A Guerra das Cápsulas

106 Um palácio para Chichi


Notas iniciais
Yo mina-san! Aproveitem o capítulo de hoje!

Chichi ainda estava falando que não permitiria a luta entre Gohan e Black, quando Vegeta a interrompeu.

— Deixe de ser imbecil! — Vegeta disse — eu vou avisá-la que vou fazer o que for preciso para derrotar Black, mas não vou ficar no caminho dele, caso ele queira matar o pirralho.

— Não ouse falar do meu filho! — Chichi gritou.

— Eu falo o que eu quiser do pivete, eu só queria deixar claro que assim que essa crise for resolvida, eu vou romper qualquer acordo que haja entre o meu planeta e o seu e anular o casamento. Não vou permanecer casado com uma prostituta indigna que suja a linhagem saiyajin!

Chichi tentou dar um tapa no rosto dele. Vegeta a segurou pelo punho e pressionou até o limite da dor da terráquea. Trunks, Tarble e Bulma correram em volta de ambos para impedir que Vegeta a machucasse.

— Me solta, seu desgraçado! Pensa que eu estou triste de anular o casamento? Eu estou é bem feliz, isso sim! E já que vai romper os acordos eu vou levar de volta todas as riquezas que trouxe comigo e vocês vão continuar mendigando como antes! — Chichi respondeu.

— Nada disso. Você não vai levar nada. Todos os terráqueos serão escravizados e vocês vão trabalhar de graça para enriquecer o meu planeta!

Whis, que até então apenas pensava na história que tinha ouvido de Trunks, entrou no meio da discussão.

— Vegeta-san, não seja tolinho! Você não aprendeu nada mesmo, não é? Essa crise toda é culpa de vocês saiyajins que viviam matando e escravizando povos inocentes! Eu bem queria que o Gohan derrotasse Black como a profecia original diz, ao invés de ser morto. E já que o Trunks-kun é um menino bom, ele pode se tornar rei no seu lugar!

— O que disse? — Vegeta perguntou irritado.

— É isso mesmo, o Trunks-kun pode se tornar rei dos saiyajins no seu lugar já que ele é o seu filho, não é mesmo Trunks? — Whis se dirigiu ao rapaz.

— Eu fico honrado de terem pensado em mim, mas não está em meus planos ser rei de nada — Trunks se esquivou.

— É bom mesmo — Vegeta emendou — eu ainda vou reinar por muito tempo!

— Será mesmo? — Whis deu uma risadinha.

— Olha, eu não tinha pensado nisso! — Bulma falou olhando para Trunks — quer dizer que você é o meu filho que eu tive com o Vegeta? Uau, que filho lindo que eu tive! — ela disse empolgada.

— Eu não falei nada, porque não sabia se meu pai iria gostar de falar sobre isso abertamente — Trunks ruborizou.

— Mas porque ele não gostaria? Ah, já sei, o Vegeta é um rabugento, mas fico feliz que você não herdou essa personalidade dele, mas você é tão lindo e gentil, pelo visto não herdou nada dele! Você é inteligente também? — Bulma perguntou.

— Eu acho que sim... bem, nunca tive problemas com os estudos.

— Então é maravilhoso! — Bulma disse excitada — meu filho é inteligente, gentil e lindo, igualzinho à mim!

— Gentil? Bem, a senhora não era muito gentil não, mãe — Trunks disse.

— O quê? Menino olha só como fala comigo!

Todos começaram a rir, exceto Vegeta que se retirou para treinar irritado por Whis ter mencionado que ele não deveria mais ser o rei, e Chichi, que percebendo que seus pensamentos obscuros não agradariam a conversa descontraída de todos, subiu para seus aposentos. Antes passou no quarto onde Gohan dormia, e zelosa, observou o sono dele, o peito que subia e descia ritmicamente pela respiração suave. Os cabelos compridos do garoto espalhavam-se pelo travesseiro, ela os alisou e aspirou seu perfume, depois deu um beijo na bochecha dele e ajeitou seus cobertores. Saiu do quarto em silêncio e foi para os seus aposentos, encontrou uma silhueta conhecida a esperando no escuro.

— Goku-san? — ela quase gritou.

— Você não merece esse tipo de tratamento que recebe aqui, princesa.

Chichi tomou um susto absurdo quando ouviu a voz masculina bem conhecida. Não era Goku, o timbre do homem à sua frente era alguns tons mais graves.

— Black?! O que você está fazendo aqui?

— Eu vim saber se pensou na minha proposta. Você saiu sem avisar, logo imaginei que havia voltado para a convivência com esses mortais baixos.

— É melhor você ir embora, estão todos planejando o seu fim. Por que não desiste desses planos de destruição? Estão todos prontos para lutar contra você.

— Quem? Gohan? Trunks? Vegeta? Esses mortais não são páreos para mim, não existe possibilidade de eu ser derrotado por um deles. Está decidido que vou aniquilar esse universo e não há quem posso me derrotar. Vegeta é tão grosseiro que não foi capaz de me ver ou sentir minha presença.

— Ele sim, mas o Gohan e o Trunks...

— Não são nada além de mortais insignificantes. Mas acho divertido eles pensarem que podem contra mim. Bem, mas deixe esses mortais de lado, eu vim pela minha resposta, vai se unir à mim?

— Você deve estar louco se pensa que ainda vou me juntar à você! Eu sei que pretende matar o Gohan na luta!

Black pareceu não se abalar. Não era exatamente o que queria, ele desejava o corpo do menino para trocar com ele quando a criança crescesse, pois o corpo de Goku estava se deteriorando rapidamente pela sua alma poderosa. De qualquer forma, isso a colocava contra ele, e poderia o afastar dos seus objetivos.

— Vai negar? — Chichi perguntou — Vai negar que estava querendo me enganar para matar meu filho?

— Não — Black respondeu calmamente — eu não vou negar que de fato queria ele fora do meu caminho. Mas então eu conheci você. E você me surpreendeu, pensei que fosse uma mortal insignificante, mas você merece ter nascido na realeza, dentre todos os mortais é a única que me interessa.

Chichi ruborizou.

— E mesmo assim você vai matar o menino? Ele é contra seus planos, assim como eu — ela disse.

— Mas eu não posso deixá-lo viver, se a intenção dele é acabar comigo, eu preciso eliminá-lo antes.

— Mas você me propôs... bem, eu pensei que se fosse o caso de realmente destruir tudo, você pouparia ele, e os meus amigos — Chichi argumentou.

— Isso não vai mudar, eu vou matar a todos que não merecem viver, isso não muda.

— Não mate os meus amigos, por favor!

— Seus amigos? Quem são essas pessoas? Vegeta que a despreza e acabou de te agredir e ameaçar? Esses outros que não se importam com os seus sentimentos e não reconhecem que você está acima de todos eles? — Black disse.

— Minha família então, por favor! Goku, o Gohan, meu pai...

— Son-Goku? Esse é o primeiro da minha lista, já te disse, esse cara nunca te mereceu.

Chichi não queria que ninguém morresse, mas tinha que usar o interesse de Black nela para ganhar alguma coisa, nem que fosse tempo.

— E se eu me unir à você?

— É tudo o que eu quero — Black respondeu com um sorriso.

— Então você vai poupar os meus amigos?

— Não... já disse que esses mortais insignificantes não merecem viver.

— Então eu não posso... já que vai matar a todos, me mate também, eu não posso viver em um mundo onde o Gohan não exista.

Black observou o rosto delicado que dizia essas palavras com determinação. Cada vez mais queria estar perto dela, conhecê-la, senti-la. Tinha o filho no meio do caminho, dois filhos, se considerasse o que estava na barriga e a sua versão mais velha que dormia no quarto ao lado. Precisava do corpo do menino para seguir com seus planos, precisava convencê-la. Mas uma mãe como ela nunca permitiria que ele usasse o corpo do próprio filho. A não ser que...

— Está bem. Se você se unir à mim eu poupo o seu filho. Não vou lutar contra Gohan.

Chichi parecia encantada com a proposta. Black percebeu que havia ganhado a negociação. Se aproximou e, a segurou pelo queixo com delicadeza, então a envolveu em um beijo muito calmo e romântico, apenas os lábios se encostavam suavemente. Chichi deixou-se levar por esse momento, e quando abriu os olhos, não estava mais no seu quarto, mas sim em um palácio de cristal que pairava acima das nuvens. As paredes refletiam a luz das luas do planeta exótico e das estrelas, ela podia ver as construções das cidades abaixo dos seus pés, e pelo instinto de proteger-se de uma queda, ela agarrou-se à ele.

— O que aconteceu? Como eu vim parar aqui? — ela perguntou temerosa.

— Eu criei esse palácio para você. Estamos em uma dimensão alternativa entre o planeta dos saiyajins e o mundo celestial. Aqui ninguém poderá te incomodar ou machucar, nem mesmo Zamasu poderá alcançá-la aqui.

— Mas por que eu tenho que ficar aqui?

— Apenas quero poupá-la de qualquer dano que possa sofrer quando eu começar a destruir tudo, e apenas um palácio como esse é digno de abrigar a sua beleza. Aqui há tudo o que você pode desejar, apenas com um pensamento e tudo o que você quiser, surgirá. Eu não posso estar com você o tempo todo, pois como sabe, tenho assuntos a cumprir, mas eu venho vê-la sempre que você quiser, e claro, quando eu quiser também.

Black fez menção de partir.

— Espera! — Chichi pediu — quer dizer que vai ser assim? Eu vou ficar presa aqui enquanto você mata os meus amigos?

— Você não está presa, pode sair quando bem entender, apenas não aconselho que saia pois seu corpo mortal pode não aturar a diferença entre as dimensões. E quanto aos "seus amigos", já falei, nenhum deles é seu amigo de verdade.

Chichi pensou em todos rindo descontraidamente na sala de jantar após Trunks narrar aquela história assustadora de como seu filhinho lindo sofreu. Pensou no planeta Terra que ainda abrigava a vida do seu pai e em tantas pessoas inocentes que morreriam por nada. Quis mudar de ideia, mas então pensou em Gohan dormindo tranquilamente, sendo morto sem nem ter chance de se defender. Ela tinha feito um acordo com Black, tinha que cumprir sua parte, e assim poupar a vida do seu filho. Mas não restava mais nada a barganhar já que havia o convencido e agora estava presa em uma dimensão alternativa completamente nas mãos dele. Só restava...

— Não vá ainda... — ela pediu — você fez tudo isso pra mim e não vai me explicar como funciona?

— Eu expliquei, é só pensar e tudo o que você quiser surgirá diante dos seus olhos — ele respondeu.

Chichi pensou em uma cama, grande e confortável, e ela surgiu com lençóis brancos de seda diante deles. Ela sentou na beiradinha da cama, e imaginou-se nua.

— Será que seu plano de destruição não pode esperar um pouquinho? — ela perguntou soltando os cabelos longos que caíram ao redor do corpo nu e volumoso de grávida.

Black sorriu e desfez o nó da faixa que prendia sua calça na cintura. Uniu-se à ela naquela cama e esqueceu-se momentaneamente como era entediante a vida de um deus.

Notas finais
Deixem comentários, abraços!