Notas iniciais
Com o segundo capitulo da historia, novas descobertas são feita, assim como novos parceiros. Espero que gostem !

Era manhã quando voltei a acordar. Meu braço pegava fogo, além de estar o dobro do tamanha por causa do inchaço. Caminhei a esmo pela floresta agora bem iluminada. Não conhecia o lugar onde estava, não sabia nada sobre ferimentos e não tinha nenhum poder curativo. Eu estava completamente sozinho e com dor.

Por não lembrar de nada, também não sabia quando foi a ultima vez em que eu comi algo. E pelo que minha barriga se contorcia em um nó de fome parecia haver dias. Depois de muito andar a exaustão veio. Deitei-me no chão coberto de grama e tentei relaxar os músculos.

O céu estava limpo, com brilho de verão, dando contraste com o verde escuro do topo das arvores ao meu redor. Enquanto meus pensamentos vagavam pela paisagem, um pássaro voou por cima das arvores. Era uma Pelipper. Ela olhou de lado para mim por um segundo de curiosidade e depois voou para longe. Não me incomodei e continuei a descansar, pressionando minha ferida com um folha, tentando amenizar a dor. Mesmo que isso não fizesse sentido.

Pouco tempo depois o mesmo pássaro havia voltado, voando por cima de mim. Ao olha-lo vi que ela havia deixado algo cair. Me aproximei e vi que era um bilhete, que dizia:

"Não saia dai. Já pedi ajuda."

De inicio eu não tinha entendido o por que eu precisava de ajuda. Olhei de novo para ela, mas ela já não estava mais lá.

Percebi então um movimento de relance em um galho próximo. Lá estavam um Spearow e um Taillow. Ambos me olhavam fixamente com olhos vermelhos, como se eu fosse sua presa. A ferocidade de ambos me fez cair.

Eu sabia de algum jeito que era normal os Spearows serem nervosos por natureza, mas aquilo não era normal. Era como se fossemos inimigos declarados.

Me arrastei até ser interrompido por um tronco de arvore. Percebi que eles se inclinaram levemente em minha direção. A simplicidade do movimento tornou a investida quase hipnótica. Os dois partiram em disparada num voo rápido.

Não tive tempo de reagir e por reflexo me encolhi. Minha mente gritava, mas não tive chance de atacar. Fechei os olhos tentando inutilmente me esconder da dor. Com isso pude sentir a natureza ao meu redor, o leve som do vento entre os galhos preenchido de diversas folhas. O som das asas de ambos os pássaros cortando o ar. Escutei também um vulto que passou por mim, vindo de trás da arvore onde eu estava apoiado.

A curiosidade me fez abrir os olhos no momento em que um Elekid atacava rapidamente os pássaros.

— Você está machucado? — me perguntou um Torchih que saiu do mesmo lugar que o Elekid.

Ainda estava atordoado, então só balancei a cabeça.

— Bom.- ele se apreçou em ir ajudar seu companheiro.

Os dois times se enfrentaram com um fúria silenciosa. Spearow e Taillow afiavam suas garras no chão, enquanto Elekid cerrava os punhos e Torchic aquecia seu interior.

Numa explosão de movimentos os dois lados se chocaram. Sem perder tempo, elekid dá uma rasteira em spearow enquanto esse avança. Não foi um ataque muito efetivo, mas lhe permitiu emendar um choque do trovão, fazendo-o desmaiar.

Com taillow não foi tão fácil. Ele desviou do ataque de brasas do torchic e contra atacou com ventania.

Quando vi que eles estavam atacando para me proteger, eu me senti enormemente seguro e confiante. Pus-me de pé e concentrei-me. Respirei fundo e me permitir relaxar, sentindo a natureza ao meu redor. O vento roçando minha pele, os galhos se remexendo e as folhas dançando. A luz do sol que agora penetrava sobre as folhagens. Ah, a luz. Era estimulante o seu toque. Como se suas partículas penetrassem em minha alma, aquecendo-a como uma chama.

Minha calma e concentração eram tão grandes que eu tive a sensação de flutuar. Meu poder psíquico fluía com a força da água quando cai de um penhasco, formando a cachoeira. Me infiltrei na mente de taillow, distorcendo e confundindo seu celebro. Meu ataque possibilitou torchic arranha-lo, fazendo-o desmaiar.

Os dois se entre olharam antes de se unirem ao mim. Torchic foi o primeiro a falar.

— Valeu. — ele estava desapontado e sem jeito. Com a cabeça baixa ele arranhou timidamente o chão com sua pata.

— Eu que agradeço. — lancei um sorriso gentil para os dois, tentando reverter o animo do torchic.

— Você leva jeito com lutas. A quanto tempo você despertou? — elekid me olhava curiosamente.

— Como assim despertou?

Eles se entre olharam de novo. Desta vez durou mais e eles estavam aparente mais pensativos. Eles se aproximaram mais, como se estivessem tomado um decisão. Sem ao menos pedir, o elekid agarrou minha mão. Depois de olhá-la falou:

— Essa marca representa o seu despertar. E indica que você foi desperto por alguém do reino branco. — como se me ajudasse a entende-lo eles mostram que possuem a mesma tatuagem.

Eu não havia entendido nada. Meu rosto deve ter me denunciado, já que eles tornaram a explicar.

— Inicialmente, quase todos os Pokémon são seres selvagens. Agem com o instinto primitivo. São como os pássaros que acabaram de nos atacar. — exemplifica torchic apontando para ambos os pássaros. — Quando um Pokémon está nesse estado ele não tem a mínima consciência de seus atos. Atacam com tudo ainda mais quando se trata de um Pokémon já desperto.

— Porém, há certo tipo de Pokémon que tem a habilidade de acordar o lado lógico da mente dos outros. O Pokémon passa a raciocinar logicamente e deixa seu lado selvagem de lado. Também há o fator de seus dias de selvagem serem esquecidos, como se nunca houvessem existidos. E quando usado esse poder num Pokémon, o usuário deixa uma marca, representando de que reino ele pertence. — elekid mostra de novo sua marca. — Essa marca representa o reinado branco. Se você têm essa marca como nós quer dizer que somos aliados. — ele estende a mão em um comprimento. — Eu sou Vicerus e esta é Maota. — disse e apontou com a outra mão para seu companheiro.

Retribui os comprimentos e acrescentei:

— Eu me chamo Heran. Mas ainda estou confuso em relação a tudo. — disse estendendo os braço ao nosso redor. — São muitas informações ao mesmo tempo.

— Não se preocupe mais, com o tempo você vai ver tudo se explicará sozinho. — diz Maota. — Você já tem algum lugar para passar a noite?

— Se eu entendi bem, eu despertei na noite passada e não tibe tempo de preparar isso. — falei como se me desculpa-se por ter sido atacado.

— Durante a noite? Você tem sorte mesmo. — comenta Maota com tom de surpreso.

— Por que? — respondi curioso.

— Por que os selvagens que vagam durante a noite são mortais. Matam e destroem tudo em seu caminho. — Maota percebe que estava me assustando e se cala de repente.

Como de costume eles se entre olharam. Com a demora de uma única respiração elekid se vira para mim com olhar determinado e fala:

— Como você faz parte da nossa nação, creio que gostaria e nos ajudar em troca de comida, abrigo e proteção. — ele parou por um segundo, analisando minha reação. — Nós temos um pequeno acampamento aqui perto. Podemos ir até lá se quiser fazer parte do meu grupo.

Algo diferente aconteceu quando ele disse isso. Meu interior se agitou, como se estivesse me dizendo algo. Eu não tinha pensado no assunto, mas minha boca já tinha respondido positivamente. Talvez fosse aquela pequena parte que até o dia passado estava afligida com a solidão. Talvez foi nesse instante que eu tive a esperança crescente de não estar mais sozinho. Espero poder me agarrar a esse sentimento e nunca mais soltar. Quero mostrar que eu sou capaz, defendendo o que for importante a eles, já que fizeram isso por mim hoje.

Notas finais
Ai está a continuação. Fico feliz por você estar lendo. Até a próxima
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.