A Hero In The Snakes House
1 Prólogo
Notas iniciais
A fina linha alaranjada no horizonte indicava que o sol nascia iluminando uma jovem mulher com cabelos acajus carregando um embrulho nos braços. Lilian Potter, que acordara com o choro de seu filho de apenas 1 ano, saiu com ele no quintal a procura de ar. Seus olhos vermelhos e injetados mostrava que ela chorara recentemente e parecia estar com a mente distante seguindo o rumo da leve brisa daquela manhã.
Uma batida na porta da sala fez com que interrompesse seus devaneios trazendo-lhe à realidade. Quando chegou na porta abriu-a e, para sua surpresa, Albus Dumbledore, um velho sábio e gentil com os cabelos e a barba prateada chegando-lhe até a cintura, estava segurando um embrulho azul onde um bebê dormia serenamente e a seu lado estava Sirius Black, o melhor amigo de Lilian, e como ela, seus olhos também estavam vermelhos e injetados e seu comprido cabelo negro parecia estar fosco.
— Dumbledore, Sirius...? — Incapaz de completar a pergunta ela lançou um olhar indagador a ambos homens.
— Viemos trazer, Neville, — Disse Dumbledore — mas seria melhor se entrar...
— Oh, sim, claro, entrem. — Interrompeu Lilian dando passagem aos dois homens parados na soleira da porta
— Então, Dumbledore, que aconteceu? como aconteceu? — Disparou Lily entregando Harry, seu filho, a Sirius para enfim pegar Neville no colo e sentar-se na única poltrona da sala.
O garoto ainda tinha o rosto redondo e gorducho, os cabelos louros, contudo, uma estranha cicatriz em forma de raio encontrava-se na testa do garoto que não tinha quando Lily o pegou pela última vez.
Quando soube que Alice e Frank haviam morrido e Neville sobrevivido, Lily chorou horrores, claro, era a sua melhor amiga e, como ela, iniciaria a jornada de ser uma mãe, e agora fora obrigada a deixar o seu único filho órfão. Lily estava tão chocada que James, seu marido, teve que dar a ela uma poção acalmante para ela poder descansar, porém, seu sonho foi inquieto e pertubado
— Voldemort conseguiu encontrar Dorca Meadowes, não sei precisamente o que sobreveio, mas suponho que, infelizmente, Lorde Voldemort a persuadiu com o soro da verdade, e como estava tarde, creio que ela não tinha muitas defesas — Dumbledore suspirou — Neville sobreviveu, Sirius, se você quiser...
Sirius que estivera balançando o pequeno Harry de um lado ao outro parou para encarar Dumbledore. Abriu a boca para falar, mas antes mesmo de pronunciar um a, a voz de James Potter sobreveio, rouca e sonolenta:
— Dumbledore, Almofadinhas — Saudou o home que vestia um roupão sobre o pijama — Lils, e-esse é o pequeno Nevil...? — Acrescentou o marido depois de dar um beijo nos cabelos acajus da esposa.
Lily limitou-se em acenar positivamente com a cabeça.
— James, estávamos discutindo o, ocorrido. — Explicou Dumbledore.
— Então aconteceu mesmo, Você-Sabe-Quem sumiu, Nevil sobreviveu e F-Frank...
— Papá! — Interrompeu a vozinha fina de Harry, que este, estava esticando a mãozinha gorducha em direção ao pai.
James foi até o filho e o pegou dando-lhe um beijo na bochecha e se voltou a Dumbledore pedindo mais informações, mas fora Sirius quem deu:
— O corpo dele estava na sala, Você-Sabe-Quem deveria ter m-matado ele primeiro e L-Lice... acho que Frank tentou protege-los — Sirius passou as mãos pelo rosto e suspirou — Recolhi a varinha deles. Quem sabe o pequeno Neville a queira.
Um silêncio se espalhou pelo cômodo por um instante, todos perdidos em pensamentos. Lily olhava para Neville com o rosto bondoso e os olhos cheios de pena, James olhava o filho no colo, Sirius observava o amigo e Dumbledore observava o local como se fosse sua primeira visita.
— Pobrezinho — Murmurou Lily quebrando o silencio — Terá de viver sem os pais... Tão injusto.
— Infelizmente Lily, mas temos que esquecer a injustiça e ajudar as pessoas que amamos para que possamos dar a elas a felicidade e ensina-las sobre o valor da justiça.
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