Notas iniciais
Olá a todos aqueles que estão lendo a minha primeira fic, espero que vocês gostem e me deem sugestões para os próximos capítulos. Espero que gostem.

Meu nome é Alicia Hall, filha de Zeus, descoberta recentemente. Há algum tempo atras eu morava com a minha mãe em um apartamento de classe media baixa em São Paulo.

É meio doloroso falar da minha mãe, ainda dói muito dentro de mim, tudo o que sei é que ela sempre me tratou como lixo. Nunca conversamos como mãe e filha, muito menos fomos no parquinho brincar juntas. Tudo o que sei sobre ela esta nas suas fotos antigas, alegres e sorridentes. Nunca a vi sorrir nem por um minuto. A sua vontade de viver parecia se dissipar conforme o tempo passava. E eu cada vez mais sozinha. Por isso, quero começar do inicio.

Desde que eu era pequena, coisas muito estranhas aconteciam comigo, as pessoas me olhavam torto na rua quando me viam, porque segundo elas tudo o que acontecia de ruim em lugares públicos era minha culpa, por exemplo, as escolas em que eu estudei pegaram fogo, os parquinhos que eu frequentava eram sempre invadidos por monstros, que só eu conseguia ver, então quem iria acreditar em uma historia tão absurda quanto essas que eu contava para eles. Minha mãe nunca se importou comigo, então tudo o que acontecia de errado comigo era uma responsabilidade minha, só minha.

Eu nunca havia questionado a minha mãe sobre o porque de meu pai não morar conosco, até que um dia eu tomei coragem e decidi que era hora de saber, não que eu me importasse com essa questão, mas eu sabia dentro de mim que eu tinha o direito de conhecer o meu ele. Eu sempre via aquelas crianças de mais ou menos a minha idade, acho que uns sete anos brincando com seus pais e mães alegremente sem nenhuma preocupação com um futuro que poderia não existir.

– Mamãe, por que eu não tenho pai?-Disse eu perguntando a minha mãe que estava deitada na cama em seu quarto.

Ela simplesmente virou para o outro lado e me ignorou, como se eu fosse um mendigo pedindo esmola. Eu estava começando a ficar cansada de tudo isso, minha mãe sempre me ignora, eu não tenho amigos, e só estou aqui contando a minha história graças a uma senhora chamada Guadalupe, que cuida de mim desde que me conheço por gente. Ela sempre me deu carinho, comida e roupas que recebia de outras pessoas, ao contrário de minha mãe ela nunca me deixou faltar nada, então eu nem me importava mais com as ofensas e a solidão que enchia meu coração quando eu voltava para casa.

– Ora cale-se me deixe dormir. Vá para a casa da Guadalupe e me esqueça, daqui a pouco eu vou trabalhar e preciso descansar. Vamos saia do meu quarto agora. — Disse ela erguendo a vós em um tom que eu nunca tinha ouvido antes, já que ela sempre me ignorava.

– Eu só queria saber o nome dele. — Disse eu começando a chorar. — Você é má mamãe, sempre me ignorou, fingiu que eu não existia, nunca olhou em meus olhos e disse que me amava, o que eu te fiz para me tratar desse jeito? Meu pai pode ter te abandonado quando eu ainda era um bebe, mas eu sempre estive aqui com você, eu não me importo com o que ele fez, por que eu ainda estou aqui. Eu sinto muito por ter nascido assim.

Ela nem sequer moveu um membro para me ver. Simplesmente ficou lá quieta como sempre fazia, eu nunca me senti tão só como naquele momento, minha vida passou diante de meus olhos como um relâmpago e eu não consegui enxergar mais nada a minha frente por alguns instantes.

Depois de conversar com a minha mãe fui para o meu quarto arrumei a minha mochila e decidi que era hora de viver minha vida sozinha, eu não tinha ninguém, minha mãe não se importava comigo, a dona Guadalupe era uma senhora de idade e não poderia cuidar de mim por muito tempo. Depois de arrumar a minha mochila, fui ao quarto da minha mãe, peguei um foto sua para me lembrar dela, pois ela já tinha ido para o trabalho e sai de casa sem ninguém me ver.

Atravessei a rua e andei alguns quarteirões sozinha até que cheguei ao parquinho que sempre frequentava quando não conseguia ficar em casa. Ver aquelas crianças sorrindo, brincando com seus pais alegremente enquanto eu me sentia sozinha e infeliz. Sentei-me no balanço em que eu sempre sentava, para pensar um pouco na vida. Ao meu lado tinha um garoto que parecia ter a mesma idade que eu, mais o menos uns sete anos, ele tinha olhos negros, cabelo encaracolado pele morena, e sentava de um jeito meio estranho no balanço.

Eu abri um leve sorriso quando vi aquele garotinho, mas logo parei quando percebi que ele estava chorando.

– O que aconteceu ?- Disse eu preocupada.

Ele simplesmente abaixou a cabeça e deixou escorrer uma lagrima de seus olhos. Decidi não me intrometer, talvez ele não quisesse falar sobre isso, então deixei pra.

De repente alguns garotos apareceram e começaram fazer brincadeiras maldosas com o garoto, do tipo que magoam de verdade, eles tinham quase o dobro do tamanho do garoto, e pareciam querer partir para a briga a qualquer momento. Eles se vestiam quase que igualmente, usavam moletom e calças jeans surradas e tênis.

– Olhem só esse moleque. Filhinho da mamãe. Você vai me pagar por ter nos dedurado hoje para a mamãe.

O garoto não fez nada, ficou ali parado com a cabeça baixa, naquele momento meus problemas pareciam bem menores que os dele.

– Parem deixe ele em paz, ele só uma criança, olha só o tamanho de vocês, acho que ele já esta mal o bastante para ter que aturar vocês o aborrecendo. — Disse eu deixando escorrer uma lágrima de meus olhos.

– Nossa, Peter Johnson deixa uma pirralha defende-lo dessa maneira, estamos morrendo de medo.

O garoto me pegou pelo pescoço e jogou longe, dei de cara com uma árvore, mas nada aconteceu, era como se a arvore tivesse absorvido o meu impacto, era como um colchão para mim.

Os garotos fizeram a mesma coisa com o garoto que foi lançado no escorregador e desmaiou. Naquele momento meu sangue esquentou, senti a adrenalina tomar conta de mim, parecia que um furacão acabara de acordar dentro de mim. Eu sentia descargas elétricas percorrerem o meu corpo, eu me sentia viva, poderosa, como nunca. Peguei um punhado areia da caixa de areia e guardei no bolso da minha calça. Corri em direção aos garoto que agora estavam indo na direção do menino, quando de repente um relâmpago caiu bem na frente deles. Os garotos corriam como se tivessem visto fantasmas.

Fui ver se o garoto estava bem, e tudo o que vi foi ele sair correndo antes que eu pudesse ver como ele estava.

Fiquei parada lá por algum tempo, sem me mexer, quando de repente eu viro e dou de cara com um homem alto, pele morena, cabelos raspado, usava moletom branco e uma calça jeans azul claro.

Tudo o que eu me lembro foi dele dizer foi:

– Você!

Então eu desmaiei.

Notas finais
Essa foi a minha primeira fic, espero que tenham gostado e me deem sugestões para o próximo capitulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.