Rose já se sentia melhor no dia seguinte. Tão bem que saiu da cama e foi tomar café da manhã com os pais, na cozinha do pequeno chalé em que morava com os pais desde que se entendia por gente.

— Mamãe leu um livro pra mim na noite passada — contou Rose para o pai, sentada em seu colo para comer o seu iogurte. — E eu ouvi todinho, até o fim.

— Foi mesmo? — Rony olhou para Hermione, que confirmou a informação, tentando ficar séria. Ele sabia que Hermione vinha tentando incentivar o hábito de leitura na filha há meses sem muito sucesso, e ele sabia que isso acabava com ela, então ficou feliz de saber que tinha havido progresso. — Sobre o que era a história, filhota?

— Ahh… um monte de coisas. Lutas com espadas, tortura e gigantes, aranhas enormes, príncipe malvados, um dragão que cresceu rápido… — ela parou para tomar fôlego. — Foi a melhor história de todas!

— Parece mesmo uma ótima história. Talvez você possa ler pra mim um dia desses?

Rose hesitou diante da enormidade da tarefa. Ela olhou de relance para a mãe, que estava observando os dois pelo canto de olho, enquanto passava manteiga em suas torradas.

— Mãe, você me ajuda a ler o livro pra o papai?

— É claro, querida.

— Então eu faço! Acho que papai vai adorar Westley e o dragão e a princesa Buttercup!

— Combinado, então. Agora, se já terminou o seu café da manhã e tomou a sua poção, vá escovar os dentes, sim?

Rose fez uma careta porque não queria deixar do colo do pai – que logo teria de sair para o trabalho – mas acabou indo mesmo assim.

Rony pigarreou, segurando um sorriso.

— Finalmente achou um livro que ela gostasse, eh?

Hermione o fuzilou com acusação.

— Você o colocou na prateleira! Eu sabia! Onde o conseguiu?

— Eu venho procurando um exemplar trouxa há tempos, finalmente o encontrei por acaso em uma livraria de Londres, há alguns dias. Achei que seria o tipo de história que Rose ia gostar de ouvir, considerando como os nossos gostos são parecidos em tudo.

— Por que não me disse que estava pensando em fazer isso? — Hermione perguntou, um pouco transtornada.

— Não quis que parecesse que eu estava me metendo no assunto. Sei que você leva muito a sério a missão de fazer Rose gostar de ler. É uma coisa muito sua e dela. Só quis dar um empurrãozinho.

— Bem — Hermione sorriu, contrariada. — Já faz um tempo que eu aprendi, à duras penas, a aceitar a sua ajuda. Obrigada, Ron.

— Sempre estarei aqui para resgatá-la, princesa.

— Não comece — ela estreitou os olhos. — E nem pensar em me chamar de Buttercup.

Rony deu risada.

— O seu desejo é uma ordem, Mione.

Notas finais
Entre mortos (eu) e feridos (eu tbm) salvaram-se todos. Por fim, recomendo muitíssimo o livro e o filme d'A Princesa Prometida. Espero não ter estragado a leitura de ninguém, mas em minha defesa o filme é de 1985! Se leu até aqui, por favor deixe o seu comentário como referenda ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!