A História Recomeça
6 Luto com um dragão
Notas iniciais
Eu entro em pânico quando vejo Victor ser preso por aquela raiz, mas o pânico aumenta quando começo a sentir o pingente do meu colar queimar em minha pele, tento tira-lo mas não consigo então eu comoço a puxar o pingente que se solta e eu vejo ele passar de uma miniatura de espada dourada para uma espada de verdade só que de bronze.
Vou na direção do Victor para soltar ele,mas o dragão me agarra com uma de suas garras, eu grito até minha garganta arder.
Daniel e Clary pegam suas espadas, da onde eu não sei, e começam a atacar o dragão, que me solta e eu cai no chão e o ar de meus pulmões se vai.
Demoro um tempo para recuperar o fôlego e nesse tempo vejo pontinhos pretos em minha visão.
Levanto-me ainda tonta, mas vejo Clary caída a alguns metros de mim e vejo o dragão empurrar Daniel com suas enormes patas, Daniel bate numa arvore e fica inconsciente.
Quero gritar, mas também não quero chamar a atenção do dragão.
Caminho com cuidado pra não fazer barulho, mas quando eu chego perto piso em um galho que não tinha visto antes, o dragão de vira e solta fogo pelo nariz, eu ataco com minha espada e ela se finca na perna do dragão e urra de dor e um liquido gosmento e verde que eu suponho que seja o sangue dele começa a sair do lugar que eu feri.
Ele vai me bater com sua enorme pata, mas no ultimo momento eu saio e com minha espada a corto, o sangue dele começa e jorrar e o dragão não para de se mexer então meio que começa uma chuva de sangue verde.
O sangue não é acido como falam em histórias, mas é nojento e pegajoso e logo eu estou encharcada de sangue, minha vontade é de vomitar, mas não tenho tempo para isso porque o dragão logo se recupera, com sua outra pata ele tenta me agarrar, mas eu sou mais rápida e desfiro outro golpe, a força do golpe não foi o suficiente para cortar essa pata mas foi o suficiente para fazer um estrago horrível.
É muito ruim lutar com o dragão neste lugar, tem muitas arvores e se eu não tomar cuidado o dragão vai acabar esmagando meus amigos.
O dragão consegue me pagar com a pata que eu machuquei, ele me leva para perto da boca dele e eu sinto o bafo horrível dele, sinto náuseas.
Estava perto, mais perto, quando acho que vou ser comida pelo dragão me veio à mente que eu poderia enfiar minha espada em sua boca e corta-la.
Faço isso.
O dragão me solta e cai no chão, mas ainda esta vivo e tenta me pegar com sua pata, ele não consegue mas antes de eu consiga cortar sua pata ele arranha minha cara com uma de suas unhas e eu grito de dor ao mesmo tempo que corto sua pata.
Sinto o sangue sair pela ferida, mas tento ignorar, tenho que matar esse dragão, então vou até seus pescoço, ele continua se debatendo mas sem suas patas dianteiras ele não consegue se levantar, mas ele ainda tem o rabo que ele pode usar para me ferir, tento evitar o máximo aquele rabo espinhento.
Mesmo tentando evitar ele corta minhas costas e eu sinto uma dor horrível, mas mesmo assim vou tentar cortar a cabeça do dragão, levanto minha espada e com toda a força que eu consigo encontrar corta a cabeça dele fora.O dragão vira pó
Fico um tempo parada na posição que eu usei pra matar o dragão e teria ficado mais se Victor não tivesse gemido de dor.
Corro na direção dele e corto as raízes que estão prendendo ele.
–Obrigado- Diz ele.
–De nada, como está suas pernas?
–Ardendo e sangrando.
–Deixe-me cuidar disso –Diz Temm parecendo ao meu lado.
–Tudo bem, vou ver como está Clary e Daniel –Digo.
Corro pra Clary que estava mais próxima, ela está bem só tem alguns pequenos cortes.
–Estes cortes estão doendo muito?
–Não –Diz Clary -, mas estou um pouco tonta.
–Vou te ajudar a levantar e te levar pra perto do Victor,fale se você sentir muita dor
–Ta bom.
Ajudo Clary até estar do lado do Victor.
Assim que solto a Clary vou atrás de Daniel que esta caído a trinta metros de onde estávamos.
–Ai deuses, Daniel, alguém me ajuda –Grito-, ele esta desmaiado.
–Eu posso acorda-lo –Diz Leni
–Por favor –Agora que a adrenalina se foi eu começo a chorar.
–Ei calma Mary. –Diz Leni
–Eu to calma, é que a adrenalina que me fez lutar contra aquele dragão se foi.
–Ai minha cabeça. –Diz Daniel se sentando
–Daniel fique... –Não termino de falar porque escuto um grito- Daniel, você escutou isso
–Sim eu escutei, me ajude a levantar, agora
–Ta bom, mas se apoia em mim –Ajudo Daniel a se levantar.
O grito recomeça e esta mais próximo, pego minha espada e Daniel a dele.
Entramos na floresta e os gritos estão mais próximos e agora consigo entender o que os gritos dizem.
–CARTER CADE VOCÊ? SOCORRO ALGUÉM? CARTER!!!!!!!!.
Solto Daniel que agora consegue andar sozinho q corro em direção do grito, Daniel vem atrás de mim.
Dou mais um passo, mas Daniel segura meu braço, eu viro e falo:
–Que foi?
–Eu vou na frente
–Isso é cavalheirismo ou machismo mesmo?
–Uma mistura dos dois com uma pitada de sede por liderança, coisa de filho de Zeus.
–Tudo bem, vou admitir que estou com um pouco de medo, se você estiver na frente vai dar tempo de eu fugir se algo aparecer e nos atacar.
–Também te amo.
–Eu sei todos me amam, por que... – Um novo grito, mas dessa vez foi um grito de medo e que me fez congelar. –Daniel, estou com medo.
–Não precisa ter medo.
–Claro, até porque fui eu que treinei todos os dias desde que cheguei ao acampamento para uma situação como essa. –Falo com um tom irônico.
–Mary, agora não é hora para ser irônica.
–Desculpa, quando estou com medo ou com raiva a ironia e uma forma de me acalmar.
–Tudo bem, vem eu seguro sua mão. –Ele da um sorriso solidário e oferece sua mão.
Eu hesito um pouco, mas dou a mão para ele e continuamos a ir em frente.
Um novo grito, mais perto só que dessa vez não parece medo.
–Ai Mary, da pra você não apertar tanto a minha mão? Eu ainda vou precisar dela.
–Desculpa, é que... –Eu tropeço em algo e se Daniel não tivesse me segurado teria batido a cabeça numa pedra. –Obrigado, ei o que é isso?
Solto minha mão da de Daniel e me agacho.
–Isso é um cajado? –Pergunto pro nada
Sinto uma dor horrível na minha cabeça e caio no chão, batendo minha cabeça na pedra, mas com menos força do que imaginava que iria bater já que eu estava caindo rapidamente, mas percebo que Daniel conseguiu me segurar.
–Ai minha cabeça. –Por instinto passo a mão no lugar e sinto algo molhado e levo a mão até minha a frente. –Minha cabeça ta sangrando.
–Me deixem em paz. –Diz uma voz feminina atrás de nós.
Daniel me larga e se vira com a espada já prepara para atacar.
Um novo grito, mas dessa vez é meu, eu não me lembro de querer gritar até o momento que o faço.
Mas foi bom eu ter gritado a menina se assusta e parece que congela.
–Quem é você? Por que você me machucou? O que você quer? –Pergunto.
–Eu sou Zia, eu te machuquei porque achei que você fosse uma ameaça e eu quero meu amigo Carter.
–Quem é Carter? –Pergunta eu e mais uma voz que não é de Daniel, mas que é familiar.
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