A Hero In The Snakes House
2 Capítulo 1
Notas iniciais
A fumaça densa pairava entre as crianças e os adultos. A brisa do outono balançava suavemente os cabelos de diversas pessoas como um voô de um pássaro, entre elas, os Potter.
Lilian e James Potter despediam-se de seus filhos que estavam para embarcando no Expresso de Hogwarts.
— Ok, tudo certo? — Conferiu Lily passando as mãos pelos cabelos negros de sua filha: Alice. A garota era idêntica ao irmão; feições do pai, mas os olhos da mãe.
A menina limitou-se em revirar os olhos, dar um beijo na bochecha da mãe e do pai e sair em direção ao vagão da Grifinória dizendo-lhes: "até o natal!"
— É, não se preocupem, não é como se fossemos vestir aquelas armaduras que tem nos corredores e sair desafiando os outros por ai. — Disse Harry passando o braço ao redor dos ombros da mãe — Mas até que isso não é uma má ideia... — Completou com uma expressão pensativa arrancando uma risada do seu pai e do Neville e um olhar de censura da mãe
Mesmo não sendo de sangue, Neville era filho de James e Lily. Era da mesma idade que Harry e um ano mais velho que Alice. Sempre fora bem cuidado com carinho e amor que James e Lilian era capaz de oferecer.
O último apito vindo do Expresso alarmou os Potter
— Vão indo, e não se esqueçam de enviar uma carta quando chegar, comportem-se, obedeça... — Começou Lily, mas fora interrompida pelo marido:
— Ok, Lils. Crianças, divirtam-se e se tiverem esquecido alguma coisa — James deu uma picadela para os dois garotos — vamos enviar a vocês.
— Até o natal — E dizendo isso, Lily deu um beijo na bochecha dos dois meninos a sua frente e observou Harry entrar no vagão da Sonserina e Nevil no da Grifinória.
XXX
— Harry! — Chamou uma voz no final do corredor e a cabeça loira de Draco Malfoy pendia sobre a porta da cabine aberta.
Draco era idêntico ao pai. Os mesmo cabelos loiros platinado, o queixo afinado, e a voz arrastada.
— Olá, colega. Como foram as férias? — Cumprimentou Harry ao entrar na cabine e se sentar defronte do seu melhor amigo
— Tenho uma coisa para te contar — ao dizer isso, Draco fechou a porta com o pé quando Ginny Weasley ia passando com um olhar de ódio a Harry — Hã... Você foi nos Weasley? — perguntou quando viu a garota.
Os Potter e os Weasley sempre foram muito chegados depois que a guerra acabou. Em todos os domingos, os Potter iam a A Toca para almoçar. Ron, Harry e Neville viviam juntos desde que se conheciam por gente, mas quando Harry fora selecionado a Sonserina, apenas Neville continou sua forte amizade e, aos poucos, as famílias foram se afastando quebrando finalmente o laço quando Ginny Weasley também fora selecionada para a Sonserina.
— Sim — murmurou Harry — Meus pais queriam retornar esse costume do almoço. Lice e Nevil ficaram mó animados, é claro, Ginny e Ron vivem lá. Não foi muito emocionante esse, hã, reencontro.
— Tá, hum, ela ainda te odeia, cara — disse Draco solidário.
Harry suspirou e olhou para o horizonte que ia passando:
— E eu ainda me perguntou o porquê, mas...
— Tá tá. Agora é a minha vez — exclamou Draco indo se sentar ao lado do amigo — Tem alguma coisa acontecendo ultimamente.
— É, bom, estamos indo para Hogwarts. Certamente, isso está acontecendo. — brincou Harry com o seu famoso sorriso torto no rosto, mas quando olhou o olhar sério de Draco seu semblante fechou-se na hora.
— Uns dias atrás eu escutei minha mãe conversando, discutindo, sei lá, com meu pai. — Draco deu uma pausa e continuou:— Ela estava dizendo que eles não podem arriscar, que ia dar problema não só pra eles, mas pra mim. Meu pai disse, eu acho, que se não fizerem isso, será pior.
— Eee... — incentivou Harry.
— E eu não sei o resto, porque minha mãe saiu do escritório do papai zangada, tipo, a cara dela estava vermelha e a cara dela só fica vermelha quando ela toma vinho.
— Tá, e o que você acha disso? — perguntou Harry
— O que você acha disso?
Harry deu de ombros e colocou os pés sobre o banco a sua frente
— Você não acha que, tipo, eles estão se divorciando? — perguntou Draco constrangido.
Harry o encarou por um momento tentando esconder a risada:
— Olha... Eu não sei te dizer, cara. Quero dizer, seus pais não são iguais aos meus — ('óbvio" murmurou Draco) — se os meus pais estivessem se separando eu realmente saberia.
— Bom, primeiro que aqueles dois não param quietos, né? — riu-se Draco — Quando eu fui na sua casa pela primeira vez eu pensei "caralho, pra que tanto afeto?"
— Cala a boca, eles se amam. — ralhou Harry, embora estivesse rindo.
— E ai, como sua mãe reagiu ao ver seus N.O.Ms? — perguntou Draco mudando de assunto subitamente.
Harry lhe entregou as notas do seus N.O.Ms enquanto Draco entregava as deles
— Ela ficou bastante feliz com o meu "O" em DCAT e Transfiguração, porém ficou decepcionada com o meu "E" em Poções, esperava "O" nessa ai e disse "se você quer ser um auror então estude, mocinho. Poções é um dos mais importantes" e meu pai concordou, é claro, ele é uma auror, mas o que eu posso fazer? Aliás, são os N.O.Ms ainda, não os N.I.E.Ms.
— Bom, pelo menos seu pai não te xingou falando: "se quiser ser o melhor estude, não quero que meu filho passe vergonha por não conseguir um cargo importante no ministério" Quero dizer, minhas notas foram iguais a suas, tirando o "O" em DCAT, é claro. — bufou Draco
— Que se dane, pelo menos o sexto ano promete ser mais calmo. — disse Harry pegando a varinha e fazendo várias fumaças verde pairar em volta da própria.
— É, pelo menos para a Granger. — caçoou Draco rindo junto com o amigo.
E os dois passaram o resto da tarde rindo de piadas toscas, jogando xadrez bruxo, comendo bolo de caldeirão, sapos de chocolates e delicias gasosas e tocando o violão de Harry até que a noite caiu junto com a chuva e o Expresso de Hogwarts parou para deixar os alunos na estação de Hogsmead para pegarem a carruagem e irem em direção a Hogwarts.
Harry e Draco desceram do trem sob a chuva. Fazendo de sua mochila um guarda-chuva ele avistou sua irmã acenando para ele perto de uma carruagem e ao seu lado estava uma emburrada Ginny e um animado Neville e Isaac King, melhor amigo de Alice e Ginny junto com Evelyn Jones, mas ela parecia não estar por perto.
— Como vai, Draco? — cumprimentou Alice e Isaac em uníssono, os dois se olharam e riram.
— Vou bem, e vocês?
— Idem — responderam.
— Ok, o que você quer, Lice? — perguntou Harry. Aquela chuva já estava começando a irrita-lo
— Oras, estava esperando vocês dois para irmos — explicou Alice já subindo na carruagem
— O quê?! —exclamou Ginny lançando um olhar raivoso a amiga.
— Anda, Gin — Alice revirou os olhos e puxou-a pelo braço.
— Vamos — murmurou Draco e subiu na carruagem com Harry e Isaac no seu encalço.
Já dentro da carruagem, Harry fora obrigado a se sentar ao lado de Ginny, a garota arredou o máximo que pôde para ficar longe dele. Analisando melhor, o garoto sabia que a irmã havia planejado isso.
— Então, os Weasley e os Potter finalmente voltaram a se falar? — perguntou Isaac com a melhor cara de inocente que conseguiu.
Ginny e Harry se entreolharam e murmuraram em uníssono:
— Uhm.
— É, bem, sim. — afirmou Lice — Foi bom aquele almoço não, Ginny?
A garota apenas lançou um olhar mal-humorado para amiga. Ao seu lado, Harry deu um sorriso de lado.
— Então, como vai indo a Gemialidades Weasley? — perguntou Draco. Na primeira vez que fora na loja, apaixonou-se pelo lugar.
— Vai indo bem, Fred e Geroge estão nadando nos galeões — respondeu
Ginny com um sorriso simpático a Draco.
Fred e George eram os irmão gêmeos de Ginny, três anos mais velho que a irmã. Os dois adoravam pregar peças e viviam juntos. Foram eles os causadores de caos na escola junto com Harry.
— Que bom. Espero que eles crescam mais — desejou Draco com sinceridade.
O restante da viajem foi em um silêncio incômodo. O clima parecia estar bastante tenso, ainda mais entre Harry e Ginny.
Quando desceram da carruagem e chegaram ao Saguão, Draco puxou Harry em um canto e perguntou:
— O que aconteceu nesse almoço que você não quer me contar?
Harry encarou-o por um instante e a memória do ocorrido veio a tona
flashback
Ginny estava sentada escorada em uma árvore um pouco afastado d'A Toca. Seus amigos e familiares estavam todos dentro de casa ou no quintal jogando conversa a fora. Ela preferiu ficar ali, sentada com os olhos fechados sentido a brisa bater em seu rosto, ela segurava um pequeno caderno entre os braços o peito. Estava tão distraída que não vira um garoto moreno se aproximar até ele ser sentar ao seu lado
— O que foi, Potter? — perguntou já sentido seu estômago dar um solavanco. Por que diabos isso sempre acontecia?
— Só queria saber como você estava. — ele murmurou.
— Hm, é uma pena que isso não importa a você — ela se levantou para ir embora, porém uma mão quente e gentil a pegou pelo braço.
— Você poderia parar de ser grossa comigo ao menos um minuto?! — pediu Harry agora em pé diante de Ginny.
— Desculpe-me, Harry. Por acaso você começa a chorar toda vez que...— porém a frase não pudera ser concluída. Harry colara seus lábios ao dela transformando em um beijo repleto de desejo, mas antes que o garoto pudesse degusta-lo, um gosto metálico invadiu sua boca e ele percebera que Ginny havia lhe mordido.
— Nunca mais faça isso! — avisou-lhe Ginny num sussurro perigoso e antes que ele pudesse retrucar a mão dela voou para o seu rosto deixando uma marca vermelha na sua bochecha esquerda junto com uma sensação de ardência.
E com lágrimas nos olhos a garota deixou Harry ali, sozinho e em choque com os dedos sobre os lábios tentando se lembrar do gosto que tinha os lábios avermelhados de Ginny Weasley
— HARRY! — gritou Draco chamando a atenção de alguns estudantes a sua volta.
— Oi, quê?! Não precisa gritar!— ralhou Harry emburrado e seguindo o caminho para o Salão Principal
— Puta merda, eu te chamo a horas e você fica emburrado e NEM RESPONDE A MINHA PERGUNTA! — estressou-se Draco
Harry virou-se abruptamente para encarar o amigo
— O que foi?
— O que foi... Esquece, mas depois você vai me falar! Não foge de mim! — advertiu Draco
— Mas o que diabos...? — começou Harry, todavia Draco o cortou.
— Anda, tô com fome e tenho que levar esses moleques para o salão comunal.
E fechando a cara, os dois amigos foram em direção ao Salão Principal iluminado por diversas velas e pelo pálido luar. Quando chegaram, observaram o ambiente. Os professores na mesa do corpo docente, as mesas das quatros casas nos mesmos lugares e a abóbada encantada para parecer o céu. Harry respirou fundo, finalmente estava na sua segunda casa, onde tudo era confortável e feliz, tirando os estudos, é claro.
Sentaram-se na mesa da Sonserina um do lado do outro no momento em que a Profª McGonagall entrou no Salão liderando a fila de novos alunos nervosos e exitados com a perspectiva de finalmente poder estudar em Hogwarts depois de todos aqueles anos de espera apenas ouvindo sobre como a escola era maravilhosa.
Os nome começaram a ser chamados, mas a atenção de Harry não estava presa nos alunos sendo selecionados e sim em Ginny, ele simplesmente não conseguia parar de olha-lo, lembrava-se vagamente de ter ouvido um ou dois estudantes sendo selecionado a Sonserina.
E então Albus Dumbledore, em pé conseguiu roubar-lhe a atenção estendendo os braços num gesto de cumprimento.
— Bem vindo aos novos e velhos alunos, antes, porém, de dar início ao discurso de boas vindas, vamos degustar a maravilhosa comida que os elfos dessa escola prepararam com carinho a nós.
E a comida simplesmente apareceu sobre a mesa de todas as casas e do corpo docente. Quando Harry olhou para a comida percebera que estava com fome e colocou de tudo no prato, principalmente batata.
— Sério, cara, já estou me enjoando de batata. — murmurou Draco ao seu lado — Mas vem cá, o que realmente aconteceu nesse famoso almoço de domingo?
Harry suspirou, pôs um bocado de comida na boca e indicou Ginny com a cabeça.
— Tá, nenhuma novidade que aconteceu alguma coisa entre vocês dois.— disse Draco sarcasticamente.
— Eu beijei ela.— respondeu Harry com simplicidade.
— Você o quê!? — exclamou o amigo olhando para a garota ruiva em um canto distante da mesa sentada com os amigos.
— Você por um grande acaso é surdo, Draco? — ironizou Harry.
— Você beijou Ginny Weasley!? — disse Draco no que tendia ser um sussurro ríspido.
— O que você define como beijar? — perguntou Harry olhando seriamente para o amigo.
— Tá, e o que ela fez?
— Mordeu minha boca e me deu um tapa na cara — respondeu o moreno secamente
Draco olhou para a garota e sem querer querendo, começou a rir. Harry o encarou com a cara fechada, sabia que o amigo riria.
— Ah cara, que queria tanto ver essa cena. — Disse o loiro com um ar sonhador — Mas, sério, por que diabos você beijou ela? Sabe que a garota te odeia desde... Desde quando?
— Primeiro: a garota tem nome, segundo: desde que eu entrei em Hogwarts e terceiro: eu não resisti. Já observou como os lábios dela se movem? É tentador.
Isso fez Draco rir mais ainda. Mas Harry não prestou a atenção no amigo. Era melhor observar Ginny a Draco. E a mesma pergunta de sempre voltou-lhe a cabeça: "Por que ela não me dá uma chance?". Harry já havia pensado em tudo que pudera, já insistiu a irmã e seu grupinho de amigos. Ma de nada adiantou.
— Como o Weasley reagiu? — perguntou Draco agora sério.
— Qual? Eis a questão.
— Qual? Dãh, o Roniquinho — Draco revirou os olhos
Quando Harry fora selecionado para a Sonserina e virou melhor amigo de Draco Malfoy, Ron começou a evitar descaradamente Harry, e com isso, uma rixa entre eles nasceu desunindo ainda mais as duas famílias.
— Ele começou a querer me bater, mas os outros Weasley seguraram ele, e ai Ginny entrou no meio e começou a falar o seu bordão " eu sei cuidar de mim mesma" ai tudo virou um caos e... — Harry fez um som de peido com a boca — adeus almoço de domingo.
— É, agora a união dessas lindas famílias não vai acontecer nunca.— debochou Draco.
— Ah, loirinho, bota fé que vai sim. Vou acabar me casando com ela —sussurrou Harry observando Ginny com um sorriso malicioso nos lábios.
Draco gargalhou:
— Harry, eu te disse para não ficar criando expectativas.
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