A Guirlanda
1 One-shot
Notas iniciais
Árvores, presentes, laços, embrulhos, caixinhas musicais, ceia, tudo isso faz parte do natal. Que nem as famosas guirlandas.
E era justamente esse objeto que nossa conhecida menina de olhos safiras, May, estava atrás.
— Fala pra mamãe que eu vou achar!!! — May dizia gritando no celular.
— Ok!Mas anda né?
— Tchau Max! — May disse desligando o celular, bem irritada.
A morena TINHA que arranjar uma guirlanda antes das lojas fecharem e bem... O tempo estava contra ela.
— Porque eu tinha que estragar aquele troço!— Ela dizia irritada andando e observando as vitrines.
Todo o problema tinha começado quando May e Max estavam brigando, só para variar e, a menina sem querer derrubou a guirlanda favorita da mãe, não só derrubando como pisando e a estragando totalmente.
— Você que deveria estar aqui Max! — May entrava em uma loja e observava algumas guirlandas na prateleira.
A busca da menina se tornava cada vez mais difícil. Enquanto ela caminhava e olhava atentamente as vitrines ela viu em uma loja um lindo pingente de safira em forma de uma rosa.
— Puxa... Que lindo! — Seus olhos brilharam ao ver aquele objeto. — Mas você deve se concentrar em outras coisas May!
Ela voltou a andar e andar...
— Moça você tem uma guirlanda, mais ou menos deste tamanho, com detalhes dourados e...
— Lamento, mas todas as nossas guirlandas já acabaram!
— Ah... Obrigada... — May dizia derrotada, era isso em quase todas as lojas.
A menina já estava cansada e pensava em desistir quando entrou em uma loja na esquina.
— Olá... Será que vocês teriam uma guirlanda...
A moça que estava ocupada no telefone apontou para uma prateleira no lado esquerdo, onde havia apenas uma guirlanda.
— Eu não acredito!Obrigada!
May saiu correndo até que parou.
— Não é possível!É igualzinha a guirlanda da mamãe!É muita sorte!
Mas a atenção da menina foi desviada para a de uma moça do outro lado do corredor, que também observava a guirlanda.
— Nem pensar... — May disse correndo em direção ao objeto.
Nada mais importava, senão conseguir comprar aquela bendita guirlanda, e nada atrapalharia May, ela correu e pulou todos os obstáculos, empurrou alguns clientes e funcionários até tocar na guirlanda.
— Eu conse...
Quando a menina estava prestes a terminar, a moça lhe arrancou a guirlanda.
— O que? — May dizia surpresa.
— Desculpe benzinho! — A moça disse correndo para o caixa.
— Ah não se desculpe!
May levantou e começou a correr atrás da moça e seu carrinho, agora todos da loja pararam para ver a “algazarra” que estava acontecendo.
— Sua louca!Pare de me seguir!
— Eu peguei essa porcaria primeiro!Me devolva!
A moça já cansada soltou o carrinho e então saiu em disparada para o primeiro caixa, ela pulou algumas decorações então conseguiu chegar.
— Aqui!
— 50 reais senhorita.
Mais que rapidamente, abriu a carteira e entregou a nota de 50, pegando a guirlanda e saindo.
Enquanto nossa heroína... Bem... Estava sentada no chão ofegante.
— Eu não acredito...
— Nem eu...
May assustada olhou para trás e viu certo par de olhos esmeraldas.
— Eu diria realmente que desta vez você agiu como uma completa selvagem.
— D-drew... O que... — May agora estava um tanto vermelha e envergonhada.
—Acho melhor sairmos daqui não é mesmo? — Drew disse apontando para as pessoas que a olhavam.
— Ok...
Drew e May saíram da loja, e a morena ficou extremamente envergonhada por ele ter visto a cena anterior. Eles se sentaram em uma mesa na frente de uma cafeteria.E ali ficaram um olhando para o outro.
— Então...
— Er... Você deve me achar louca depois do que viu... Né?
— Não...
—Sério? — Os olhos de May brilharam por um instante.
— Você sempre foi pirada.
Uma gota apareceu na testa da menina, ele sempre continuaria o mesmo...
— Metido... — May disse colocando a cabeça na mesa e apoiando seus braços nela também.
— Então, porque agiu daquele jeito, ou melhor, porque queria tanto aquela guirlanda?
— Não é da sua conta! — May disse já irritada.
Drew por um instante arqueou uma das sobrancelhas e observou a menina na sua frente.
— É da minha conta sim... Ainda mais porque posso te ajudar... — Ele disse batendo os dedos na mesa e virando o rosto para outro lado.
— O que?Você pode me ajudar mesmo??? — May disse em um pulo saltando da cadeira e ficando em cima da mesa, com olhinhos brilhantes fitando o menino.
Drew deu uma olhada de canto para ela e, tentou não rir com aquela cena. Ele levantou a mão até ser atendido por uma moça, pouco tempo depois dois expressos estavam em cima da mesa e ele fitava May.
—Então... — May pegou a xícara e levou até a boca bebendo o liquido contido ali, depois dando uma pausa e olhando Drew — Você pode me ajudar mesmo?
— Claro, esqueceu quem eu sou? — Drew disse passando a mão no cabelo e dando uma jogada na franja.
— Então você... — May olhou para a xícara e ficou meio corada — Vai me ajudar?
Drew ficou quieto por um instante e tomou seu café calmamente, olhando então a decoração de natal da rua.
— Não.
— O que??? — May disse gritando. — Você disse que ia me ajudar!
Drew deu uma risada e só então olhou a morena dos olhos safira.
— Em nenhum momento eu me lembro de ter falado que ia te ajudar...
— Mas...
May agora estava totalmente irritada e a ponto de explodir.
— Porém... Vou ignorar sua falta de educação e te ajudar... Quer dizer... Se você disser a palavrinha mágica...
— Sacana! — May disse para si mesma. — Vai sonhando...
Ela se levantou e saiu dali totalmente brava.
— May... May...
Drew disse para si mesmo, enquanto vasculhava o bolso da calça e observava uma caixinha azul de veludo.
— Mas não tem nenhuma mesmo? — May dizia meio choramingando.
— Eu lamento, mas não.
—... Obrigada... — May disse saindo da loja.
A garota olhou em seu relógio, faltavam apenas 10 minutos para todas as lojas fecharem e ela ainda não havia conseguido achar a guirlanda. Ela se sentou no degrau da loja e observou desanimada o chão.
— O que eu imaginava...
May levantou o olhar e viu Drew ao seu lado.
— Veio aqui se vangloriar?
—Não... Vir aqui ajudar uma amiga...
May se assustou com o que Drew havia dito, mesmo assim ela voltou a se encolher e olhar para o chão.
— Faltam dez minutos, nem daria tempo.
— Quem disse?Você virou vidente por acaso?
— Não, mas...
Drew estendeu a mão para May levantar, a menina olhou Drew no fundo dos seus olhos fazendo com que ele corasse um pouco e virasse a cara.
May por um minuto pensou no porque Drew estar lhe ajudando, mesmo ela pensando e pensando, não conseguiu entender o que o garoto de cabelos verdes estava fazendo ali. Mesmo assim ela ficou feliz por tê-lo ao seu lado. Ela se levantou e sorriu para ele.
— Faltam 9 minutos agora. — Ele dizia tentando fazer com que ela parasse de olhá-lo.
— Ok!
— Que lojas faltam?
— Acho que umas 3...ou 4...
— Vamos ter que correr mesmo!
Ambos se dividiram e correram contra o tempo. Até que no final desses 9 minutos se encontraram de novo.
— E ai...?
— Nada... E você? — May disse ofegante.
— Nada também...
— Oh...
Ambos se olhavam sem graça e desanimados.
— Eu lamento... — Drew disse meio chateado.
— Ah... Nem se preocupe...— May disse com um sorriso amarelo.
Eles se fitaram e depois fitaram o céu.
— Acho melhor eu ir...
— Eu te acompanho — Drew disse vermelho. — E você aproveita e conta o que aconteceu com a guirlanda velha.
May balançou a cabeça afirmativamente e eles começaram a andar.
— Você também tem que me falar o porquê de estar aqui...
— Ah... Certo... — Drew disse meio nervoso.
No caminho eles conversaram e Drew acabou descobrindo que May e Max haviam brigado e destruído acidentalmente a guirlanda de Caroline.
— Puxa... Que briga você e a do quatro olhos hein?
— É... — May disse entre risos. — Mas você ainda não me disse por que está aqui...
Eles chegaram à frente da casa de May e Drew começou a balançar os pés de nervosismo.
— Bem...Eu queria...
— May!
Drew e May se viraram e olharam a mulher que estava na porta.
— Mãe...
Caroline desceu as escadas e abriu o portão.
— Porque demorou tanto filha... E… Drew...? Olá!
— Er... Olá...
— Eu estava atrás da guirlanda mãe... Drew também me ajudou... Mas...
— Não se preocupe filha!Você não vaia creditar no que eu e Max achamos...
Caroline convidou os dois para entrarem e quando passaram pela porta ela apontou.
— Aqui. Não é linda? Estava guardada em uma caixa velha lá no sótão.
May simplesmente ficou de boca aberta e foi ao chão. Drew por sua vez riu e olhou a cena.
— O que foi filha?
May esperneava no chão enquanto Drew tinha uma gota na testa.
— Oh... Vocês tiveram muito trabalho!Me desculpem!
— Tudo bem... — Drew disse.
— Você não quer jantar conosco Drew?
May se levantou e fitou Drew, seu coração batia mais rápido com a proposta que sua mãe havia acabado de fazer.
— Eu não quero incomodar...
— Não seria nenhum incomodo... Até porque você deve ter se esforçado muito para ajudar minha filha. — Caroline dizia com uma voz doce enquanto cutucava as costas de sua filha.
— Ai!É... É mesmo Drew...
Drew ficou pensativo por um instante.
— Bem... Se é assim... Tudo bem...
— Que ótimo!Agora vou voltar para minha cozinha...
Caroline entrou deixando Drew e May na porta.
— Eu ainda não acredito... — May dizia com uma voz decepcionada.
— Nem eu... Rsrs...Rsrs...Pelo menos foi divertido...— Drew dizia sorrindo.
May estranhou um pouco ver Drew feliz, mas aquele sorriso lindo fez com que ela sorrisse também.
— É foi divertido...
Ambos se olharam sem graça, e o silencio tomou conta do lugar.
— Acho melhor entrarmos...
— Espera!Eu queria te dar uma coisa...
— O que?
Drew revirou o bolso de sua calça novamente até achar a caixinha de veludo, ele muito corado entregou a caixa e se virou envergonhado.
May curiosa pegou a caixa e mais que depressa a abriu. Revelando o lindo pingente de safira em forma de rosa.
— O... Obrigada... Eu nem sei... O que fa... Falar!— May dizia de boca aberta quase chorando.
— Não foi nada!
— Drew é lindo... Eu nem comprei um presente para você!
— Ah May...
— Drew... — May ficou vermelha e tocou levemente nos ombros de Drew fazendo com que o menino ficasse de frente para ela.
Ela lentamente se aproximou dele até sentir a sua respiração e o seu hálito gelado. Pouco a pouco foi se aproximando dele até tocar de leve os lábios nos dele. Drew ficou vermelho, mas retribui o beijo puxando May ainda mais para si.
Depois de algum tempo eles se separaram vermelhos e se fitaram.
— May você não v...Cabeça de grama?
—MAX! — May disse ficando ainda mais vermelha.
— O que você está fazendo aqui? — mas disse desconfiado. — O que vocês andaram aprontando?
— NADA!Cuida da sua vida! — May disse brava.
— Sei... Vou ficar de olho em vocês dois...
— Affs...
—Agora é melhor entrar... Mamãe quer que você faça não sei o que...
— Ok...
May e Drew se olharam novamente e entraram.
— Sabe... Acho que poderíamos fazer tudo isso de novo ano que vem... — May disse sorrindo para Drew e depois indo ver o que sua mãe queria.
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