A História de um Dragão Chamado Spike
23 Um Guardião e Professor Substituto
Notas iniciais
– O que?! – todos falaram ao mesmo tempo.
– Sim isso é verdade – continuou Gold King – muitos dragões não mencionam isso, pensando que vão me ofender, mas não tenho porque esconder isso, a grande guerra foi em parte culpa minha também.
– Você não tem que dizer isso Gold, ele me enganou também. Enganou a todos nós. – disse Éfeso.
– Não Éfeso se você não tivesse percebido o envolvimento de Hélios, eu provavelmente só descobriria quando fosse tarde demais, eu passei tanto tempo sonhando com a união dos clãs, que acabei não notando as atitudes dele. – e continuou – Prestem a atenção no que direi agora, vocês vivem como dragões e a maioria de vocês não prestam atenção nos outros seres que vivem em Equestria, porém, pôneis, pégasos, unicórnios, grifos ou qualquer outro ser está interligado a nós e nós a eles, era do interesse de Hélios todos os males que aconteceram com os pôneis.
– Mas ele só não queria tomar o poder? – perguntou Pérsius.
– Não ele queria que os dragões dominassem tudo. Achava ridículo chamarem esse mundo de Equestria, os dragões que eram os seres mais fortes que deveriam reinar, esquecendo-se do ensinamento de nossos ancestrais que diz “Somos parte da natureza, não donos dela.” E um dia nos uniremos a energia da criação de novo. – rei fez uma longa pausa.
– Bem Spike, espero ter saciado sua curiosidade, fico feliz em poder passar essa história aos mais novos pessoalmente, e espero que vocês reflitam sobre ela. Solaris, eu tomei muito tempo de seus alunos?
– De forma alguma majestade. – Solaris havia chegado a algum tempo e nenhum dos jovens percebera tamanho era o interesse no relato.
– Que bom. Solaris conhece essa história tão bem quanto eu e pode assumi-la caso ainda estejam curiosos, Éfeso se já terminou o que veio fazer aqui preciso conversar com você.
– Claro.
Os dois gigantes levantaram voo ao mesmo tempo levantando uma baita poeira, deixando para trás os jovens atônitos.
– Muito bem crianças – falou Solaris – está na hora de cada um cumprir seus afazeres, Badrock seu irmão está atrás de você.
– Meu turno na guarda! – lembrou-se levantando voo imediatamente.
– Nos vemos amanhã à tarde, Spike?
– Sim senhora!
– Você precisa dormir agora. Blue poderia ser o guardião do Spike na minha ausência?
– Claro, Lady Solaris.
– Muito bem Spike nos veremos amanhã.
Spike ficou meio receoso de se separar de Solaris, mas parecia que Blue era por assim dizer o menos assustador de seus colegas. Logo subiu nas costas do dragão azul voaram alguns quilômetros até pousarem na encosta de uma das várias montanhas da cordilheira.
– Bem Spike é aqui que eu moro, seja bem-vindo.
A caverna era grande e se bifurcava.
– A minha é a da direita, mas venha, antes parece que hoje meu irmão está aqui.
Eles pegaram o caminho da caverna da esquerda, e logo se depararam com outro dragão azul maior que blue, deitado descansando que logo levantou a cabeça.
– Spike esse é meu irmão Ronin, irmão esse é Spike serei o guardião dele.
– Você é aquele que todos comentam? Muito prazer.

Acima Ronin, irmão de Blue
– Prazer. A seu serviço.
– Esperamos não incomoda-lo irmão, você passou muito tempo fora dessa vez.
– Ossos do ofício, contanto que você não venha me pedir joias para comer já estarei satisfeito.
– Que seja. – sorriu Blue.
Eles se dirigiram a caverna de Blue ao chegarem lá os olhos de Spike saltaram.
– Nooooooooossa quantas joias! – falou sem a menor cerimônia.
– Cuidado Spike, desejar o tesouro de outro dragão é uma ofensa grave. – falou Blue.
– A desculpe eu não sabia!
– Tudo bem, agora sou seu guardião, minha refeição é sua também, fique a vontade. – riu
Spike agradeceu e tratou de forrar a barriga sendo observado por Blue – Ele parece um saco sem fundo! – pensou. Depois de saciado comentou.
–Puxa uma vez entrei na caverna de um dragão sem querer e comi suas joias, ele ficou fulo!
– Sério? – Blue já sabia dessa história ele já havia conversado com Spike antes na forma de Pégaso – Você sabia que se você tivesse entrado na caverna e se apresentado devidamente, mesmo para um desgarrado, era provável que ele dividisse com você?
– Eu acredito que não ele parecia ser de poucos amigos.
– Por mais enfezado que ele parecesse, dragões adultos costumam ser amigáveis com outros da espécie, os desgarrados gostam até de companhia de vez em quando para conversar.
– Eu não sabia disso, mas eu ouvi esse termo desgarrado várias vezes por aqui o que significa?
– Um desgarrado é aquele dragão que opta por viver sozinho, geralmente após uma grande decepção, ou fato que afete sua vida. Muitos desgarrados surgiram após a grande guerra. Eles se isolam do mundo e só ficam acumulando joias para comer ou hibernam.
– Caramba...
– Mas mudando de assunto Spike, aquela sua chama de tele porte, você já tentou usa-la para alguma outra coisa além de mandar cartas a Princesa Celestia enquanto estava em Poniville?
– Bem eu conseguia trazer alguns objetos guardados na minha gaveta na biblioteca tipo meu código do dragão...
– Código do dragão?
– É esse. – cuspiu um a chama e mostrou um pequeno cartão escrito com seu “código do dragão” o mesmo que o pôs em encrencas junto com a Applejack. – ele pode parecer meio bobo para você...
– De forma alguma Spike! Para alguém da sua idade essa atitude é incrível, bem nobre de sua parte. Se bem que tecnicamente você é mais velho que eu.
Spike fez cara de interrogação.
– O ovo que nasci é de uma geração depois da sua, existem épocas de postura, e após a grande guerra uma grande geração nasceu. Só Red Wing e meu irmão que você conhece são de uma geração anterior a sua. Mas voltando ao assunto, nunca pensou em usar esse poder de teleporte em batalha?
– Como?
– Eu vou lhe contar. – Blue sorriu, muitos não percebiam isso, mas o dragão azul era um excelente observador e extremamente criativo. Solaris não o nomeou guardião de Spike à toa...
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