A História De Nós 2-Segura Em Suas Mãos
7 Capítulo 7- O Que Realmente Aconteceu Naquele Dia
Notas iniciais
Quero que saibam que estou muito feliz pela existência de cada um de vc's... Antigos, novos e até mesmo fantasmas... Como já disse antes, escritores escrevem para os seus leitores e eu amo os que eu tenho...
Enfim, boa leitura...
Anteriormente em A História de Nós
Francine: _Porque fiz isso? Eu gosto de você, simples assim.
Derick: _Gosta, eu sei, como amigo. Você é apaixonada pelo Alex e eu pela Dani.
Leonardo: _O Derick acabou de sofrer um acidente!
Derick: _Respira, eu to bem.
Francine: _Dá pra não dizer pra eu ficar calma? Eu te amo, seu bocó.
Derick: _Ei, eu também te amo, sua tapada.
Francine: _Você não entendeu, eu quis dizer...
Derick: _Eu também. Eu Amo Você, Francine SanVale. Desculpa ter feito você espera. Quer namorar comigo?
Francine: _E-eu. Francine ficou surpresa e muito emocionada, então começou a chorar. Claro que quero.
Tempo Depois
Francine: _Oi, meu tapado. Francine chega e dá um beijo em Derick.
Derick: _Pensei que eu fosse bocó.
Samara: _Assim, pode ser só uma idéia boba minha, mas, considerando que vocês namoram, não deviam ter, tipo assim, uns apelidinhos mais carinhosos?
Amanda: _E é legal. É engraçado até. Mas vocês são um casal um tanto... Inusitado.
Derick/Francine: _Falou o casal normal.
Amanda: _Não foi isso que eu quis dizer.
Samara: _É que... Ah, sei lá, vocês são estranhos. Mas são sem duvida um casal legal.
Amanda: _É. Vocês são um casal bonito. E tem muita amizade nesse amor. Só é um pouco... Brusco, sabe? Sem romance. É esquisito num namoro.
Derick e Francine estavam jogando Damas (o único jogo que conseguiam jogar sem discutir {quase sempre}), mas Francine estava distraída e perdendo feio.
Derick: _Qual é, Cine? Eu sei que você faz melhor do que isso. Vamos lá.
Francine: _Foi mal, é que eu to meio distraída.
Derick: _Meio? Se isso for meio, não quero nem ver quando tiver totalmente distraída.
Francine: _Já disse que foi mal, bocó. Vou me concentrar dessa vez.
Duas derrotas vergonhosas depois...
Derick: _Ok. Definitivamente tem alguma coisa perturbando a minha tapadinha querida. O que tá finalmente preenchendo a sua cabecinha de vento?
Francine: _É só que eu tava pensando no que as meninas disseram pra gente hoje. D., c acha que nós somos mesmo bizarros? –diz Francine com uma expressão confusa.
Derick: _Pow, Cine, com certeza. Normal é o que a gente não é, né? –diz Derick com ar zombeteiro. –Mas a gente sempre foi assim.
Francine: _Então a gente devia criar pelo menos uns apelidos piegas pra gente se chamar na frente dos outros. Eu adoro a nossa amorzade bruta, mas os outros devem achar que somos dois retardados.
Derick: _Nós somos dois retardados mesmo. –(risos). –Mas pode ser que pelo menos em publico a gente possa se tratar com um pouco menos brutalidade. Só por uma questão estética, como diria a Lid.
Francine: _Ok então. Alguma sugestão? Olhando pra você não dá pra pensar em outra coisa porque você tem cara de bocó.
Derick: _Oh, grandes coisa. Você também tem cara só de ser a maior tapada. Tapada bonita, mas tapada.
Francine: _Obrigada. –diz Francine debochada. –Vamos lá, Derick. Não precisa nem ser criativo. Só precisa ser bem piegas pros admiradores de Derine.
(risos).
Derick: _Bom, já que é pra ser piegas e pouco criativo, você podia me chamar de “mozinho”.
Francine: _Putz. –Francine riu alto.–Menos criativo que isso só se você me chamasse de “gatinha”, né D.?
Derick: _Perfeito. –diz Derick com as feições de quem acaba de ter um flash. –É pouco criativo, piegas e jovial ao mesmo tempo.
Francine: _ “Mozinho” e “Gatinha”. Isso chega a ser ridículo de tão gay. –Francine olhou para Derick da mesma maneira que ele a havia olhado a segundos atrás. –Tem razão, isso é perfeito.
Derick: _Agora que somos oficialmente um casal meio gay com apelidos piegas, tá a fim de ir lá na pista?
Francine: _Fazer o que diacho lá se você tá com a perna quebrada?
Derick: _Você podia fazer rolé e eu ficar observando. Sinto falta daquele cheiro de fixas e rodas da pista. E também sinto falta de ver todos aqueles skatistas.
Francine: _Pode me responder uma pergunta? Queria fazer ela faz tempo, mas toda vez acabava esquecendo.
Derick: _Pode. Se depois a gente puder ir na pista.
Francine: _Podemos se você responder a pergunta.
Derick: _Você não é tão tapada quanto parece. Manda logo a pergunta.
Francine: _Dizem que o motorista do carro teve um ataque de nervos porque você entrou na frente do carro do nada. Pelo jeito do acidente, é verdade. No que você tava pensando pra não ver o carro?
Derick: _Cine, eu...
Francine: _Tudo bem, D.A., pode falar.
Derick: _A verdade é que eu tava pensando em... (limpa a garganta). Você (sussurro).
Francine: _Em... Mim?
Derick: _É.
Francine: _Por quê?
Derick: _Foi quando eu percebi que tava apaixonado por você. Eu percebi que não tava mais pensando tanto da loirinha e que eu tava sempre rindo sozinhos lembrando nas nossas palhaçadas. Nesse dia eu me peguei pensando em porque eu tinha me apaixonado pela Dani se você era bem melhor, então comecei a pesar o que eu sentia e descobri que era de você que eu tava gostando mesmo. Não era mais só a amizade colorida, eu tava apaixonado por você. É a ultima coisa que eu me lembro antes de acordar no hospital.
Francine: _Você podia ter me contado isso antes.
Derick: _Eu não achei que precisava. E não queria que você se sentisse culpada pelo meu acidente. Foi vacilo meu. Não se pode andar de skate na rua estando distraído.
Francine: _Foi nesse dia que eu percebi que eu tava apaixonada por você também.
Derick: _Sério?
Francine: _Sério. Eu tava pensando nisso já, mas foi nesse dia que eu tive certeza. Eu pensei “é, eu to apaixonada por esse palhaço lindo, mas tudo bem, ele não precisa saber”. Você não respondeu as minhas mensagens naquela noite e no outro dia a Lid (engole em seco) me ligou pra avisar do acidente. Na hora eu nem ouvi o que mais ela disse, eu só sabia que eu precisava ti ver. Quando eu vi você com todos aqueles hematomas, eu sabia que não podia guardar isso pra mim, eu podia não ter outra chance de dizer o que eu sentia.
Derick: _Bom... –primeiramente Derick não sabia o que dizer, mas usou o humor como sempre fazia. –Ainda bem que você disse, né? Porque agora esse corpo deliciosamente moreno e infelizmente ainda em recuperação é todo seu.
Francine: _ (risos). Você é um bocó.
Derick: _É, mas eu sou Seu bocó.
Francine: _Só meu e eu amo você, Derick.
Derick: _Eu também amo você, Francine. –Francine e Derick deram o beijo mais puro e sincero de toda a sua relação.
Eles tinham uma maneira bruta de demonstra-lo, mas o amor que nutriam um pelo outro era intenso e era bonito. Era verdadeiro e era infinito. Era romântico e também era amigo. E agora, mais que nunca, eles sabiam disso.
Notas finais
Xoxo
by: Déborah Guedes Santana
Fale com o autor