O sol pairava forte no litoral da cidade de Los Angeles, que era o exato local onde se encontrava uma linda loira de Olhos esmeraldas e um Garoto de cabelos castanhos e olhos pretos sentados em uma lanchonete saboreando um lanche reforçado.

–Quanto tempo falta até a Barreira? –Pergunta o moreno.

–Talvez duas ou três horas James. –Respondeu à loira.

–Mais Valentina vai demorar muito! –Lamentou-se ele fingindo um choro falso.

–Não reclama, foi você que quis vir. –Disse ela limpando o canto da boca delicadamente com um guardanapo.

–Tudo bem, vamos logo! –Disse ele se levantando e deixando o dinheiro encima da mesa.

–Temos um problema. –Disse Valentina olhando o painel do automóvel.

–Ah não, oque foi agora? –Perguntou levantando as mãos pro alto.

–Acabou o combustível. –Disse suspirando. –Temos sorte de eu ter um reserva no porta mala. Vá ao banheiro enquanto eu coloco a gasolina. –Ele assentiu e foi para dentro da lanchonete a procura de um banheiro.

Enquanto enchia o tanque do carro sentiu um arrepio na espinha, como se alguém estivesse a vigiando. Ele já havia sentido isso antes, em sua ida a Grécia. Encheu o tanque e jogou fora o reserva, James já voltava do banheiro aliviado.

–Agora podemos ir... — Disse ele entrando no banco do passageiro.

–Sim, vamos! –Disse ela no banco do motorista. Deu partida no automóvel e caíram na estrada indo direto para a Barreira aquática, encontrada no leste da Europa. Era o único jeito de conseguirem chegar às ilhas de Calipso.

–Você tem algum Cd aqui? –Pergunta ele entediado enquanto vasculhava tudo.

–Tenho alguns. –Disse apontando para o bando de traz onde se encontrava vários CDs de musicas variadas.

–Gosta de Funk? –Pergunta.

–Sim aliais, eu tenho um Cd variado. –Disse pegando um cd e colocando no som.

(Musica de Fundo: Pani Na Nave: Mc Dede)

–Abre o teto solar. –Pediu ele. Imediatamente o teto solar do veiculo foi aberto expondo todo o Carro. O vento batia forte no rosto dos dois fazendo com que seus cabelos voassem em sintonia.

Enquanto isso...

–Cara, eu nunca pensei que a Grécia fosse assim. – Comenta Nico saindo da vã do Acampamento junto a Annabeth, Percy e Thalia.

–Eu também não. –Responde Thalia.

–Vamos revirar tudo, talvez encontremos uma pista dela. –Disse Annabeth aos outros que assentiram e saíram a procura de pistas. Depois de alguns minutos algo é encontrado...

–GENTE VEM AQUI! –Grita Annabeth fazendo com que os outros corressem imediatamente ao seu encontro.

–Que foi? Monstro? –Perguntou Percy agoniado.

–Não, venham. –Ela disse indo em direção a uma grande caverna sendo seguida pelos outros. –Olhem uma caverna. –Disse entrando no local.

–Esta habitável... –Diz Thalia. – É recente, conserteza ela esteve aqui. –Concluiu ela.

–Sim, ela esteve mais não sozinha. –Disse Nico. Todos o olharam em duvida pelo que acabara de dizer. -Aqui nessa parte da caverna tem algumas roupas jogadas masculinas. –Diz ele apontando para o lugar.

–Não tem ninguém aqui, conserteza foi embora... Talvez com ela! –Disse Percy pensando.

–Talvez, mais agora eu não tenho idéia da onde ela pode estar. -Diz Thalia entediada com a situação.

–Mais eu sei! –Diz Annabeth, todos a olharam interrogativos. –Olhem isso. –Disse entregando a eles uma caixinha de veludo preta com um bilhete. –Olhem isso!

–Annabeth é só uma caixinha de veludo. –Nico diz olhando em duvida.

–Não, vocês não entenderam. Tinha algo aqui dentro, provavelmente um colar raro. Leiam o Bilhete. –Percy pega o bilhete misterioso e começa a ler.

Aqui esta o Colar de Afrodite, agora espero que façam logo o feitiço, e que cumpram o trato.

James.

–O colar de Afrodite! –Disseram Nico, Thalia e Percy juntos espantados.

–Exato esse tal de James roubou o colar de Afrodite em troca de algo. No bilhete fala sobre algum feitiço, os únicos que podem fazer magia são filhos de Hecate, provavelmente eles morreram e ele pegou o colar, mais pelo que eu sei, apenas uma Legitima Filha de Afrodite pode ativá-lo, é provável que ela o pegou. –Explica ela.

–Não entendi! –Disse Percy recebendo um tapa de Annabeth. –Ai!

–Ela é uma legitima filha de Afrodite, se ela realmente quiser vingança, ela vai querer o poder sagrado de Apollo. Ou seja, o anel do Sol! –Concluiu Nico.

–Exato. –Disse Annabeth.

–Mais aonde esta o Anel? –Perguntou Thalia.

–Talvez Apollo quisesse guardar o anel em um lugar aonde aconteceu algo Épico para ele. –Disse Percy. Annabeth assentiu.

–Píton! –Respondeu Thalia. – Ela foi morta na ilha de Calipso, então é provável que ela tenha ido para lá!

–Sim! Então, borá para a ilha de Calipso — Disse Percy saindo da caverna junto aos outros.

–Vamos voltar para a vã!

Os quatro embarcaram na vã e partiram para as ilhas de Calipso atrás da semideusa.

Enquanto isso no Olimpo...

Apollo descansava em seu Palácio, de uns dias para cá, ele anda estava incrivelmente pálido, estava triste por conta de sua princesinha (Valentina). A culpa e a raiva ocupavam os sentimentos do Deus. Ele ainda de lembrava dos momentos que passou junto a ela.

–Pai, como você ilumina o dia? –Pergunta uma menininha de aproximadamente quatro anos com pequenos cachinhos loiros nas pontas dos cabelos e olhos incrivelmente verdes.

–Vem princesa, vamos andar no me carro do sol? –Disse Apollo levando a filha no colo para o carro brilhante que se encontrava na entrada do Olimpo.

–Carro do sol? –Pergunta ela curiosa.

–Sim, é com ele que eu ilumino o dia filha. –Disse sorrindo largamente para a menininha.

–Legal papai, você ilumina o mundo todooo! –Disse a criança abrindo os bracinhos fazendo o pai rir.

–Sim princesa, tudo! –Disse ele carinhoso.

–Então vamos láaa1-Disse ela apontando para o alto como se fosse voar. Os dois caíram na gargalhada e se abraçaram fortemente. –Eu te amo Princesa!

–Eu também te Amo Papi!

Lagrimam grossas rolaram pelo rosto do deus que estava em prantos pelo acontecido a sua princesinha.

Enquanto isso.

Afrodite andava pensativa e triste por seu Jardim, ela pensava em quando Valentina havia nascido e em quanta alegria ela sentiu ao ver sua primeira filha em seus braços. Ela se culpava por ter aprisionado a menina no Cassino, ela sabia que algum dia ela iria sair de lá mais não esperava que a garota ficasse com tanto ódio da mãe e do pai.

–Mãe oque é esse negocio rosa na sua cama? –Perguntou a menininha loira de aproximadamente três anos a mãe que estava no banheiro.

–É meu vestido querida, eu vou sair! –Disse uma voz fina vinda do banheiro.

–Com o titio da guerra? –Perguntou tendo uma idéia.

–Sim filhinha, eu vou sair com Ares. –Respondeu.

–Mãe, e oque aconteceria se esse vestido caísse pela janela? –Perguntou a menina dando um sorrisinho maroto.

–Eu teria que mandar fazer outro querida, por quê? –Perguntou não entendendo a Pergunta.

–Nada mãe. –Disse sapeca. Rapidamente a menina pegou o vestido rosa da mãe e o jogou da janela. Só deu tempo de ver que o vestido cairá na cabeça de seu titio do vinho, pois rapidamente saio do quarto correndo e rindo. Afrodite saiu do banheiro arrumada e ao não ver o vestido encima de sua cama, entendeu a pergunta da filha.

–VALENTINAAAAAA!

Afrodite chorava rios de lagrimas por falta da filha, ela sempre a aconselhou que vestido usar ou o tipo de maquiagem, sempre falavam de amor e de quanto Valentina o prezava. A garota sempre se deu bem com todos os Olimpianos. Afrodite lembrava dos momentos que sua filha e Zeus jogavam raios na cabeça dos mortais por pura diversão, quando ela bebia com Dionísio até cair, quando estudava com Atena, brincava de bonecas com Hera, apostava corrida com Hermes,plantava e colhia com Demeter, brincava nos Jardins com Perséfone, nadava com Poseidon e dava um pé na bunda de Ares. Ela sentia falta desses momentos que presenciava a filha fazer arte! Mais ela Sabia que esse tampo nunca voltaria!

Enquanto isso...

–Então essa são as barragens? –Perguntou James a Valentina enquanto saiam do carro.

–Sim, agora só precisamos de um barco. –Disse ela pensativa.

–E como vamos conseguir um barco? –Perguntou ele indignado.

–Fácil! –Respondeu ela sorrindo ironicamente. Encaminhou-se até um alto e moreno que estava na proa de uma Lancha. –Com licença. –Indagou ela, ao ver a jovem garota o moreno abriu a boca praticamente babando em cima dela. –Eu precisaria de uma lancha, será que você poderia me emprestar a sua? –Perguntou sedutoramente.

–C... laro, pegue! –Disse abobado entregando as chaves da lancha.

–Obrigado. –Agradeceu ela. Olhou para James que estava com os olhos serrados de raiva. –Vamos. –Disse ela a ele que subiu na Lancha. Ligou o automóvel aquático e deu partida para o oceano. –Oque foi? –Perguntou inocentemente a ele que arqueou a sobrancelha

–Oque foi? Aquele cara não parava de ti secar. –Disse ele friamente. Ela sorriu para ele aproximando suas bocas.

–Você sabe que eu causo isso nas pessoas. –Sussurrou roçando seus lábios nos dele fazendo-o arrepiar. Se rendendo a tortura, ele a puxou pela cintura colando seus corpos e bocas. A beijou ferozmente em uma dança de línguas. As mãos da loira puxaram a nuca do moreno mais para ela aprofundando o beijo. Separaram-se ofegantes e sorridentes. Deu um selinho na garota e saiu dali até o comando da lancha para conduzi-la até a ilha de Calipso. A loira não sabia oque sentia pelo amigo, no acampamento eles sempre estavam juntos, eles nunca se separaram, eram melhores amigos, e esse reencontro fez com que a garota percebe-se que sentia algo amais pelo moreno. Talvez fosse amor, mais ela não queria se apaixonar novamente, pois no passado, o amor lhe fez mal. Havia de apaixonado por um deus, mais precisamente por Deimos, deus do Pânico, mais ele não correspondia este sentimento e isso fez com que ela não quisesse se tornar imortal, para não vê-lo mais. Sem perceber as lagrimas rolaram por seu rosto porcelana que rapidamente as limpou. Não posso pensar nisso, dizia ela em pensamento se livrando dos devaneios.

Foi até a proa da lancha e ao longe, avistou uma grande ilha coberta de mata.

–JAMES! –Chamou o “amigo” que veio correndo ao seu encontro.

–Oque foi? –Perguntou preocupado.

–Olha! –Apontou. –A ilha de Calipso! –Ele assentiu aliviado e conduziu a lancha para a ilha. Valentina saiu rapidamente e foi em direção a praia. – Primeiro, vamos nos trocar, pois não é bom estar de salto em uma ilha. –Disse ela voltando para a proa da lancha em direção ao mini quarto para se trocar. James assentiu e como não ia se trocar andou pela praia observando as águas claras. Valentina saiu já vestida casualmente para a ocasião.

–Uou. –Disse ele elogiando-a. Ela sorriu e desceu da proa e saiu junto ao amigo para o meio da floresta. O colar de esmeraldas já estava abrigado no pescoço da garota enquanto o apertava sobre si.

–Deve haver alguma caverna por aqui, ou um esconderijo lógico para guardar o Anel. –Disse o moreno observando tudo.

–Sim, e é por isso que temos que ver a lógica. Píton era uma cobra meu pai me contou que a matou em seu covil, então provavelmente o anel deve estar no covil de Píton! –Raciocinou ela. James a olhou impressionado enquanto pensava em quanto a benção de Atena era necessária.

Eles andaram por alguns minutos até cansarem.

–Ah, não tem nada nessa ilha, já vasculhamos tudo! –Reclamou James se sentando embaixo de uma arvore.

–Tem razão voc... Espera, oque é aquilo. –Disse olhando para um local onde algo brilhava. –James não pode ser. –Disse correndo até o lugar.

–Não de ser oque...

–O Anel Do Sol! –Anunciou ela pegando o pequeno anel que brilhava dentro de uma pequena caixinha de veludo dourada.

–Como você sabia que esse anel estava ai? –Perguntou curioso e animado.

–Eu consigo ver o brilho das coisas, por mais que estejam cobertas. –explica. –Filha Legitima de Apolo!

–Ótimo, agora vamos sair daqui, antes que Calipso apareça. –Disse ele. No mesmo momento a ilha começou a tremer e uma voz grave foi ouvida.

–Saiam de minha ilha Intrusos, ou sentiram a ira de Calipso! –Disse a voz estranha.

–Como se eu tivesse medo. –Sussurrou a loira correndo em direção ao barco ao lado de James. –Vamos sair logo daqui! –Disse Ela entrando na proa.

Rapidamente a lancha ganhou movimento se afastando da ilha. Valentina sentou em uma das cadeiras do barco e tentou canalizar os poderes do colar e do anel.

–Oque foi? –Perguntou James notando a cara confusa da amiga.

–Não consigo canalizar os poderes! –Disse tentando novamente e quase desmaiando.

–Calma, não se esforce. Lembro-me que a filha de Hecate que me ajudou no passado sabia muito bem como fazer isso! –Respondeu calmamente.

–Serio? Ótimo, a procuraremos então, onde ela esta? –Perguntou.

–Ah, Vally ela esta morta. –Disse o moreno encabulado.

–ENTÃO COMO VOCÊ ESPERA QUE EU CANALIZE ISSO? –Gritou ela com toda raiva.

–Qual o único lugar para se falar com mortos? –Perguntou ela encolhendo os ombros com a sobrancelha arqueadas.

Ela pareceu pensar um pouco e depois sorrio debochadamente e sorrio.

–Acho que precisaremos fazer uma breve visitinha ao meu querido titio do suco! –Respondeu Ironicamente.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado...