A Guerra das Cápsulas

21 Um contrato entre deuses


Notas iniciais
Yo mina-san! Sinceramente eu não vi porque segurar o capítulo até sábado sendo que tem uma explicação super importante nele. Sendo assim, enjoy!

— Eu sabia que você não acreditaria... vai achar que estou louco, senil.

— Que história é essa de deuses, pai?

— Bom, vou explicar desde o início.

Então o Rei Ox começou a relatar:

"Como você deve saber pois está nos nossos livros de história, a relação entre saiyajins e humanos não começou de forma amigável. Eles, os saiyajins, tentaram nos atacar, mas o intuito deles não era nos destruir completamente e sim nos tornarem escravos para que trabalhássemos e gerássemos recursos à eles. Nessa ocasião muitos dos nossos soldados morreram, pois a disparidade entre as forças de um humano e de um saiyjin eram infinitas. Então eu, vendo que não tínhamos condições de resistir aos ataques deles, ofereci um acordo de paz, disse que ofereceríamos nossos recursos voluntariamente se eles encerrassem os ataques imediatamente. O Rei Vegeta não aceitou e quis continuar nos atacando. Ocorre que nesse meio tempo, enquanto eles estavam aqui, o próprio planeta deles foi atacado por Freeza, que também queria transformá-los em escravos, mas com o intuito de levá-los como força militar para o próprio exército. Os saiyajins que estavam no Planeta Vegeta resistiram, e Freeza tendo sofrido grandes perdas, precisou voltar para o seu planeta para se restabelecer. O Rei Vegeta então resolveu aceitar o acordo que eu havia oferecido, mas como eu não era besta, sabia que ele estava desfalcado e assim que estivesse com força militar novamente viria com tudo para cima de nós, então eu resolvi que ao invés de simplesmente dar os nossos recursos de graça, faríamos uma troca, eles colocariam saiyajins aqui para nos defender de possíveis ataques de outras raças e nós forneceríamos os recursos que eles precisavam. Ele disse concordar, mas eu já conhecia a fama do Rei Vegeta, meus conselheiros então me sugeriram que eu exigisse que o acordo fosse firmado em um contrato e que vigorasse até o fim dos tempos, mesmo depois que morrêssemos. O Rei Vegeta pediu um tempo para pensar, mas eu sabia que ele estava só querendo ganhar tempo para se restabelecer e nos atacar novamente. Então pedi ajuda ao Kami-sama da Terra, para intermediar o contrato, afinal, era o destino de toda a humanidade que estava em jogo. Quando soube que era o famoso Rei Vegeta, mercador de escravos, responsável pelo genocídio de milhões de seres ao redor do universo, o Kami-sama pediu ajuda ao Kaio-sama. Este também sabendo que eram os saiyajins, os mais violentos e desonrosos dos seres, pediu ajuda ao Dai Kaio-sama. Sabendo que era algo que estava além dos seus domínios, pois os saiyajins já haviam matado muitos seres pelo universo à fora, este convocou uma reunião com todos os Kaioshins de todas as direções e até mesmo o Dai-Kaioshin-sama foi consultado sobre o que fazer. O Dai-Kaioshin-sama listou as mortes provocadas pelos saiyajins, desde os seus ancestrais mais antigos até aquela ocasião e descobriu que eles já haviam interrompidos ciclos de vida o suficiente para povoar centenas de planetas por dez vezes, tamanho o estrago que eles fizeram. Essas mortes todas estavam ameaçando o equilíbrio das forças do bem e do mal, pois o rancor dos seres pacíficos que foram mortos pelos saiyajins estava criando uma criatura maligna para vingar-se. Então, ele sugeriu que se fizesse uma aliança definitiva entre os saiyajins e um povo pacífico. Nós os humanos somos considerados um povo pacífico apesar de tudo, e ele estabeleceu a benção que o primeiro filho de um príncipe saiyajin com uma humana produziria um guerreiro místico capaz de derrotar esse ser maligno que surgiria no futuro para se vingar da morte que os saiyajins causaram. Então o Dai-Kaioshin-sama abriu o jogo com o Rei Vegeta, disse que no futuro o tal ser maligno surgiria para se vingar de todas as mortes provocadas e que nem eles, os poderosos saiyajins seriam páreos para derrotá-lo. O Rei Vegeta, que temia mais do que tudo a destruição da sua raça, concordou, agora de verdade e de bom grado, com os termos do contrato e sugeriu que o seu filho, que na época ainda era uma criança fosse o príncipe saiyajin a se casar com uma humana, e eu dei a minha palavra de que a minha primeira filha se casaria com o príncipe, e que juntos gerassem o guerreiro místico que salvaria a todos no futuro. É isso, eu sei que parece extraordinário demais, mas é a pura verdade"

— Nossa papai, quanta imaginação! — Chichi riu ao final da história.

— Filha, eu falo sério... não é brincadeira, é realmente verdade.

— Então quer dizer que o meu casamento está decidido pelos grandes deuses do universo? — ela desdenhou.

— Sim, filha. Esse seu casamento com o príncipe, por pior que ele seja, será de grande benefício para todos, pois está no seu destino ser a mãe do grande salvador a ser gerado com o príncipe saiyajin.

— Eles não podem desfazer essa merda desse contrato e jogar essa responsabilidade para cima de outra?

— Filha... não seja egoísta! Pense no que está em jogo.

— Pai, você sabe que eu não acredito nessas coisas de deuses e seres mágicos que vêm com soluções mirabolantes quando os humanos precisam.

— Não precisa acreditar filha, mas é assim que é.

— E o Vegeta sabe disso?

— Deve saber, afinal o pai dele morreu logo depois que o contrato foi firmado.

— E onde está esse contrato? Quero ver se isso é verdade mesmo!

— Não está comigo, está com o Dai-Kaioshin-sama.

— É lógico... — Chichi debochou — nem para ter uma cópia por escrito dessa palhaçada e provar que vocês velhos estão todos loucos.

— Chichi, pode falar o que quiser pra mim, mas seu destino e o do príncipe Vegeta está traçado desde muito tempo e infelizmente, ou felizmente, dependendo do ponto de vista, não há nada o que se possa fazer.

— Pai, você não entende...

— Eu entendo, filha... mais do que você pode imaginar. O Goku é um jovem gentil, é óbvio que qualquer moça romântica preferiria ele do que o intragável do Vegeta, mas você não foi criada para ser uma jovem tola e romântica, você foi criada para ser uma rainha forte e sacrifícios são requeridos. Eu também tenho que fazer os meus sacrifícios todos os dias.

O Rei colocou as mãos sobre os ombros da jovem e depois saiu, Chichi começou a chorar, não acreditava em nada do que o pai dissera, estava indignada por ele ter inventado uma história louca como aquela para justificar seus preconceitos, sabia que no fundo ele considerava Goku inferior e por isso não aprovava a união dos dois. Resolveu que já que ele não levava a felicidade dela à sério, então ela lutaria sozinha para conquistá-la.

Notas finais
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