A História de Uma Semideusa - Crios

15 A Enfermaria De Luz Branca


Notas iniciais
Eu sei que o titulo está muito pouco criativo, mas o texto não. Voltei a escrever textos longos. Espero que gostem. No proximo capitulo profecias estão por vir.

Eu acordei em uma cama macia. Minha cabeça latejava, e meus músculos doíam. Abri os olhos e a primeira coisa que vi foi uma luz branca. Depois percebi que era um teto branco. Tentei me sentar na cama, mas uma mão me impediu. Olhei para o lado e dei de cara com a minha mãe. Ela usava o seu jaleco de medica por fora de uma camiseta colorida e uma calça jeans.

- Mãe? – eu murmurei. – O que aconteceu?

- Você sumiu por uma semana, depois você apareceu desmaiada com um garoto na arena e eles me chamaram. – ela explicou. Sua voz era calma.

As imagens voltaram na minha cabeça como um flash. Holl, as masmorras, os gigantes, Kroon e finalmente os escorpiões.

- Durma mais um pouco. – minha mãe disse. – Eu vou voltar para casa agora, talvez depois eles deixem você voltar também. Agora descanse.

Eu não queria dormir, mas o meu corpo falou mais alto e em poucos segundos eu já tinha apagado. Graças aos deuses, eu não sonhei com nada. O sonho com Mary já fora o suficiente para me deixar nostaugeada.

Acordei de novo, mas dessa vez não me deparei com uma luz branca. Estava escuro, mas dava para ver as coisas. Sentei-me na cama e percebi que a minha cabeça já não latejava tanto e que meus músculos já não doíam. Observei o local. Dos meus dois lados, havia camas iguais as minhas. Algumas estavam ocupadas com campistas que eu não lembrava. Havia uma janela ao lado da minha cama, e eu percebi que era noite.

Decidi levantar. Caminhei até a porta do local, com cuidado para não fazer os outros acordarem. Em uma das camas eu visualizei Holl, mas como ele parecia bem, segui em frente. Sai da enfermaria silenciosamente. À noite o acampamento parecia um ótimo lugar para uma história de terror, mas depois de passar pelo que eu passei, não tive mais medo. Agora que eu já estava do lado de fora, não sabia para onde ir.

Comecei a caminhar pelos campos, pensativa. Até que, ao longe, vi uma luz se aproximando. Procurei meu broche, mas me lembrei de que ele só aparecia na camisa do acampamento, e eu não estava com ela. Peguei uma pedra que estava no chão ao meu lado. A luz estava se aproximando muito rapidamente. Logo percebi que eram duas luzes.

Preparei-me para atirar a pedra, mas quando eu ia fazer isso, as figuras apareceram. Era Sara e Mandy, cada uma com uma lanterna na mão. Ao me verem, levaram um susto.

- Oi Beky! – exclamou Sara, ao se recuperar.

- Oi meninas! – disse. – O que estão fazendo aqui fora à uma hora dessas?

- O que VOCÊ está fazendo? – indagou Mandy.

- Eu estava na enfermaria, mas estava sem sono, então decidi sair para dar uma voltinha. E vocês?

- Vamos colocar ratos no patrono de Afrodite. – respondeu Sara, levantando uma sacola cheia de coisas se mexendo.

- Que eca! – exclamei.

- Eu sei. – disse Mandy. – Se você já ficou com nojo, imagine as filhas de Afrodite.

- Pois é. Estou imaginando.

- Nós temos que ir agora. – falou Sara.

- A gente se vê amanhã! – se despediu Mandy.

- Beijos! – exclamou Sara.

- Tchau! – disse.

Depois dessa, eu decidi ir dormir. Vai que elas acham engraçado me assustar com uns ratos também...

Acordei pela terceira vez. Felizmente, era dia, e a enfermaria estava movimentada. Logo no inicio da manhã, Summy e Vickie tinham ido me visitar. Mais tarde, antes do almoço, Sara e Mandy apareceram contando como as garotas de Afrodite tinham gritado ontem à noite. Eu tinha ouvido os gritos dali. Katie foi almoçar comigo, ela me contou que todos ficaram muito preocupados com o meu sumiço e que o Sr. Terácio tinha até enviado grupos de busca. John e Leae também apareceram. Eles estavam gostando do acampamento e iriam para casa no domingo, no dia da batalha, para ficar com suas famílias e voltar nos finais de semana. Eles não sabiam que o ataque ocorreria.

Para minha surpresa, Grus foi me visitar também. Ele queria saber se a espada tinha funcionado bem e se eu tinha matado muitos monstros com ela. Eu disse que sim e que aqueles gigantes hiperbóreos tinham virado pó. No final da tarde, o Sr. Terácio foi me visitar. Eu quase tinha esquecido do ataque que Crios planejava, quase.

- Olá minha jovem. – ele disse, se sentando na cadeira que haviam colocado ao lado da minha cama por causa da quantidade de visitas. – Como está?

- Bem melhor, obrigada. – respondi. – Sr. Terácio, tenho algumas coisas para falar pro senhor.

- Pode dizer Srta. Dalins.

- O Mike, filho de Atena, foi ele que me levou para aquele lugar, usando um amuleto.

- Fui informado disso.

- E tem mais. Ouvi Crios conversando com um gigante hiperbóreo que iria atacar o acampamento em cinco dias. E eu passei um dia na cabana de um semideus mais velho, chamado Tyler Kroon. Filho de Élio.

- Ele estudou no acampamento.

- Faltam só três dias para o ataque!

- Dois. Você ficou dois dias desacordada.

- Temos que nos preparar!

- Estamos nos preparando. Vigilância noite e dia, mas quando o ataque vier, teremos que lutar.

- Só tem mais uma coisa.

- Pode dizer.

- Por que Crios queria... A mim?

- Acho que você deve consultar o livro das profecias.

- O que é o livro das profecias?

- Onde estão escritas as profecias, oras!

- Ele não solta fumaça verde, né?

- Haha! Não.

- A enfermeira disse que eu estarei liberada amanhã.

- Muito bem. Pelo que sei você tem um horário vago antes do almoço.

- Sim.

- Pode me encontrar na orla da floresta com um amigo.

- Ou amiga?

- Sim.

- Sr. Terácio eu tive um sonho com uma amiga mortal. Ela estava fugindo de um gigante hiperbóreo. O que o senhor acha que isso significa?

- Ela estava vendo o gigante?

- Sim. Ou pelo menos era o que parecia.

- Amanhã, depois que checarmos a profecia, vou enviar você e Vector para encontra-la e traze-la para cá.

- Vector! Eu tinha me esquecido dele e do Peter! Por que eles não vieram me visitar?

- Os enviei para te procurarem na sua cidade, eles voltam amanhã de manhã.

Dizendo isso, o Sr. Terácio se levantou e saiu. A enfermeira, uma filha de Apolo, serviu meu jantar e depois disso eu fui dormir.

Notas finais
Lembrando:
Quem quiser participar da história me mande um review ou uma MP com nome, idade, pai/mãe divino, cor do cabelo e dos olhos, tipo fisico e jeito de ser.
Muitissimo obrigada leitores divinhos!