocando risos em todos. Chatos.
– Izzy...- Começou Lizard, olhando em direção aos chalés.- Por que tem um monte de patos perseguindo os filhos de Dioniso?
Olhei em direção ao chalé de Dioniso e vi que Lizard tinha razão: os patos que eu havia posto no chalé agora perseguiam os filhos do seus do vinho pelo acampamento. Bem feito. Que bom que o Sr. D. estava no Olimpo.
– Ah, eu coloquei eles lá.- dei de ombros.
– E como você levou quase cinquenta patos para o chalé e ninguém ficou sabendo?- questionou Emmet, franzindo as sobrancelhas.
– Patos desidratados.- expliquei.
– Como?- indagou Clary, com incredulidade evidente na voz.
– É verdade.- falou Alec. — Ela jogou um pacotinho lá dentro, derramou agua e quando eu vi, o chalé estava cheio de patos!
– Minha amiga, dessa vez você se superou.- parabenizou-me Evanlyn, batendo palmas.
Me levantei e bati o pó da roupa.
– Certo. Preciso comer alguma coisa. Sigam-me os bons.- falei, indo para o refeitório.
– Você só pensa no seu estômago.- ouvi Evanlyn resmungando.
– Há! Olha quem fala!- comentei, com um sorriso dançado nos lábios.
Ouvi ela suspirar e então caí na risada, provocando risos nos outros.
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