A História De Nós 2-Segura Em Suas Mãos

26 Capítulo 26- Alguém Pra Ajudar/Atrapalhar


Notas iniciais
Olá leitores... the wolves queen, eu sei que disse que ia ter Mia nesse cap., mas eu não ia por essa cena se uma pessoa não tivesse me pedido pra colocar... Então pra não sobrecarregar um capítulo, foi deixar algumas coisas que eram pra acontecer agora pro próximo... Tá aí, Elaime... Espero que esteja de seu agrado... E cadê as outras leitoras, hein? Onde estão Fernanda Reges, Roberta Oda Uchiha, Lúh e Jessy, Em, Nath S2, Débora, Taay,Chibu Chan, Gordavato Fields, Evelyn Klos, BMC, Poeta Louca, Nate Sama, Vitória Marques, Nikita mears, Adrieli Berry Fabray? Saudade dos seus comentários... Enfim, boa leitura...

Lídia estava tentando ao máximo não olhar para o lado e ignorar o quanto Danielle estava gostosa, mas todo seu esforço foi jogado ao vento quando chegaram à casa da loira e a anfitriã prensou o corpo da morena contra a parede da sala bem ao lado da porta de entrada.

A skatista nem teve tempo de pensar, suas mãos já estavam presas acima da cabeça e sua boca sendo atacada como se o mundo fosse acabar em meia hora. Sua mente ficou instantaneamente vazia e seus sentidos apurados ao cheiro, gosto e textura de Danielle. Ao perceber que não havia resistência alguma, a loira escorregou as mãos dos pulsos pelos braços da morena até chegar a sua cintura, puxando-a mais para si. Lídia pousou as mãos nos ombros de Danielle deixando-se levar cada vez mais por esse caminho pecaminoso.

Danielle se separou de Lídia e lhe sorriu com malicia, então começou a caminhar de costas para o sofá, chamando a morena com o dedo. Hipnotizada pela diabinha, a anjinha se aproximou em passos lentos por não confiar em suas pernas com velocidade naquele momento. Danielle deixou o corpo cair para trás e Lídia se deitou por cima reiniciando o beijo cada vez mais intenso e indecente. As mãos brancas de Danielle passeavam pela pele parda das costas de Lídia levando o vestido de tecido leve junto. As asinhas de anjo dificultavam a tarefa de remover a peça, mas como Lídia estava permitindo, Danielle não desistiria fácil. A skatista ficou de joelhos no sofá com as pernas entre as da loira.

Lídia: _Dani, amor, as asinhas ficam presas pela frente. –informou Lídia um tanto quanto ofegante, logo em seguida levando a mão para o fecho que prendia o assessório. –Agora vai ficar mais fácil pra você.

Lídia retirou as asas e jogou atrás do sofá, erguendo os braços como sinal de passe livre logo depois. Danielle engoliu em seco e se sentou respirando fundo para tentar controlar as batidas aceleradas do coração, em seguida tratou de tirar o vestido branco de Lídia da forma mais delicada possível, para evitar que qualquer movimento impensado ou mal calculado fizesse a morena mudar de ideia. Danielle parou um instante admirando o corpo de Lídia. Ela era tão linda. Verdade que a morena era um pouco gordinha, mas o corpo tinha um belo formato de violão e a pele era lisinha e perfeita. Depois desse momento de contemplação, os lábios rosados e as mãos pálidas encontraram a pele macia e quente daquele corpo maravilhoso.

Lídia aproveitou o ângulo para descer o zíper do vestido vermelho colado de Danielle, descendo-o até a cintura, então empurrou a loira de volta no estofado.

Danielle: _O que foi? –questionou com medo de ter feito algo errado.

Lídia: _Nada. Só queria te olhar. –os olhos de Lídia passaram do rosto para o corpo de Danielle de uma forma descarada, diferente de si, a loira não estava usando sutiã. –Você é linda demais. –completou mordendo o lábio.

Danielle: _E você é gostosa demais. –respondeu puxando a morena para si novamente e beijando-a de forma fervorosa.

Lídia lutava pelo controle do beijo, mas apenas o conseguiu quando levou as mãos aos seios de Danielle, apertando com firmeza fazendo a loira gemer baixinho, mas segundos depois desse momento, um grito de “Yeah you!” seguido de uma batida country ecoou pelo ambiente, assustando as meninas. Lídia reconheceu o toque do celular e de repente toda a realidade do que estava fazendo pousou sobre seu cérebro. A skatista rolou para o lado caindo deitada no chão, mas logo se sentou e cobriu o rosto com as mãos.

Lídia: _Droga! O que eu to fazendo?

Danielle: _Lid, relaxa.

Lídia: _Preciso respirar. –a morena levantou em um salto, correu para pegar a bolsinha caída perto da porta e a fantasia jogada atrás do sofá, então subiu as escadas correndo.

Danielle: _Grrr. Quem é o filho da pu** que liga pra alguém numa hora dessas? –murmurou Danielle tirando a tiara de chifrinhos vermelha da cabeça e atirando longe com raiva.

Quando Lídia chegou ao banheiro do segundo andar, o celular já havia parado de tocar, mas ela nem deu atenção a isso, apenas largou as coisas do chão e foi para a pia lavar o rosto. Logo o celular voltou a tocar e a morena atendeu ainda ofegante.

“Lid, sua nerd linda, como você está?” –L

“To bem, Larissa. O que você que?” –Lid

“Ah, eu só queria resolver com você sobre o figurino da Lopez.” –L

“Hm. Lari, a gente resolveu isso anteontem.” –Lid

“Eu não to lembrada disso não.” –L

“Você tomou Vulcano aí na festa do D.A.?” –Lid

“Tomei umas latinhas só.” –L

“Ah, entendi. Oh só, Larissa, Vulcano não é bebida alcóolica, é só energética. Você está apenas em estado de embriagues psicológica.” –Lid

“E é?” –L

“É sim. Agora eu vou desligar porque tá tarde e eu to a fim de dormir, okay?” –Lid

“Okay. Desculpa aí pelo inconveniente. Caracas, que mico.” –L

“(risos). Relaxa. Tá tudo bem”. –Lid

Larissa deu uma risadinha sem graça e encerrou a ligação. Lídia respirou fundo e olhou para o espelho. “Essa foi quase. Se controla, garota.” –pensou consigo mesma.

Sempre havia toalhas limpas naquele banheiro, então Lídia decidiu tomar um banho frio para se acalmar definitivamente. Depois seguiu para o quarto de hospedes, onde sua mochila já estava com suas roupas de dormir.

Danielle ficou no sofá o restinho da noite e boa parte da manhã. Demorou a pegar no sono, pois ainda sentia cada pedacinho de pele que esteve em contato com a de Lídia formigar. Quando conseguiu pregar os olhos, os primeiros raios de sol já começavam a nascer lá fora.

Três Dias Depois, Em Frente ao Colégio...

Danielle: _Minha mãe volta hoje, mas só pela noite. Quer passar umas horas lá por casa? –embora tentasse soar normal, Danielle ainda tinha uma nota de chateação na voz.

Lídia: _Não vai dar. –Lídia passou a mão pelo pescoço de forma nervosa, sem passar despercebida por Amanda. –Eu tenho que ver algumas coisas pro CDT com a Larissa e a Clara.

Danielle: _Okay. Então eu acho que já vou indo. Até amanhã, Lid.

Lídia: _Até amanhã, Dani.

Danielle jogou o cabelo para trás e começou sua caminhada para casa, sendo seguida de uma distância razoável por Natasha enquanto Lídia era puxada por Amanda até um canto onde pudessem conversar em particular.

Amanda: _Problemas no paraíso, senhorita Lídia Santana?

Lídia: _Não diria exatamente problema. Tá mais pra dissensão de opinião.

Amanda: _Dissensão de opinião sobre o que?

Lídia: _Sexo.

Amanda: _Ainda?

Lídia: _Eu não quero que seja agora. E nem que seja de qualquer jeito. Depois da festa do Derick a gente teve um momento bem... Quente. Só que antes que acontecesse alguma coisa de fato, o meu celular tocou e eu voltei à realidade. Daí pra hoje eu to evitando ficar sozinha com ela.

Amanda: _Sei lá, às vezes eu fico pensando se não já tá na hora mesmo. Você sabe que eu não vou muito com a cara da Danielle, mas ela parece gostar de verdade de você.

Lídia: _Mas tem umas coisas que me incomodam na nossa relação e enquanto a gente não resolver isso, eu não quero que aconteça.

Amanda: _Que coisas?

Lídia: _Primeiro que nós sequer somos namoradas. Segundo que ninguém sabe sabendo d’a gente além de você, a Sam, o Derick e a Francine, eu queria apresentar ela pro meu pai, sair de mãos dadas e tals. Terceiro que nós somos novas ainda, podemos esperar um pouco mais pela hora certa, eu acho.

Amanda: _Você não tá pronta, né?

Lídia: _Não, não to. E não acho que ela esteja realmente pronta também, ela só quer muito isso. Sei lá, a vida dela naquela casa é muito estressante pra se saber de verdade o que é a hora certa e o que é querer desesperadamente uma bomba de escape.

Amanda: _Não sei, Lid. Mas não importo se ela estiver pronta se você ainda quiser esperar. Ela tem que respeitar a sua vontade também, não é?

Lídia: _É. O problema é que esse estresse todo desgasta a nossa relação. E acumula ciúme meu, ciúme dela, tensão sexual. Pelo menos aquela punk maldita parou de encher o saco dela, senão essa situação estaria quase alcançando o estopim.

Amanda: _Ah, imagino.

Enquanto Isso...

Ana: _Olha só a minha patricinha nerd favorita andando sem a namoradinha.

Danielle: _Me deixa em paz, Zambianchi. Não to com paciência pra você hoje.

Ana: _Ah, vamos lá. Uma discussãozinha acalorada sobre você tentando me convencer que aquela quatro-olhos não é sua namorada sempre levanta o meu humor. Seria muito útil, eu to quase entrando na TPM.

Danielle: _Pela milionésima centésima vigésima quarta vez, a Lídia não é minha namorada. Por favor, me deixa sozinha.

Ana: _Ah, agora que eu ia falar que ainda bem que não são namoradas porque senão essas fotos que eu tenho no meu celular seriam bem desagradáveis pra você.

Por um segundo, Danielle hesitou se perguntando que fotos seriam essas, mas logo retomou a postura lembrando-se que aquela era apenas a Zambianchi querendo arrumar confusão.

Danielle: _Seja lá que fotos sejam essas, eu não to interessada. A Lídia não é minha namorada.

Ana: _Ah, mas você hesitou. Foi rapidinho, mas eu percebi. Anda logo, você tá morta de curiosidade pra ver as fotos e sabe que eu não vou parar de te perturbar até você olhar. O que você tem a perder se... (risos). Desculpa, eu não consigo falar disso sem rir. O que você tem a perder se vocês não namoram mesmo.

Danielle: _Argh. F*da-se! Cadê a droga dessas fotos.

Ana: _Droga não. A câmera do meu celular é muito boa, tá? –Natasha tirou o celular do bolso e apenas precisou destravar a tela, pois a galeria já estava aberta para aquela ocasião. –Olha só como as fotos ficaram boas. Eu nem sabia que aquela nerd era tão fotogénica.

Danielle engoliu a seco o ciúme que sentiu ao ver as fotos. Camila e Lídia se abraçando, Lídia tocando o ombro ou o rosto de Camila, Camila mexendo nos “sagrados” de Lídia. As três haviam saído juntas durante o fim de semana e Camila e Lídia mal se tocavam, mas fora de sua presença, pareciam bem intimas. Mas Danielle conseguiu controlar a raiva para não dar vazão às provocações daquela punk maldita.

Danielle: _Sim, qual é o problema dessas fotos?

Ana: _Vai dizer que ela menina bronzeada não tá com intimidade demais pra cima da “não-sua” nerd?

Danielle: _Primeiro que a Camila é só nossa amiga. Segundo que mesmo que tivessem, a Lídia é livre pra ter intimidade com quem ela quiser. Agora dá licença que eu to com fome, to cansada, to louca pra chegar logo em casa. Além de que sua presença me incomoda.

Ana: _Vai lá. Já ganhei meu dia, consegui te deixar pu** da vida.

Danielle bufou e acelerou o passo. Natasha riu e virou para seguir o caminho oposto.

“Até quando essa guria vai ficar achando que me engana e eu só faço isso pra encher o saco dela? (risos). Que se dane também. É uma delícia regar a sementinha da discórdia e ficar observando brotar.” –pensou consigo mesma enquanto colocava os fones de ouvido para ouvir Sistem Of A Down.

Notas finais
E aí? Quem já tá com ódio de mim por causa da resistência da Lid? Qual é, gente? Elas são muito novas e a Lídia quer fazer as coisas na hora certa... E de um jeito especial... De qualquer forma, ainda tem muita coisa pra acontecer por aqui... xoxo Atenciosamente, Déborah...