A Hard Love 2
25 Stay
Dormir era para ser uma das melhores coisas da vida, se eu não tivesse dormido no carro. O som das batidas na janela me acordaram, os cabelos loiros estavam um pouco bagunçados, os olhos azuis me encaram com um tom de diversão.
— Bom dia, Santana. – Millicent disse, rindo um pouco. – Achei que fosse para casa ontem à noite.
— Acho que peguei no sono. – resmunguei, depois de abrir a janela. – E você? Já está acordada?
— Já passaram das dez da manhã, caso não saiba. – ela riu mais, me estendendo um copo de café de uma cafeteria qualquer. – Devia ir para casa tomar um banho. – sua careta me fez revirar meus olhos. – De qualquer maneira, Rachel não está bem hoje, sua mãe disse que ela não quer ver ninguém, nem mesmo Quinn ou Brittany.
— Eu não vou deixar ela sozinha. – murmurei, abrindo a porta para sair, mas Millicent a fechou.
— É sério, Santana. – ela sussurrou, se aproximando mais, deixando seu rosto próximo ao meu. – Você precisa de um banho.
— Millicent!
— Hey! Não seja chata! – ela deu a volta no carro e entrou, sentando no banco ao meu lado. – Se quiser uma ajuda, posso ir com você.
— Ajuda para tomar banho? – franzi minha testa, ligando meu carro.
— Não! – ela arregalou os olhos. – Estava dizendo sobre a casa. Se precisar de ajuda com algo em casa. Quero dizer, Rachel disse algo sobre você estar vivendo com seus pais novamente, ela acha que seria melhor você voltar para Los Angeles, e pediu para que eu lhe ajudasse, sabe? Afinal, com quem você deixou o gato?
— Ratinho está com Lexie. – respondi, ignorando todo resto da conversa. – Ela precisou voltar, prometeu cuidar do gato.
— E você? – franzi minha testa. – Vai continuar aqui até quando?
— Como assim?
— Rachel acha que você está desistindo de sua vida por ela. Me desculpe, eu não queria me intrometer, mas… Rachel pode estar certa. Quero dizer, a quanto tempo Rachel voltou para Ohio?
— Três meses? – respondi, um pouco em dúvida. – Isso não importa, eu disse que ficaria por ela, e não irei embora para Los Angeles enquanto ela precisar de mim.
— Três meses Santana. – ela murmurou, suspirando. – Quinn havia dito que irá voltar para Los Angeles, Brittany não concorda muito mas também voltará.
— Andrea não vai voltar. – parei o carro em frente em casa, tirando o cinto em seguida. – Eu também não irei.
— Você tem seu direito, assim como Andrea. Mas você acha certo?
— Ficar para proteger minha noiva? Claro!
Eu saí do carro, Millicent saiu em seguida, nós entramos em minha casa e eu segui para meu quarto, ainda com Millicent atrás de mim.
— Eu não estou dizendo para você deixar ela, estou dizendo que…
— Millicent, eu não irei voltar! – gritei, parando rapidamente, a fazendo chocar em mim. – Não me importa o que você diga, o que você pense, o que Shelby ou qualquer outra pessoa diga! Eu não irei voltar para Los Angeles, não deixarei Rachel aqui sozinha!
Ela se afastou lentamente, seus olhos azuis brilhavam, fechei meus olhos com raiva e me afastei, indo em direção à janela.
— Me desculpe. – ela murmurou. – Eu não direi mais nada. Não tenho o direito, afinal.
— Milli… – me virei novamente para ela, suspirando. – Eu não quis gritar com você.
— Tudo bem Santana. – ela sorriu minimamente, ajeitando a bolsa em seu ombro. – Acho que irei ver como Andrea está, já que Rachel não quer companhia.
— Espere… – me aproximei dela novamente, segurando sua mão direita em seguida. – Fique.
Lentamente senti seus dedos cruzarem com os meus, desviei meu olhar para nossas mãos, em seguida voltei a olhar para seus olhos azuis, Millicent estava séria.
— Me desculpe. – ela sussurrou, me fazendo franzir a testa. – Por isso.
De repente senti seus lábios tocando os meus, arregalei meus olhos com o ato, até senti sua outra mão tocar minha nuca carinhosamente, passei a fechar meus olhos. Estranhamente, eu estava aproveitando o beijo, estranhamente eu queria o beijo. Coloquei minha mão esquerda em sua cintura, a imagem de Rachel passava em minha mente, era como se minha mente projetasse Rachel ali em minha frente, era como me imaginar beijando ela.
Quando a senti se afastando, notei que nossos dedos ainda estavam cruzados. Millicent arregalou seus olhos, se afastou rapidamente, fazendo nossas mãos se soltarem, ela tropeçou em seus próprios pés e correu para fora, sem falar uma única palavra.
— Droga… – resmunguei.
Fale com o autor