A História De Rose Fitch.
3 Capítulo 3 - Pequenos Desentendimentos.
Notas iniciais
Era o meu terceiro dia em Bela Vista e amanhã seria meu primeiro dia de aula, minha mãe estava muito ansiosa por isso.
— Querida eu comprei uma lancheira pra você.
— Ham, mãe não preci...
— Também comprei uma mochila linda pra você, caneta, lápis, cola, tudo oque você precisa para o primeiro dia de aula. E eu mesma vou preparar seus lanches, não é legal? — Ela realmente estava animada, preparou uns 12 sanduíches diferentes... Com geleia, com atum, com presunto e queijo, sanduba natural, de frango... Ah, eram tantos sanduíches e sucos.
— Obrigada mãe, mas eram precisos tantos sanduíches só para o lanche?
— Ah não, o seu está na geladeira, esses são para nosso piquenique no parque.
— Piquenique?
— Sim, querida.
Tom querido vamos logo antes que aquele lugar fique cheio demais!
— Tudo bem querida, mas eu preciso pegar minha vara de pesca! Um momento!
Eu tentei subir para meu quarto ou me esconder para não ir junto com eles, porém meu esforço foi em vão. Minha mãe olha pra mim e pergunta:
— Querida, você não quer ir conosco? Vai ser divertido.
— Não estou muito bem, acho que é cólica. Posso ficar em casa?
— Ah querida, que pena, pegue uns remédios no armário e pode ficar em casa. Vamos logo, Tim!
— Estou indo querida! — Disse ele, descendo as escadas com uma vara de pescar.
— Pronto, vamos querida. — Ele me deu um beijo na testa e disse — Melhoras, docinho.
Depois que eles entraram no carro e foram em direção ao parque de Bela Vista, eu imediatamente fui visitar Alexandre.
Peguei meu melhor vestido, pentei meu cabelo e passei um pouco de batom, eu estava afim de passear e sabia que podia contar com Alexandre para coisas desse tipo.
Tranquei a porta da minha casa e fui em direção á aquela casa enorme, bati na porta levemente e chamei pelo seu nome:
— Alexandre!
Mais uma vez Cassandra me atendeu, ela estava com um roupão e uma caneca de chá na mão, seu cabelo estava bagunçado e ela aparentava estar um pouco cansada.
— Ham, Cassandra? O que houve?
— É que... — Não seria necessário ela dizer mais nada, eu ouvi a voz de um homem jovem, ele se aproximou dela, segurou sua cintura e disse:
— Quem é essa garotinha bonitinha?
— Hm, Rose esse é Don, Don essa é Rose.
Ele era bonito mas não achei grande coisa, muito abusado e sem classe.
— Oi docinho, prazer. — Disse ele, beijando minha mão.
— Hm, o que está fazendo aqui há uma hora dessas?
— Eu quero falar com o Alexandre.
— Tudo bem, pode entrar.
Eu entrei naquela casa e novamente vi o Alexandre, ele estava no computador ao lado de uma garota. Por um momento pensei que fosse sua irmã mais nova, até ver ele beijando a garota.
— Alex?
Ele se vira lentamente, olha para meu rosto e diz:— Rose?
— Eu não sabia que estava incomodando...
— Mas você não está. — Diz ele, se levantando da cadeira e deixando sua namorada de lado.
— Não é oque parece.
— Rose, me perdoe, por favor me perdoe. — Ele se ajoelha.
— Pensei que eu fosse a única a ter tanta "intimidade" com você.
— Mas você é a única!
— Não precisa se ajoelhar, está sendo um completo idiota.
— Tá tudo bem?
— Sim. — Menti.
Ele se levanta e me abraça dizendo:
— Me perdoe Rose, eu não queria te magoar, eu juro!
Eu tiro os braços dele de mim e digo:
— Eu preciso ir.
Ele segura meu braço, olha fixamente para meu rosto e diz:
— Promete voltar?
Eu apenas saio do quarto dele e vou em direção á porta, abro-a e vou embora.
Meus pais estavam no parque de Bela Vista por horas, então decidi me vestir de uma maneira mais "adequeada" e ir ao piquenique.
Meu pai estava pescando e minha mãe estava comendo uns sanduíches com suco de laranja.
— Tim, a torta de maçã está servida!
— Um momento querida! — Disse ele, puxando o anzol com toda a força.
Minha mãe olhou para o céu e quando abaixou sua cabeça, viu uma menina correndo em sua direção.
— Tim, quem será aquela menina?
— Deve ser a Rose. — Ele largou o anzol sobre um banco próximo ao lago e foi comer a torta de maçã que a mamãe tinha feito.
Eu me aproximei mais ainda, me sentei sobre o pano listrado que estava em cima da grama e disse:
— Olá, mamãe.
Ela se espantou com minha presença, mas ao mesmo tempo parecia estar feliz:
— Querida, como você chegou até aqui sozinha? E a cólica? Tá tudo bem mesmo?— Sim, eu tomei uns remédios e peguei um táxi.
Meu pai logo me repreendeu e disse: — Táxi? Com que dinheiro?
— Tim! — Minha mãe dá uma cotovelada nele.
— Não se preocupe pai, eu caçei umas moedinhas e tals.
— Ah, tudo bem. — Ele sorriu.
— Pegue umas uvas querida. — Disse minha mãe, com uma bandeja cheia de uvas.
Estava tudo melhorando, ficar com minha família me fazia esquecer tudo de ruim que já me aconteceu. O piquenique estava perfeito,muitos sanduíches, tortas, sucos e frutas e o Sol sobre nossas cabeças nos dando um banho de luz, o vento refrescando todo aquele ambiente, a grama e as folhas se movimentando, sendo "acariciadas" pelo vento... Era lindo.
— Docinho, quer aprender a pescar?
— Claro pai. — Sorri.
Peguei um anzol e meu pai estava do meu lado, me guiando e me ensinando como pescar.
— Parabéns filha, isso mesmo!
— Querida, veja isto, Rose conseguiu pescar!
— Parabéns, querida!
Foi quando meu pai decidiu se sentar para almoçar e eu continei pescando, senti o peso de uma mão sobre meu ombro, me virei espantada e ouvi as seguintes palavras:
— Rose, precisamos conversar.
Notas finais
Não esqueça que amanhã é o primeiro dia de aula da Rose, o que será que vai acontecer?
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