A História De Nós 2-Segura Em Suas Mãos
25 Capítulo 25- Festa parte final
Notas iniciais
Amanda não precisou procurar muito por Samara, ela estava perto dos isopores se enchendo de refrigerante, como todas as vezes em que ficava triste ou preocupada.
Amanda: _Poxa vida, me sinto tão abandonada sem a minha princesa. –disse aproximando-se como quem não queria nada.
Samara: _Desculpa. Eu perdi o meu ânimo pra festa. Será que nós não podemos ficar quietas um pouquinho por aqui, my favorite?
Amanda: _Princesa... Espera aqui um minuto, eu tive uma ideia. –sem esperar resposta, Amanda deu um selinho em Samara e entrou no meio da multidão indo em direção a mesa do DJ. –Hey, amigo. Você tem músicas da Selena Gomez?
DJ: _Tenho sim. Qual você quer? Come And Get It? Slow Down?
Amanda: _Na verdade, eu quero uma mais antiga. Naturally.
DJ: _Iiiih. Essa é difícil, deixa eu verificar. Naturally, Naturally. Tá aqui, achei. Você deve ser uma garota de sorte por eu ainda ter essa música aqui.
Amanda: _Pode acreditar, eu sou uma garota de muita sorte. Pode soltar a música aí.
O DJ colocou a música para tocar e Amanda agradeceu com um sorriso. De onde estava, Samara também já começava a sorrir com aquela música conhecida. Amanda era realmente perfeita.
A morena puxou a ruiva para dançar e ninguém ao redor entendeu porque elas estavam dançando agarradinhas e lentamente àquela música tão agitada. Mas ninguém precisava entendê-las já que ninguém existia para elas.
Francine: _Essa é a música delas? –Francine questionou enquanto observava a cena ao mesmo tempo em que dançava com Derick.
Derick: _Uma das quatro. –respondeu chegando mais perto por causa da altura da música.
Frencine: _Quatro?
Derick: _Naturally, Two Worlds Colide, Patience e Favorite Girl. Além da que a Sam escreveu pra Amanda ano passado, é claro.
Francine: _Como você sabe de tudo isso?
Derick: _A sina de ser melhor amigo de uma garota é que quando elas estão apaixonadas, elas falam, falam e falam da pessoa.
Francine: _Você ta se chamando de garota, porque eu lembro direitinho da época da Dani.
Derick: _(risos). Calada, tapada.
Francine: _(risos). Não calo porque você mandou, mas sim porque quero fazer isso.
Ainda sorrindo, Francine colou os lábios aos de Derick em um beijo lento e gostoso. De longe, Leonardo bufou e decidiu se aproximar para cobrar a promessa.
Leonardo: _Te achei, cara. Cadê a minha loira gelada?
Derick: _Ah é. Tinha esquecido disso. Vem comigo.
Leonardo passou a mão nos cabelos loiros levemente bagunçados que completavam o visual de homem-das-cavernas que havia escolhido como fantasia, fez charme para Francine que apenas fez uma careta observando o loiro e o moreno sumirem por entre a multidão.
Leonardo: _Agora, assim vestida de menina, dá pra ver que você tem uma garota bem boa.
Derick: _Minha namorada é linda vestida de qualquer jeito. Mais respeito com ela seria legal da sua parte, caro amigo.
Leonardo: _Então é melhor eu nem dizer o que tava pensando em dizer.
Derick: _Sendo você a fazer essa afirmação, Leonardo, eu acredito sem nem precisar pagar pra ver. –passaram pela porta da cozinha e pararam em frente à geladeira. –Aqui tem cerveja e Smirnoff.
Leonardo: _Smirnoff até que é bom, mas eu acho muito fraquinho.
Derick: _Tem wisk e vodka lá na sala. É só pra decoração, então meus pais vão sentir falta, mas eu vou estar sóbrio, então posso dizer que não sabia. Se você ficar bêbado, está por conta própria, sacou?
Leonardo: _Eu não fico bêbado, brother.
Derick: _Claro. Porque se ficasse, ficaria ainda mais chato do que já é. E isso não é cientificamente possível de acontecer. (risos).
Leonardo: _As gatas curtem os babacas, cara. Fazer o que?
Derick: _As gatas idiotas curtem babacas. Minas de fé mesmo curtem os caras legais. Por isso que não peguei muitas, mas encontrei a Cine. Não a trocaria por nenhuma outra no mundo.
Leonardo: _Nossa, cara, isso foi... Bem gay. Sério. Vou tomar a minha cerveja.
Derick: _Você é um babaca mesmo. (risos). Vou voltar lá com a Cine. A gente se esbarra.
Leonardo: _Não te garanto nada. Vou estar com alguma gata em algum lugar em que eu não ache que alguém vai me ver. Seria... Inapropriado.
Derick apenas riu do jeito sacana de Leonardo e voltou para a balada. Assim que o moreno sumiu de vista, Leonardo fez uma careta e sacudiu os ombros antes de abrir a cerveja. Estava bem gelada, do jeito que o loiro gostava, metade da lata foi em um único gole e o resto foi aos poucos. Depois, Leonardo foi até o barzinho da sala e encheu metade da latinha com wisk, em seguida foi até o lado de fora e preencheu o restante da lata com Vulcano para garantir que não ficaria bêbado, mas mesmo assim seria o maior idiota possível com todas as garotas que cruzassem seu caminho.
Danielle encontrou Lídia conversando com alguns integrantes do clube de teatro sobre cenário e áudio. Logo tratou de roubá-la e fazê-la dançar várias músicas.
Lídia: _Uh. To com sede. –a parda reclamou depois de muito tempo dançando sem uma pausa sequer. –Vou pegar uma garrafinha d’água, quer uma também?
Danielle: _Quero sim, te espero aqui. –a loira estava com todo o pique, pois havia ingerido uma grande quantidade de energético.
Lídia se afastou e, de longe, Camila percebeu essa brecha para falar com a melhor amiga sem lhe causar grandes problemas.
Camila: _Deve ser chato não poder beijar ela em público. –comentou se aproximando.
Lídia: _Não poder beijá-la com ela vestida desse jeito é uma tortura, isso sim. Mas ela me recompensa quando a gente for pra casa dela mais tarde. Ainda mais que eu quase nem te vi, imagine te tocar. Não tem motivo pra ficar de castigo.
Camila: _Porque ela é tão ciumentinha assim, hein? Já aprontaste alguma coisa com ela?
Lídia: _Eu não. Eu lá sou de andar aprontando? –a nordestina negou com a cabeça e continuou mirando a morena, esperando uma resposta para a primeira indagação. –A Dani é exagera um pouco no ciúme por quê... Bem, é que eu não... Eu não ajudo a bagunçar a cama dela tanto quanto ela deseja quando nós dormimos juntas. Se é que me entende. Na verdade, nem dormimos no mesmo quarto, embora ela insista toda vez.
Camila: _O que? Porque isso?
Lídia: _Eu quero que seja especial pra ela quando acontecer. Afinal, vai ser a primeira vez dela e quero que seja memorável.
Camila: _A primeira vez DELA? Só dela?
Lídia: _Não! Você é doida? Eu tenho 15 anos, né? Vamos ter um pouquinho de paciência pra esperar a hora certa. O que eu quis dizer é que: se for especial pra ela, automaticamente vai ser mágico pra mim.
Camila: _E você já disse isso pra ela?
Lídia: _Disse. Só que não nessas palavras. Disse apenas que queria esperar a hora certa. Mas ta cada vez mais difícil. Não sei nem como vou fazer hoje pra me segurar. Ela já é muito gostosa, mas hoje está especialmente gostosa. To reunindo até a ultima gota refinada de autocontrole pra não agarrar ela agora mesmo.
Camila: _Eu não ia conseguir. Não com ela dançando daquele jeito.
Lídia: _Humpf. –a parda deu um tapa no braço da nordestina com força moderada. –Não acredito que tava babando a minha garota, sua cearense safada.
Camila: _(riso divertido). Não tava babando. Só vi por acaso enquanto dançava por perto. Não é como se essa balada fosse em uma boate enorme, não tem como não cruzar o olhar de vez em quando, né, minha linda?
Lídia: _Sei, sei. Você é uma nordestina muito da safada, isso sim.
Camila: _(risos). Aiai. Tá bom, santinha. Agora vai lá dançar com a demônia loira de novo.
Lídia: _Vou mesmo. E vai caçar o que fazer ao invés de ficar babando a gente.
Lídia deu língua fazendo Camila gargalhar antes de voltarem para fora. Camila procurou se perder na multidão antes que pudesse ser vista perto de Lídia, mas a morena estava despreocupada e até começou uma breve conversa com Maressa no caminho até a loira.
Maressa estava sorridente e brincalhona como sempre, mas assim que viu Danielle assumiu uma postura tensa, disse um rápido “vou nessa, Santana, até mais” e, sem mais explicações, sumiu no meio dos adolescentes dançantes.
Lídia: _O que foi isso? –questionou confusa.
Danielle: _Nada não, meu anjo, melhor esquecer isso. Eu e minha prima apenas não nos damos muito bem. Pra falar a verdade, não nos falamos já tem alguns anos.
Lídia: _O que?! Você e a Lopez são primas.
Danielle: _Sim, por parte do meu pai. Não lembro se já te disse isso, mas o nome do meu pai era Patrick Lopez Damasceno. Minha mãe e eu não temos tido muito contato com os Lopez desde a morte do meu pai.
Lídia: _To chocada. Você e a Lopez são primas. Uau.
Danielle: _A diferença de personalidade e estilo é enorme, isso é bem evidente. Mas, se parar pra reparar, eu e ela somos muito parecidas.
Lídia: _Ainda bem que você não é mulherenga igual ela.
Danielle: _Ela não é mulherenga, Lid. Eu conheço aquela sapequinha de um olho verde e um azul desde pequena. Pelo menos metade dessa fama dela é só boato.
Lídia: _(risos). Não tinha reparado nesse detalhe dos olhos dela.
Danielle: _Quase ninguém nota. Mas é bonito, tenho que admitir.
Lídia: _Porque vocês não se falam? Do jeito que você fala, parece ter certo carinho por ela.
Danielle: _Longa história. Não quero falar sobre isso.
Lídia: _Foi por causa da sua mãe? Ou por causa dela? (Moraes).
Danielle: _Lídia, é sério. Eu não quero falar sobre isso.
Lídia: _Tudo bem. Desculpa. Mudando de assunto, você não ta a fim de ir pra casa? Ta tarde pra caramba e eu já to bem cansadinha.
Danielle: _Okay, vamos pra casa. Mas não se iluda, meu anjo. Não vou te deixar descansar tão rapidamente. Esse seu brilho labial tem gosto bom, to louca pra provar de novo. E de novo. E de novo.
Lídia: _Ai meu Deus. É hoje que eu não durmo.
Danielle: _Se depender de mim, nem um pouquinho.
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