Enquanto Sobrek ia caminhando, ele ia “conversando” baixinho consigo mesmo.

— Por que a presença dela não é detectada pela espada? Será que o seu coração não possui maldade? Eu me sinto tão confuso. Não posso me deixar levar pelas aparências. Claro que ela tem maldade, afinal ela é filha do Nahog e está seguindo os passos do pai dela e eu também vou seguir os passos do meu.

Luna passou o domingo todo ligando para Arika, a família dela já tinha anotado vários recados. Arika não estava atendendo seu celular e nem respondendo as mensagens.

Na segunda-feira, Luna estava ansiosa para a chegada de Arika. Sobrek aproximou-se.

— Bom dia Luna.

— Bom dia Sobrek. Como está o seu braço?

— Está melhor. Mais uma vez, obrigado.

— Imagina, não foi nada.

Akuri passou de cara fechada, encarando Luna e Sobrek. Luna tentou não dar muita importância.

— Então Luana, o que você fez ontem? Algum programa legal?

— Nada demais, eu só...

Luna interrompeu a sua fala, porque Arika chegou de braços dados com Thoth.

— Bom dia pessoal. – Disse Thoth.

— Bom dia. Arika vem comigo – Luna puxou Arika pelo braço até o corredor. – O que significa isso?

— O quê?

— Como assim o que? Você chegou abraçada com um estranho.

— Ele não é estranho. Ele é meu namorado.

— Como assim? Você conheceu esse cara na sexta.

— Mas ele é meu namorado. Vou voltar para a sala.

Arika estava estranha. Ela estava andando e falando como se fosse um robô. Luna voltou para sala arrasada. A aula começou. Sobrek estava observando Thoth, algo nele o incomodava.

Ao término da aula, Thoth saiu do colégio apressadamente. Sobrek resolveu segui-lo.