Notas iniciais
Notas Iniciais da Autora 📝✨ Chegava o momento tão aguardado em que Morgana finalmente embarcava no Expresso de Hogwarts. Aquele capítulo tratava de reencontros e novos começos - Harry, seu amigo de infância, e Neville, a amizade que começara no Caldeirão Furado, reuniam-se na cabine 47. E, com eles, Hermione Granger, a nascida trouxa que se tornaria uma das pessoas mais importantes em suas vidas. Acompanhava-se Morgana enquanto ela navegava entre a ansiedade do desconhecido e a alegria de reencontrar velhos amigos, enquanto compartilhavam sonhos, medos, traumas e expectativas sobre o mundo que os aguardava. Sugeria-se aos leitores que colocassem a música tema para tocar enquanto lessem. Boa leitura! 💫🌙 Leitores !!! Não quero leitores fantasmas na minha história vocês não vão demorar nada ao comentarem no capitulo, sobre a opinião de vocês, qual parte que vocês gostaram do capitulo, o que não gostaram, sugestões aceito todo tipo de critica. Mas por favor comentem na história quero interagir com vocês, como vou saber se vocês estão lendo se vocês não comentam, heim. Música Tema do Capítulo: Wake Me Up - Avicii WAKE ME UP - AVICCI Sentindo o meu caminho em meio à escuridão Guiado pela batida de um coração Não sei dizer onde a jornada vai acabar Mas sei por onde começar Eles me dizem que sou muito jovem para entender Dizem que estou preso em um sonho Bem, a vida vai passar por mim se eu não abrir meus olhos Bom, por mim, tudo bem Então me acorde quando tudo isso acabar



CAPÍTULO 5 — DENTRO DO TREM

O trem já havia partido há alguns minutos quando Morgana Blackwood finalmente permitiu-se relaxar contra o banco de veludo vermelho da cabine número 47. A paisagem que se desenrolava do outro lado do vidro era um borrão de verdes e amarelos, mas seus olhos mal a registravam. Sua mente estava em outro lugar.

As palavras de seu pai ainda ecoavam em seus ouvidos — "Use essa dor, use essa raiva, use essa determinação" -, e a carta de sua mãe pesava no bolso de sua jaqueta, um segredo que ela ainda não estava pronta para desvendar.

Sombra, instalado ao seu lado no banco de veludo vermelho, ronronava baixinho, mas seus olhos verdes permaneciam abertos, observando cada movimento da paisagem com uma curiosidade que Morgana gostaria de ter. A ansiedade, como sempre, era uma presença constante — o nó familiar no estômago, a tensão nos ombros, a mente girando em espirais de preocupações. E se ela não fosse boa o suficiente? E se decepcionasse sua família? E se não conseguisse fazer amigos? E se se perdesse no castelo? E se esquecesse tudo o que estudara?

Fechou os olhos e concentrou-se na respiração, no ritmo que seu pai lhe ensinara. Inspirar contando até quatro. Segurar contando até quatro. Expirar contando até quatro. Sombra pareceu sentir sua necessidade de calma e ronronou mais alto, seu corpo quente vibrando contra o dela.

Quando os abriu novamente, a paisagem havia mudado. Os campos verdes estavam dando lugar a colinas mais acidentadas e florestas escuras. O sol da manhã já estava mais alto, e o trem, que até então se movia em um ritmo constante, parecia estar ganhando velocidade.

Sombra piscou lentamente, seu gesto de aprovação, e enterrou a cabeça contra sua mão.

Foi então que ouviu as batidas.

Toc, toc.

A porta da cabine deslizou para o lado, e uma cabeça de cabelos castanhos e crespos apareceu. A menina tinha um olhar curioso e determinado, e seu uniforme de Hogwarts já estava impecavelmente vestido — uma clara vantagem sobre os outros calouros. Ela segurava uma pilha de livros no colo, e seus olhos percorreram a cabine com uma eficiência que lembrou Morgana de sua mãe avaliando um paciente.

- Com licença — disse ela, com uma voz clara e assertiva. — As outras cabines estão lotadas. Posso me sentar aqui?

- Claro — respondeu Morgana, surpresa por encontrar alguém tão... preparada. Sombra ergueu a cabeça, farejando a nova chegada, mas logo voltou a se aninhar ao seu lado, como se aprovasse sua presença.

A menina entrou com a agilidade de quem está acostumada a se mover em espaços apertados e sentou-se no banco em frente a Morgana, deixando a porta entreaberta. Por um momento, observaram-se em silêncio, cada uma avaliando a outra. Seus olhos castanhos eram perspicazes, e Morgana sentiu que ela estava catalogando cada detalhe sobre si — sua postura, suas roupas, a fita azul-marinho em seu cabelo.

- Hermione Granger — disse ela, estendendo a mão. — E você é?

Morgana apertou sua mão, que era firme e decidida.

- Morgana Blackwood. Prazer em conhecê-la.

- Blackwood? — Hermione repetiu, franzindo ligeiramente a testa. — Já ouvi esse nome, acho. Li sobre sua família em alguns livros. A família Blackwood é uma das mais antigas linhagens de sangue puro, não é?

- Sim — respondeu Morgana, mas sentiu a necessidade de acrescentar, sentindo a familiaridade da defesa que sempre fazia: — Mas isso não significa nada para mim. Conhecimento e caráter são o que importam. Minha família nunca se definiu pela pureza do sangue, mas pela nobreza de caráter. Meu pai sempre diz que o valor de um bruxo está em seu coração, não em sua linhagem.

Hermione pareceu surpresa com sua resposta, e um sorriso se formou em seus lábios.

- Que bom ouvir isso. Eu sou nascida trouxa, então... bem, estou aprendendo tudo sobre esse mundo. É fascinante, mas também um pouco assustador.

- Assustador? — perguntou Morgana, inclinando a cabeça. A ideia de alguém achar o mundo mágico assustador era estranha para ela, que crescera nele, cercada por livros e poções e histórias de família. — O que te assusta mais?

Hermione pensou por um momento, os dedos tamborilando na borda do banco.

- Acho que é o desconhecido, sabe? Estudei todos os livros que pude comprar, mas teoria é uma coisa, e a realidade é outra. E as pessoas... algumas parecem tão... confiantes. Como se soubessem exatamente o que estão fazendo.

- Ninguém sabe o que está fazendo — disse Morgana, e a verdade de sua própria afirmação a surpreendeu. — Pelo menos, não no começo. Todos estão fingindo.

- Mesmo você? — Hermione a encarou, seus olhos castanhos analisando seu rosto com uma intensidade que a fez sentir exposta.

- Especialmente eu — admitiu, com um sorriso amarelo. — Cresci em uma família de bruxos, mas isso não me preparou para... bem, para tudo. Para as expectativas. Para as pessoas. Para o fato de que, de repente, o que você faz importa.

- Você parece muito mais confiante do que a maioria das pessoas que conheci — disse Hermione, estudando-a com seus olhos perspicazes.

- É a ansiedade — respondeu Morgana, com um encolher de ombros que tentou fazer parecer casual. — Aprendi a esconder bem. Minha mãe diz que minha mente é uma fornalha de preocupações, e meu pai me ensinou a respirar para não deixar que ela me consuma. Minha mãe me diagnosticou com Transtorno de Ansiedade Generalizada quando eu era criança. É como se minha mente estivesse sempre criando cenários catastróficos.

- Ansiedade? — Hermione franziu a testa, mas seu olhar era de compreensão, não de julgamento. — Acho que todo mundo sente um pouco disso. Especialmente em situações novas.

- Você também?

- Claro. — Ela sorriu, e o sorriso a tornou mais jovem, mais humana. — Mas aprendi que, se você se preparar o suficiente, pode controlar o medo.

- É o que meu pai sempre diz — concordou Morgana. — Que a confiança é a base de tudo. Ele me ensinou a correr como meditação, a usar a exaustão física para silenciar os pensamentos intrusivos.

- Correr? — Hermione pareceu interessada. — Nunca fui muito boa em esportes. Prefiro livros.

- Livros são ótimos — concordou Morgana. — Mas correr... é diferente. É como se você pudesse deixar todas as preocupações para trás, uma passada de cada vez.

A porta da cabine se abriu novamente, e Morgana não precisou olhar para saber quem era. Sentiu sua presença antes mesmo de vê-lo — a familiaridade de sua energia, a calma que ele sempre trazia consigo, o calor que se espalhava em seu peito quando ele estava por perto.

- Morgana! — Harry entrou, ofegante, seus olhos verdes encontrando os dela imediatamente. Um sorriso se espalhou em seu rosto, e Morgana sentiu o nó em seu peito se desfazer um pouco. — Desculpe a demora, estava ajudando minha prima Liana a encontrar uma cabine para ela e o Julian. E aí, achei você.

Ele sentou-se ao seu lado, e a familiaridade de sua presença foi como uma tábua de salvação. Sombra, que havia se aninhado entre eles, ergueu a cabeça, farejou Harry e voltou a dormir, como se aprovasse sua presença.

- Harry, esta é Hermione Granger — Morgana apresentou, apontando para a garota. — Ela está no mesmo ano que nós.

- Harry Potter — ele disse, estendendo a mão, e Morgana viu o mesmo reconhecimento nos olhos de Hermione.

- O Harry Potter? — Hermione exclamou, e Morgana a viu processar as informações. — Aquele do... bem, do livro. E você... Harry e Morgana. Vocês são...?

- Melhores amigos — respondeu Morgana, com um sorriso. — Desde os oito anos.

- Desde uma festa de gala que nenhum de nós queria estar — Harry completou, e seu sorriso era tão caloroso quanto ela se lembrava. — Ela foi a primeira pessoa que me tratou como uma pessoa comum, não como um famoso. Ela simplesmente se sentou ao meu lado e perguntou se eu também achava aquelas festas um tédio.

- E você foi o primeiro que me tratou como alguém forte, não como alguém frágil — retribuiu Morgana, e o olhar que trocaram era tão familiar quanto o som de sua respiração. — Você não olhou para mim como se eu fosse quebrar.

A porta se abriu novamente, e Neville entrou com uma expressão de alívio. Seu rosto redondo estava corado, e seus olhos cinzentos brilhavam com uma ansiedade que Morgana conhecia bem.

- Morgana! — ele exclamou, e seu rosto se iluminou. — Quando vi Harry no corredor, soube que você devia estar por perto. — Ele sentou-se no banco ao lado de Hermione. — Minha avó mandou lembranças. Ela disse para eu te procurar assim que chegasse ao trem. Ela ficou muito impressionada com você no Caldeirão Furado.

- Sua avó é uma mulher incrível — respondeu Morgana, lembrando-se do encontro no Caldeirão Furado. A figura imponente de Augusta Longbottom, seu olhar avaliador mas bondoso, a forma como ela falava de Neville com orgulho. — Ela me pareceu muito forte. E o jeito como ela fala de você... ela tem muito orgulho de você, Neville.

- Ela é — concordou Neville, e havia orgulho em sua voz. — Ela sempre diz que a força não está em nunca cair, mas em sempre se levantar. Ela passou por tanta coisa... meu avô morreu quando ela era jovem, e ela criou meu pai sozinha. Depois que meus pais foram atacados, ela me criou também. Ela é a pessoa mais forte que conheço.

- Ela parece ser uma inspiração — disse Hermione, com admiração.

- É — concordou Neville. — Ela me ensinou tudo o que sei sobre magia. Ela diz que tenho um coração puro, e que isso é mais importante do que qualquer feitiço.

- E ela está certa — disse Harry. — Um coração puro é mais importante do que qualquer magia.

A conversa fluiu naturalmente, e logo estavam todos compartilhando sobre suas famílias.

- Minha família é grande — disse Neville. — Bem, não exatamente. Sou filho único. Minha avó é a única família que tenho. Meus pais... — ele fez uma pausa, e Morgana viu a dor em seus olhos. — Eles foram Aurores. Foram atacados por Comensais da Morte. Eles estão no St. Mungus. Minha avó cuida de mim.

- Sinto muito — disse Hermione, e sua voz era genuinamente compassiva. — Deve ser difícil.

- É — admitiu Neville. — Mas minha avó sempre diz que eles são heróis. E que devo honrar o legado deles. Ela disse que eles lutaram contra as trevas para que outros pudessem viver em paz.

- Seus pais são heróis — disse Morgana, com convicção. — Assim como minha mãe, que salvou muitas vidas no St. Mungus.

- E sua mãe é curandeira? — perguntou Hermione, com interesse genuíno. — Que incrível!

- Curandeira-Chefe do St. Mungus — respondeu Morgana, com orgulho. — Especialista em maldições das trevas. Ela salvou a vida de tantas pessoas durante a guerra... algumas delas ainda mandam cartas para agradecer. Ela é a pessoa mais gentil que conheço, mas também a mais forte. Ela vê coisas terríveis todos os dias, mas nunca perde a compaixão.

- E seu pai? — perguntou Harry. — O que ele faz?

- Chefe dos Aurores — respondeu Morgana. — Ele é o melhor Auror que o Ministério já teve. Ele me ensinou a correr, a respirar, a não deixar o medo me paralisar. Ele sempre diz que a verdadeira coragem não é não ter medo, mas sentir medo e seguir em frente mesmo assim.

- Meu pai também era Auror — disse Harry, com orgulho. — Meu tio Alaric me contou que ele era incrível. Ele e minha mãe morreram protegendo a mim. Eles deram a vida para que eu pudesse viver.

- Seus pais são heróis também — disse Neville. — Assim como os meus.

- Meus pais são dentistas — disse Hermione, com um sorriso. — Eles não são heróis no sentido de lutar contra o mal, mas eles ajudam as pessoas todos os dias. Eles me ensinaram que o conhecimento é poder, e que devemos sempre buscar aprender mais.

- Isso também é heroísmo — disse Morgana. — Ajudar os outros, de qualquer forma, é heroísmo.

A conversa se voltou para medos e fobias.

- Tenho medo de muitas coisas — admitiu Morgana, sentindo o nó familiar em seu estômago. — Ansiedade é algo com que luto todos os dias. Minha mãe me diagnosticou com Transtorno de Ansiedade Generalizada quando eu era pequena. É como se minha mente estivesse sempre criando cenários catastróficos. E também tenho fobias específicas. Sangue me paralisa completamente. Tenho hemofobia — medo de sangue. Vi um ataque quando tinha dez anos, no Beco Diagonal, e o sangue foi uma das coisas que mais me marcaram. Também tenho ofidiofobia — medo de cobras. E nictohilofobia — medo de florestas à noite.

- Sangue? — perguntou Hermione, confusa. — Por quê?

- Vi algo terrível quando tinha dez anos — respondeu Morgana, e sentiu a memória se formar em sua mente como uma nuvem escura. — Comensais da Morte atacaram uma família no Beco Diagonal. Vi o sangue, ouvi os gritos, senti o prazer deles. Foi horrível. Depois disso, não consegui falar por dois dias. Minha mãe e meu pai ficaram comigo o tempo todo. Meu pai me disse que a empatia não é uma maldição, que o fato de eu sentir o mal como algo repugnante é a prova de que sou boa. Ele disse: "Use essa dor, use essa raiva, use essa determinação."

- Sinto muito — disse Hermione, e Morgana sentiu que ela realmente significava isso. — Isso deve ter sido traumático.

- Foi — admitiu Morgana. — Mas também me ensinou algo importante. Meu pai me disse que a empatia não é uma maldição, que o fato de eu sentir o mal como algo repugnante é a prova de que sou boa. Ele disse: "Use essa dor, use essa raiva, use essa determinação. Deixe que ela te fortaleça."

- Seu pai é muito sábio — disse Neville.

- Ele é — concordou Morgana.

- E você, Harry? — perguntou Hermione. — O que te assusta?

- Perder as pessoas que amo — respondeu ele, com honestidade. — Já perdi meus pais. Não quero perder mais ninguém. Meu tio Alaric, minha tia Mirim e Gideon... eles são minha família agora. Não sei o que faria se algo acontecesse com eles. Também tenho medo de não ser bom o suficiente. De não estar à altura do legado dos meus pais.

- Também tenho esse medo — admitiu Morgana. — É o meu maior medo. Perder minha família, meus amigos. É por isso que tento controlar tudo, para proteger todos. Mas meu pai diz que não posso controlar tudo. Que a vida é imprevisível, e que o melhor que posso fazer é estar presente para as pessoas que amo.

- E você, Neville? — perguntou Morgana. — O que te assusta?

- Tenho medo de decepcionar minha avó — respondeu ele, com um sorriso triste. — E de não ser bom o suficiente. E de fracassar. Minha avó sempre diz que sou um Longbottom, e que Longbottoms são corajosos. Mas às vezes não me sinto corajoso. Sinto-me como se estivesse sempre um passo atrás dos outros.

- Você é corajoso — disse Harry, com convicção. — Você veio até aqui sozinho. Você enfrentou seus medos. Isso é coragem. Minha tia Isadora sempre diz que coragem não é sobre não sentir medo, mas sobre sentir medo e fazer o que precisa ser feito mesmo assim.

- E você, Hermione? — perguntou Morgana. — O que te assusta?

- Falhar — respondeu ela, com honestidade. — E não estar à altura das expectativas. Estudei tanto para estar aqui... e se eu não for boa o suficiente? Meus pais depositaram tanta esperança em mim. Eles não entendem o mundo mágico, mas eles confiam em mim. Não quero decepcioná-los.

- Você vai ser — disse Morgana, com uma certeza que não sentia completamente. — Todos nós vamos. E se falharmos, vamos aprender com isso e tentar novamente. Meu pai sempre diz que o fracasso não é o fim — é uma oportunidade de crescer.

A conversa se voltou para o mundo bruxo, o Ministério, e como tudo funcionava.

- O Ministério da Magia é o órgão que governa o mundo bruxo na Grã-Bretanha — explicou Morgana. — Meu pai trabalha lá como Chefe dos Aurores. Eles cuidam de tudo — de leis mágicas a criaturas mágicas. O Ministério tem vários departamentos: o Departamento de Mistérios, onde meu tio Blaze trabalha, o Departamento de Execução das Leis da Magia, onde meu pai está, o Departamento de Regulamentação e Controle de Criaturas Mágicas, o Departamento de Transportes Mágicos... é uma organização enorme.

- E o que são Aurores? — perguntou Hermione.

- São bruxos que caçam bruxos das trevas — respondeu Morgana. — Eles protegem os outros. Meu pai é um dos melhores. Ele liderou muitas missões durante a guerra. Ele me contou histórias sobre como capturou Comensais da Morte e salvou inocentes.

- Meu pai também era Auror — disse Harry, com orgulho. — Meu tio Alaric me contou que ele era incrível. Ele e minha mãe lutaram contra Voldemort três vezes antes de serem mortos.

- E minha avó sempre diz que meus pais eram heróis — acrescentou Neville. — Eles eram Aurores também.

- É uma profissão perigosa — disse Hermione.

- É — concordou Morgana. — Mas também é importante. Alguém precisa proteger os outros. Meu pai sempre diz que a segurança do mundo bruxo depende de pessoas dispostas a lutar por ela.

- E o que vocês acham do Ministério? — perguntou Harry. — Meu tio Alaric diz que ele tem muitos problemas.

- Ele tem — concordou Morgana. — Meu pai sempre reclama da burocracia. Diz que às vezes as leis são mais importantes do que as pessoas. Mas também diz que o Ministério é necessário, mesmo com todos os seus defeitos.

- Minha avó também reclama — disse Neville. — Ela diz que o Ministério é cheio de políticos que não entendem nada de magia.

- Meus pais não entendem muito sobre o Ministério — disse Hermione, rindo. — Mas eles acham fascinante que exista um governo inteiro escondido dos trouxas.

A conversa se voltou para Hogwarts e as casas.

- Grifinória é a casa dos corajosos — explicou Morgana. — Lufa-Lufa é dos leais e trabalhadores. Corvinal é dos inteligentes e criativos. E Sonserina é dos ambiciosos e astutos.

- Minha família inteira foi da Grifinória — disse Harry, com orgulho. — Meu pai, meus tios... todos. Meu tio Alaric foi da Grifinória, e minha tia Isadora também. Gideon está no terceiro ano na Grifinória. Provavelmente vão para a Grifinória também.

- A minha também — acrescentou Morgana. — Meu pai, minha mãe, meu irmão Drake. Meu tio Elijah foi da Corvinal, mas ele é a exceção. Minha tia Lilith também foi da Corvinal. Eles são os estudiosos da família.

- Minha avó foi da Grifinória — disse Neville, com um sorriso. — Ela diz que é a melhor casa. Meu pai também foi da Grifinória. Minha mãe também. Toda a família Longbottom é da Grifinória.

- E eu quero ir para a Grifinória — disse Hermione, com determinação. — Li que Dumbledore foi de lá. E que é a casa dos bravos. Não quero ser nada menos que isso.

- E Sonserina? — perguntou Neville, com um tom de apreensão. — O que vocês acham?

- É a casa de Voldemort — respondeu Morgana, e viu Harry e Neville estremecerem. — Mas também é a casa de muitos bruxos bons. O que importa é o que você faz, não a casa em que você está. Meu pai sempre diz que o preconceito é uma das piores coisas do mundo bruxo. Que julgar alguém pela casa ou pela linhagem é ignorância.

- Ele está certo — disse Harry. — Meu tio Charlus diz a mesma coisa. Ele diz que há bruxos bons e maus em todas as casas.

- Minha avó também — concordou Neville. — Ela diz que o que importa é o caráter.

- E os professores? — perguntou Hermione. — O que vocês sabem sobre eles?

- Minha mãe conhece a Professora McGonagall — respondeu Morgana. — Ela é muito rígida, mas justa. Dizem que ela pode se transformar em um gato. Ela é a vice-diretora e professora de Transfiguração.

- Um gato? — Harry arregalou os olhos.

- É uma animaga — explicou Morgana. — É uma bruxa ou bruxo que pode se transformar em animal à vontade. É muito raro. Minha tia Lilith disse que ela é uma das mais talentosas do mundo.

- E o Professor Snape? — perguntou Neville, com um tom de apreensão. — Minha avó disse que ele é muito rigoroso. Ele é o professor de Poções.

- Ele é — concordou Morgana, lembrando-se das histórias de seu pai. — Mas ele também é um dos mestres de poções mais talentosos do mundo. Minha mãe diz que ele poderia ter sido um dos melhores curandeiros da história, se tivesse escolhido outro caminho. Ele é severo, mas justo.

- Por que ele não escolheu? — perguntou Harry.

- Não sei — respondeu Morgana, com honestidade. — Às vezes as pessoas fazem escolhas que não entendemos. Mas meu pai diz que todos têm suas razões. Que não devemos julgar sem conhecer a história completa.

- E a Professora Sprout? — perguntou Neville. — Minha avó disse que ela é ótima em Herbologia.

- Ela é — confirmou Morgana. — Minha mãe diz que ela é uma das melhores especialistas em plantas mágicas do mundo. E ela é muito paciente com os alunos. Minha tia Lilith disse que a estufa dela é a mais bonita de Hogwarts.

- E o Professor Flitwick? — perguntou Hermione. — Li que ele é um mestre em Feitiços.

- Ele é — respondeu Morgana. — Minha tia Lilith diz que ele é um dos professores mais queridos de Hogwarts. Ele é muito gentil e sempre incentiva os alunos. Ele também foi campeão de duelos na juventude.

- Parece que todos os professores são incríveis — disse Harry, com um sorriso.

- São — concordou Morgana. — Hogwarts é um lugar especial. Meu pai sempre diz que Hogwarts é o lugar mais seguro do mundo mágico.

A conversa se voltou para hobbies e interesses.

- Adoro ler — disse Hermione. — Livros de magia, história, ficção... tudo. Também gosto de estudar. Acho fascinante aprender coisas novas. Meus pais me deram uma enciclopédia trouxa quando eu tinha seis anos, e li inteira. Depois que descobri o mundo mágico, comecei a ler tudo o que podia sobre ele.

- Gosto de correr — respondeu Morgana. — Meu pai me ensinou. É como uma meditação. Também gosto de dançar, cozinhar, tocar piano. Minha mãe me ensinou a cozinhar, e meu pai me ensinou a tocar piano. E ler, é claro. Livros de romance, suspense, detetive... adoro histórias que me fazem pensar.

- Gosto de Quadribol — disse Harry, com entusiasmo. — E de estar com o meu primo Gideon. E de explorar. E de desenhar. Meu tio Charlus sempre me leva para conhecer lugares novos. Também gosto de jogar xadrez bruxo com meu tio.

- Gosto de plantas — disse Neville, com um sorriso tímido. — Minha avó tem um jardim enorme. E gosto de ajudar a cuidar. Também gosto de ler sobre Herbologia. É a minha matéria favorita, mesmo antes de começar as aulas.

- E animais? — perguntou Morgana. — Vocês têm animais de estimação?

- Trouxe Sombra — respondeu Morgana, acariciando a cabeça de seu gato. — Ele é meu companheiro. Minha gata Nimbus ficou em casa — ela é muito velha para viajar. Mas Sombra veio comigo. Ele sente quando estou ansiosa e fica comigo.

- Queria uma coruja — disse Harry. — Mas minha tia Isadora disse que posso esperar até o segundo ano. Por enquanto, tenho que compartilhar a coruja da família. Ela se chama Flecha, e é muito rápida.

- Minha avó tem uma coruja — disse Neville. — Ela se chama Athena. É muito inteligente. Ela entrega cartas para mim e para minha avó.

- Meus pais não entendem muito sobre animais mágicos — disse Hermione, rindo. — Mas eles me deram permissão para ter um gato. Ainda não escolhi qual. Quero um que seja esperto e leal.

- Sombra é esperto — disse Morgana, acariciando sua cabeça. — E leal. Ele nunca me deixa.

A conversa se voltou para os preconceitos no mundo bruxo.

- O preconceito contra nascidos trouxas é uma das piores coisas no mundo bruxo — disse Morgana, com uma tristeza na voz. — Minha família sempre lutou contra isso. Meu pai sempre diz que a pureza do sangue é uma mentira inventada para justificar o ódio.

- Minha avó também diz isso — concordou Neville. — Ela diz que os melhores bruxos que ela conheceu eram nascidos trouxas ou mestiços.

- Meu tio Alaric diz a mesma coisa — acrescentou Harry. — Ele diz que o que importa é o caráter, não o sangue.

- É bom ouvir isso — disse Hermione, com um sorriso. — Estava preocupada com como seria tratada.

- Você vai ser tratada com respeito — disse Morgana, com convicção. — E se alguém te tratar mal, você terá a mim, Harry e Neville para te defender.

- E eu também — disse Harry. — Não vou deixar ninguém te machucar.

- Nem eu — disse Neville.

Foi então que ouviram o barulho.

- Querem alguma coisa do carrinho, queridos?

A porta se abriu, e uma mulher rechonchuda e sorridente apareceu, empurrando um carrinho cheio de guloseimas. Sombra ergueu a cabeça, farejando o ar com interesse. Seus olhos verdes se fixaram no carrinho, e ele miou baixinho, como se dissesse vamos ver o que tem.

Harry, Morgana, Neville e Hermione se levantaram imediatamente.

- Vou ver o que tem — Morgana disse, levantando-se com uma determinação que não sentia.

Sombra a seguiu até a porta, seus olhos verdes fixos no carrinho.

- O que você recomenda? — Ela perguntou à mulher, tentando soar casual.

- Os sapos de chocolate são os favoritos — disse ela, sorrindo. — E as tortinhas de abóbora são deliciosas. Mas se você gosta de algo mais... ousado, os feijõezinhos de todos os sabores são uma aventura.

- Não gosto muito de abóbora — admitiu Morgana, fazendo uma careta. — Minha irmã Maeve adora, mas eu acho o gosto muito forte. Acho que é porque minha mãe sempre tentou me fazer comer sopa de abóbora quando eu estava doente, e eu detestava.

- Então experimente os bolos de caldeirão — sugeriu a mulher. — São leves e têm um recheio de creme de baunilha. E as varinhas de alcaçuz são ótimas para mastigar.

Ela comprou dois de cada — sapos de chocolate, bolos de caldeirão, varinhas de alcaçuz, tortinhas de abóbora para os outros, e três caixas de feijõezinhos de todos os sabores. Também comprou algumas pimentas de fogo para levar para Drake, como ele sempre pedia, e uma caixa de bombas de bosta para ele aprontar com os amigos.

Quando eles voltaram para a cabine, despejaram os doces no assento vazio.

- É a primeira vez que tenho dinheiro para gastar assim — respondeu Morgana, rindo. — Meu pai me deu uma mesada generosa para o ano letivo. Minha família tem uma boa fortuna, e eles nunca me negaram nada. Mas também me ensinaram a valorizar o que tenho. Meu pai sempre diz que o dinheiro é uma ferramenta, não um fim em si mesmo.

- Meu tio Alaric é assim também — disse Harry, pegando um sapo de chocolate. — Ele diz que dinheiro não é tudo, mas que nunca devemos nos preocupar com o que precisamos. E minha tia Miriam sempre diz que devemos usar o que temos para ajudar os outros.

- Meus pais também dizem isso — concordou Morgana. — Minha mãe sempre diz que a verdadeira riqueza não está no que você tem, mas no que você é. E meu pai diz que o dinheiro é uma ferramenta, não um fim em si mesmo.

- Meus pais são dentistas — disse Hermione, com um sorriso. — Eles não entendem muito sobre magia, mas eles sempre me apoiaram. Eles me deram dinheiro para comprar todos os meus livros. Eles dizem que conhecimento é o melhor investimento que alguém pode fazer. — Disse Hermione com um sorriso

Comeram os doces em silêncio, saboreando cada mordida. Os sapos de chocolate eram deliciosos — o chocolate derretia na boca, e a surpresa da figurinha dentro era uma pequena aventura. Os bolos de caldeirão tinham um recheio cremoso de baunilha. As varinhas de alcaçuz eram mastigáveis e doces. Os feijõezinhos de todos os sabores, porém, eram uma roleta-russa — alguns eram deliciosos, outros eram terríveis.

- Eca! — exclamou Neville, cuspindo um feijão. — Couve-de-bruxelas!

- Eu avisei — disse Harry, rindo. Ele havia provado um de caril e feito uma careta.

- Pelo menos não foi bicho-papão — disse Hermione, que havia provado um verde e feito uma careta. — Mas também não foi bom. Sabor de... alga?

- Espinafre — corrigiu Morgana, tendo provado o mesmo. — Minha mãe sempre diz que tenho um paladar muito sensível.

- Isso é uma coisa boa ou ruim? — perguntou Neville.

- Depende — respondeu Morgana, rindo. — É bom quando estou provando algo que gosto. É ruim quando estou provando algo que não gosto. Como abóbora. Ou sopa de legumes.

A paisagem continuava a mudar. As colinas verdes estavam dando lugar a montanhas mais altas, e o céu estava se tornando mais escuro. O sol começava a se pôr, pintando o céu de tons de laranja e rosa. O trem começou a diminuir a velocidade.

- Acho que estamos chegando — disse Harry, olhando pela janela.

- É — concordou Hermione. — Li que Hogwarts é no topo de um penhasco, à beira de um lago. A visão deve ser espetacular.

- Vocês estão animados? — perguntou Morgana, sentindo a ansiedade se misturar com a expectativa.

- Sim — respondeu Harry, com um sorriso. — E com medo também.

- Eu também — admitiu Neville.

- E eu — disse Hermione. — Mas acho que é normal.

- Minha mãe diz que sentir medo é humano — respondeu Morgana. — Que o importante é não deixar que ele te paralise. Meu pai sempre diz que a coragem não é a ausência de medo, mas a capacidade de agir apesar dele.

O trem finalmente parou com um solavanco, e a voz ecoou pelo corredor:

"Vamos chegar a Hogwarts dentro de cinco minutos. Por favor, deixem a bagagem no trem — ela será levada para a escola."

- Bem, é agora — disse Harry, levantando-se.

- Vamos — concordou Morgana, pegando Sombra no colo.

- Precisamos nos trocar — lembrou Hermione, olhando para suas vestes já impecáveis. — Vocês ainda estão com roupas trouxas.

- É verdade — disse Harry, olhando para sua própria roupa.

- Vou me trocar primeiro — ofereceu Morgana, pegando sua mala.

No banheiro, encarou-se no pequeno espelho. Seu rosto estava corado, e seus olhos azuis brilhavam com uma mistura de ansiedade e excitação.

- Você consegue — sussurrou para seu reflexo. — Você consegue. Você é uma Blackwood. Você é forte. Você é capaz.

Trocou-se rapidamente, sentindo o tecido das vestes contra sua pele. Era estranho usar algo tão... oficial. Como se estivesse se preparando para entrar em um mundo completamente novo. As vestes pretas eram simples, mas elegantes, com o brasão da escola bordado no peito.

Quando saiu, Harry e Neville estavam esperando.

- Sua vez — disse, sorrindo.

Enquanto eles se trocavam, sentou-se com Sombra no colo, observando a paisagem escura lá fora. As montanhas se tornavam mais altas, e o céu estava cheio de estrelas. A lua estava aparecendo, uma crescente prateada que lhe lembrou seu nome — Selene, a deusa da lua.

- Você está nervosa? — perguntou Hermione, sentando-se ao seu lado.

- Muito — admitiu Morgana. — E se eu não for para a casa certa? E se eu não for para a Grifinória, como toda a minha família?

- A casa certa é aquela que te escolhe — respondeu Hermione, ecoando suas próprias palavras. — O Chapéu Seletor sabe o que está fazendo. E independente da casa, você ainda será você.

Harry e Neville saíram do banheiro, e todos se juntaram ao fluxo de estudantes que se moviam em direção às portas.

A plataforma era escura e úmida, e a luz de uma lâmpada balançava sobre suas cabeças. O ar frio da noite ardia em seus pulmões, e Morgana sentiu o cheiro de água e pedra.

- Alunos do primeiro ano! Primeiro ano aqui! — A voz de Hagrid ecoou sobre o barulho. — Tudo bem, Harry! — ele acenou para Harry. — E você, Morgana! Seu pai falou muito de você! Disse que você é uma das melhores corredoras que ele já conheceu!

- Oi, Hagrid! — gritou de volta, sentindo-se mais leve. A referência aos seus treinos com seu pai a fez sorrir.

Seguiram Hagrid por um caminho íngreme e estreito, com Sombra aninhado em seus braços. As estrelas brilhavam acima deles, e o ar frio da noite ardia em seus pulmões. O som da respiração dos outros alunos e o farfalhar das vestes criavam uma sinfonia que ecoava na escuridão.

- Vocês vão ter a primeira visão de Hogwarts em um segundo — Hagrid gritou por cima do ombro. — Logo depois dessa curva!

O caminho se abriu, e Morgana viu o castelo.

Ele era majestoso, iluminado por janelas cintilantes que pareciam estrelas na escuridão. As torres se erguiam contra o céu, e o lago refletia a luz do castelo como um espelho. Era como uma pintura que ganhara vida, ou um sonho que se tornara real. Morgana sentiu a familiaridade da sensação que tinha ao observar a lua de seu quarto — a mesma paz, a mesma admiração.

- É lindo — murmurou, e sentiu as lágrimas ameaçarem.

- É — concordou Harry, ao seu lado. Seu olhar estava fixo no castelo, e Morgana viu a mesma admiração em seus olhos verdes.

- Minha tia Lilith me disse que a biblioteca tem mais de cem mil livros — sussurrou Morgana, mais para si mesma do que para os outros. — E que alguns deles são tão antigos que se desfazem ao toque. Ela disse que a seção de Runas Antigas é a mais impressionante de todas.

- Cem mil? — Hermione arregalou os olhos. — Isso é mais do que todas as bibliotecas que já vi juntas.

- E ela conhece cada um deles — acrescentou Morgana. — Minha tia Lilith é a bibliotecária de Hogwarts. Ela é... bem, ela é incrível.

- Vamos, vamos! — Hagrid os guiou em direção aos barcos. — Só quatro em cada barco!

Entraram em um barco com Harry, Hermione e Neville, e Sombra se aninhou no colo de Morgana. O barco deslizou suavemente pelo lago, e o castelo se aproximava lentamente. A água era escura e lisa como um espelho, refletindo as estrelas e as janelas iluminadas do castelo. O som dos remos ecoava contra a superfície da água, e o ar frio da noite ardia em seus pulmões.

- Abaixem as cabeças! — berrou Hagrid quando os barcos chegaram ao penhasco.

Abaixaram a cabeça enquanto os barcos atravessavam uma cortina de hera e entravam em um túnel escuro. Sombra se encolheu contra Morgana, e ela o acariciou, sussurrando palavras de conforto. O túnel cheirava a água e pedra, e o som dos remos ecoava contra as paredes.

Quando finalmente desembarcaram e subiram as escadas de pedra, a enorme porta de carvalho do castelo se ergueu diante deles, imponente e majestosa.

Hagrid se adiantou, seu corpo enorme bloqueando a luz das tochas.

- Estão todos aqui? — ele perguntou, olhando para trás. — Você aí, ainda está com o seu gato?

Sombra miou baixinho, como se respondesse.

Hagrid riu, um som profundo e caloroso.

- Então vamos.

Ele ergueu um punho gigantesco e bateu três vezes na porta do castelo.

BAM. BAM. BAM.

O som ecoou pelo corredor, e Morgana sentiu o tremor através do chão de pedra.

- "ÚLTIMOS ALUNOS! CHEGAMOS!" — a voz de Hagrid ecoou como um trovão.

A porta começou a se abrir lentamente, rangendo em suas dobradiças antigas, e uma luz dourada inundou o hall de entrada.

E Morgana Selene Blackwood, com Sombra em seus braços, Harry ao seu lado, Hermione e Neville atrás dela, estava finalmente entrando em Hogwarts.

O desconhecido se abria diante dela como um livro em branco, e ela estava pronta para escrever sua própria história.


Notas finais
Notas Finais da Autora 🌙✨ E assim, Morgana e seus amigos chegavam a Hogwarts! Este capítulo foi uma verdadeira imersão nas vidas e almas dos personagens - compartilharam suas famílias, seus medos mais profundos, seus traumas e suas esperanças para o futuro. Viu-se Morgana abrir seu coração sobre sua ansiedade e suas fobias, Harry sobre a perda de seus pais, Neville sobre o legado de seus heróis e Hermione sobre sua jornada como nascida trouxa. Exploraram juntos o mundo bruxo, o Ministério, as casas de Hogwarts, os professores, o Diretor Dumbledore, os hobbies e os animais de estimação. E, é claro, não podia faltar o carrinho de doces e as guloseimas que tornam a viagem para Hogwarts tão especial! O capítulo termina exatamente onde deveria - com Hagrid batendo na porta do castelo, anunciando a chegada dos novos alunos. A jornada de Morgana em Hogwarts está apenas começando, e mal se pode esperar para compartilhar cada momento com os leitores. No próximo capítulo, vocês testemunharão a tão esperada Cerimônia de Seleção! Em qual casa Morgana será colocada? E Harry, Neville e Hermione? O Chapéu Seletor terá muito a dizer... Deixem nos comentários suas impressões, teorias e o que mais gostaram neste capítulo! Qual parte mais tocou vocês? Quais personagens estão mais ansiosos para ver na Seleção? Até o próximo capítulo! 💌🦉 Curiosidade do Capítulo: A amizade com Hermione Granger é uma das mais importantes que Morgana desenvolverá, e os primeiros diálogos sobre livros, magia