Notas iniciais
Olá pessoas! Ás leitoras que estão acompanhando a história, deixo aqui o meu muito obrigada. Estou verdadeiramente feliz com o retorno que tive e espero que continue assim. para isso, devo pedir que continuem com os comentários e também favoritando a história, isso é muito importante. Sei que ainda é cedo para recomendações, portanto o que peço de coração são os reviews, assim podem me dizer o que acham da história e também sugerir ou reclamar de algo que esteja causando incômodo. Estou aqui para agradar. Por fim, boa leitura a todas, espero que gostem, pois foi feito com muito amor. Um beijo e até as notas finais!

Na segunda-feira o mundo continuava a girar como se nada tivesse acontecido. Mas aconteceu. E, pelo que Hugo notou ao chegar à escola recebendo olhares atravessados de cada canto da entrada, todos sabiam. Ele compreendia o motivo da atenção indesejada e de forma alguma pensou em dar importância àquilo.

Hogwarts, a escola na qual estudava desde a morte dos pais era grande, rústica e, o mais importante para o ruivo, pública, assim como a antiga. Transferiu-se apenas porque Hogwarts estava localizada a poucos quilômetros da mansão dos Malfoy.

A primeira coisa que o garoto notou quando se mudou foi a gritante diferença de uma escola do subúrbio para uma escola do centro. Mesmo em Londres, uma cidade tão evoluída, as características se divergiam completamente, sobretudo no que se dizia respeito aos alunos. Em Durmstrang eram mais agressivos, Rose mesma costumava dizer. Hugo combinava muito mais com o colégio novo, onde tudo era mais tranquilo. Até mesmo as provocações que recebia referentes à beleza de sua irmã mais velha eram, de certa forma, respeitosas. O adolescente culpava os hormônios dos colegas pelas brincadeiras e conseguia apenas sentir pena por eles não terem desenvolvido a capacidade de domar as reações do próprio corpo. Ele gostava dali, era o que passava por sua cabeça enquanto admirava o imponente prédio de quatro andares à sua frente.

– Parece que você se transformou num zumbi que vai comer o cérebro deles. – zombou às suas costas uma garota que ele conhecia bem. Ela pôs-se à sua frente – Reparando bem, parece mesmo um zumbi.

Melissa McLaggen se ingressou no colégio no mesmo ano que ele. Até a chegada do jovem, ela era a novata.

Os dois entraram na escola. Tinham um longo dia pela frente.

– Em minha defesa, Rose e Scorpius estão piores. – tentou justificar.

Não que precisasse dar explicações a Melissa. Ela era do tipo que não precisava dessas coisas, por isso combinavam tanto. Ele também não cobrava muito dela. Ambos se doavam na medida que podiam. Tornaram-se amigos no terceiro dia de aulas dele, quando a garota o convidou para ser seu parceiro nos trabalhos de Química. O menino sardento foi, aos poucos, mostrando-se uma boa pessoa. Logo estavam tão próximos que tinham a sensação de que não sobreviveriam naquele lugar sem a companhia do outro. Eram como unha e carne, Batman e Robin, Scott e Stiles, Fitz e Simmons, Gavião Arqueiro e Viúva Negra. Eram uma dupla e tanto. Um ajudava e o outro retribuía.

Quando chegou a Hogwarts Hugo reparou que, embora as ofensas não fossem explícitas devido à rigorosa administração da escola, o bullying não era inexistente. McLaggen era gorda, contudo, muito segura de si. Não sentia vergonha do próprio corpo e não escondia-se apenas por ser diferente. Mel, como era chamada pelos amigos, gostava de se cuidar como qualquer outra garota. Seus cachos loiros mantinham-se sempre sedosos e impecáveis, nunca aparecia desarrumada em público, sua pele era macia como pétalas de rosas e sua boca, tão bem desenhada, estava constantemente pintada de uma cor bem chamativa. Melissa era inegavelmente bonita e cuidava da saúde como ninguém. Seu peso mostrava apenas que não fazia sacrifício algum contra sua natureza. Era questão de genética, ela apenas atentava-se para que nada saísse do controle. O colesterol permanecia em taxas normais, o coração apresentava-se em perfeitas condições, a alimentação era regulada e possuía fôlego para encarar uma maratona. Melissa McLaggen não dispunha de problema algum, e ficava orgulhosa em admitir isso. Ela se amava. No entanto, mesmo as pessoas mais seguras são vulneráveis a críticas. Para essas ocasiões, Hugo estava lá para convencê-la do quão linda era. E ele nunca mentia.

Eles já estavam no terceiro andar, se encaminhando para a sala onde teriam aula de Literatura Avançada, quando o silêncio foi quebrado novamente.

– Vai ao jogo amanhã? – a loira quis saber.

Embora não possuísse talento algum para o esporte, Hugo não perdia nenhum jogo de Hugby da escola. Até fazia parte da comissão dos times internos, ou melhor dizendo, de um time em especial. Grifinória era a equipe do coração do rapaz. Ele admitia que os jogos interescolares eram muito mais interessantes pois somente os melhores estavam em campo – a maioria da Grifinória – entretanto, para um torcedor fiel, a emoção era a mesma em todas as partidas.

– Não sei ao certo. – parou recostando-se na parede em frente à sala enquanto o sinal não tocava. Melissa acompanhou-o – Um pessoal vai se alojar lá em casa hoje. – informou desgostoso.

– E qual é o seu problema com esse pessoal?

– São parente do Scorpius. – bufou – Reclamam de tudo e de todos.

– Tudo bem, mas como isso impede você de ir ao jogo? – a loira divertia-se com as reclamações do amigo.

– Digamos que elas não gostam da minha irmã e de mim.

– Elas?

– Sim, as avó e tia do Malfoy. – explicou – Não aceitam o que o Draco fez por nós.

– Ainda não vejo razão alguma para faltar ao jogo. – retrucou.

– Elas nos insultam, odeiam os Weasleys que “roubaram” o lugar da sra. Malfoy. – confessou envergonhado e também um tanto irado – Não quero que a Rose carregue o fardo sozinha.

Melissa apiedou-se do ruivo, e deu-lhe um abraço, que foi retribuído agradavelmente.

– Imaginei que não quisesse falar do que houve. – sussurrou no ouvido dele – Porém, se quiser conversar estou à disposição.

– Você imaginou certo. – tornou no mesmo tom antes de afastar-se dela.

Eles não eram de se abraçar muito. As representações de carinho que tinham um com o outro resumiam-se em tapas e socos de leve no braço do parceiro.

– Vou passar a noite na casa da Sra. Baker, então. – comentou encostando-se na parede e cruzando os braços abaixo dos seios – Minhas irmãs já vão para lá, e ela está sendo muito gentil, até porque, apenas Alexa conhece Juli, a filha dela.

– Você queria ir para a minha casa? – inquiriu Hugo curioso.

– Não queria incomodar ainda mais a Sra. Baker. Alexa é amiga da filha dela e eu dei muitas desculpas para que minha mãe mandasse Maggie também. – respondeu tristemente – Queria muito ficar em casa. – lamentou – Meu pai e seus jogos idiotas com os amigos idiotas e bêbados dele – tomou folego – São repugnantes. – terminou contorcendo o rosto numa careta de puro nojo.

– Você pode ficar comigo. – assegurou o garoto.

– Não é um bom momento.

– E daí? Duas velhas não vão tirar nossa liberdade. Só não invada meu quarto no meio da madrugada. Minha irmã pode imaginar que você quer abusar de mim. – brincou.

– Não garanto nada.

Eles sorriram. Na verdade gargalharam.

– Vou inventar uma desculpa para a minha mãe então. Obrigada, Ferrugem.

– Não foi nada, Magrela.

***

Nem Scorpius nem Rose foram à faculdade. Precisavam permanecer em casa para receber Moira Greengrass e Daphne Zabini. Mesmo que as duas não merecessem, era de bom tom que eles as acolhessem devidamente. Moira sempre dava um jeito de criticar Rose. Seja pelos cabelos, pelas roupas, comportamento. Até as unhas da jovem foram alvo da senhora certa vez. Contudo, o melhor a se fazer era fingir que nada acontecia. Quando atingem certa idade, pessoas amarguradas falam sem pensar. Pelo menos era o que a ruiva imaginava.

– Winky falou que era melhor deixar as coisas da sua avó no primeiro andar. Ela pensa que a Sra. Greengrass ficará melhor acomodada aqui. – comentou a moça com o Malfoy enquanto tomavam café da manhã na mesa de jantar da família. Haviam se levantado já tarde. – Alguma objeção? – questionou ao passo que alcançava uma fatia de bolo de chocolate.

Estava sendo cautelosa, pois sabia o quanto Scorpius podia ser explosivo quando se tratava da família de sua mãe.

– Peça que ela prepare o quarto de hóspedes lá em cima, junto com a tia Daphne, mas não no mesmo quarto. A minha tia só bajula a minha avó, entretanto não possui paciência alguma para com ela. – disse mau humorado, encarando fixamente o café em sua xícara – E cuide para que o elevador seja desligado logo após os jantares. Não quero ver Moira incomodando os empregados durante a madrugada.

– Direi a Winky logo depois de terminar aqui. – informou tomando um gole de seu chá e criando coragem para prosseguir – Scorpius – chamou – Olhe para mim.

Relutante, ele acatou.

– Não seja rude com elas. – aconselhou – Especialmente com a sua avó. Ela já tem certa idade. Sei que nenhuma das duas é um poço de simpatia, todavia é a família que você tem agora.

– Tem coragem de chamar aquilo de família? – indagou com desprezo – Só uma pessoa presta naquela família, e você sabe quem é. No meio de Zabinis e Greegrass não é possível encontrar amor, Rose. Não mais.

– São sangue do seu sangue. – retrucou indignada – Não é possível que não sinta nada por eles. – a jovem mal percebeu, porém havia elevado a voz.

– Eu sinto. – discordou – Repulsa. E se quer saber, Rosie. – continuou, se retirando da mesa – A minha família se resume aos meus irmão agora. Vocês.

Até o inicio da tarde nada demais aconteceu. Rose só viu Scorpius durante o almoço, depois ele sumiu da casa, porém, não do terreno. Ela sabia onde ele se encontrava e sabia também que não queria ser incomodado.

Arrumou-se para o encontro com a família de Astoria. Trajava uma blusa verde-musgo, pois Moira gostava da cor, saia marrom-terra e sapatos simples, sem salto. A Sra. Greegrass odiava sapatos que deixavam os dedos à mostra. Rose tentava evitar, no entanto queria agradar a senhora. Por anos a respeitava e fazia tudo que lhe agradava e mesmo assim só recebia criticas e ofensas em troca. Nunca pensou em tentar parar de mimá-la. No fundo, tinha esperanças que todas as avós do mundo fossem como a dela.

No momento em que terminava de passar um batom discreto nos lábios, alguém bateu à sua porta. Ela permitiu a entrada.

– Srta. Weasley. – chamou Emily, uma das empregadas da casa – As Greengrass acabaram de chegar.

Pontuais como sempre, a garota pensou antes de agradecer Emily pelo aviso. As senhoras haviam marcado às duas da tarde, e era uma e cinquenta e oito quando a ruiva desceu as escadas para, junto do loiro, aguardar Moira e Daphne.

Às duas em ponto elas entraram na sala de visitas.

Às duas e dois Moira alfinetou Rose, alegando que seu visual a fazia parecer mais apagada do que o normal.

Às duas e sete Daphne queixou-se no péssimo atendimento que estava recebendo. Como se aqui fosse um hotel, Scorpius respondeu mentalmente.

E, finalmente, às duas e oito, uma convidada inesperada saiu do carro que transportara as duas loiras até a mansão. Contrastando completamente com as outras, essa era jovem, alta e cheia de energia. Suas roupas revelavam toda a elegância de sua criação. Ela caminhou até a porta de entrada com a postura impecável sobre um salto de pelo menos dez centímetros.

Altiva e destemida, era o que aparentava ser. Moderna, sofisticada e com um toque de rebeldia, exatamente às duas e nove, a prima de Scorpius, Diana Zabini, adentrou a mansão.

Notas finais
Oi de novo gente! Bem, estou aqui para informar sobre o grupo de leitoras das fanfics da Weasley Valente no whatsapp. Se você estiver interessada em saber um pouco mais a respeito das fics, conversar com mais leitoras como vocês e também se divertirem, é só enviar o número do teu telefone com DDD pra mim na MP e dizer o seu nome que será adicionada. Em caso de dúvida ou desconfiaça é só me procurar na MP e eu esclareço tudo. Beijos meninas e até os reviews!