A Herdeira: It is the Hope.

17 Capitulo 17 - Once upon a time, a lost paradise.


Notas iniciais
Demorei mais que o normal! Me desculpa geeeente, é sério mesmo! Não abandonei a Fic e nunca irei abandonar. Bom...Tentei recompensar bem aqui nesse cap e venho com novidades! * A 2 Season de ''A Herdeira'' já está confirmada e tem nome ''A Herdeira - Onde os demônios se escondem.'' * 2 Season já tem trailer pronto! Só mostrarei para quem me chamar no Whats - 77 88727939. * Obrigada por todos comentários, não citarei nomes pq estou sem tempo :c. * Sim, postarei mais rápido! Me perdoem novamente. * Comentááários

"New Orleans era um paraíso cheio de demônios."

Ela segurava fortemente o lápis e cochichava soluções para os próprios problemas, mas nada chegava a um final fixo.

A noite havia sido atormentadora e passara toda em claro, tomando xícaras e mais xícaras de café. Nem Hayley, Samantha e Jeff havia retornado para casa, passaram o dia e pelo visto a noite treinando.

Hope achava tudo aquilo uma perda de tempo, para ela talvez, pois não precisava de treinamento algum para provar que era forte, porque ela é.

Deu um longo suspiro e passou olhar a janela, uma breve claridade fraquinha chegava aos seus olhos fazendo a coçar-los.

– Preciso encontrar algo. — falou jogando a cabeça para trás. — Qualquer coisa. — Hope fechou os olhos e sua mente foi invadida por imagens estranhas e rapidamente ela voltou a abri-los. Respirou fundo como se faltasse ar em seus pulmões e balançou a cabeça negativamente, a garota estava condenada a uma vida de pesadelos.

– Lutar contra a própria mente é complicado. E doloroso. — a voz surgiu atrás dela, o tom elegante era reconhecível. Lá estava Elijah, com seus ternos escuros e lenços caros.

– A dor não é exclusividade dos seres humanos. Monstros como nós também merecem sofrer. — A morena completou. Elijah riu e sentou-se na cama, mesmo de costas, Hope conseguia sentir o olhar do tio nela.

– Você não parece bem. — conclui o. Ela realmente não estava bem. Sua pele estava pálida, seus olhos acinzentados e por causa das várias noites sem dormi também havia olheiras terríveis.

– Como quer que eu esteja bem? — perguntou severa. — Eu atravesseio o inferno, enfrentei demônios, e quando encontrei o céu os anjos me disseram que a batalha e dentro de MIM MESMA! — depois do ênfase nas últimas palavra, pode se ouvir o som de objetos se quebrando. Hope levantou enfurecida, pisando nos estilhaços de vidro no chão. Era uma mistura de raiva, medo e confusão.

– Você é uma criança tão confusa. — Elijah foi ao seu encontro de braços abertos e um abraço discreto se formou . Hope o aceitou de bom grado.

– Há quanto tempo sabe? — a garota sempre soube que o segredo que mantinha com os amigos e a mãe, uma hora ou outra seria revelado, mas ela não esperava que seria tão rápido.

– Diferente do seu pai, eu não deixo meus pensamentos se enganarem por um sorriso de uma criança. — ao segurar um pouco mais forte Hope, Elijah sentiu a pele fria da garota e isso o fez pensar no que ela estava se metendo verdadeiramente.

– Pobre Elijah, tão preocupado com a família, mas não sabe que está caminhando para a própria ruína. — a morena livrou-se dos braços do tio com facilidade e voltou a se sentar. Hope sentiu uma pequena ardência nos pés e viu o chão com vestígios do seu sangue.

– Família é poder, Hope. — um momento nostálgico veio, e o Original lembrou que havia dito as mesmas palavras para o irmão mais novo.

– Não vejo esse privilégio.

– Essa guerra que você irá enfrentar, também é nossa. — era assim que os Mikaelson venciam uma guerra, como uma família.

– Essa guerra é minha Elijah. — ela tinha a teimosia de Hayley e a determinação de Klaus. Certamente, essa garota era a princesa daquele reino. — Admiro o amor que tem pela sua familia, mas lembresse querido tio...O amor e a dor andam de mãos dadas.

– Quando estiver pronta para saber a verdade sobre a sua família, não hesite em me perguntar. — Elijah sumiu de vista deixando apenas uma breve brisa e Hope novamente sozinha no quarto.

A morena suspirou e procurou o celular em meio aos papéis rabiscados e quando o encontrou, viu que tinha mais de 20 ligações perdidas e 56 mensagens. 50 de Samantha, 3 de Hayley, 2 de Jeff e 1 de Kaleb e fora a única a ser lida.

"Acho que descobri algo."

A mensagem de Kaleb dizia, a garota agradeceu em pensamento e correu para o banheiro para tomar um banho rápido e fazer sua higiene matinal.

Não passou 15 minutos, Hope saiu enrolada na toalha pegando qualquer peça de roupa e jogando na cama, se vestiu rapidamente, pegou a mochila, sacudi o os cabelos um pouco úmidos, agarrou o celular e correu com a velocidade vampiresca para o carro, mas foi interrompida por uma empregada da casa. (Look Hope)

– Senhorita, tenho um recado do seu pai. — a moça era jovem, cabelos loiros cacheados e olhos negros. Não tinha nada que se estranhar, até que a mesma pegou uma faca que estava guardada no avental e cortou o pulso.

–"Estou fora da cidade resolvendo uns assuntos pessoais com sua tia, volto antes da lua cheia. Tenha um bom dia, espero que se alimente bem, amor." — Hope não prestara atenção nas palavras ditas pela empregada hipnotizada, pois já estava com as presas cravadas no pulso da loira.

A intensão não era mata-lá, mas a sede de sangue estava tomando conta, fazia alguns dias que a híbrida não de alimentava bem e ela observou aos poucos a moça perder a consciência e cair sem vida no chão.

– Desculpe. — a morena disse limpando a boca discretamente e entrando no carro.

A cidade estava movimentada como sempre, turistas e mais turistas, mas tudo bem! Pescoços novos sempre serão bem-vindos.

(...)

Hope estacionou o carro enfrente o apartamento, pegou o celular, a bolsa e apressou os passos.

Havia algumas crianças brincando no corredor, e outras desenhando na escada. Uma garotinha, de no máximo 8 anos, chamou a atenção de Hope. Ela segurava uma boneca de porcelana com força.

– Eu tinha uma boneca dessa. — a morena disse com um sorriso mínimo nos lábios.

– O nome dela é Chloe. — a menina disse com uma voz doce e um sorrisinho encantador.

– Mia, a mamãe disse para não falar com estranhos. — o irmão que parecia ser dois anos mais velho que ela a repreendeu.

– E ela está certa. — Hope falou. — New Orleans é cheia de pessoas estranhas... Que às vezes nem podem ser pessoas.

– Você é uma pessoa? — Mia perguntou com os olhinhos azuis brilhando.

– Não.

– Mia! — o irmão a reclamou mais uma vez. Mia parecia interessada em algo que se encontrava na boca de Hope, as suas presas.

– Posso tocar? — perguntou sem graça. Hope abriu a boca mais um pouco deixando as presas brilhantes a mostrar.

– Eu vou contar pra mamãe! — o pequeno garoto saiu correndo pelo corredor abandonando a irmã com a híbrida.

– São lindas. — a garota disse ainda tocando as presas. — Eu fiz um desenho para você. Hope pegou a folha de papel fino curiosa, mas o desenho que estava nela a deixou abismada... Era um grande lobo devorando pessoas e a lua cheia estava no canto da folha. Em letras miúdas estava escrito "Esse será seu fim."

Hope largou o papel no chão, e a garotinha não estava mais presente no local.

– Hope! — o garoto gritou no inicio da escada. — Suba logo! — a morena olhou para Kaleb um pouco assustada, catou o desenho do chão e subiu ao encontro do loiro.

(...)

– Estou falando sério! — jogou-se no sofá. — Ela tinha no máximo 8 anos e tinha um irmão!

– Hope, não tem crianças no prédio. — Kaleb disse pela terceira vez. — Você teve está cansada.

– Eu não estou ficando louca Kaleb! Eu vi aquelas crianças! A menina me deu até um desenho. — disse vasculhando a bolsa atrás do desenho, assim que o encontrou entregou irritada para o garoto.

Kaleb deu um longo olhar para a folha e depois para Hope.

– Está em branco. — virou a folha para que ela visse. Hope jogou o corpo para trás mostrando um pouco de transtorno.

– Eu não estou ficando louca...Eu não estou ficando louca... — repetia como um sussurro.

– Você não está. — Kaleb sentou-se ao lado dela que rapidamente, em um gesto preciso, jogou a cabeça em seu colo.

– Você só está um pouco cansada. — ele disse tentando alcama-lá.

– Um pouco? Faz dias que não durmo! — segurou as mãos de Kaleb que recuou assim que sentiu o frio. — Eu tenho que conviver com isso todos os dias.

– O que está acontecendo com você...? — o loiro voltou a segurar as mãos da garota e a encarou esperando uma resposta.

– Eu não sei. — arfou puxando as mãos para si. — Me diga o que descobriu sobre o medalhão.

– Claro... — Kaleb observou o rosto da morena um pouco corado. Ele levantou e foi buscar o medalhão. — E este senhorita, é o motivo de sua insônia. — falou segurando o medalhão com luvas.

– Porque o segura assim?

– Ele é um objeto amaldiçoado. — É claro! Porque ela não havia pensado nisso antes? — Ele foi criado por Holly Godrif, uma bruxa famosa em meio sobrenatural e uma alquimista famosa em meio humano.

Por ser uma época meio...turbulenta, os registros sobre esse medalhão foram totalmente apagados.

– Porque...Porque ela o amaldiçoou? — Hope tentava encaixar as coisas, essa descoberta não respondia todas as suas perguntas.

– Era assim que ela vencia seus inimigos. Principalmente os lobos. Em sua última batalha, ela ofereceu o medalhão em um gesto de paz para a matilha.

O alfa tomou posse do objeto amaldiçoado, mal sabendo, que a cada toque ele trazia os piores pesadelos e ilusões para sua vida. O alfa caiu na loucura, assim como cada pessoa que tentou salva-lo.

– Você também tocou no medalhão.

– E acredite, não foi a minha melhor noite. — observando bem, havia olheiras enormes em Kaleb e sua aparência não é das melhores. — Mas agora estou bem.

– E porque eu não estou? — Hope perguntou.

– Ilusões só existem se acreditarmos nelas. — o medalhão amaldiçoado não explicava o interesse dos lobos e caçadores. Essa descoberta só deixara Hope mais confusa.

– Kaleb, se todas as informações sobre o medalhão foram perdidas, como descobriu? — perguntou curiosa. O loiro deu um sorrisinho de canto e não hesitou em responder.

– É segredo. — respondeu fazendo Hope rolar os olhos. — Como conseguiu o medalhão?

– É segredo. — respondeu arqueando uma sobrancelha.

– Touché. — riu divertido. — Uma antiga amiga minha me ajudou. Ela tem os registros mais antigos da cidade. — Hope apenas assentiu sem perguntas. — Como conseguiu o medalhão? — o silêncio estabeleceu no local, seria certo contar? Ela teria que contar.

– Só peço que fique calmo. — a morena disse séria e Kaleb sentou-se ao seu lado novamente.

(...)

– VOCÊ PERCEBE O QUE FEZ?! — Kaleb gritou espontaneamente. — VOCÊ TROUXE A GUERRA PRA NEW ORLEANS!

– Ajudar Jeff foi a primeira coisa boa que fiz, e mesmo assim virou maldade. — ela sorriu irônica.

– Klaus tem que saber! — o loiro disse rodando o apartamento ponta a ponta.

– Não! Quanto menos pessoas souberem, melhor!

– Hope, os inimigos estão batendo em nossa porta! Você está entendendo a situação?! Não podemos lutar sozinhos! — ele estava nervoso demais para explicar tudo calmamente para Hope. New Orleans mais uma vez passaria por uma confusão sobrenatural. — Querendo ou não, você envolveu todas as facções.

– Elas não precisam lutar.

– Elas vão! Não deixaram a cidade ser tomada por desconhecidos novamente. — Kaleb respirou fundo tentando se acalmar, diferente de Hope, que observava tudo calmamente.

– Precisamos pensar em algo... — disse serena.

– Você acha?! — perguntou irônico. — Falta apenas 1 dia!

– Seu nevorsismo não ajuda em nada. — ela levantou-se devagar e o encarou.

(Escutem ♥)

– Podemos morrer.

– Eu sei. Me desculpe por isso... Colocar um imortal em perigo é tão cruel. — falou sarcástica. A feição de Kaleb estava ficando mais nervosa a cada segundo, talvez não fosse o certo envolve-lo, mas é assim que é a vida, cheia de surpresas e quedas. O certo é suporta-las.

– Você é louca. — às vezes a vida, não avisa, não manda nem se quer um recado, ela simplesmente nos surpreende. Ela cria um destino, uma situação, um momento. Este era o momento. Kaleb estava com as mãos envolta da cintura da garota e a puxava para si cada vez mais enquanto selava seus lábios ao dela. Hope havia aceitado esse momento por mais estranho que pareça, coisas boas podem acontecer nos piores momentos, mas será que isso realmente era uma coisa boa?

–Vamos lutar...juntos. — Kaleb sussurrou entre o beijo.

Notas finais
E ai o que acharam? A familia que foi amaldiçoada pelo medalhão foi sim o clã de Jeff, mas como o medalhão foi parar em outra matilha? Quem é essa Holly Godrif? Porque Klaus disse que voltaria ''ANTES DA LUA CHEIA'' ? Será que ele sabe? E se ele souber...Será que tem algum plano? Como está indo o treinamento de Jeff e Sam? E esse beijo? :3 aiiin gente :3 Falem suas frases favoritas! Para quem não viu a promo dos ultimos cap da 1 Season, aqui está: https://www.youtube.com/watch?v=NywkAL242ok